Arquivo para October, 2008

Oct 31 2008

Notícias do dia (31/10)

Por Gabriel

Coldplay

O videoclipe oficial de Lovers in Japan, faixa do último disco dos caras, foi lançado hoje em todo o mundo, através da iTunes store. E o melhor, você poderá baixá-lo gratuitamente, deeeesde que possua uma conta norte-americana, cadastro que pode ser feito em poucos minutos sem ferir seu bolso.

É um ótimo clipe, talvez até melhor que os anteriores, e vale a pena ser conferido. Se você não possui o iTunes, ou simplesmente está com preguiça, pode conferí-lo abaixo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=2dCEw2Et86Y]

Thom Yorke + Jack White

Sim, Jack White confirmou! Em breve os dois entrarão em estúdio para confirmar a parceria. Mas devido a uma lesão de pescoço pela qual JW passa, e recomendações médicas de descanso, o encontro deve demorar uns dois meses pra acontecer.

Já nos conhecemos faz um bom tempo. Mas os médicos disseram que não posso tocar por dois meses. Enquanto isso, tenho escrito muitas músicas

Beirut! \o/

Zach Condon e cia estarão de volta em 2009, após cancelar sua última turnê européia. Em entrevista à Pitchfork, o músico revelou seus planos de lançamento de um par de EP’s, programado para fevereiro do próximo ano.

‘March of the Zapotec’ foi criado e gravado (em parte), durante a viagem de Zach e alguns dos seus companheiros de banda à Teotitlan del Valle, no México. As criações contaram também com a participação de 17 músicos de um grupo local.

‘Holland’, será creditado ao Real People, nome utilizado por Zach em suas primeiras gravações, quando possuía apenas 15 anos, e criou o The Joys of Losing Weight.

As faixas você confere abaixo:

Beirut – March of the Zapotec
‘El Zocalo’
‘La Llorna’
‘My Wife’
‘The Akara’
‘On a Bayonet’
‘The Shrew’

Realpeople – Holland
‘My Night With a Prostitute From Marseille’
‘My Wife, Lost in the Wild’
‘Venice’
‘The Concubine’
‘No Dice’

Para maiores informações sobre o trabalho de Zach Condon, confira a entrevista na íntegra (em inglês).

Glastonbury, o fracasso

Ok, todos já sabem que este não foi dos melhores anos para o festival, com bandas não muito atrativas e tudo mais.

Mas o que piora a situação para os próximos anos chegou ao nosso conhecimento hoje, através da entrevista de Michael Eavis, organizador do festival, à BBC 6Music.

De acordo com Eavis, este foi o primeiro, dentre todos os 39 anos de existência do evento, em que nenhum lucro foi gerado. Ele aponta o aumento no preço dos combustíveis como um dos principais fatores para a situação. E isso é preocupante, já que dessa forma não haverá dinheiro disponível para o alto investimento que o evento do ano que vem necessitará, cerca de 22 milhões de libras.

Ele se diz confiante com suas próximas atrações, e o dinheiro que proporcionarão.

Jackson Five, o retorno?

Algumas notícias têm rodado a internet sobre uma possível volta do famoso grupo Jackson Five, formado nos anos 70, que contou com Michael Jackson e seus irmãos.

A possível reunião foi alimentada por Jermaine Jackson, um dos integrantes, dias atrás, quando revelou à imprensa australiana os planos do grupo voltar em 2009 em nova turnê, que contaria inclusive com Michael.

No entanto, o conturbado músico já desmentiu toda essa história.

Apoio totalmente meus irmãos e irmãos, e temos compartilhado de ótimas experiências, mas atualmente não tenho a intenção de gravar ou sair em turnê com eles.

Estou atualmente no estúdio desenvolvendo novos e animadores projetos, que pretendo compartilhar em breve com meus fãs em shows.

fonte: JB Online, ContactMusic, BBC 6Music, NME, Pitchfork

Autor: Gabriel Z.

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Oct 31 2008

Lúcio diz

O Radiohead já confirmou suas primeiras datas na América do Sul, e isso é fato. Sigur Rós está no mesmo barco. Agora, Coldplay também pode estar na jogada. Vejam o que Lúcio Ribeiro publicou em seu blog:

* “RADIOHEAD AND COLDPLAY ARE A GO” – Assim chegou para mim nesta quarta-feira o email de um insider do circuito latino-americano de shows. A banda inglesa Radiohead, o cultuado grupo que mais vem-não-vem da história do showbis brasileiro, bateu o martelo quanto à oferta de Brasil, Chile e Argentina, os únicos três lugares na América do Sul que eles aceitaram tocar. Peru (novo “corredor” de shows) e Colômbia estavam na disputa. O desenho das apresentações do Radiohead por aqui é comandado pela Argentina, onde Thom Yorke e turma devem tocar em algum dia do finalzinho de março. Os shows de Brasil e Chile serão programados por volta dessa data. Já o Coldplay, de Chris Martin e Jay-Z (haha), desembarcam no mesmo período na região, para mais shows que o Radiohead. O Coldplay deve começar a nova turnê sul-americana em março. Sai pra lá, hein, crise econômica. Nem vem.

Uma outra – e mais pesada – banda européia confirmou sua presença em palcos tupiniquins: O Iron Maiden. A produtora do grupo confirmou que eles TAMBÉM passam por aqui em março de 2009. Com agenda cheia, é bom começar a guardar seus salários desde já.

Por Alex Correa

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Oct 30 2008

ACABOU

Quem ainda não havia comprado o ticket para comparecer ao Festival Planeta Terra, perderá os shows de Kaiser Chiefs, Bloc Party, Foals, Spoon, The Offspring e de todas aquelas outras atrações legais. Quem nos anuncia isso é a Ticketmaster Brasil, que acaba de dar o 4º e último lote do evento como esgotado. Os ingressos foram vendidos entre R$30 (1º lote) e R$75 (4º), para 15.000 pessoas que sairão de diversas cidades e Estados no próximo final de semana para chegar à Vila dos Galpões, no dia 8 de novembro.

Agora, a última chance dos mais atrasados é correr para o tópico de compra e venda de ingressos na comunidade do festival e ofertar. Se você é um dos que apelarão para o Orkut, boa sorte! Acho que todos vão precisar de um pouco.

Por Alex Correa

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Oct 29 2008

Notícias do dia (29/10/08)

- Plagiadores?

Um nova-iorquino resolveu botar um processo para correr depois que um musicólogo confirmou que sua composição é única e a existência de uma música semelhante não pode ser apenas coincidência. O nome do compositor é Jason Shapiro que, mesmo considerando-se um grande fã do The Hives, optou por processar o grupo, acusando-o de plágio por Tick Tick Boom, do último disco dos suecos. Agora, será a corte que avaliará se os riffs e melodia vocal de Why You? são realmente parecidas com os de Tick Tick Boom. E que seja feita a justiça.

(fonte: NME)

- Mais Gnarls

Gnarls Barkley, um duo americano de funk bem interessante, lançou seu segundo álbum nesse ano. Sete meses após The Odd Couple chegar as paradas e agradar um bom bocado de gente, Danger Mouse e Cee-Lo anunciaram que pretendem lançar um EP no início de novembro. O novo disco inclui quatro diferentes versões do single Who’s Gonna Save My Soul (uma instrumental, outra ao vivo e uma terceira mostra a faixa como um demo), além de conter a inédita Mystery Man e uma gravação ao vivo e Neighbors, que também foi lançada em The Odd Couple.

(fonte: NME)

- Novo da Lily Allen sai em fevereiro

O segundo álbum de estúdio da inglesinha tem lançamento oficial programado pra 9 de fevereiro. It’s Not Me, It’s You também teve sua tracklist confirmada, que nos aponta que Fuck You (antes chamada de Fuck You Very Much e/ou Guess Who Batman) estará no disco. Uma das músicas do novo trabalho, Everyone’s At It, já aparece no YouTube, misturada a um vídeo – aparentemente não finalizado – que faz elos entre celebridades (de Amy Winehouse a George W. Bush) e drogas (de cigarros à cocaína). As faixas de It’s Not Me, It’s You serão as seguintes:

1. Everyone’s At It
2. The Fear
3. It’s Not Fair
4. 22
5. I Could Say
6. Go Back To The Start
7. Never Gonna Happen
8. Fuck You
9. Who’d've Known
10. Chinese
11. Him
12. He Wasn’t There

(fonte: NME)

- Mistura inusitada

Uma colaboração entre o rapper Wiley e a cantora de folk Laura Marling pode surgir nos próximos meses. Em entrevista ao Daily Star, Wiley contou que anda fazendo ligações constantes a Marling, e que ambos têm feito planos de produzir algo juntos. “Não precisamos continuar com o rap e com o folk”, disse o rapaz. Façam suas apostas.

(fonte: Clash)

- Oitavo vem aí

“O Wilco já terminou de gravar as demos e não vai demorar a começar a gravar seu novo álbum”, fontes anunciam. Em entrevista à Rolling Stone, o guitarrista da banda contou que o oitavo disco de country alternativo do Wilco será mais “selvagem e inesperado”. Let’s see.

(fonte: Rolling Stone)

- Webisodes

Depois de lançar A Hundred Million Suns no início da semana, o Snow Patrol está postando vídeos diários no YouTube, com o intuito de promover a edição especial do CD. O primeiro “webisode” foi ao ar ontem (28), durando pouco mais de um minuto. No início do mês, o grupo saiu em uma turnê bem especial, passando por Dublin, Belfast, Londres e Edimburgo em apenas 48 horas.

(fonte: NME)

- Calvin Harris já tem substituto

Bem rápida, a produção do Festival Planeta Terra já anunciou quem vai tocar no dia 8 de novembro, na Vila dos Galpões, no lugar do DJ Calvin Harris. Quem entra é Justin Robertson, um inglês menos conhecido no Brasil, mas que é ó-ti-mo. Vale uma visita no MySpace.

 

- Oasis já com músicas novas prontas

Noel Gallagher, do Oasis, revelou que já está trabalhando no sucessor de Dig Out Your Soul, iniciando com duas músicas demos que provavelmente integrarão o futuro disco. I Want to Live in a Dream In My Record Machine e Come On It’s Alright são os nomes das músicas, e segundo Noel, são gravações psicodélicas, que remetem ao clássico The Kinks.

