Arquivo para July 21st, 2008

Jul 21 2008

TV On The Radio nº 3

Por Neto

Os nova-iorquinos do TV On The Radio estarão lançando o sucessor do Return To Cookie Mountain (2006) em setembro, segundo anúncio oficial.

O nome escolhido para o terceiro disco foi Dear Science, – com a vírgula mesmo, como se alguém estivesse dando início a uma carta destinada à “querida ciência”. As datas oficiais para o lançamento são 22 e 23 de setembro, respectivamente no Reino Unido e Estados Unidos, mesma semana em que The Hawk Is Howling, sexto álbum do Mogwai, chega às prateleiras no exterior.

O grupo trouxe a turnê do Return To Cookie Mountain para o Tim Festival apenas um mês depois do disco chegar aos Estados Unidos e Canadá, em outubro de 2006. Nessa mesma edição do festival o rock tocaram Yeah Yeah Yeahs, Daft Punk e Patti Smith.

Autor: Alex Correa

Fonte: Pitchfork

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Jul 21 2008

John Lydon fala sobre briga com Kele Okereke

Por Neto

John Lydon, vocalista do Sex Pistols, falou sobre sua briga com Kele Okereke, do Bloc Party, que aconteceu no festival Summercase nesse final de semana.

John contou que a discussão não aconteceu por racismo conforme o integrante do Bloc Party havia falado, mas sim por inveja – segundo ele, Kele tem inveja de seu sucesso. “[Nosso público] é muito variado, todas as idades, raças, religiões e cores”, disse Lydon, tentando mostrar que seu problema com Kele foge da questão racial. O rapaz ainda disse, indiretamente, que seu rival arrumou essa confusão por querer receber destaque da mídia.

“Quando você está em um festival no qual as bandas são [formadas por] tolos invejosos, é provável que seja seguido por mentiras e confusões”, disse John.

O Kaiser Chief Ricky Wilson se envolveu na briga, defendendo Okereke

A versão de Kele Okereke e mais informações sobre esse barraco (que deixou hematomas) podem ser conferidas aqui. E agora, de que lado você está?

Autor: Alex Correa

Fonte: NME

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Jul 21 2008

The Ting Tings + Dizzee Rascal

Os Ting Tings conheceram Dizzee Rascal no Glastonbury deste ano, e o rapper se interessou muito pelo som da dupla, chegou até a fazer uma cover de “That’s Not My Name” no programa Live Lounge da Radio 1. Mas ele não estava satisfeito, o interesse foi tanto que ele fez uma oferta ao Ting Tings: “Nós deveríamos trabalhar juntos.”

A vocalista da dupla agora admitiu que o sentimento é mútuo, e em entrevista ao Daily Star White disse:

“Na verdade nós adoraríamos fazer isso, porque ele [Dizzee] é ótimo. Seria legal fazer alguma coisa nova e ver o que acontece. Nós fazemos música bem diferente do outro mas eu acho que seria interessante. Eu tenho algumas idéias do que poderíamos fazer mas eu não quero contar.”

Será o início de mais uma parceria de sucesso?

Autor: Marçal Righi

Fonte: NME/BBC Radio 1

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Jul 21 2008

Amy Winehouse: Mais de dois anos sem o marido

Por Neto

Amy e Blake: Uma paixão quase doentia

Foi a julgamento hoje, na Inglaterra, o caso de Blake Fielder-Civil, marido de Amy Winehouse. O rapaz, que está na cadeia desde o final do ano passado, acaba de ser sentenciado a passar mais 18 meses na penitenciária de Pentonville, por agredir o gerente de um pub londrino e por oferecer a ele 200 mil libras para mantê-la calada.

