Eu simplesmente amo a Sub Pop. É de se admirar o modo como ela tira bandas incríveis do anonimato, bandas como The Shins, The Postal Service (não tão anônima, o Ben já era famoso), The Go! Team, Band of Horses, Foals, Sebadoh e muitas outras. A mais recente e interessante delas tem nome: Fleet Foxes (algo com Raposas Ágeis no bom português). O Fleet Foxes é o mais novo membro do clube “oitocofolkrockdointerioreusoumabarbaenorme” e vem de uma cidade americana muito mais conhecida pelo movimento grunge que estourou nos anos 90, Seattle, e lançou este ano um disco inexplicavelmente bom, homônimo, e muito elogiado pela crítica mundial (conseguiu arrancar um raro 9.0 dos críticos da Pitchfork, minha principal e assumida fonte de inspiração). Mas por que tanto furdúncio? Eles realmente merecem tanto? Vejamos.

A capa, uma tela antiga, de 1559
Há que compare a banda com os saudosos Beach Boys, My Morning Jacket e até Animal Collective. Confesso que não me atrevo a fazer comparações entre bandas, minhas chances de falar merda são altas, porém, usando informações mais concretas, eu vou tentar. Os rapazes declaram abertamente suas influências, e de fato incluem os Beach Boys, além de Bob Dylan e música clássica. Digamos que em comparações mais contemporâneas, eles sejam uma mistura de Kings of Leon com The Dodos (lembra?). A atmosfera meio folk-country-rock resulta em uma musicalidade mais limpa e de mais fácil digestão, ao contrário dos comparados Animal Collective, e eles o fazem com sucesso.
A melhor música de todo o disco, White Winter Hymnal, traz acordes simples, porém acompanhados de um coro que remete ao bucolismo do interior (percebe-se este aspecto em todo o disco). Tiger Mountain Peasant Song tem o violão dedilhado à la Iron & Wine, uma faixa bem calminha, se comparada com a seguinte, Quiet Houses, que tem uma batida contagiante. Enfim, as 11 faixas revelam sua beleza pessoal com o tempo, portanto requer mais de uma escutada.
Não consigo colocar em palavras o que senti quando ouvi este disco pela primeira vez. Me deu uma sensação de paz combinada com a empolgação de mais um achado no mundo musical. Melhor disco do ano? Talvez. Mas acima de tudo, o Fleet Foxes merece extrema atenção neste excelente debut. Creio que os amantes da boa música vão concordar comigo. E a nota não pode ser menor do que a máxima:

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Autor: Cédric Fanti
Tags: Fleet Foxes, resenhas