(fonte: NME)

- Line-up do Goiânia Noise Festival em São Paulo divulgado

O festival goiano contará com uma versão menor na megalóple paulista, o SP Noise Festival. A festa ocorre nos dias 21 e 22 de Novembro. Para mais informações, clique aqui. O line-up ficou assim:

SEXTA (21/nov)
Black Mountain (Canadá) (Palco 1)
Flaming Sideburns (Finlândia) (Palco 2)
Motek (Belgica) (Palco 1)
Os Ambervisions (SC) (Palco 2)
The Tormentos (Argentina) (Palco 1)
Black Drawing Chalks (GO) (Palco 2)

SÁBADO (22/nov)
Vaselines (Escócia) (Palco 1)
Black Lips (USA) (Palco 2)
The Ganjas (Chile) (Palco 1)
Do Amor (RJ) (Palco 2)
Calumet-Hecla (USA) (Palco 1)
Homiepie (SP)( Palco 2)

Por Alex Correa e Cédric Fanti

 

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Oct 29 2008

Notícias do dia (28/10/08)

- Para os clientes frequentes

Depois de muito protesto e um fuzuê danado em nossas páginas, resolvemos voltar a fazer atualizações mais frequentes. A magazine continua de pé. Enjoy it.

- Calvin Harris cancelou

E o show do Calvin foi cancelado mesmo. O DJ britânico era um dos mais interessantes da tenda de música eletrônica de toda a Vila dos Galpões e, de acordo com a assessoria do Festival Planeta Terra, um outro DJ internacional é cotado para substituí-lo. Caso um segundo plano venha a ser botado em prática, será uma atração nacional bombada que preencherá o lugar do produtor. Ainda não houve um pronunciamento da parte de Calvin, mas existe o boato de que uma doença inesperada bateu na porta do rapaz por esses dias.

- The Gossip falou

“Prometemos fazer nossa estréia no Brasil em breve”. A frase foi retirada do pedido de desculpas ao povo brasileiro escrito por Brace Paine, guitarrista do americano The Gossip. Pronunciando-se através do MySpace, o grupo que furou o Tim Festival ainda pediu, 1400000 desculpas e prometeu mil flores aos fãs, quando finalmente vier ao país. Lembrando, o cancelamento se deu por causa de uma organização precária da agenda da banda, que acabou marcando shows em datas próximas e, ao mesmo tempo, em lugares bem diferentes. Aparentemente, a Tim chegou a cogitar a criação de um processo contra o Gossip, mas desistiu pelo tempo e dinheiro que a ação tomaria. Ah, uma música nova apareceu no MySpace do grupo e se chama 1000 things.

- Thom Yorke + Björk

A Björk confirmou a participação de Thom Yorke em seu próximo single, ‘Nattura’. A faixa foi criada especialmente para a campanha de mesmo nome, que busca conscientizar os islandeses quanto à situação ambiental de lá. No entanto, a presença de Yorke é singela, nos backing vocals da faixa.

O lançamento oficial do single foi ontem, e você já pode baixá-lo aqui, em nossa comunidade.

Little Joy

Rodrigo Amarante e sua nova trupe anunciaram novas datas de seu tour norte-americano.
Diversos shows já foram realizados pela costa oeste do país, juntamente com Devendra Banhart e seu novo projeto Megapuss.
Mudando de lado, agora dirigem-se ao leste para uma nova série de shows, que se inicia dia 7 de novembro, em Saint Paul, Minnesota…passando por Chicago, Detroit, Nova York, Washington e muitas outras cidades.

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Oct 29 2008

MTJ Magazine #4

Fotos: Site do Tim Festival, Isabella Corrêa e Sérgio Luiz

A partir de hoje, o Move That Jukebox! receberá atualizações diárias de notícias. Para conferi-las, basta rolar a página.

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Oct 29 2008

Novas Raves fez o Tim Festa começar mais cedo

No Rio de Janeiro, as novas raves fizeram a grande festa do Tim começar antes mesmo de Junior Boys e Gogol Bordello pisarem em seus respectivos palcos. Com algum atraso, Neon Neon deu início à seu show por volta das 22:30, mas os poucos minutos que ficou no palco fizeram valer a espera de aproximadamente uma hora. A apresentação começou morna, enquanto as mulheres admiravam a beleza cult de Gruff Rhys, os homens babavam pela apaixonante Cate Le Bon e os bis decidiam para quem deveriam olhar com mais frequência. Não se passou muito tempo até Har Mar Superstar aparecer no palco de surpresa e transpirando irreverência. Vestindo uma camisa do Menudo, Har Mar passou a atrair todos os holofotes do local, com suas requebradas conquistadoras e, em um momento de ápice, sendo ovacionado incessavelmente enquanto cantava de cabeça para baixo, a pouquíssimos metros da pista.

Enquanto o homem não estava no palco, Gruff, Boom Bip, Cate e um baterista de nome desconhecido por mim tiveram maior feedback nas ótimas Steel Your Girl e Dream Car, que abriu o show. Durante toda a apresentação, o grupo sustentava-se em gravações de pequenas frases que se comunicavam com a platéia em português, com um forte sotaque britânico. A única mulher do grupo chegou a cantar de joelhos em alguns momentos, talvez pela falta da cadeira de diretor de cinema que a acompanha em shows europeus. Rhys, considerado o novo John Lennon pelo Snow Patrol, pareceu inspirado durante toda a apresentação e com um perfil mais geek do que o usual, lembrando vagamente os rapazes do The National, que tocaram no dia anterior na capital fluminense. Mais tarde, descobri que os olhos fechados de Gruff não tinham muita relação com inspiração, mas sim com uma noite de bebedeira. Mas isso é uma outra história…

Depois de um flashback dos anos 80, os integrantes do Klaxons entraram no palco exibindo sorrisos largos. Simon e James usavam as mesmas roupas da apresentação anterior, em São Paulo, o que foi facilmente abafado pela qualidade do show que viria a seguir. Com menos luzes do que o esperado, os britânicos abriram seu setlist com The Bouncer, originalmente de 2006, que só não fez as pessoas se remexerem mais do que o show do Gogol Bordello, que aconteceu mais tarde nessa mesma arena. A maior parte da animação do público se deu graças ao fato de que o show havia acabado de começar, ou seja, graças ao momento de êxtase puro. Entre super hits como Golden Skans, As Above, So Below e Gravity’s Rainbow, duas músicas inéditas e bem interessantes apareceram de surpresa, parecendo agradar: A primeira e mais animada, Moonhead, foi acompanhada por palmas rítmicas dos presentes, que demonstraram uma boa aprovação. A outra é The Valley of Calm Trees (ou simplesmente Calm Trees), que tem uma vibe bem semelhante a de sua colega de novidades e dá continuidade ao ar meio místico que a banda vem carregando desde seu primeiro EP “de verdade”, Xan Valleys, lançado em 2006. Essa segunda também teve a companhia de uns goles de álcool de Simon Taylor-Davis, que não se mostrava muito lúcido desde quando entrou no palco.

Quando a apresentação ia chegando a seu fim, em 4 Horsemen of 2012, o amor de Lovefoxxx já estava perdido na insanidade. Mais insana que ele próprio foi a música dos quatro cavaleiros (do apocalipse?), resultado de uma mistura de Klaxons com Har Mar Superstar, que subiu no Novas Raves pela segunda vez na noite – mas, dessa vez, trajando nada mais que uma cueca preta e branca (e quem precisa da Beth Ditto?!). O que havia sido o melhor show do festival foi desbancado logo em seguida, cerca de 30 minutos depois, pelo gypsy punk do Gogol Bordello. De qualquer forma, o Klaxons foi mais do que bom. Bem mais.

Por Alex Correa

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Oct 29 2008

Tim Festival, o MTJ ama você

Gostaria de começar pedindo desculpas sinceras ao Tim Festival. Muita gente (nós inclusive) passou 2008 falando incrivelmente mal da organização e sobre outros pontos falhos da última edição, mas sinceramente, nós não somos nem um pouco peritos no assunto “organização de show”, muito pelo contrário, e não acho que estamos no direito de contestar quem fez o seu trabalho direito ou não. Mas e os nossos direitos de consumidor? Bem, o fato é que consumidores nunca estão completamente satisfeitos. O que estou querendo dizer é: o Tim pode até ter errado. Mas este ano ele conseguiu se redimir. E o triste é saber que pouca gente presenciou isto, por opção própria (houve um boicote em massa) ou motivos financeiros (o ingresso custava bem mais caro do que no ano passado em SP).

A Arena do Ibirapuera: organização de primeiro mundo

Primeiro de tudo, a decisão de tirar o evento da Arena Skol e levá-lo para o Parque do Ibirapuera já fez toda a diferença. Foi uma escolha correta. Outro aspecto positivo – a pontualidade quase britânica. O maior atraso que consegui registrar foi de 15 minutos, nos dois dias que fui. Além disso, a estrutura, a organização e o ar-condicionado (ufa) proporcionaram uma experiência completamente diferente daquela vivida no ano passado, e era o mínimo que podia acontecer, visto que os preços estavam bem mais salgados. Mesmo com um pé atrás, conclui que a esquematização de atrações dividas por dia foi a melhor solução para conter o público, já reduzido. Ah, e um detalhe importante, aqueles foram os banheiros químicos mais chiques que eu já vi na vida (tinha até loção pós-barba!).

Confira a seguir a nossa cobertura do festival, transitando por duas cidades, São Paulo e Rio de Janeiro. Posso adiantar que foi sensacional, quem foi não se arrependeu e o Tim Festival reconquistou o nosso respeito.

Por Cédric Fanti

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Oct 29 2008

Melhor do PT

O Foals vêm da Inglaterra ao Brasil no início de novembro, para fazer performance única no país. O show acontece no Festival Planeta Terra, que vai ter total cobertura do Move That Jukebox!, em São Paulo. Lançado no início do ano, Antidotes conquistou quase todos os fãs de math rock – e até muitos que jamais haviam tido contato com o gênero -, menos a difícil Pitchfork.

