Arquivo para January, 2009

Jan 31 2009

Coisas para ler, ouvir, ver e baixar

Quando a semana foi chegando ao fim, começaram a sair vários vídeos, músicas e notícias extremamente relevantes. Uma delas não chega a ser de extrema relevância para os brasileiros, mas é algo que pessoas de todo o mundo esperavam: O line-up do Coachella 2009. Vocês ainda não devem saber, mas, nessa edição do festival, o Move That Jukebox! terá um representante de olhos bem abertos por lá. Quem não vai poder ir no evento chega a sentir uma dor no coração por perder uma seleção de artistas tão fenomenal, que não deixa pra trás suas edições anteriores. Olha aí:

(clique pra ampliar)

Nessa última sexta-feira, diversos sites anunciaram uma imagem estarrecedora: Morrissey pe-la-di-nho. O músico posou para a capa de seu próximo single, I’m Throwing My Arms Around Paris, somente com um vinil de sete polegadas tapando seu pintz. Pelo menos isso. Dá pra ver aqui, ó:

(clique pra ampliar)

Ainda tem o clipe novo do Final Fantasy, Horsetail Feathers;

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6imuFUR26HI]

Bloc Party tocando Call the Shots, do Girls Aloud;

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=KW4WL8fotvI]

A menina Florence Welch (a.k.a. Florence and the Machine) tocando Flakes, do Mystery Jets – que você pode baixar aqui;

Begone Dull Care, álbum novo do Junior Boys, que vazou;

A música When Lenin Was Little, gravada pelo Arcade Fire para a coletânea Dark Was The Knight;

E, por último, a confirmação de dois shows do A-ha em território brasileiro, que saiu no próprio site do grupo:  No Credicard Hall paulista no dia 25 de março e, no Rio, na casa de shows do Citibank, no dia seguinte.

Por Alex Correa


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Jan 30 2009

O Top 5 de 2008 por Six, do Homiepie

O Homiepie é uma das bandas em ascenção no cenário indie brasileiro. Se você ainda não conhece, vale dar um pulo no MySpace da banda e fazer o download do EP Fireworks, lançado digitalmente no ano passado e gravado em casa. Six, o frontman da banda, mandou pra gente seus cinco discos preferidos do ano passado:

1. Of Motreal – Skeletal Lamping

2. Portishead – Third

3. Erykah Badu – New Amerykah Part One (4th World War)

4. Dr. Dog – Fate

5. Bonnie ‘Prince’ Billy – Lie Down in the Light

bonnieblilly

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Jan 30 2009

Crítica: Conor Oberst – Conor Oberst

Da série “Antes tarde do que nunca”

Nota: 4/5

Folk music, ora melancólica, ora mais agitada, mas sempre poética. Essa é uma possível definição de Bright Eyes, banda do vocalista Conor Oberst, que começou a gravar com apenas 13 anos. Hoje, aos 28, Conor mudou pouco. Ele manteve sua fórmula de sucesso do Bright Eyes em seu projeto solo – que, na verdade, é uma parceria com a Mystic Valley Band, um conjunto de talentosos instrumentistas que acompanham Conor na nova empreitada.

Suas melodias continuam aparentemente simples, suas letras continuam muitíssimo bem escritas. Conor não é o cantor mais afinado do mundo, e consegue tirar proveito disso. Sua voz é sempre carregada de emoção, seja cantando sobre morte ou sobre amor.

O disco em si foi um improviso: surgiu de uma visita a Tepoztlan, no México, e gravado por lá mesmo entre janeiro e fevereiro. Um estúdio temporário foi criado no topo de uma montanha chamada Valle Místico (daí o nome da banda). Todo esse clima transformou ‘Conor Oberst’ em um verdadeiro disco de folk.

Os destaques ficam com as agitadinhas ‘Sausalito’, a já famosa ‘Danny Callahan’, ‘Souled Out’ e ‘NYC – Gone, Gone’. ‘I don’t want to die (in the hospital)’ é emotiva que dói.

Nota-se, facilmente, que Conor está crescendo, amadurecendo. É por isso que, em certos momentos, ele parece estar em cima do muro, no meio do caminho, mas até essa transitoriedade faz parte da beleza do disco. E, acredite, ele chega lá.

Por Nathália Pandeló

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Jan 29 2009

O Top 5 de 2008 por Luke, do Natalie Portman’s Shaved Head

Pouco antes de entrevistar Luke Smith, perguntei pra ele quais foram os discos lançados em 2008 que ele mais gostou. O garoto, recém-saído do colégio, mandou uma lista com direito a CD bonus e, conforme avisa, em nenhuma ordem em particular.

Of Montreal – Skeletal Lamping

The Kills – Midnight Boom

Hot Chip – Made In The Dark

CSS – Donkey

MGMT – Oracular Spectacular

*BONUS* Natalie Portman’s Shaved Head – Glistening Pleasure

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Jan 29 2009

Por que ouvir… Tortoise?

tortoise1Um amigo me fez esta pergunta quando reparou no Top 10 do meu Last.FM. “Porque você ouve tanto essa banda?”, a partir daí eu tive a idéia de fazer uma coluna para falar dos artistas que, muitas vezes são esquecidos e/ou desprezados pelo grande público, mas que deveria ser escutados com um pouco mais de atenção. Hoje, mostraremos alguns dos motivos pelos quais deve-se dar alguma atenção a este quinteto de Chicago (EUA).

Em primeiro lugar, o Tortoise é uma das bandas que ajudou a formar e definir o gênero hoje conhecido como post-rock. Mas diferente da grande maioria das bandas de post-rock, que fazem um som distorcido, longo e etéreo (como o Mogwai, Explosions in the Sky e o já falecido Godspeed You! Black Emperor), o Tortoise se apóia num som que faz uma mescla de freestyle jazz com dub, krautrock, música eletrônica e, obviamente, rock. De som instrumental – pouquíssimas músicas apresentam vocal -, o forte do som destes caras está justamente nas melodias elaboradas e acréscimo de instrumentos não muito comuns em bandas de rock como trompetes e vibrafones.

Outro grande feito da banda é o fato de reunir ex-membros de bandas-mãe de dois dos estilos contemporâneos (post-rock e math-rock): Slint e Bastro, o que contribuiu para o som da banda. Seus membros também fazem parte de outras projetos musicais como The Sea and The Cake e Isotope 217. Formado no começo dos anos 90, e até então com cinco discos lançados (mais um de covers feito em parceria com Bonie “Prince” Billy e um Box Set contendo raridades, remixes, b-sides e um DVD com trechos de apresentações ao vivo). Tudo indica que até o fim de 2009 saia material novo. A banda também já se apresentou no Brasil em 2006 em São Paulo, Recife e Rio de Janeiro – apresentação esta considerada como uma das mais memoráveis do Circo Voador.