Agora as opiniões se dividem sobre que fim levará Amy Winehouse depois de tal sentença. Alguns, que acreditam que Amy começou a se corromper por causa de Blake, acham que ela terá uma vida melhor longe do marido. Outros admitem que a acentuada depressão que Amy pode vir a ter por causa da decisão judicial pode levá-la a uma morte ainda mais precoce. Enquanto as discussões sobre o assunto ficam no ar,  a única coisa que é certa é a decepção da cantora, já que ela tinha certeza que o marido seria libertado – embora não tenha aparecido no julgamento de seu amado.

Autor: Alex Correa

Fonte: Expresso / NME

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Jul 21 2008

Karen O em novo projeto

Por Gabriel

Karen O, a vocalista do Yeah Yeah Yeahs, parte para o Native Korean Rock, seu novo projeto paralelo.

De acordo com ela, a banda visará algumas canções de amor compostas nos últimos anos. No entanto, não se sabe se os demais integrantes farão parte do projeto, ou se novos músicos serão contratados.

Cinco novas faixas já podem ser ouvidas no MySpace do grupo.

Para os shows de hoje, em Native, NY, a artista alerta os fãs em relação às altas doses de drama da apresentação.

Autor: Gabriel Zorzo

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Jul 21 2008

Sex Pistols X Bloc Party

Por Neto

Bem, como todos sabem, Kele Okereke, vocalista do Bloc Party, é negro – e já inclusive admitiu ter sido vítima de diversas formas de preconceito no passado -, e no festival Summercase (que aconteceu no final de semana) ele revelou ter enfrentado mais um problema que, segundo ele, aconteceu apenas por preconceito racial.

Okereke e os outros integrantes de seu grupo deram sua versão da história que, conforme falaram à imprensa, teve seu início no backstage desse festival. Quando o cantor se dirigiu a John Lydon (aka Johnny Rotten, vocalista do Sex Pistols) com a intenção de perguntar sobre uma de suas bandas favoritas (a Public Image Ltd., que foi formada por John e entrou em hiato no início da década passada), o membro do Sex Pistols se mostrou demasiadamente nervoso e falou que o problema de Okereke era sua “atitude preta” – nonsense total.

Furioso por ter ouvido tal coisa de um ídolo, Kele atacou Lydon, que logo foi auxiliado por três membros de sua equipe. Já no time do Bloc Party quem apareceu para dar ajuda foram Ricky Wilson e Yannis Philippakis, respectivamente do Kaiser Chiefs e Foals. As consequências? Aparentemente, Kele foi quem mais sofreu – ficou com diversos hematomas e cortes espalhados por todo o corpo. Falando em outro festival, que aconteceu nesse mesmo final de semana, Yannis revelou que foi algemado e por pouco não foi levado para a delegacia. Não se sabe das atuais condições de Ricky Wilson e de John Lydon.

Essa história ainda deve perdurar nas páginas de diversos jornais e revistas do Reino Unido, já que Okereke optou por denunciar seu recém declarado arqui-rival á polícia inglesa – não por agressão ou formação de quadrilha, mas sim por racismo.

Os criadores de jogos de luta para videogame (que geralmente usam rappers americanos como personagens quando há algum envolvimento com música) já devem estar interessados em dar uma versão alternativa para seus jogos, que também deveriam incluir Johnny Borrell¹ (do Razorlight), Alex Turner¹ (do Arctic Monkeys) e, é claro, Luke Pritchard¹ ² ³ (do The Kooks) em seu elenco.

O espanhol Summercase também contou com CSS, Interpol, Primal Scream, The Verve e Kings of Leon no line-up.

Autor: Alex Correa

Fonte: NME / Contact Music

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Jul 21 2008

Pergunte ao Móveis – Final

Por Neto

Chegou ao final o prazo de envio das perguntas para o Móveis Colonais de Acaju. Acabamos escolhendo mais de uma pergunta de nossos leitores, já que as sugestões foram tão boas.