Em entrevista à Terra, promotora do evento, o vocalista e guitarrista de nome difícil Yannis Philippakis se mostrou bastante ansioso para tocar em nosso país, usou aquele velho papo de “conhecer gente que já falou muito bem do público daqui” para explicar sua euforia – “espero que seja uma grande festa”, complementou ele.

Na mesma entrevista, Yannis disse que seu show será “mais caótico e divertido do dia”. Fundamentos pra isso, ele com certeza tem. Conforme relatos no Last.fm da banda, quem vê o Foals ao vivo, quer ver de novo, e de novo, e de novo… Em breve, meros mortais, também poderemos relatar na página, e outros sites usarão nossos depoimentos em suas matérias.

A entrevista completa pode ser lida no site do Terra, clicando aqui.

Ah, vale comentar que o curta metragem do Festival Planeta Terra já está rolando pela internet. Sem deixar de mostrar seu interesse no universo da web 2.0, a produção disponibilizou o filme, que é dividido em três partes, em seu espaço na rede. O mais interessante é que, não bastasse os rios de dinheiros gastos com a escalação de um line-up poderoso e na produção de um vídeo top, o PT ainda dá 10 mil reais para quem criar a melhor continuação da série. Mais informações você confere nesse link, onde também pode-se ver os vídeos.

Por Alex Correa

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Oct 29 2008

Tim Festa honra o nome no Ibirapuera

Uma grande festa! Isto era o que prometia a noite de 24 de outubro, na Arena Ibirapuera, em São Paulo. E a promessa foi cumprida. Como nos outros dias de festival, o local não estava lotado, proporcionando espaço para dançar e pular, sem falta de calor humano.

Ás 19 horas, como estava no roteiro, entraram em cena os Junior Boys, contando com um baterista de apoio. Deixando de lado músicas de seu álbum mais recente, eles tocaram um show baseado em seus discos mais antigos, e não decepcionaram. Mesmo tocando para um público muito pequeno, eles não desanimaram e conseguiram agradar quem chegou cedo ao Ibirapuera. Sua música eletrônica calma e melodiosa se mostrou uma boa trilha sonora ambiente para a arena que se enchia cada vez mais. Jeremy Greenspan e Matt Didemus chegaram ao final do bom show sem problemas, e uma aparelhagem começou a ser montada, na pista.

Eram os equipamentos de Dan Deacon, o gordinho carismático citado na última MTJ! Magazine como um dos 5 shows para não morrer sem ver. E quem acreditou no artigo e foi ao show do cara se deu bem. Dan já desceu cumprimentando todos, e mandou saírem os seguranças que insistiam em não deixar o público se aproximar de sua mesa. Mesa esta que era um caos de cabos, samplers, tecladinhos antigos e stickers coloridos, mas que parecia simples para Dan, que soube usar bem seus aparelhos, mas ainda melhor soube aproveitar a multidão presente na Arena Ibirapuera.

Antes de começar ele já fez todos agacharem e levantarem as mãos, apontando para alguém que não seguia suas ordens. E após acharem alguns rebeldes o show começou. As músicas eram todas parecidas, com batidas fortes e rápidas, alguns tecladinhos e Dan cantando e berrando coisas incompreensíveis graças ao baixo volume do microfone. Porém o que fez da apresentação uma das melhores da noite não foi a música em si, mas a performance. Deacon se abraçou aos fãs, passou por debaixo da mesa, ficou em pé nela, deu mosh, e então resolveu mandar abrirem uma grande roda. E chamando dois voluntários, promoveu uma apresentação de dança. Quem estava no meio dançava por algum tempo e então chamava alguém para seu lugar. Até deu certo, mas em pouco tempo o povo já estava empolgado o suficiente para todos irem se jogar na roda, que já não era mais roda, era uma pista fervendo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=NMoM1b90Nts]

A roda de dança do Dan Deacon

Quando tudo começava a voltar ao normal, o divertido gordinho convocou todos a montarem um grande túnel, como aqueles que você faz nas quadrilhas de festa junina, enquanto enche a cara de quentão. E ficamos todos nos divertindo, brincando de passar por debaixo do grande túnel de mãos que ocupava mais da metade da pista. E assim foi terminando a apresentação que aqueceu todo mundo, e que pareceu curta, deixando aquele gosto de quero mais. Antes de ir Dan recebeu muitas palmas, abraços, apertos de mão e dezenas de tapinhas na bunda. E um cheiro de ciganos começou a se espalhar no ar. O show mais esperado da noite era o próximo.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=g6zKTZM8es0]

A quadrilha do Dan Deacon

A ansiedade para os ‘gipsy-punks’ era grande, e a região próxima ao palco estava bem cheia. Eis que surge o louco/bêbado/ucraniano Eugene Hütz, carregando uma garrafa de vinho, acompanhado por sua trupe de guitarrista, baterista, baixista, violinista e sanfoneiro (?). O Gogol Bordello estava em cena, e a farra começou a acontecer, no palco e na pista. Logo de primeira veio ‘Ultimate’, que deu uma prévia do grande show que começava. Rapidamente foram formadas rodas de pessoas que se batiam, e também rodas de pessoas que apenas dançavam, felizes, do modo mais diferente que conseguiam. E pra completar a festa ainda entraram as duas integrantes que faltavam, completamente loucas, berrando, e trajando miniblusas do Santos Futebol Clube (??).

Uma das coisas interessantes do show deles é que não dá pra simplesmente pular. O pular do ritmo Gogol Bordello é diferente, os pés se mexem fazendo uma dança inconsciente, que mesmo não sendo uma dança propriamente dita, era o que mais se via na pista que se agitava cada vez mais, e que não se cansava de presentear Eugene. Cartas de baralho, copos de cerveja, chapéus e até uma calça foram jogados no palco. Teve até mosh de um cover do pirata Jack Sparrow. E nesse clima veio ‘Wonderlust King’, uma das músicas mais conhecidas da banda. O violão chamou a platéia, que atendeu ao chamado e cantou os versos junto com o vocalista, até chegar o momento em que a festa explodiu, com o refrão “But I’m a wonderlust king! I stay on the run! Let me out, let me be gone!”. O violinista Sergey Ryabtsev não conseguiria mostrar mais satisfação ao ver a loucura que seu riff pós-refrão causava em cada um presente.

Quando achávamos que a festa não poderia ser maior, uma introdução começou e Hütz emendou: “Ela não gosta de mim…”, seguida de um “Morena tropicana, oi oi oi”. As gargalhadas agora se juntaram aos já firmes gritos e aplausos. E sem dar tempo para a multidão se acalmar, o vocalista puxou mais um dos hits, que com certeza foi um dos pontos mais altos da apresentação, ‘Start Wearing Purple’. O que se ouvia era um uníssono de público e banda, todos entoando a ordem dos Bordello: “Start wearing purple for me now!”. Eugene cuspia vinho para cima, molhava os fãs com sua bebida, chutava o roadie, corria pelo palco, era difícil decidir quem estava mais extasiado, o vocalista ou o público.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d539_kKSQBA]

Ela não gosta de miiim!

Para fechar a apresentação, eles tocaram ‘Mala Vida’, sucesso do amigo da banda Manu Chao, que foi também muito bem recebida e teve seu refrão cantado pelos presentes. A banda toda pulava, corria, as dançarinas tocavam bumbos e pratos, gritavam, ninguém parecia querer sair do palco. Mas o show teve que acabar, e após serem aplaudidos por muito tempo, eles finalmente se retiraram. Realmente foi bem curto, mas cada segundo valeu a pena. Uma insanidade que quem presenciou pode se gabar, pois entre as bandas atuais o blasé faz mais sucesso e algo como o Gogol Bordello é bem difícil de se ver. Mas agora quem voltava ao palco da Arena Ibirapuera era a música eletrônica.

O DJ inglês Dave Taylor a.k.a. Switch ficou encarregado de fazer o pós-show, e não deixar que os ânimos se abalassem após o gran finale dos ciganos. Mas seu trabalho não foi o suficiente para manter a pista bombando como estava, e muita gente foi embora, o que já era de se esperar. Porém, apesar de um pouco repetitivo, Switch conseguiu se sair bem, tocando bastante fidget house e electrohouse, arriscando um dubstep no final, e quem ficou para curtir a festa até o final teve um bom motivo para continuar dançando, sem se cansar.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YuDBJAO2P6c]

DJ Yoda + Mario

E enfim chegou a hora da última atração da noite, que chegou sem hype nem expectativa, mas proporcionou uma agradável surpresa aos firmes festeiros. Era o DJ Yoda, que incrivelmente mixa DVDs, e faz scratches neles, proporcionando um show audiovisual. Yoda, não demorou a mostrar que sabia muito bem o que estava fazendo, e começou seu set com a música-tema de Star Wars, enquanto passava no telão uma breve mensagem de como eram suas apresentações. E então começou uma overdose de cultura pop. Yoda mixava o que a pista queria ouvir. Era surpreendente a reação de cada um ao ouvir a música do videogame Mario, enquanto assistia cenas do jogo. O DJ não poupou ninguém, teve Hotel California a la Caribe, Indiana Jones funkeado, Austin Powers, Simpsons e até cenas da impagável dancinha do Calton, personagem da série ‘Um maluco no pedaço’. Era uma multidão dançando sem parar, e sem parar também de olhar para os dois telões que exibiam o talento do homem que estava lá no centro do palco. A grande surpresa da noite para mim e muitas outras pessoas.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=8HgP1Gf1-xA]

DJ Yoda + Austin Powers + Indiana Jones

E assim terminou o Tim Festa, a noite que dizem ter sido a melhor do festival em São Paulo, que cada um que esteve presente vai se recordar, que honrou seu nome e fez todo mundo esquecer de tudo e aproveitar como melhor podia, dançando, pulando, gritando, cantando, ou simplesmente, festejando.

Por Marçal Righi

Fotos retiradas do site do Tim Festival

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Oct 29 2008

Ponte Brooklyn surpreende e não decepciona fãs em São Paulo

Sábado, lá pras 8 horas da noite, eu tomei meu rumo até a Arena do Tim Festival. Guiado novamente pelos holofotes azuis e vermelhos espalhados pela marquise, avistei-a, já era noite, as luzes temáticas já estavam todas acesas e não havia mais fila. Quando entrei, era quase hora de começar, e a grade estava completamente tomada, porém o público ainda se encontrava disperso, o que aconteceu até o fim do primeiro show.