Da discografia do Tortoise, destacam-se seu segundo e terceiro disco (Millions now living will never die, de 1996 e TNT de 1998), mais aclamados pela crítica e público. São destes dois discos as músicas mais conhecidas, tais como Glass Museum, Swung fot the Gutters, e Ten-Day Interval (que chegou a ser usada como trilha-sonora de vinhetas da MTV e do Fantástico). Embora a sonoridade não seja imediatamente palatável aos ouvidos menos concentrados, o Tortoise é o tipo de banda que para saborear todos os detalhes sonoros de cada faixa, é necessário uma boa dose de repetições, atenção e um pouco de paciência para que o som contagie e faça você ouvi-los mais algumas vezes.

Por Filipe Torres

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Jan 29 2009

Entrevista: Natalie Portman’s Shaved Head

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Atraindo boa parte de seus admiradores pelo caráter humorístico de seu nome, esse grupo de Washington te faz remexer ao som de Slow Motion Tag Team, Beard Lust, Hush Hush e de toda e qualquer faixa de seu primeiro – e único – disco, o Glistening Pleasure, lançado em meados de 2008. Com letras adolescentes e divertidas, o Natalie Portman’s Shaved Head já superou a fase da garagem e ultrapassa, cada vez mais, os espessos solos do cenário underground americano, ganhando certo destaque em terras tupiniquins com um electroclash dignissimo e recomendado expressamente pelos blogueiros mais descolados da cena.  Em 2009, o grupo faz suas primeiras turnês como headliners, e já ficou comprovado que esses jovens têm gás de sobra para agüentar a pressão que fica concentrada sobre tal cargo.

Usufruindo das vantagens que a internet tem a nos oferecer, conversei (naquele clima descontraído de sempre) com Luke Smith que, além de ser um dos vocalistas do grupo, ainda toca guitarra e teclado. É isso aí, povão: Natalie Portman’s Shaved Head de A a Z.

npsh1

Desde a formação da banda, vocês já devem ter respondido muitas perguntas sobre o nome que ela levou – e eu também não posso evitar perguntar sobre isso. Quando vocês optaram por nomear o grupo fazendo uma referência ao “penteado” de Natalie Portman em V for Vendetta, estavam tentando chamar mais atenção da mídia ou algo do tipo?

Não, nós definitivamente não tínhamos nada do tipo na cabeça… Nós nem sequer sabíamos de qual filme se tratava quando batizamos a banda. Tudo que tínhamos ouvido era que Natalie tinha raspado a cabeça pra interpretar algum personagem, e isso virou assunto no colégio durante o dia inteiro. Naquele dia estávamos fazendo um jogo na sala em que precisávamos de nomes para formar uns times, daí nós decidimos nos chamar “Natalie Portman’s Shaved Head”. As pessoas pareceram gostar, então nós resolvemos dar esse mesmo nome pra pequena banda que estávamos formando naquela hora. Naquele ponto, se tratava apenas de uma banda de piadas idiotas, mas aí nós progredimos e o nome ficou grudado!

Entendi. E depois da criação da banda, demorou muito para que o seu primeiro EP fosse lançado?

Gravar um EP era algo muito distante da nossa realidade naquele momento… Acho que demorou mais de um ano para lançarmos. A maioria das músicas que gravamos foi disponibilizada direto para download no MySpace para nosso amigos e tal. Até então, não existia demanda alguma para um EP de verdade, então só o fizemos para dizer que tínhamos lançado um. Queríamos algo para segurarmos em nossas mãos.

E quando vocês começaram a tocar ao vivo?

A Claire conseguiu nosso primeiro show na grande inauguração de um clube em Seattle. Acho que isso foi em dezembro de 2005. Como tinha uma penca de jornalistas lá, a gente foi meio que jogado instantaneamente sob os olhos do público de Seattle. No dia seguinte saíram uns três artigos sobre nós e ficamos completamente malucos com aquilo. Depois a gente se concentrou em terminar o colégio e tocar em pequenas festas e casas de shows quando éramos convidados. Chegamos a tocar com um cara chamado MC Vagina, que é completamente hilário…

(Risos). Nunca ouvi falar sobre esse MC.

É… Acho que ninguém jamais ouvirá. Era esse tipo de show que estávamos fazendo no começo. As pessoas queriam nos botar para tocar com um bando de coisa eletrônica, experimental e grosseira.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=FDJc_l2Nf2I]

E quando foi que as pessoas começaram a perceber que vocês não faziam parte desse grupo de coisas eletrônicas, experimentais e grosseiras?

Deus, eu não tenho idéia. Talvez quando tocamos com o CSS em Seattle pela primeira vez?! Nós meio que ficamos amigos pela internet, então foi maravilhoso tocar com eles.

Esse com certeza foi um salto incrível.

Com certeza! Essa foi uma das maiores bandas para quem já abrimos. Os ingressos esgotaram e o local estava socado de gente. Um show completamente doido…

Seria ainda mais “doido” se vocês estendessem sua turnê com o CSS ao Brasil em 2009.

Sim! Isso seria incrível. Adorariamos faze-lo!

Em respostas de mensagens de Natal brasileiras, vocês diziam algo como “com sorte a gente vai se ver no Brasil em breve”. Existe algo sendo planejado?

(Risos). Ainda não, infelizmente. Nós ficamos surpresos com a quantidade de mensagens de gente do Brasil, então acho que seria legal descer aí eventualmente, mas nenhum plano mais concreto por enquanto. Ainda temos que ir à Europa! Sinto que vamos fazer uma penca de coisas em 2009…

As pessoas aqui estão quase vendendo suas almas para ver o CSS ao vivo mais uma vez.

(Risos). Eu ouvi dizer que há um tipo de rejeição começando. Adriano disse algo sobre os adolescentes brasileiros odiarem o CSS e nos odiarem também. Electro-rejeição?! Não sei…

Não tenha certeza disso. Na verdade ouve um episódio envolvendo uma sátira de bandas do gênero  (principalmente do próprio CSS) que deixou o Adriano realmente irritado…

(Risos). Ah! Eu definitivamente já vi (o vídeo) antes! Bem, tenho certeza que seria totalmente alucinante tocar aí de qualquer forma.

Então, voltando ao assunto… A gente pode perceber uma grande evolução na sonoridade da banda do Secret Crush EP para o Glistening Pleasure. Quem (ou o que) foi responsável por esse amadurecimento?