As perguntas escolhidas foram de Hugo Paceli, Renata e Manuela. Também aceitamos a sugestão do Enio e  perguntamos sobre o Pukkelpop. Deixo vocês com o vídeo de Seria o Rolex? sendo interpretada ao vivo no Altas Horas, que foi ao ar na madrugada de ontem:

[youtube=http://youtube.com/watch?v=vc0bP8DiF88]

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Jul 21 2008

Entrevista: The Octopus Project

Por Neto

Experimental. A palavra que melhor define o The Octopus Project. A banda, que vem de Austin, no Texas, nasceu em 1999 e faz música quase totalmente instrumental, sem medo de experimentar novos sons, sejam eles comuns ou não.

A mistura musical está presente em toda a parte sonora da banda. Não há apenas a mistura de sons. Diversos estilos se cruzam, se juntam e se completam, fazendo dos discos uma viagem pela criatividade e ousadia destes quatro jovens norte-americanos. Um grande exemplo disso é o álbum mais recente, ‘Hello, Avalanche!’, lançado em 2007, que tem de tudo um pouco: tecladinhos 8-bit, post-rock, guitarras distorcidas, bateria pesada contracenando com batidas eletrônicas, pianos que se completam com sintetizadores, experimentando, sempre experimentando.

E eles acertam. Mas nem por isso deixam de experimentar e sempre aparecer com coisas novas. Esse ano lançaram o single ‘Wet Gold/Moon Boil’, e surpreendendo mais uma vez, ele contém duas faixas cantadas, por inteiro. Para uma banda que conseguiu seu nome e visibilidade (já tocaram no Coachella e este ano estão escalados para o Lollapalooza) só com instrumentais, isto é mais uma ousadia.

Mas não vou me extender muito mais, deixo que o entrevistado da semana, Toto Miranda, guitarrista/baixista/baterista (todos se revezam nas gravações e shows) do “projeto polvo” dê os maiores detalhes sobre sua banda. Confira a entrevista logo abaixo.

The Octopus Project é um nome bem diferente. De onde vocês tiraram tal nome?

O nome na verdade apareceu antes mesmo da banda começar e nasceu de um jogo de associação de palavras que Josh estava jogando com um amigo nosso enquanto tentava criar um nome para uma outra banda. Então um deles disse “Octopus” e, o outro, “Project”. Não funcionou como um nome para a banda em questão, mas quando começamos nossa banda o nome pareceu se encaixar. Não tem nenhum significado, mas é fácil de gravar e todas essas consoantes juntas parecem legais.

O som de vocês é bem experimental, com misturas de elementos eletrônicos, violões, bateria pesada e vários instrumentos pouco convencionais. Como é o processo de criação de tudo isso?

Gostamos de expandir a nós mesmos com todos os tipos de instrumentos e coisas que façam barulho, e nossas composições geralmente começam de uma idéia simples ou de um som que bate em nossos ouvidos. Se a idéia for boa, o resto da canção meio que se compõe sozinho com sons e camadas que complementam a idéia original. Não é fácil criar canções dessa forma com muita frequência, mas geralmente todos nós concordamos quando elas parecem boas. É bom ter uma grande variedade de instrumentos para que possamos achar os elementos exatos para construirmos nossas músicas. Acho que nosso processo de criação resume-se a testar a maior variedade de idéias que pudermos para que possamos ver qual funciona melhor.

Além de toda a crítica musical, vocês também admitem que seu álbum mais recente, Hello, Avalanche (2007), é o melhor de todos os quatro que já lançaram. A maturidade da banda foi a principal razão dessa melhora de qualidade?
Acho que a principal razão foi que estamos melhorando em fazer as coisas soarem exatamente do jeito que nós queriamos que soassem. Não sei se nossas idéias estão melhores, mas a execução delas ficou bem mais forte, o que faz com que todo o processo seja muito mais divertido!

O clipe de Truck foi gravado em uma exibição de aviões militares. Como surgiu a idéia de botar cabeças meiguinhas no corpo das pessoas que assistiam os aviões soltarem suas bombas?