A apresentação do Cérebro Eletrônico foi legal, mas não passou disso. Dava pra perceber que as poucas pessoas que realmente estavam se empolgando eram fãs antigos, pois sabiam cantar todas as músicas tocadas. Mas achei-os suficientemente esforçados no quesito entretenimento (cenário fluorescente, bombinhas, pó químico) e qualidade musical. O que atrapalhou um bocado e atrasou um pouco foi uma falha grotesca no baixo, mas logo foi resolvida. Em uma rápida descrição da musicalidade da banda, é uma mistura de pop, MPB e uma pontinha de psicodelia. De qualquer modo, o show não chegou a durar muito mais que meia hora. Um breve intervalo separou o show do Cérebro Eletrônico do melhor show da noite, quiçá o melhor de todo o festival (será? acho que exagerei): The National. Grande parte das pessoas que compareceram na Arena estavam lá para ver o hypado MGMT e foi lindo perceber que a surpresa com o show do The National foi quase unânime, e talvez por isso que a apresentação deles tornou-se a minha favorita da noite.

Matt Berninger: atitude e discreção

Créditos da foto: O Discreto Blog da Burguesia 

Mesmo parecendo uma banda séria e sóbria demais em suas gravações, eles conseguiram provar o contrário ao vivo. Foi um show classudo e maduro (uma banda com 4 discos lançados já não pode ser considerada “iniciante”), mas ao mesmo tempo divertido e descontraído. Com uma setlist completamente baseada nos seus últimos 2 discos, Boxer de 2007 e Alligator de 2005, os nova-iorquinos conseguiram juntar os dispersos para mais perto do palco, fazendo-os entoar os célebres refrões de Fake Empire, Brainy, Mr. November e muitas outras. O vocalista Matt Berninger é a simpatia em pessoa, não ficou nem um minuto parado, em uma animação contida, é verdade, mas constante, e estava sempre interagindo com a platéia e incentivando a banda. Outro detalhe peculiar foi a inserção de dois membros anexos à banda, um tompetista e um tormbonista. Mas quem realmente roubou a cena foi o violinista barbudo que os acompanhava, o australiano Padma Newsome (obrigado ao Pedro). Ele tocou seu instrumento com tanta energia e paixão que dava até pra sentir de longe, enquanto fazia uma dança bem introspectiva. Figuraça.

Mais alguns minutos de espera, que para mim pareciam horas, devido ao cansaço acumulado, me separavam da atração supostamente mais importante da noite. Vai aqui a minha dica: não vá a um show do MGMT pensando que você vai ouvir aquele pop psicodélico comportado do Oracular Spetacular. Logo você entenderá o que quero dizer. Com os equipamentos prontos, começa a passar no telão pela milhonésima vez a propaganda do BOOORN TO BE WIIILD. Entrou primeiro sem cerimônia nenhuma o primeiro integrante, Ben Goldwasser, tomando seu posto no sintetizador. Logo, entra Andrew VanWyngarden junto do resto da banda, motivo suficiente para provocar gritos histéricos de meninas e meio-termos ao meu redor, trazendo uma arara (de roupas, não o animal) com alguns objetos pendurados, e lá iniciaram uma espécie de “ritual de enforcamento de bichinhos de pelúcia”, oi, viagem ácida mode on. Mas até que foi bem engraçado. Acho que um adjetivo que cairia bem para o show seria: ALTO. Sim, o show foi ALTO. O som estava ensurdecedor e a dupla, que mais tem fama de “eletrônica” arriscou marcar uma imagem de “roqueira”. Não que isso esteja errado, foi apenas….surpreendente!

O baixista jogando cerveja nos “criminosos mais perigosos que ele já viu na vida”, antes do enforcamento

Créditos da foto: Flickr de Natalie Gunji 

 

Veja, o MGMT tem bastante potencial, mas senti que faltou alguma coisa. Realmente a voz do Andrew deixou um pouco a desejar. Mas isso é um detalhe e muitas vezes nem faz tanta diferença. Uma voz limpa e perfeita não combinaria muito bem com a psicodelia freak deles. Começaram com 4th Dimensional Transition, passando por Of Moons, Birds & Monsters e Pieces of What. O ritmo do show foi completamente quebrado pela música de 39439875975982 minutos que ninguém sabia cantar e que ninguém dançou direito, chamada “Metanoia”. Depois, as guitarras o baixo e a bateria foram encostadas e deu-se início à segunda metade do show: os hits. Time to Pretend, Weekend Wars, The Youth, Electric Feel e Kids (obrigado ao Fulano pelo lembrete), foi só nessa parte que eu realmente senti a empolgação sincera das pessoas. O espetáculo de luzes e música terminou lá pelas 00:40 de Sábado, momento em que fui literalmente expulso pelos seguranças, quase que a pontapés.

Quando saí de lá, já sem fôlego, pernas e cordas vocais, só conseguia pensar: QUE FIM DE SEMANA! 

Valeu Tim Festival, esse ano vocês acertaram.

Por Cédric Fanti

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Oct 20 2008

MTJ Magazine #3

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Oct 20 2008

Entrevista: Ecos Falsos

Ecos Falsos – formada em São Paulo, difundida por [quase] todo o país. Foi no ano passado que a banda lançou seu primeiro álbum, Descartável Longa Vida que, segundo Gustavo Martins (guitarra e voz), é um álbum muito pop e que “ainda tem que ser ouvido por muita gente”. Concordo plenamente – exceto com a primeira afirmação, que se mostra contraditória assim que fazemos uma visita ao MySpace. De qualquer forma, os fãs do grupo preferem inclui-los em suas playlists de música alternativa nacional ou, mais resumidamente, indie rock.

Daniel Akashi, Davi Rodriguez e Felipe Daros dão fim à formação da banda que, no início da carreira, contava com mais um membro. A saída deste foi conturbada, e fez com que o poder de três guitarras no mesmo palco chegasse ao fim, ocasionando em adaptações ao vivo das músicas que haviam sido gravadas em estúdio com quatro instrumentos de corda.

Ambicioso, o quarteto sustenta o sonho de viver só da arte que fazem, que certamente estaria mais parte, não fosse a língua afiada que cada um tem. Enquanto aquecíamos para dar início a entrevista, Gustavo reconheceu que seu “mau-hábito de falar demais em entrevistas e arrumar confusão” mata, aos poucos, a carreira que podia ter no mainstream – “não que eu ache que teremos uma carreira no mainstream”, se adianta. É claro que eu adoro publicar uma bomba (e quem não gosta?), e é claro que tentei alongar ainda mais a língua do rapaz, numa tentativa frustrada. Bem ou mal, prolongamos nossa fama de bons moços e estabelecemos laços amigáveis com mais uma banda, o que no fundo é o que importa.

Recentemente, o hábito pouco conveniente de Gustavo fez com que surgisse uma grande reprovação da parte de alguns produtores a respeito de uma declaração dada à Rolling Stone pelo músico.

Com ou sem declarações prejudiciais à integridade de qualquer pessoa, a entrevista ficou bem divertida. Para ler, é só rolar a página.

MTJ: No início do clipe de Nada Não, você dá um recado dizendo que deve-se desistir do rock enquanto há tempo. Qual é o motivo disso?

Gustavo: Na verdade, a idéia é fazer as pessoas pensarem, tomarem um susto mesmo. De vez em quando, a gente gosta de causar um estranhamento, e achamos que botar isso no começo do clipe pareceu uma maneira interessante. O povo recebe informação de maneira tão acrítica ultimamente, até mesmo no imprensa que, para você ter uma idéia, é o primeiro que me pergunta isso (risos). É uma espécie de conselho paradoxal, já que a gente não desistiu do rock, mas é também uma ironia com toda dificuldade que existe em ter uma banda, fazer as coisas por conta própria, do seu jeito, em um país que, convenhamos, não é muito fã de rock (pelo menos não do tipo que achamos interessante). Então fica como um presságio: Se você não está a fim de sofrer, desista logo do rock, porque depois vicia e não tem volta (risos).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YsdRvuTCsZE]

Nada Não

MTJ: Depois de toda aquela confusão que rendeu a piada sobre o Acre, você pretende parar de fazer humor com os destinos da banda?

Gustavo: (Risos). Primeiro, quero deixar bem claro que nem eu, nem ninguém da banda fizemos piada com o Acre – foi o povo da nossa comunidade, que é muito ativo e brincalhão, que começou uma piada. Como eles fazem com qualquer cidade, aliás. Por essas maravilhas da inclusão digital, a coisa tomou uma proporção bizarra, a ponto de ter metaleiros nos jurando de morte na nossa própria comunidade. Mas no fim foi tudo ótimo lá, a organização foi super gentil, o público aplaudiu e comprou um monte de coisa, fomos muito bem tratados e gostamos muito de Rio Branco. Agora, respondendo a sua pergunta, eu já evito fazer piadas desde que chamei Natal de João Pessoa sem querer, em 2006 (risos). Foi o suficiente para me jogarem uma lata de cerveja (risos).

MTJ: E, com o Acre, vocês estão cada vez mais perto de ter passado por todos os Estados do país. Quais faltam?

Gustavo: Tem Tocantins, Ceará e Pará, que têm gente interessada e de 2009 não devem passar. Daí vão ficar faltando os muitos difíceis: Espírito Santo, Maranhão, Amapá, Piauí e Roraima, que eu nem sei com quem devo falar pra tocar (se você que está lendo conhece alguém, fale pra gente!)

MTJ: Com tantos shows por aí, o saldo do Ecos deve estar positivo. Você pode contar pra gente quanto a banda está rendendo?