Bem, o Secret Crush foi montado bem rápido e nós não tínhamos idéia alguma do que estávamos fazendo. No Glistening Pleasure nós fomos mais a fundo e mapeamos o que queríamos fazer e como queríamos fazer. Queríamos fazê-lo digno e gravamos a maior parte dele da mesma forma. Éramos somente nós gravando em um porão usando meu laptop. Decidimos gravá-lo da melhor forma possível, daí trabalhamos em nossos vocais e tivemos o apoio de um produtor e de um excelente mixador. Com certeza esse processo levou tempo suficiente… Trabalhamos nele por quase um ano, mas porque ainda estávamos aprendendo enquanto íamos gravando, então acho que terminou bem para nossa primeira experiência.

Acho que isso significa que vocês soarão ainda melhores em um segundo álbum. Mas, ao mesmo tempo, me parece muito cedo para começar a pensar em material novo.

Não! Na verdade nós começamos a trabalhar nas primeiras fases de um próximo disco. Ainda é cedo, mas eu acho que ele vai ficar ótimo, de verdade. Vai ficar mais “badass” também.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=rL3Xq1a8_wo]

Talvez essa seja uma pergunta meio injusta, mas entre CSS, Matt & Kim e The Go! Team, qual deles é a melhor companhia para uma turnê?

(Risos). Garoto… Vamos ver. A verdade é que todos são realmente legais. Essa última turnê foi insana. Ter quatro bandas tentando se encaixar no palco para fazer passagem de som e tudo mais parece muito, mas todo mundo foi super legal. Nós viramos amigos bem próximos de todos eles! Se eu tivesse que escolher entre um deles, acho que ficaria com o CSS, só porque ficamos ainda mais próximos deles. E eles sabem como se divertir! Acabo de me lembrar que em Boston nós encontramos a cabeça de uma galinha morta no chão e tiramos fotos com ela.

Me parece que esses after-shows são bebedeiras puras…

(Risos). A gente não estava ficando tão bêbado porque, na verdade, é meio ilegal sair bebendo por aí na nossa idade. De todos nós, o Shaun é o único que tem idade para beber, e as leis são muito especificas sobre isso. Mas você sabe, nós fazemos o que conseguimos. Somos bem punk rock.

Falando assim, vocês parecem ainda mais novos do que eu imaginava que fossem. De qualquer forma, suas músicas são completamente conectadas com essa juventude de vocês. Quem as compõe?

Eu componho bastante, mas Shaun e eu geralmente trabalhamos juntos nas letras. Nós simplesmente escrevemos sobre o que sabemos da vida. Se sentir novo, fresco. Sobre nossos amigos e nossos primeiros fios de barba… É mais genuino do que parece.

Falando sobre se sentir “novo e fresco”, a fama já está influenciando na sua vida, uhn… amorosa?

(Risos)…. Eu não sei se eu posso falar sobre isso. Certamente não deixa feridas, vamos pôr dessa forma. Mas eu diria que precisamos de um pouco mais de fama para entrar em um nível romântico mais alto. Precisamos estar nos encontrando com supermodelos e tudo mais…

Então eu acho que já estamos acabando. O que você pode me falar sobre seus planos para esse ano?

Existem alguns grandes planos pra 2009. Nós já temos praticamente o ano inteiro planejado (até onde se pode planejar nesse trabalho maluco). Um monte de coisas que eu ainda não posso falar sobre. Mas nós vamos tocar em vários lugares diferentes, espalhando o gospel do NPSH pelo mundo. Teremos algumas grandes turnês, e estamos particularmente animados para tocar no SXSW em Austin (Texas). Também teremos um clipe novo em breve!

Lançar esse tal segundo disco, fazer shows com algumas bandas em particular…

Ahhhh, ainda não posso falar quais são as bandas. Ainda não sei mais sobre esse segundo álbum. A gente vai gravar da forma que fluir, naturalmente. Provavelmente teremos músicas novas no ano que vem. Talvez um novo disco, quem sabe? Mas com certeza seremos headliners de algumas turnês. Estou animado para ver muita gente diferente em cidades diferentes. Todos os lugares têm uma vibe diferente, e todas as pessoas são divertidas e estranhas do seu jeito. É divertido explorar. E David, Liam e eu faremos 21 anos, então poderemos beber.

Aquele papo de “live fast and die young”… entendi.

(Risos) Pois é! As coisas vão ficar insanas. Punk Rock… vamos comprar umas jaquetas de couro e tudo mais.

Totalmente badass. Então é isso. Alguma mensagem para o Brasil?

Fiquem tranqüilos! Sejam pacientes, nós chegaremos ao Brasil o mais rápido possível! Temos procurando umas viagens para o Brasil, queremos explorar!

Por Alex Correa

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Jan 28 2009

As novas dos Monkeys

Em seus últimos shows, os Arctic Monkeys andam dando um pequeno preview do que será seu terceiro disco, ainda sem previsão de lançamento.

A última novidade da banda foi Crying Lightining, interpretada no Big Day Out, que já caiu no YouTube. Outras três músicas (Dangerous Animals, Pretty Visitors e Would You Like Me To Build You a Go-Kart?) também estão na web – mas em suas versões ao vivo. Em todas elas, o que a gente vê não é a influência gritante do stoner rock de Josh Homme, mas sim uma obscuridade quase inédita para os macacos. Falo “quase inédita” porque em Nettles, b-side do single Teddy Picker, já se ouvia muito da essência dessas novas músicas.

Crying Lightining

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6M8nmWlTRjg]

Dangerous Animals

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=_WUmbQTrGbE]

Pretty Visitors

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=JUpbWy3c4iQ]

Would You Like Me To Build You a Go-Kart?

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=dQ-J6VdeD3E]

Por Alex Correa

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Jan 28 2009

O top 5 de 2008 por Ben Kweller

O Move That Jukebox! conseguiu alcançar Ben Kweller bem no meio de sua última turnê, antes do lançamento de Changing Horses. Cantor de música country-rock que é, Ben listou – entre Ratatat e Conor Oberst – cantores de música country que você provavelmente jamais ouviu falar.

1. Conor Oberst – Conor Oberst

*em sua primeira lista, Kweller posicionou esse homônimo em 1º e 2º lugar, “cause it is that good”. Mais tarde, ele nos procurou para atualizar seu ranking.

2. Mason Jennings – In The Ever

3. Alan Jackson – Good Time

4. Ratatat – LP3

5. Watson Twins – Fire Songs

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Jan 28 2009

Apostas para 2009

Da série “Coisas que deveriam ter ido ao ar na revista e agora parecem atrasadas”

Selecionamos três nomes de destaque entre as nossas apostas para 2009. Confira.

KID SISTER

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Kid Sister começou a aparecer nas paradas em 2007, quando lançou seu primeiro single. A parceria com Kanye West em Pro Nails fez com que o hip hop de Kid ganhasse seus primeiros momentos de fama, mas é em 2009 que a cantora deve se revelar como um verdadeiro estouro.