A idéia saiu dos nossos amigos David e Nathan Zellner, que dirigiram o vídeo. Eles gravaram o material em um show aéreo e depois pediram para que desenhássemos umas cabeças estranhas, que são as usadas no vídeo. Acho que terminamos com uma excelente combinação de beleza com agitação… esses caras fazem bons trabalhos!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SDeTv12mulo]

Vídeo da música ‘Truck’

Como é a sensação de tocar em festivais grandes, como o Coachella? E qual é a expectativa para o show no Lollapalooza?

Tocar em grandes festivais é ótimo! A oportunidade de tocar para uma platéia nova em folha é uma das melhores partes de fazer turnês, e esses festivais geralmente apresentam a chance de tocar para um público novo. O Coachella foi ótimo nesse sentido – o público estava ótimo, a equipe estava ótima e a sensação de fazer parte de toda essa grande produção é ótima. O Lollapalooza está chegando rápido – é daqui a duas semanas! – e todos estamos extremamente animados para ele… é dificil saber o que esperar, mas acho que nós estamos apenas ansiosos para fazer um show divertido. Um show GRANDE e divertido!

Vocês acabaram de voltar do primeiro tour pela Europa. Como foi tocar por lá, em países que o público está bem acostumado com grandes shows e festivais?

[Tocar na] Europa foi uma experiência fantastica… fizemos muitos shows pequenos, muitos médios e alguns shows bem grandinhos. A reação das pessoas de todos os lugares que fomos foi ótima. Particularmente, meus favoritos foram o show em um pequeno festival em Padova (Itália) e o gigante que fizemos no All Tomorrow’s Parties, em Minehead (Inglaterra)… ambos foram shows bem empolgantes, e nos sentimos realmente honrados em tocar neles! Enfim, todas as cidades européias em que tocamos foram ótimas, fizemos muitos amigos e mal podemos esperar para tocar lá.

Por falar em shows e festivais, o Brasil está começando a ficar cada vez mais visível entre as bandas em turnê. O Octopus Project também está com os olhos abertos para o Brasil? Alguma chance de os vermos ao vivo?

Ficaríamos absolutamente contentes em tocar no Brasil! Nenhum de nós já foi à América do Sul, mas nós definitivamente daríamos um pulo por aí para tocar para vocês, se tivéssemos a chance. Se vocês ou algum de seus leitores têm alguma idéia de como poderíamos fazer isso acontecer, por favor, nos escreva um e-mail. Esses shows no exterior que planejamos até agora (na Europa e em Taiwan) foram incriveis, além de terem expandido muito nossas mentes, e nós também queremos ir à novos paises com a maior frequência possível, especialmente para algum lugar tão empolgante quanto o Brasil!

Ryan Figg, Toto Miranda, Yvonne Lambert e Josh Lambert

No final do ano passado, em seu site oficial, vocês prometeram novidades para 2008, e cumpriram, com o lançamento do single ‘Wet Gold/Moon Boil’. Alguma promessa de disco novo?

Estamos concentrando muita energia na composição de novas canções – seria ótimo completar um disco novo no final do ano, e queremos nos concentrar nisso assim que nossa turnê de outono terminar. Então talvez podemos ter algo novo no início de 2009? Pra falar a verdade, ainda nem temos novas músicas finalizadas, mas esse parece um bom objetivo para ser trabalhado. Estamos bem animados para compor novos sons – acho que coisas esquisitas, cativantes e dançantes serão nossos objetivos…

A maioria de suas músicas são instrumentais e, nesse novo single, duas faixas contém vocais. Seria esse o início de um novo Octopus Project, com mais partes vocais e menos instrumentais?

Eu gosto de pensar que estamos sempre trazendo novos elementos [para o Octopus Project], mas acho que acrescentar vocais parece uma mudança bem grande… certamente estamos abertos para usar mais vozes no futuro, mas acho que isso não significa tirar o foco dos instrumentos. Só depende da música – as vezes uma canção precisa de toques vocais para parecer completa, e as vezes os instrumentos dizem tudo por si só.

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Autor: Marçal Righi

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