Gustavo: (Risos). Não posso, segredo comercial. Eu que controlo o fluxo de caixa da banda, e posso te dizer que está no azul, em grande parte por um milagre do Bom Amigo Inibié que eu não posso contar em muitos detalhes por impedimento jurídico (risos). Dá uma graninha, mas ainda não é o suficiente pra nos sustentar sem empregos paralelos. A gente gasta o que sobra com brinquedinhos novas, guitarra, samplers, pedais e coisas do gênero. E viajar pelo Brasil é muito caro, também, raramente a gente ganha nessas turnês pelo Norte e Nordeste, é mais uma luta pra empatar os gastos e divulgar o disco no processo. O bom é que viajamos o país todo de graça!

MTJ: Com certeza isso já é uma grande vantagem. Falando nisso, quais são seus empregos paralelos?

Gustavo: Eu sou jornalista, o Daniel é designer, o Felipe é publicitário/designer e o Davi trabalha com vídeos.

MTJ: E as economias para gravar mais material já começaram?

Gustavo: Ah já. Não queremos que demore tanto para gravar como o primeiro, que foi no esquema faz uns shows, gasta gravando, faz mais shows, gasta de novo… A gente fez uma reserva pra poder se internar no estúdio.

MTJ: E essa internação tem data pra acontecer?

Gustavo: Bom, a gente vai se reunir amanhã pra fechar um cronograma, mas a intenção é passar janeiro e fevereiro gravando o disco. E, se der, já fazer umas prés esse ano ainda, no estúdio-caverna do Davi.

MTJ: Por ora, vocês estão cogitando a participação de outros músicos nesse próximo trabalho?

Gustavo: Não, não temos nada em mente. Ao mesmo tempo, tem uma música que talvez precise de um coral gigante, então existe a possibilidade de chamarmos todas as pessoas que conhecemos (risos). Pode ser que role também, no primeiro disco tiveram três participações e foi muito legal, mas por incrível que pareça foi coincidência, cada uma rolou por um motivo.

MTJ: O Tom Zé, que participou, foi convidado por ser fã de vocês. E como foi com a Fernanda Takai e com o Sérgio Serra?

Gustavo: O caso da Fernanda foi que a música era um dueto, e precisávamos de uma voz feminina “tipo Fernanda Takai”. Só que a gente não conhecia ninguém disponível no perfil, então resolvemos mandar email pra ela mesmo (risos). Ela, que é absurdamente gentil, pediu pra ver a letra e topou, gravou no estúdio deles em Belo Horizonte mesmo. já o Sérgio Serra, guitarrista do Ultraje que toca em “Isso Me Cansa”, tinha visto um show nosso e participado de um tributo ao Ultraje que a gente fez com o Rock Rocket. Ele pediu pra tocar uma música nossa nesse show, e foi essa daí. Ficou tão bom que a gente resolveu gravar com ele.

MTJ: Ainda sobre esse futuro álbum, vocês já tem composições prontas, semi-prontas ou quase semi-prontas?

Gustavo: Temos em todos esses estados (risos). Eu diria que umas duas prontas, seis semi-prontas e umas trinta quase semi-prontas. Ainda temos um bom trabalho pela frente, eu diria. Mas tá ficando legal, bem mais… irreverente musicalmente, eu diria. Eu diria, eu diria…

MTJ: Ahn… Consegue definir “mais irreverente musicalmente”?

Gustavo: Droga, eu odiava quando lia esses termos vagos nas entrevistas, mas eles são tão bons pra explicar (risos). Digamos que não é mais uma coisa tão baseada em riff de guitarra como foi o primeiro disco. Tem mais experimentação com tempo, com outros instrumentos, com mudanças de andamento dentro da música. É meio clichê dizer isso, mas acho que estamos compondo coisas mais para conjunto mesmo, todo mundo junto. Antes um chegava com uma música pronta e os outros tinham que tentar arranjar seu lugar na estrutura. Além do mais, nesse nosso primeiro disco são músicas compostas para três guitarras, que tivemos que adaptar ao vivo, porque saiu um integrante durante a gravação (pra ver como foi demorada (risos). Mas é bizarro porque, ao mesmo tempo em que está ficando mais complexo, eu tenho composto coisas cada vez mais simples, até pra dar espaço pra todo mundo criar em cima também… Coisas bem cantáveis. Não estou ajudando muito com essa explicação, estou?

MTJ: Por “Coisas bem cantáveis”, entendi que o Ecos está experimentando algo de pop. Errei?

Gustavo: Não, não, acho que é certo dizer isso. Mas não quero criar falsas expectativas nas pessoas, porque sem dúvida vai acabar saindo com o “twist” Ecos Falsos, ou seja, vai sair tudo meio estranho (risos). Mas se for um estranho que as pessoas cantem junto, acho que teremos chegado ao nosso objetivo.

MTJ: É, o Descartável Longa Vida não é exatamente normal.

Gustavo: (risos). Pois é, já ouvi várias opiniões sobre isso. Pra mim ele é super pop (risos), mas acho que ainda falta essa questão do “cantabile”, como dizem os italianos. A gente se concentrou muito nas letras e nas guitarras. Apesar de que tem coisas como “Nada Não”, que me parecem super pops, sei lá… (risos). As vezes eu acho que o problema é que a gente quer que o ouvinte preste atenção nas letras, e isso não é exatamente pop. Pop é você falar uma coisa imbecil tipo “under my umbrella”, mas com uma melodia muito boa.

MTJ: (Risos). Nunca tinha pensado dessa forma…

Gustavo: É uma teoria, (risos). Enfim, é uma discussão quase técnica, mas mais no sentido de que você tem que pesar o que tem mais importância numa música, letra, melodia, ritmo… tipo Marcelo D2, tá cantando a mesma coisa praticamente desde 1994: “eu sou o D2, eu tenho o microfone, agora eu vou falar, você sabe meu nome”. Acho muito pop. Inclusive a gente pensou em fazer um rap estilo D2 no disco, mas acho que a idéia foi descartada (risos).

MTJ: Esse negócio de hip hop com indie está na moda. Poderia render…

Gustavo: (Risos). É, vamos chamar o Pharrell [Williams, do N*E*R*D] pra participar, ele participa de tudo mesmo… Vou ligar pro Rent a Rapper e pedir um daqueles gordos, “Ecos Falsos feat. Daddy Yo-Yo”, aí o cara entra e faz uma rima merda qualquer no meio. Se eu morasse nos EUA eu tinha patenteado o Rent a Rapper, ia ficar rico.

MTJ: Poderia dar certo. Passando pra próxima pergunta… O Paulo Terron, que fez um ótimo texto sobre vocês, incluiu o Ecos Falsos na “nova geração do rock autoral brasileiro”. O Vanguart, que supostamente estaria nessa tal geração, embarcou em sua primeira mini-turnê européia há uns dias. Dá pra ter uma idéia de quando chegará a vez do Ecos?

Gustavo: Você diz o texto do nosso release?

MTJ: Esse mesmo!

Gustavo: (Risos). Vou falar pra ele… Olha, eu fiquei muito contente pelo Vanguart, acho que os caras merecem mesmo, e conseguiram isso com o apoio da Prefeitura de Cuiabá e da própria produtora deles, a Barravento, que já tem um trabalho de uns anos com essas feiras de música e tal. Então é uma questão de talento + oportunidade + apoio, e eu ainda não sei dizer quando esses três fatores conjuminarão para nós (risos). Mas eu diria que, bem ao estilo Ecos Falsos, estamos planejando uma turnê internacional também. Não vou ficar cantando de galo porque pode muito bem não dar em nada, mas seria um lance totalmente insano, DIY [“do it yourself”, ou “faça você mesmo”], milhares de quilômetros de van, algo que provavelmente vai custar os empregos e a vida pessoal de todo mundo (risos). Mas se der certo, vai ser tipo fora do comum. Estilo Ecos Falsos (risos). Pensando bem, pra quem já foi do Acre a São Leopoldo [Rio Grande do Sul], uma turnê internacional não é tão insana.

MTJ: (Risos). Não muito…

Gustavo: É que a gente, por bem e por mal, tem essa coisa de fazer tudo sozinho. Somos super-controladores (risos). Então só mês passado que finalmente concordamos em ter um produtor. Até hoje fui eu quem marcou todos os shows, itinerários, turnês, entrevistas… O Daniel que fez todas as capas, o Davi que fez os clipes, e o Felipe que atraiu as garotas, mas no futuro teremos tudo isso terceirizado. Acho que até a música, vamos ser como o Bloc Party.

MTJ: Cara, terminamos por aqui. Alguma coisa que você jamais teve a oportunidade de falar mas que adoraria comentar?

Gustavo: Deixe-me ver… Bom, vamos lançar um novo clipe dia 7 de novembro, com um show no Outs, com o Rockz. E começamos a colocar teasers no YouTube, é o clipe de Bolero Matador, que envolve dança, multimídia, traição e cenas chocantes de liberação sexual. Que mais… Gostaria de deixar registrado que estou muito feliz de dar entrevista para o MTJ, porque em geral os indies não levam a gente a sério por causa desse papo de boyband (risos). A gente é super sério, super indie, eu ouvia Vampire Weekend na demo.

MTJ: (Risos). Conquistaram os indies agora.

Gustavo: Torçamos. Eu acho que esse disco ainda merece ser ouvido por muita gente. Mas enfim, o Sílvio Santos também acha que todo mundo deveria assistir à novela da filha dele. Podemos estar os dois completamente errados.

Por Alex Correa

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Oct 20 2008

Vem aí

Não há nada melhor do que receber uma boa dose de atualização. Por isso, o Move That Jukebox! preparou uma lista dos próximos lançamentos interessantes em CD e DVD.

- Mallu Magalhães lança um DVD em breve. O álbum da estréia da menina, sem se perder no tempo, deve ser lançado nos próximos dias. A capa está aqui.

- No dia 24 (sexta-feira), chega as lojas irlandesas o quinto CD do Snow Patrol, A Hundred Million Suns, mas é claro que você já pode encontrá-lo pela internet. Um clipe já foi lançado para Take Back The City, primeiro single do álbum. A capa do disco você confere abaixo:

- Em 4 de novembro, tem mais brasileiros na área. É nessa data que Fabrizio Moretti e Rodrigo Amarante soltam o primeiro álbum do Little Joy, projeto recém-criado da dupla. Dizem que um show em território nacional pode acontecer até o meio do ano que vem.