Dream Date, seu primeiro álbum, teve lançamento adiado para março de 2009 e, como prova de que não vai ficar abandonado nas prateleiras das lojas, conta com a produção de Kanye West, Spank Rock, A-Trak (seu atual affair) e Pharrell Williams. As participações especiais incluem as vozes de Estelle e, mais uma vez, de Kanye em suas faixas. Quem viu Kid Sister no último Nokia Trends sabe, mais do que ninguém, que a moça tem futuro. E, com esse time de colaboradores, é possível não ter?

DAN BLACK

dan

Depois de estrear nos palcos londrinos, no meio do ano, as músicas de Dan Black logo foram citadas no programa de Zane Lowe, da BBC Radio 1, entre “as faixas mais quentes do mundo” e “os singles da semana”, o que lhe rendeu seu primeiro contrato com uma gravadora. Ao lado de outros dois músicos, Dan passa pelas principais cidades do Reino Unido em sua primeira turnê britânica, que tem início em fevereiro, mesma época em que seu debut deve ser finalizado.

Em 2009 não será a primeira vez que Dan conhecerá a fama de perto. Entre 1998 e 2007, o músico ficou conhecido por ser o vocalista do The Servant (banda que teve uma de suas composições utilizadas nos trailers de Sin City) e chegou a ser considerado “um Liam Gallagher mais jovem”. O mundo das celebridades voltou a se achegar a Dan com o lançamento de HPNTZ (um cover de Hipnotize, do Notorius B.I.G.), que ganhou destaque em diversas rádios européias. Como o próprio DJ costuma se perguntar, “o que deve vir em seguida?”

FLORENCE AND THE MACHINE

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A gente logo repara semelhanças com Kate Nash em nosso primeiro contato com o Florence And The Machine, mas o som menos girlie de Florence me faz lembrar de Ida Maria, aquela norueguesa que teve destaque em diversos festivais europeus nesse último ano.

Ao vivo, Florence conta com o apoio de outros quatro músicos, quarteto que já teve a participação de Dev Hynes (vulgo Lightspeed Champion). 2009 começa para Florence com a promissora Nme Awards Tour, que tem início em 29 de janeiro com participação de White Lies, Friendly Fires (duas outras apostas para esse ano) e do headliner Glasvegas. No ano passado, The Ting Tings e Does It Offend You, Yeah? Faziam parte da turnê da NME e, se a história deles for se repetir com o Florence and the Machine, coisa boa vem por aí.

Por Alex Correa

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Jan 27 2009

Updates: Strokes / Killers / Radiohead

- Os Strokes já tem algum material novo composto e começam a grava-lo no mês que vem. “Pode ser em dois meses, pode ser em um ano” – palavras de Fab Moretti sobre a produção do novo disco. Ansiosos?

- Conversando com um repórter da Q Magazine, Ronnie Vannucci, baterista dos Killers, contou que a banda vai gravar um disco de covers durante sua nova turnê, usando aparelhos recém-adquiridos por ele mesmo.

Young Turks, de Rod Stewart, foi uma das faixas escolhidas pelo grupo. Genesis (provavelmente o da fase Peter Gabriel) e Tom Waits também ganharão versões de suas músicas na voz de Brandon Flowers.

- Concorrendo em cinco categorias, o Radiohead vai tocar na 51ª edição do Grammy Awards, que acontece no dia 8 do próximo mês. A informação foi dada oficialmente pela assessoria do grupo. Paul McCartney também toca no evento em uma parceria com Dave Grohl.

Por Alex Correa

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Jan 27 2009

Crítica: Boss in Drama – Your Favorite EP

Quem não conhece Boss in Drama não sabe o que está perdendo, e já aviso, esta é uma ótima hora pra descobrir e ganhar mais um atrativo pra se jogar na pista. Então vamos às devidas apresentações. O homem por trás do projeto é Péricles M., um curitibano de 22 anos, que produz música eletrônica desde os 16. Antes do Boss in Drama, ele já havia participado do Gomma Fou, projeto de electrorock que chegou a tocar no Motomix de 2006. Mas em 2007 ele largou tudo para se dedicar ao que hoje, como disse Paulo Terron (e eu assino embaixo) é “o som mais divertido produzido no Brasil neste momento”.

Durante o mesmo ano, Péricles foi soltando faixas em seu MySpace, que acabaram agradando muita gente, fazendo dele um homem cada vez mais conhecido na forte cena “dos blogs pras festas”. E há poucos dias saiu seu primeiro EP, intitulado ‘Your Favorite EP’ e disponível para download no próprio MySpace. Das músicas lançadas anteriormente, ele aproveitou apenas uma, e por isso recomendo procurar as outras, completarão a festa muito bem.

Diferente da maioria dos projetos eletrônicos de estilo similar, Péricles deixou de lado as já batidas referências oitentistas e foi buscar influências em uma parte mais funda (e mais rica) do buraco: os anos 70. Logo de cara isso já se vê em ‘Favorite Song’, música que abre o EP. A base marcada firmemente pelo baixo com teclados e riffs agudos de guitarra ao fundo, somada à voz cheia de efeitos remete facilmente à época da disco music. Assim como a primeira faixa, ‘Lights Off’ segue a mesma linha, com uma bela introdução facilmente confundível com algo do Jamiroquai, uma das bandas que mais bebem da fonte setentista.

Em seguida vem ‘All The Love’, a faixa que já havia sido mostrada ao público através do MySpace. E foi bem escolhida. Dentre todas as lançadas anteriormente, esta mais se assemelha à musicalidade do conjunto do EP. Para finalizar vem ‘Superstar’, que volta um pouco menos ao tempo e traz referências mais anos 80, contando com uma guitarra ao fundo com solos e timbres que na hora remetem ao mexicano Carlos Santana, músico que teve sua grande fase nos anos 70 e 80, mas que se mantém firme no século XXI. As mesmas datas importantes para se entender o Boss in Drama. Influências vindas destas duas décadas, som com a cara do século atual. Tudo isso possível graças a um talento notável em qualquer época.

5-estrelas

Por Marçal Righi

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Jan 26 2009

O top 5 de 2008 por Marcos Rübenich, do Walverdes

Por Gabriel

Confira mais uma lista que deveria fazer parte de nossa magazine, agora com o top 5 de Marcos Rübenich, baterista da banda Walverdes, de Porto Alegre.

1.Pata de Elefante – Um olho no Fósforo, Outro na Fagulha


2.Damn Laser Vampires – Gotham Beggars Sindycate

3.Primal Scream – Beautiful Future


4.Black Kids – Partie Traumatic


5.The Kills – Midnight Boom

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Jan 25 2009

Justice: A Cross The Universe

Américas, Europa e o mundo Oriental; Depois de deixar sua marca ao redor do mundo (ou do universo, como sugere o título de seu mais novo lançamento), o duo francês Justice lança seu primeiro documentário.