- E a cada dia que passa, minha ansiedade para ouvir Day & Age na íntegra aumenta. A obra é do The Killers, uma das minhas bandas favoritas, e só será lançado no final de novembro. É claro que algumas novidades fazem com que o tempo passe mais rápido, e por isso trago coisas novas a vocês. A primeira é extremamente empolgante: O vídeo de Human, música que rola na internet há tempos, já foi lançado – e é bem bonito, por sinal. E, vale comentar, esse é o primeiro registro oficial do Brandon Flowers sem bigode depois da era cabeluda pela qual o vocalista passou. A capa de Day & Age está nesse link, e o clipe de Human localiza-se logo abaixo:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7L_ygkK__Ak]

- Viva Lo Album Del Coldplay! O meu espanhol pode não andar muito bom, mas a capa do próximo lançamento do Coldplay é ótima. A capa de Prospekts March, coletânea de músicas descartadas do Viva La Vida Or Death And All His Friends, usa mais uma vez uma pintura do francês Eugéne Delacroix. No Reino Unido, Prospekts é lançado dois dias depois do terceiro disco do The Killers, em novembro. A lista de faixas também foi anunciada, e nos mostra que Lhuna (que foi gravada num dueto com Kylie Minogue) ainda deve demorar um pouco mais para chegar ao público. No entanto, uma versão remixada de Lost! com vocais de Jay-Z podem acalmar os ânimos dos que gostam de parcerias inusitadas.

  1. “Life in Technicolor II”
  2. “Postcards from Far Away”
  3. “Glass of Water”
  4. “Rainy Day”
  5. “Prospekt’s March/Poppyfields”
  6. “Lost+” (com Jay-Z)
  7. “Lovers in Japan (Osaka Sun Mix)”
  8. “Now My Feet Won’t Touch the Ground”

- No primeiro dia de dezembro, quando muita gente já estará em férias escolares, o The Holloways estará lançando o EP de inéditas Sinners and Winners. A edição em LP será limitadíssima, mas também haverá um lançamento digital.

- O Modest Mouse ainda não anunciou mais detalhes, mas um novo EP deve sair ainda em 2008. O mini-álbum será uma espécie de compilação das músicas que foram gravadas nas sessões de Good News For People Who Love Bad News (2004) e We Were Dead Before The Ship Even Sank (2007), mas também existe a possibilidade de inéditas aparecerem no tracklist.

- O novo do Arctic Monkeys ainda não tem previsão de lançamento, mas o grupo já está trabalhando duro nele há algum tempo. Enquanto isso, Alex Turner e sua trupe distraem os fãs com o lançamento de seu primeiro DVD (Scummy Man não é válido), Arctic Monkeys At The Apollo, que acontece no dia 2 de novembro.

- O terceiro disco do Franz Ferdinand ganhou data oficial de lançamento: 26 de janeiro. O nome do trabalho também foi anunciado, e será Tonight: Franz Ferdinand. A tracklist, que conta com 12 faixas, será a seguinte: Ulysses / Turn It On / Kiss Me / Twilight Omens / Send Him Away / Live Alone / Bite Hard / What She Came For / Can’t Stop Feeling / Lucid Dreams / Dream Again / Katherine Kiss Me. Uma boa parte das músicas já podem ser vistas em versões ao vivo, pelo YouTube.

Por Alex Correa

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Oct 20 2008

Planeta Terra confirma mais um

8 de novembro: Como o Move já falou repetidas vezes, essa é a data na qual o Festival Planeta Terra promove sua segunda edição – que está com um line-up interessantíssimo.

A contagem regressiva dos mais ansiosos já começou faz tempo e, hoje, os contadores marcam cerca de 20 dias para o evento começar. Kaiser Chiefs, The Breeders, Bloc Party e Offspring são os preferidos do público, mas a idéia de assistir Foals, Animal Collective, Spoon e The Jesus and Mary Chain já está quase matando muita gente de ansiedade.

A novidade da semana é que o time brasileiro do festival ganhou ainda mais força. Mallu Magalhães, Vanguart, Curumin e Mau Mau, que já estavam em campo, acabam de ganhar a companhia de uma banda recém-formada, que está longe de participar do cenário alternativo nacional – portanto, sequer cogite a participação de Moptop, Forgotten Boys, Autoramas ou do Ecos Falsos, nosso entrevistado da semana. A nova peça no tabuleiro é o Brothers of Brazil, que entra como banda de abertura do Indie Stage. O nome ainda é desconhecido para alguns, portanto segue um breve parágrafo introdutório:

Brothers of Brazil. Se você é fã de televisão, certamente já ouviu esse nome sendo citado em um programa sobre música – ou até naqueles de fofoca, tipo o do Leão Lobo. A banda já tocou no Programa do Jô, inclusive. Toda essa repercussão deve-se aos berços de ouro nos quais os integrantes do duo nasceram. Quem são eles? Os irmãos Suplicy, filhos de Eduardo e Marta “relaxa e goza” Suplicy. João e Supla decidiram se juntar nos palcos no final do ano passado, quando a união veio a calhar em uma apresentação em Londres.

Alguns pares de músicas e demos do duo estão hospedadas em seu MySpace, e eu digo com firmeza: O som é legal. O show do grupo começa às 4:30 da tarde, precedendo Curumin, Animal Collective, Foals, Spoon e The Breeders, nessa ordem. Enquanto isso, o Main Stage recebe Mallu Magalhães, Vanguart, The Jesus and Mary Chain, The Offspring e, finalmente, Bloc Party e Kaiser Chiefs. Uma ótima noite, não?

Depois da escalação da atração inesperada, a produção do festival garante que o line-up já está fechado, ou seja, Raconteurs vai ficar pro ano que vem. Agora, só nos resta esperar, e o relógio continua correndo…

Por Alex Correa

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Oct 20 2008

Pontos de vista: Perfect Symmetry

Perfect Symmetry é o terceiro álbum de estúdio do grupo inglês Keane e, embora tenha vazado na internet no início do mês, só foi lançado oficialmente no dia 13 de outubro. As opiniões dos internautas e fãs da banda têm variado de forma espantosa e repleta de contrastes. Por isso, decidimos criar um debate: O que você achou do novo disco do Keane? Para tal debate tornar-se possível, avaliamos o Perfect Symmetry de dois pontos de vista extremamente diferentes: O primeiro apresentado é de Mateus Bracarense, um novo colaborador do MTJ (que estreou por aqui na semana passada) e, o segundo, é de Alex Correa, um velho conhecido de vocês. Depois de ler atentamente ambas as críticas, você encontrará uma enquete no final da página e nós ajudará a descobrir se o disco é uma obra-prima ou ovelha negra do Keane. Comecemos:

Avaliado por Mateus Bracarense – Nota: 2.0/5.0

Assim que o Keane surgiu com o disco Hopes And Fears (2004), todos podiam afirmar que o grupo inglês era um filhote do Coldplay. A cria obviamente também faria sucesso, com músicas feitas para as crises de um namoro conturbado, como Somewhere Only We Know. Ao lançar Under The Iron Sea (2006), o Keane conseguiu um resultado tão positivo com as animadas Is It Any Wonder? e Crystal Ball, que fez o mais novo disco no estilo destas duas canções. Além de dar um fim as comparações com o Coldplay, a banda ainda poderia ter sucesso econômico. Pronto. Era a idéia perfeita para o Keane: sair do açúcar das melódicas baladas românticas e cair nas graças das batidinhas à A-Ha.

Perfect Symmetry, parece ter saído de alguma disco music bizarra, a banda se vê em uma situação tão patética, com direito a palminhas em Better Than This e tudo mais. As duas únicas faixas que tiram a cafonice dos anos 80 do discos são Again And Again e Love Is The End, ambas lembram as boas baladas românticas do Keane.

Perfect Symmetry se torna uma antítese, já que a última coisa que a banda alcançou no cd foi qualquer definição para perfeição. O Keane abandonou todos os casais apaixonados e foi direto às pistas de dança. Sorte minha que não estou nem apaixonado e muito menos querendo ouvir música de fim de balada.

Avaliado por Alex Correa – Nota: 4.5/5.0

Em seu novo trabalho, o Keane desenvolveu um britpop muito diferente daquele que chegou ao público através do Hopes and Fears (2004) e do Under The Iron Sea (2006). A novidade é a troca da melancolia excedente por uma vibração agradável das pistas de dança oitentistas, que faz o álbum começar com mais energia do que seus antecessores. Spiralling dá vontade de pular, dançar, e renascer na época das danceterias com A-ha, Pet Shop Boys e New Order. Mas é claro que uma banda não se reforma completamente de uma hora para a outra, e por isso o pop de piano inglês prevalece em algumas faixas, como You Don’t See Me e Pretend You’re Alone – que, mesmo assim, continuam tendo algo da principal essência do álbum: a pop music.

Playing Along é lenta, amorosa e memorável. Faz o estilo da antiga – e agora antiquada – She Has No Time, mas obviamente com a pitada de dance necessária para não perder a sintonia com o resto da obra. De um outro lado, mal se pode acreditar que Better Than This, Lovers Are Losing e Black Burning Heart foram compostas e interpretadas por aquela mesma banda que veio ao Brasil em 2007, tocando Everbody’s Changing e Crystal Ball. De qualquer forma, mudanças são sempre bem-vindas e, no caso do Keane, elas foram recebidas de braços muito abertos.

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Oct 20 2008

@ Festival Planeta Terra

Na última semana, chegou por email uma ótima notícia: O Move That Jukebox!, nosso blog que agora – também – pode ser chamado de revista virtual, foi um dos escolhidos para ser embaixador do Festival Planeta Terra que, repetimos, acontece no dia 8 de novembro.

Nessa empreitada, o Penetration Club, o Olhômetro (da nossa contribuinte Ana Freitas), o Putz Factory e mais umas duas dezenas de blogs (que foram linkados no final desse artigo) nos dão a honra de sua companhia. O convite foi feito por Felipe Supri, da agência Dudinka (responsável pela divulgação via internet do festival), que não tem idéia do presente que nos deu: Na semana do festival, o MTJ! completa seu primeiro ano de existência e, graças a ele, em grande estilo.