Em dezembro, a dupla mais hypada dos últimos dois anos lançou seu tão esperado documentário, ‘A Cross The Universe’, título que parodia o musical ‘Across The Universe’, mas que pára por aí nas semelhanças.

Diferente das histórias de amor que têm como tema de fundo músicas dos Beatles, o filme dos franceses se passa durante a turnê americana do duo, que aconteceu em março de 2008, e mostra os bastidores dos shows e das viagens, focando bem nos dois homens que todos estão acostumados a ver apenas atrás da grande cruz reluzente. O DVD vem acompanhado de um CD ao vivo, que não se diferencia muito dos lives apresentados em solo brasileiro, o que não é pouca coisa. Mas voltemos ao documentário.

Ao invés de passar mais sobre suas personalidades através de entrevistas ou algo do tipo, o filme mostra o cotidiano das turnês e como agem Gaspard e Xavier antes, durante e depois das apresentações, em sua estadia pelas cidades e nos trajetos entre elas no ônibus da dupla, o qual é cenário de diversas situações da fita. Além dos dois personagens principais, o filme também foca nos outros componentes do grupo, que participam da turnê fora dos palcos. E neles se encontram alguns dos pontos interessantes, como o gerente de turnê que se torna cada vez mais obcecado por armas e acaba com problemas por conta disso, ou o motorista do ônibus, típico cidadão do interior americano, que ocupa boa parte dos 64 minutos do filme com as histórias sobre seu dom de cantar notas graves ou sua mania de tirar fotos da paisagem para mostrar à família.

Apesar dos coadjuvantes ganharem uma parcela significativa no documentário, as melhores cenas são protagonizadas pelos grandes nomes, cada um com sua personalidade marcante. Xavier é mais bagunceiro e extrovertido, mas em contrapartida se exalta facilmente. O barbudo Gaspard é calmo e mais calado, e enquanto o parceiro aproveita a fama pra se jogar na multidão, ele a usa para levar mais mulheres para a cama. São estas diferenças que os tornam tão produtivos, cada um suprindo as faltas do outro. Entre os momentos mais interessantes estão o hilário casamento de Gaspard em Las Vegas, as várias garotas bêbadas nos camarins e a violenta garrafada que Xavier dá em um fanático, além das belas cenas dos shows, perfeitamente editadas no ritmo pesado das músicas, passando ao espectador o clima único que tem um live do Justice.

Após assistir ao documentário, dirigido por Romain Gravas (Stress) e So Me (D.A.N.C.E. e DVNO), se tira apenas uma conclusão: eles são verdadeiros rockstars. Pose de rockstar, cotidiano de rockstar, fama de rockstar. A diferença é que ao invés de guitarra, baixo e bateria, seus instrumentos são dezenas de equipamentos eletrônicos. Exemplos como este nos mostram a força que tem a música eletrônica atualmente, com inúmeras vertentes e milhões de fãs, gerando um mercado comparável ao do bom e velho rock. Esta dimensão só aumenta com a Internet e o fácil acesso a sintetizadores e programas de produção como Ableton Live e Acid Pro, tornando crescente o número de produtores caseiros, que ameaçam competir em número com as tradicionais bandas de garagem.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=SixFxNTVbmk]

Ao vivo: Justice remixa Master of Puppets, do Metallica, em show no Circo Voador

Nomes como Justice, Digitalism e Simian Mobile Disco põem à mesa diversas discussões sobre o que é considerado música, e se o eletrônico é digno de ser ouvido atentamente e estudado, deixando de ser apenas o “putz-putz” que só toca em festa. Enquanto o rock perde tempo com bordões como “não tem mais jeito” ou “não fazem mais bandas como antigamente”, a música eletrônica cresce com seu enorme leque de possibilidades, se infiltrando nas culturas e se misturando com tudo, inclusive com o rock, dizendo em alto e bom som: a festa está apenas começando.

Por Marçal Righi

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Jan 24 2009

Shoegaze: Duas novas propostas

O shoegaze americano mostra sua cara. De leste a oeste, duas novas propostas aos amantes da distorção melódica.

O final da década de oitenta trouxe, junto da decadência (naquela época) do new wave e da explosão das bandas de Manchester, um novo movimento que arrombou portas, tímpanos e que, por algum motivo (ou atropelado pela avalanche Grunge) ficou soterrado e quase esquecido. Este “quase esquecido” foi o suficiente para dar nova vida ao movimento shoegaze atual, principalmente com o reaparecimento do My Bloody Valantine nos palcos.

Naquele final de década, muitas bandas seguiram o rastro do MBV – e agora não poderia ser tão diferente. A sensível diferença é que a influência deixada pela banda e seu mítico álbum Loveless (1991) fizeram com que uma nova geração antecipasse esse ressurgimento, não apenas seguindo a trilha.

Entre os novos nomes está A Place to Bury Strangers, um trio do Brooklyn que já leva o título de banda mais barulhenta da cidade e avisam: “A cena atual no Brooklyn já não possui clichês, sem essa de que é para rappers e, com todo respeito a outras cenas do mundo como Barcelona, Londres, Rio ou São Paulo, Nova Iorque é o lugar”. A banda, formada por Oliver Ackermann (guitarra/voz), Jono Mofo (baixo) e Jay (bateria) não apresenta nada de revolucionário. Utiliza a fórmula de camadas sobre camadas de guitarra para dar a atmosfera psicodélica e barulhenta nas canções.


O único diferencial é que Ackermann cria seus próprios pedais de efeitos, o que dá ao som da banda algo mais personalizado e, ao dizer aos rapazes que eram notáveis as influências de Cure, Bauhaus e até Sisters of Mercy, fui quase carregado nos braços por não citar Jesus and Mary Chain, que é a comparação mais lógica e direta que a banda recebe – mesmo deixando bem claro que nenhuma comparação incomoda e inclusive assumindo tais influências; “eram as bandas que escutávamos antes de começar a nossa”.

De uma maneira geral, a banda não parece muito preocupada com o amanhã. A postura mais se assemelha a uma banda punk, deixando claro que planos nem sempre saem como desejam. No último dia 3 de Novembro tivemos mais um exemplo de como as coisas funcionam com os nova-iorquinos e talvez por isso eles assumam esta postura. O relógio já atropelava os ponteiros das nove da noite quando, em teoria, uma banda de abertura já teria que iniciar suas atividades. As notícias que chegavam aos nossos ouvidos eram de que a banda de abertura cancelara seu show, mas que a principal iria tocar.

Não muito tempo depois, desceram correndo de uma mini-van. O baterista com cara de que não dormia há dias. Descrever um show deles nem sempre é tão simples. Para uma banda que só tem um disco gravado, seria fácil dizer que o setlist foi, sem mais, constituído de todas as músicas do disco. Muito bem. Daí é contar outros detalhes como escuridão no palco, distorção total das guitarras, voz quase oculta e Ackermann colocando camadas de efeito em suas guitarras antes de chicoteá-las e arremessá-las de um lado para outro. O barulho é indescritível. Só mesmo para quem conhece as gravações de estúdio para identificar as músicas com propriedade, onde essas são nitidamente mais limpas. Destaque absoluto para as ruidosas “To Fix the Gash in Your Head”, “I Know I’ll See You” (de uma levada um pouco mais comercial), para a destruidora “Never Going Down” e, por último, para mais lenta e inflada de distorções “Ocean”.

O trio, que já havia tocado em Barcelona no grande palco do Primavera Sound, não parece sentir diferença entre os tamanhos de palco e público. A apresentação é arrasadora, seja onde for.

Saímos agora da costa leste americana rumo ao oeste, de onde sai uma outra grande proposta do shoegaze do tio Sam. Falemos de um outro trio, esse chamado Autolux, formado na cidade de Los Angeles há oito por Eugene Goreshter (baixo/voz), Greg Edwards (guitarra/voz) e pela simpática Carla Azar (bateria/voz). Logo em suas primeiras apresentações, o grupo despertou o interesse de ninguém mais ninguém menos que T-Bone Burnett, produtor que, na época, iniciava um novo projeto. Nestes oito anos muita coisa aconteceu. Um pequeno acidente afastou Azar dos palcos por algum tempo e, caso você não conheça a banda, vale ressaltar que ela não é apenas uma simples baterista, mas sim a peça-chave para o sucesso da banda.

Em sua única passagem na Espanha, durante o festival Primavera Sound 08, tivemos a oportunidade de conversar com Carla e Eugene. Após uma rápida e simpática apresentação – na qual Carla Azar revelou que o nosso português é um de seus idiomas favoritos -, tivemos um bom bate-papo. Antes da entrevista começar, já que a moça se disse fã de nosso idioma, revelei o significado da palavra “azar” (seu sobrenome), o que não só rendeu boas risadas como criou a sensação de um sobrenome punk, fazendo-a imaginar o nome “Carla Bad Luck”. Vamos à entrevista.

As informações que chegam ao público é que a banda iniciou atividades em 2000 e logo em 2001 lançou um EP: Demonstration. Turnê com Nine Inch Nails e, em seguida, All Tomorrows Partie’s Festival. Poderia nos contar um pouco mais deste início?

Claro. Como você mesmo mencionou, começamos na área de Los Angeles e T-Bone Burnett estava iniciando sua própria gravadora junto aos Coen Brothers. Nos assistiu e veio a nos contratar. Produziu nosso primeiro disco, Future Perfect, e após o lançamento saímos em turnê e tocamos com muito nomes interessantes como The White Stripes, Beck e NIN. Nesta época costumávamos fazer nosso próprio jogo de luz, foi um início bem interessante.

Por que um jogo de luz próprio?

Porque no início tocávamos em palcos menores, e a iluminação nunca estava da maneira que queríamos. Então criamos uma iluminação básica, mas da maneira que queríamos, algo personalizado.

Carla; em 2002 você sofreu um acidente, caiu do palco, fraturou o cotovelo e colocou oito parafusos. Até onde sei você é a baterista da banda. Como uma baterista consegue cair do palco? um guitarrista, baixista ou vocalista até vai levando em consideração a movimentação, mas sua posição parece mais segura, não?

Estávamos abrindo pro Elvis Costello nesta época. Na verdade não estávamos mais tocando quando aconteceu. Estava conversando com amigos após o show e numa falta de atenção aconteceu, simples assim. Me custou oito parafusos no cotovelo e um longo período inativo para mim e para a banda.

Alguma influência direta presente na música da banda?

Sim, é impossível dizer que existem. Velvet Underground é uma delas. The Beatles, quando começaram a fazer música mais experimental. A banda alemã Can também, e John Bonham (Led Zeppelin) é particularmente uma grande influência para mim. Qualquer coisa que não seja convencional serve bastante como influência… reggae, dub, etc.

A participação no festival Primavera Sound coincidiu também com a primeira passagem da banda na Espanha. Qual o sentimento do Autolux em atravessar estas fronteiras?

Estamos bastante empolgados com toda esta combinação. Um grande festival, primeira visita a Espanha e, conseqüentemente, a Barcelona. Adoramos tocar fora dos Estados Unidos. Estar aqui é realmente muito bom. Independente do lugar, tocar ao vivo é sempre bom, mas é lógico que tocar na Europa é totalmente diferente de tocar para o público de nosso país. O Primavera Sound especialmente teve uma seleção de bandas impressionante.

Musica favorita da banda?

Reappearing.

Após o lançamento deste segundo disco, qual o destino do Autolux?

Bem, esperamos uma boa recepção com o novo disco, viajar bastante com o novo material. O Brasil está em nossos planos, adoraríamos tocar lá. Sabemos que no Brasil existe muita gente conectada com a cena musical internacional, temos a consciência disto. Temos um bom relacionamento com o White Stripes, e eles nos disseram que, quando passaram pelo Brasil, fizeram os shows mais memoráveis de suas vidas. Melhor público que encontraram, melhor energia e realmente não esperavam tanto. Gostamos também do futebol brasileiro (como todos gostam), da paisagem e temos muita curiosidade de estar lá um dia.

Por Mauricio Melo

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Jan 24 2009

ABRIL PRO ROCK / direto do Nordeste

abril-pro-rock-2008

Quando começa o ano aqui no Nordeste, já se pensa automaticamente em: Abril Pro Rock! O festival que completou seu 16º ano em 2008, veio com novidades: saiu do Centro de Convenções (local onde normalmente era realizado) e foi para o Chevrolet Hall (casa de shows que tem capacidade para 16 mil pessoas).

O evento foi realizado nos dias 11, 12 e 27 de abril de 2008. Nos dois primeiros dias, apresentaram-se as bandas The Datsuns (Nova Zelândia), New York Dolls, Bad Brains (sim, a lendária banda de hardcore), Lobão, Céu, Autoramas, Júpiter Maçã, Wander Wildner, Zumbis do Espaço, Mukeka di Rato e as novidades do cenário independente nacional: Superguidis (RS), Rockassetes (SE), Violins (GO), Pata de Elefante (RS), The Sinks (RN), Vamoz! (PE), AMP (PE), Project 666 (PE), Erro de Transmissão (PE), Barbiekill (RN), Madalena Moog (PB) e Sweet Fanny Adams (PE).