Por isso, mandamos um grande abraço a Felipe, a Dudinka, ao Festival Planeta Terra e aos blogs citados abaixo. Aguardem uma cobertura completíssima do melhor evento do ano.

Sim Viral, Fonte Rosa, Eu Gosto de uma Coisa Errada, Chiqueiro Chique, Olhômetro, Puro Pop, Casa da Narcisa, Meradoxa, Muito Horrorshow, Rock-o-Matic, Rock de índio, Outros Olhos, Indie-e-Geste, A Festa Nunca Termina, Quem pode, Poda, Cegos, Surdos e Loucos, Penetration Club, Azar o seu, Querida, Bloody Pop, Lalai Loaded, Putzcaramba!, The Putz Factory, Blah Blah Blog e Indie Cent Music.

Por Alex Correa

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Oct 20 2008

Of Montreal – Skeletal Lamping

Álbum: Skeletal Lamping

Artista: Of Montreal

Lançamento: Outubro de 2008

Nota: 3.6/5.0

Para o Of Montreal, tudo acaba virando festa. Kevin Barnes faz questão de botar todo e qualquer objeto que faça barulho no álbum de sua banda, de uma forma inovadora e fazendo com que a música soe orgânica e bem produzida. O grupo sempre apela para o exótico e faz algo nunca antes visto no mundo pop.

Sim, o Of Montreal pode ser definido como pop. Quem duvida, pode ver que minha tese se comprova facilmente nas duas faixas iniciais de Skeletal Lamping, que mostra-se um disco de música pop com batidas de funk – e, como já disse, os objetos estranhos que fazem barulho. Mas não há motivos para se assustar, já que a tendência normal do pop está longe de aparecer nesse – ou em qualquer outro – álbum da banda (que não é de Montreal, mas sim americana). Mas, fique tranqüilo, o grupo não segue a tendência normal do pop e esnoba refrões grudentos.

O excelente Kevin faz mais um de seus memoráveis discos com o apoio de sua banda. Memorável também é a complexa personagem criada pelo vocalista: Georgie Fruit, um transexual, negro, alto, que tem mais ou menos 40 anos (situação parecida com a do David Bowie na década de 70, que criou o marciano Ziggy Stardust). George se torna narrador do disco e conta todas as suas peripécias amorosas, fazendo suas críticas as garotas populares com muita conotação sexual.

Por mais maluca que seja a mente de Kevin Barnes, ainda há uma luz de equilíbrio no disco. Músicas como Gallery Piece e Nonpareil Of Favor mostram um Of Montreal comum a qualquer mortal, com sentimentos e amores fracassados. A banda parece ser a mistura de Prince com David Bowie. Mas quem não gosta de algo fora dos padrões?

Por Mateus Bracarense

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Oct 20 2008

Barrados no Baile

Aventureiros e talentosos, os rapazes do Vanguart fizeram sua primeira passagem pela Europa nas últimas semanas. A micro-turnê começou na capital alemã, no dia 8 de outubro e, logo em seguida, Hélio, Reginaldo, Luiz, David e Douglas seguiram por mais duas cidades no país: Lunenberg e Bamberg.

Quando a assustadora experiência de passar alguns dias em um país sem falar sua língua nativa parecia estar chegando ao fim, o inesperado aconteceu na alfândega alemã. Seguindo os recentes passos de Daniel Peixoto (Montage) e Seu Jorge, o quinteto foi impedido de entrar na Inglaterra para fazer sua única apresentação, que aconteceria em Londres. A data era 15 de outubro, e depois de várias inconveniências, o grupo foi avisado que não poderia entrar no país. A madrugada inglesa dos rapazes foi intensa, e só quando a manhã já havia chegado que o problema foi resolvido: As 7 horas da manhã, o primeiro vôo Inglaterra – Alemanha saiu e, nele, estavam todos os cinco integrantes do Vanguart.

De qualquer forma, os shows na interessante Alemanha foram um sucesso, conforme palavras do próprio Hélio Flanders ao G1 – “(…) Pediram bis em Lunenberg, tocamos Dorival Caymmi em Bamberg, fizemos muitos contatos”.

O show na Inglaterra faria parte da cerimônia de lançamento do livro Cat Life, da brasileira Clarah Averbuck. No dia 17, a banda já estava de volta ao Brasil e se apresentou no Studio SP.

Primeira foto postada no Fotolog do grupo depois da volta ao Brasil

Por Alex Correa

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Oct 20 2008

5 shows para assistir antes de morrer

Eu acredito seriamente que o ciclo artístico de uma banda começa no estúdio e termina no show. É no show que ela ganha a oportunidade de provar aos fãs sua capacidade de entreter, de surpreender, de inovar e de emocionar, justamente a tarefa mais difícil, visto que a proximidade artista-público é tão grande, que se algo sai errado, resulta em graves consequências na imagem da banda. Veja bem, não tenho o menor intuito de listar aqui os melhores shows do mundo, até porque o único contato que tive com a maioria deles foi através de uma tela de um computador. Ao invés disso, quero citar alguns shows que me chamaram atenção por suas particularidades e que deveriam ser prestigiados. Confira a breve lista de 5 shows que você precisa ver antes de morrer.

Björk

Diga o que quiser. Chame a Björk de esquimó louca ou de extraterrestre com síndrome de down. Reclame nos ouvidos de todo mundo que foi por culpa dela que o seu show do Arctic Monkeys atrasou (na boa, isso foi há um ano atrás e ainda tem gente comentando. Too much ok). Isso não importa. É justamente toda essa excentricidade que traz beleza ao trabalho dela. Alguém consegue imaginar a Björk cantando no ritmo perfeitamente? Ou sem soltar aqueles berros esganiçados que doem os ouvidos? Ou então cantar Hyperballad sem dançar desorientada e loucamente, enquanto seu pequeno coral particular e uniformizado a acompanha como em um ritual pagão do deus Sol? Sei lá, as pessoas se acham muito detentoras da verdade e da idéia de “ser normal”. Enfim, eu tive o privilégio de assistir ao show da Björk ano passado e me arrependo não poder ter acompanhado tudo da grade. Mesmo assim, recomendo pra quem não foi.

Akron/Family

Diga o que você quer. Dançar? Cantar? Subir no palco? Tocar os instrumentos? Pois o seu desejo é uma ordem. Pelo menos para o Akron/Family, ele é. Acostumados a tocar em pequenas casas de show, os americanos do Akron fazem a alegria da garotada com condições acolhedoras nos palcos. Para eles, o conceito de “oi, vocês são a platéia, nós somos a atração, portanto não cheguem perto” não existe, seus shows são uma grande festa. Eles chamam todos para o palco (se ele aguentar), distribuem chocalhos, maracas, triângulos, agogôs e ensinam o ritmo, logo, integram todos os dispostos às canções. Mesmo que você não goste da música, vá ao show nem que seja para experimentar essa nova sensação “on stage”. Assista o melhor vídeo que encontrei (via indierock online)

 

Gogol Bordello

Woohoo, agora começa a dobradinha Tim Festival da lista, na minha opinião, as duas atrações que valerão mais a pena. Vamos começar com Gogol Bordello. Quem não os conhece, pode até ficar assustado com a definição “gypsy punk”. Mas vamos, o Gogol merece bem mais que isso. Simplesmente é a banda que mais quero ver ao vivo, já faz uns meses, e qualquer lugar que você procurar, encontrará elogios sobre as apresentações deles. Por que será? Primeiro, a quantidade de etnias misturadas na banda são tantas que não cabem nos dedos das mãos. Tem ucraniano, russo, israelita, etiopiano, tailandês/chinês, americano/escocês, equatoriano, romeno/japonês. Ufa, quer mais? A variedade de instrumentos. Além do quarteto básico de bandas de rock, o Gogol ainda conta com acordeões, violinos, saxofones, e percussões provenientes do leste europeu. Uma terceira opção? Bem, seus shows são EXPLOSIVOS. Acho que o vídeo a seguir pode traduzir melhor o que estou querendo dizer.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=nljNEh1aVqI&hl=en&fs=1]

Dan Deacon

Pouca gente conhecia Deacon antes dele confirmar presença no Tim deste ano. Na verdade ainda são poucas pessoas que o conhecem. Uma breve biografia: Dan Deacon é um gordinho muito simpático, natural de Baltimore, e que faz um tipo de música eletrônica considerada “inteligente”, como se fosse uma espécie de post-electronic. Afinal, não é qualquer um que consegue fazer um loop de quase 4 minutos da risada do Pica-Pau parecer genial. Vamos ao que interessa: os shows. Primeiro de tudo, Deacon se nega em ficar em um patamar mais alto do que seu público, então monta seus cacarecos eletrônicos lá no meio do povo mesmo. Segundo de tudo, Dan Deacon é Dan Deacon. O cara é mestre em se divertir e divertir os outros. No vídeo a seguir, ele propõe o seguinte esquema: é aberto um enorme círculo no meio da pista, e Dan escolhe um indivíduo para começar o jogo. Esse indivíduo precisa correr em volta do círculo e fazer “high five” em duas pessoas ao seu redor, quem se unem a ele na corrida. Sucessivamente, essa duas pessoas, batem na mão de outras duas, que batem em outras duas, até que todos estejam correndo no círculo. Loucura.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=eBnPfMBCA0A&hl=en&fs=1]

of Montreal

Pessoas desavisadas correm o risco de criar uma imagem errônea do of Montreal no palco. Não, o Kevin Barnes não é só uma bichona enrustida numa meia-calça colorida entoando falsetos em Gronlandic Edit. Na verdade, ele é até casado e tem uma filha, a Alabee. O que acontece é que Barnes intepreta um personagem, que ele próprio criou no penúltimo disco da banda, o Hissing Fauna, Are You the Destroyer?, chamado Georgie Fruit, e que tem lá suas tendências mais…glamurosas, digamos. De qualquer modo, se o que você precisa é uma levantada no astral, o show do of Montreal é tiro certeiro. Os figurinos, a batida, a animação, tudo conspira em favor da integração social do momento.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=w4K8cTRiCys&hl=en&fs=1]

Por Cédric Fanti

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Oct 20 2008

Também sou hype: o novo Massacration?