Já no dia 27, duas bandas de heavy metal tocaram pela primeira vez no Nordeste. Helloween e Gamma Ray, ambas da Alemanha, trouxeram para o Brasil a turnê “Hellish Rock 2008”.

Ano passado, o Abril Pro Rock foi também sede da primeira reunião do ano da Associação Brasileira dos Festivais Independentes (Abrafin). Assim, o festival recebeu produtores de todos os principais eventos do país, como o Goiânia Noise, Porão do Rock, Varadouro, etc.

Este ano, em sua 17ª edição, o festival acontecerá nos dias 17 e 18 de abril mais uma vez no Chevrolet Hall, e já têm dois nomes confirmados: Candeais Rock City (PE), banda vencedora do festival Microfonia realizada em parceria com o Abril Pro Rock e a banda mais barulhenta do mundo: MOTORHEAD!

Por Nika Maciel

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Jan 24 2009

Vídeo: The Killers – Spaceman

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=_xWLZGFJmOg]

Com um carro alegórico desses, dá até pra dar uma passada pela Sapucaí.

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Jan 24 2009

O Top 5 de 2008 por Peter, do Peter Bjorn and John

Andamos trocando umas mensagens com Peter Móren, vocalista do Peter Bjorn And John. Em uma dessas, pedimos para o rapaz enviar-nos seus cinco lançamentos prediletos do ano passado, e ele escolheu com propriedade – e ignorando o último lançamento de sua banda, Seaside Rock, todo instrumental.

Vampire Weekend e Fleet Foxes não deixaram de aparecer em sua lista. Veja:

1. Frida Hyvönen – Silence Is Wild

2. Robert Forster – The Evangelist

the-evangelist

3. Fleet Foxes – Fleet Foxes

4. Vampire Weekend – Vampire Weekend

5. Dr. Dog – Fate

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Jan 23 2009

Vanguart grava “Multishow Apresenta”

Da série “Coisas que deveriam ter ido ao ar na revista e agora parecem atrasadas”

vanguartAntes de mais nada, é fundamental dizer como é gratificante ver um artista sair do “underground” e sentir sua escalada rumo ao mainstream. De Cuiabá para São Paulo, de show em show, de programa de TV à programa de internet, o Vanguart se destaca como a maior e melhor banda folk do Brasil e sem precisar de refrões fáceis e (só) em português. Nada mais justo, então, que um contrato com a Universal Music e como cartão de visitas, um registro ao vivo para resumir os 6 anos da banda.

Então, no ultimo dia 11 de dezembro, o Vanguart combinou com os fãs a gravação do material base do DVD “Multishow Apresenta”, uma parceria do canal de TV com a gravadora, que já rendeu diversos registros de artistas. Sem venda de ingressos e em um horário fácil (21h), não houve problema algum para encher o Avenida Club, em São Paulo.

Participar de um show que vai virar DVD é mais cansativo e menos emocionante do que um show ‘normal’. Afinal, o resultado final precisa ficar lindo. E, evidentemente, todo mundo embaixo do palco faz uma atuaçãozinha para sair mais bonito. Mas de toda forma, foi lindo assistir (mais uma vez) as principais músicas do primeiro cd da banda, as novas e os convidados: ao lado de Mallu Magalhães (sim, tinham quatro olhinhos lacrimejando no palco), o dueto tocou duas vezes “Last Time I Saw” e no final, mais uma, só o vocalista Hélio; depois teve Luiz Carlini e sua guitarra havaiana na inédita ‘You Know Me So Well’ (também duas vezes, a pedido do convidado); algumas músicas com o quarteto de cordas e uma outra nova com o tocador de acordeon Arthur de Faria, que deram aquela cara de “acústico MTV”, apesar dos instrumentos elétricos. Teve também um versão de “O Mar”, de Dorival Caymmi, que, apesar de linda, não teve cantoria do público e duas outras canções novas. Teve também, a já tradicional flor no violão de Hélio, a maravilhosa voz de Reginaldo em “Beloved” (ele deveria cantar mais músicas!) e um maquiador invadindo o palco de tempos em tempos, para deixar a banda mais bonitinha.

vangs

Curiosamente, um público adolescente dominava a frente do palco. Talvez seja por aí que a banda estenda seus fãs e seja o caminho para vender o novo material, que deve sair em março próximo. Com o passar das horas, parte dessa galera precisou ir embora e as regravações ao final (incluindo a segunda vez do hit “Semáforo”) já não tinham tanta gente. O que não significou menos animação (alias, no final é que todos pularam mais!), apesar do cansaço de quase duas horas de show. Mas não tenham duvidas que a edição vai deixar tudo lindo no final. E claro, tomara que eu apareça também!

Por Gustavo Pelogia

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Jan 23 2009

Artworks: The Hazards of Love / Living Things

The Hazards of Love, do Decemberists, e Living Things, do Peter Bjorn and John, ganham lançamento físico no final de março – mas já dá pra ver a capa dos dois discos.

Check it out:

decemberists-the_hazards_of_love-album_art

Sobre a imagem acima, do Living Thing, você pode perceber que esse não passa de um banner de pre-order, mas dá pra imaginar que a capa vai acabar sendo algo bem parecido com isso – com cervos, alces, veados ou seja lá quais animais forem esses.

Ah, vou aproveitar o espaço pra fazer uma notinha. Você já ouviu Feist tocando Train Song com Ben Gibbard no CD de caridade Dark Was The Knight? Se a resposta for negativa, clica aqui.

Por Alex Correa

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Jan 23 2009

Beirut: March of the Zapotec and RealPeople Holland

Depois de um hiato muito tenso, o Beirut programou o lançamento de um EP duplo para 17 de fevereiro. A parte interessante é que já dá pra baixar March of the Zapotec And RealPeople Holland na nossa comunidade do orkut.

Divirtam-se, crianças.

Por Alex Correa

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Jan 23 2009

O top 5 de 2008 por Claudinha, do Copacabana Club

Você sabe, leitor, que o Move That Jukebox! realmente gosta do Copacabana Club. Depois de marcar o nomezinho da banda em dois dos meus rankings de final de ano (Revelações do Ano & Melhores Álbuns do Ano, caso não se lembre), fui perguntar pra Claudinha, a vivida baterista do grupo – que tem passagens [como espectadora] por Coachella e T in The Park -  o que ela achou dos álbuns do ano passado.

A resposta tá aí.

1. Vampire Weekend – Vampire Weekend

vampire-weekend

2. Kings of Leon – Only By The Night

3. Foals – Antidotes

4. Glasvegas – Glasvegas

5. Okkervil River – The Stand Ins

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Jan 22 2009

Juicebox: Dicas Musicais Suculentas

Lá no começo de dezembro, ou até antes, o Alex me pediu uma juicebox pro dia 20. Eu dei risada e disse que ok, o prazo era mais do que o necessário.