Yes! Finalmente a nova temporada do Hermes e Renato começou e logo de cara emplacou um hit. No segundo episódio, exibiu uma paródia das bandas moderninhas de hoje em dia (com referências óbvias ao Cansei de Ser Sexy), e mesmo antes de sua transmissão na MTV, já se mostrava uma sensação internet afora. Batizada de Também Sou Hype, a banda mistura indie rock com eletro e um pouco de carimbó. Eu, particularmente, achei demais. Hermes e Renato finalmente mostrando que são a única coisa que presta naquela emissora (até o 15 minutos do Adnet já me cansou).

Entre os versos escrachados do Também Sou Hype estão: “I like boys, I like gays, mas hoje eu vou catar uma mina!” e “Uni duni tê, salamêminguê, adoro biscoito Piraquê”. Agora, será mesmo que o Também Sou Hype vai cair no gosto das pessoas, assim como cai o Massacration? Porque o Massacration também começou de brincadeira, mas acabou lançando disco e tudo. Enquanto isso, aproveitamos o que temos, confira toda a vanguarda da descolada Também Sou Hype no vídeo mais comentado da semana. Super pra frentex!:

Por Cédric Fanti

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Oct 20 2008

Azar

O Tim Festival não tem sorte, não mesmo. Como se não bastassem os preços altos e uma péssima organização de datas, horários e intervalos, a produção do evento ainda está passando por uma intensa maré de azar. Sim, porque a culpa dos mais recentes imprevistos não pode cair sobre o festival.

Primeiro, foi o The Gossip. A banda de Beth Ditto cancelou sem mais nem menos, alegando conflitos na agenda. Agora, foi a vez do inglês Paul Weller desconfirmar suas apresentações em território brasileiro. Entretanto, dessa vez o erro foi muito além de problemas na administração da banda: Foi o Brasil que não deixou o músico tocar por aqui.

Nenhum problema com o inglês, mas sim com um dos integrantes de sua banda, Andrew John Gonçalves. O nome mezzo-brasileiro, mezzo-inglês é um retrato da nacionalidade de Andrew, que é anglo-brasileiro. Mesmo assim, o músico – que toca piano em shows com Weller – foi impedido de entrar no Brasil por irregularidades em seu visto.

O comunicado oficial da produção do festival diz o seguinte:

“Nascido no Brasil e residente em Londres desde os dois anos de idade, o pianista anglo-brasileiro Andrew John Gonçalves, hoje com 31 anos, teve o visto de trabalho em seu passaporte britânico suspenso, mesmo depois de inicialmente autorizado. Apesar de todas os esforços – que incluíram apoio político e diplomático nos dois países – , não foi possível alterar a decisão, já que nossa legislação não permite a concessão de visto de trabalho a cidadãos brasileiros.

A alternativa apresentada seria a obtenção de passaporte brasileiro em regime especial. Mas a inexistência da documentação brasileira mínima necessária inviabilizou este caminho. A outra alternativa possível, do ponto de vista legal, seria a renúncia de Andrew à nacionalidade brasileira. Entretanto, este pedido levaria de 30 a 60 dias para tramitar nas diversas instâncias, até ser publicado no Diário Oficial e transmitido de volta a Londres após a sua conclusão.”

Já para a produção do Planeta Terra, o produtor do músico contou que espera resolver o problema até a próxima edição do Tim Festival.

Paul Weller se apresentaria no palco Bossa Mod, onde Marcelo Camelo também terá seu espaço. Mais informações da Tim devem sair nessa quarta-feira (22), que informará ao público como deve ser feita a troca de ingressos e/ou o reembolso do ticket. A produção também deixou subentendido que deve escalar um substituto – provavelmente nacional – para Paul. As entradas para o palco já haviam se esgotado em São Paulo, onde o show aconteceria na quinta-feira (23). No Rio de Janeiro, a apresentação se daria no sábado (25).

Por Alex Correa

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Oct 20 2008

NewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNewsNews

Semanalmente, as mais recentes notícias do mundo musical, sem firulas, direto ao ponto.

Feist dando um tempo

A cantora canadense Leslie Feist revelou que vai dar um tempo em suas atividades logo depois de terminar sua turnê pelo Canadá. Segundo ela, seu grande sucesso em 2007 com o disco The Reminder e o single 1234 fez com que ela sentisse a pressão do mercado musical. Fesit ainda disse que está em seus planos voltar a tocar com o Broken Social Scene, banda da qual fazia parte antes de lançar sua carreira solo.

James Murphy em novo projeto

James Murphy, a mente brilhante por trás do LCD Soundsystem está de banda nova. Falando à BBC, ele disse que está participando de uma banda de rock, que ainda não tem nome, e que ela será bem diferente do LCD. “É um projeto de rock, rock clássico”, frisou. O novo projeto será lançado pelo selo DCA, que pertence à Murphy.

Grammy Awards

Os organizadores do Grammy anunciaram que os nomes dos indicados da premiação do ano que vem serão revelados durante um programa em horário nobre nos Estados Unidos, o que é inédito. Grammy Nominations Concert Live!! contará com apresentações de artistas vencedores de Grammys passados, e acontecerá no Teatro Nokia, em Los Angeles. Este programa também comemorará a inauguração do Museu Grammy, no centro de LA.

The Long Blondes se separa

O guitarrista da banda inglesa The Long Blondes, Dorian Cox escreveu um post no MySpace da banda dizendo que eles estão se separando. Segundo Cox, a principal razão para isto é que ele sofreu um derrame em Junho e não sabe quando estará bom o bastante para tocar guitarra.

Extra, Extra! As últimas do Planeta Terra

O festival paulista da Vila dos Galpões acabou de anunciar uma pequena mudança de horários em seu palco principal: Mallu Magalhães trocou com Vanguart, que agora toca antes da moça. A grande do Main Stage fica assim:

17h30 – Vanguart
19h – Mallu Magalhães

20h30 – The Jesus and Mary Chain
22h00 – The Offspring
23h45 – Bloc Party
1h30 – Kaiser Chiefs

O BloodyPop falou que o pai da Mallu a deixou dormir mais tarde, hihi.

Por Cédric Fanti

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Oct 13 2008

MTJ Magazine #2

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Oct 13 2008

How To Disappear Completely – Volume 2

Estamos com o cuzinho na mão de medo do Wordpress banir o blog outra vez. De agora em diante postaremos TODOS os links na nossa comunidade do orkut. Obrigado.

O How To Disappear Completely está meloso hoje. Aproveite a melancolia freak do Neutral Milk Hotel, a baladinha de trilha sonora do Beck e descubra o real sentido de “música de fossa” com Will Oldham.

Oh Comely – Neutral Milk Hotel

Pouca gente que baixa algum disco do Neutral Milk Hotel consegue aguentar de cara a voz de Jeff Mangum. Eu não fui um deles, confesso. Mas o tempo foi passando, eu fui deixando de ligar pra essas bichisses e atualmente eu tenho o In the Aeroplane Over the Sea no topo da minha lista de álbuns preferidos, não por acaso, ele merece muito esse posto. Um disco biográfico (muitos dizem que fala sobre Anne Frank), cujo reúne combinações que caracterizam o NMH como dententores de um estilo próprio, tanto na sonoridade quanto nas letras. In the Aeroplane Over the Sea é para todos os gostos. Tem o hit (Holland, 1945), as animadas (a tríplice The King of Carrot Flowers, Pt. 1, King of Carrot Flowers, Pts. 2 & 3 e In the Aeroplane Over the Sea), as mais obscuras (Two-Headed Boy, Communist Daughter, Two-Headed Boy, Pt. 2) e é claro, a baladinha melancólica. É essa última que elegi para integrar a lista depressiva do Move That Jukebox. Jeff Mangum canta lentamente os versos de Oh Comely, que se traduzidos ao pé da letra, causam repulsa e permitem várias interpretações distintas, mas ele consegue transformar o feio em poético com a mesma voz que não agradava à muitos ouvidos. Aprecie os 8 minutos e 18 segundos de Oh Comely e confira seus primeiros versos traduzidos:

Ó graciosa
Eu estarei com você quando você perder o fôlego
Perseguindo a única memória significativa que você achou que ainda restava
Com uma terrivelmente feliz e alegre cena
Que estava fazendo sua parte em seu peito

Beck – Everybody’s Gotta Learn Sometime

O Beck já é vez ou outra lembrado pelo seu álbum mais melancólico: Sea Change. Porém, raramente dão crédito à sua música mais melancólica de todas, talvez por ela não integrar nenhum de seus ótimos discos. Everybody’s Gotta Learn Sometime é triste, mas não é do Beck. Sim, é um cover, da não muito famosa banda inglesa The Korgis e foi especialmente gravada para a trilha sonora do filme Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (com Jim Carrey, Kisten Dunst e Elijah Wood) em parceria com o mentor Jon Brion. Quem não viu o filme ou quem viu e não reparou na música, assista uma segunda vez e note como foi bem escolhida e encaixa perfeitamente ao enredo. Todo mundo precisa aprender alguma hora com a baladinha melosa do Beck. :)

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=UOqXy64-hTw&hl=en&fs=1]

Versão original, gravada pelo The Korgis

Bonnie “Prince” Billy – Wai

Uau, agora resolvi extrapolar. Pra mim, as músicas de Will Oldham, vulgo Bonnie “Prince” Billy, são o auge de melancolia e depressão não-intencional e não-explícita que um artista pode atingir. Talvez por elas soarem incrivelmente pouco produzidas, mas de um modo natural. Seus temas preferidos são o amor, claro, o sexo, a solidão e as relações humanas. Em Wai, terceira faixa, sua voz rouca acompanhada de apenas uns acordes quase inaudíves de violão e leves conduções na bateria e da voz de Dawn McCarthy no backing declaram versos de um amor inocente e sincero. Wai está no álbum intitulado The Letting Go, lançado em 2006. Uma curiosidade: a primeira música deste disco, Loves Comes to Me, aparece em uma vinheta da MTV, em que umas crianças ficam girando uma espécie de pêndulo num chapéu. É, de fato a MTV não é feita essencialmente de música ruim. Mas foi necessário um pouco de garimpo.

Autor: Cédric Fanti

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