Como eu não consigo trabalhar sem pressão, deixei pra pesquisar sobre quais bandas falaria nessa edição lá pras 23h do dia 19. Confesso que estava meio desesperada – não me passava pela cabeça nada que tivesse ouvido recentemente e fosse realmente legal. Eu costumava ser como vocês, crianças. Meu hobby era garimpar essas bandas novas e desconhecidas e compartilhá-las. Mas a vida tirou isso de mim.

Por sorte, foi muito tempo como garimpeira de boa música e o meu velho HD musical fez o trabalho sujo. Abri pasta por pasta e fui me deparando com aquelas bandas que ouvi por um tempo mas que por algum motivo caíram no esquecimento e, nem por isso, deixam de ser excelentes.

Como a coluna é a primeira de 2009 e faz tempo que não escrevo nada, essa edição é recheada. Escolhi 17 nomes na triagem inicial, mas numa manobra dificílima, fiquei só com 10 para hoje. A novidade é a globalização chegando à coluna, afinal, hoje não fiquei no feijão-com-arroz de indicar só bandas que cantam em inglês ou português.

Além disso, você tem Google e se quiser mais informação sobre a biografia das bandas vai saber onde procurar. Vou me ater às indicações, até porque são muitas e eu quero ir dormir logo. Lembre-se: eu só dou a pista, você sabe onde procurar o resto.

Divirta-se:

Asyl

Eu sei que você adora francês. Você é indie. Seu filme preferido é Amélie Poulain. Por isso, acho que o Asyl será sua nova banda preferida a partir de agora. Ouça Intérieur-Exterieur:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=aw2cY1lKOFE]

Mais sexy que isso, só os comentários em francês no vídeo, meu caro. It’s all about music.

Detektivbyrån

Aproveitando a febre Capitu/Beirut, imagine se alguém colocasse um sintetizador numa música do Beirut. Essa Detectivbyrån fez isso aí em Hemvägen. Além disso, eles tem uma bolinha em cima do A, e isso é admirável. Não sei pronunciar o nome da banda, o que complica indicar para qualquer pessoa oralmente, mas como aqui é texto tá tudo certo.

detek

Eles são suecos e fazem música instrumental com xilofones, acordeon e sintetizadores. Dá uma em Om Du Möter Varg também.

Air Traffic

Na época (saudooosa…) em que eu baixava toda semana o top 25 do UK pra ficar por dentro do que rolava nas paradas inglesas (!), lembro-me de ter conhecido essa banda. É pop music inglesa das muito boas, mas a gente gosta, sei que gosta. Não é como, sei lá, Jota Quest.

Charlotte foi a música da banda em primeiro lugar nas paradas inglesas (e foi o toque do meu celular por tempos, também, então eu não agüento mais ouvir esta merda). Mas gosto muito dessa aqui, também:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=gEAqBwDTTFU]

Recomendo fortemente qualquer coisa deles. São grudentos demais, você vai viciar fácil.

Dente

Eu ia indicar aqui uma banda italiana chamada Alfabox. Eu estudo italiano, e nas minhas buscas por boa música nessa língua, encontrei poucas coisas que não soassem (muito) brega. Mas na hora de buscar um vídeo do Alfabox no Youtube, achei o Dente, com Bay Building, que é bem mais legal.

Não que não soe brega, mas esse folk cosplay meio Belle & Sebastian é algo fácil de agradar, e em italiano fica irresistível. Dá vontade de tomar whisky e tocar violão a luz da lua com essa aqui, Le cose che contano:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=Wp5hoqrG3tY&feature=related]

El Efecto

Não lembro como cheguei neles, o que me assusta, mas conheço o El Efecto há pelo menos quatro anos. Nunca ficaram famosos, mas não é por falta de merecimento. As letras são geniais e eles parecem uma mistura de System of a Down com Los Hermanos, Astor Piazolla e uma voz maluca de funkeiro carioca. É cavaco com metal, mano.

Ouve O Fingidor:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=stb9h7jrGDU&feature=related]

O som está ruim no Youtube, então recomendo baixar as músicas no site oficial da banda ou no MySpace.

Elle Milano

Não sei, cara. Acho que o que me pegou aqui foram os vocais frenéticos. Rock inglês, de Brigthon, o de sempre com uma pitada de algo a mais. É uma das coisas mais empolgantes que ouvi dessa safra. Minha preferida é La Presidente, mas não achei no YouTube (então baixa você), mas olha isso que coisa-linda-de-deus. Outra muito boa é Swearings for art students:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=hIdtbCVF4FI]

Pesquisando para escrever, descobri que terminaram este ano, mas antes disso gravaram um disco e têm um monte de músicas por aí. O MySpace é esse aqui: myspace.com/ellemilano

Fugazi

Você tem quantos anos?

Se tiver uns 20, acompanhou o surgimento do Charlie Brown Jr. E se você gostava de rock, provavelmente apreciou o primeiro disco dos caras de Santos pit-pou-pit-break.

Se isso aconteceu, você vai entender de onde veio inspiração para o disco quando ouvir o Fugazi.

É meio feio indicar o Fugazi aqui, mas acho que é um dever, porque muitos de vocês são novos e já tão ouvindo indie-rock agora sem terem passado pelo básico do rock (na minha época tinha uma ordem, começava com Legião, daí vinha o punk rock com o Green Day e Offspring, daí vinha o Nirvana e o Grunge…). O Fugazi, dizem, inventou o emo. Sério! Em 1989 ou coisa assim. Mas fazem nada além de Punk Rock. E o Chorão copiou tudo dos caras – voz, riffs, ATITUDE (pffff!) e tal. Fiquem com o clássico Waiting Room:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=SGJFWirQ3ks]

É só pra não correr o risco de alguém ficar sem conhecer isso.

Goodbooks

goodbooks

Já vou avisando: ouvi isso tanto, mas tanto, que enjoei. Não consigo nem ver na frente. Foi um porre de Goodbooks, uns 5 meses direto, agora se eu ouço um riff já sinto enjôo.

Mas pô, se eu ouvi por 5 meses, deve ter algo de muito viciante nessa parada. Então ouve Leni:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hZ3ZL5P7Rog]

(Achei um remix do Crystal Castles pra essa música, pega aí)

Eles são de Kent e o disco que tem Leni é inteiramente baixável, escutável e viciável. E se Marcelo Camelo eu fosse, esse vocalista com cara de criança eu pegaria.

Quer dizer, você entendeu.

Radio 4

Você já era DO MOVIMENTO em 2006? Se era, lembra que o Radio 4 veio pra tocar no Motomix junto com o Franz Ferdinand e o show deles foi infelizmente ofuscado pela performance EXPLOSIVA de Alex Kapranos & comparsas.

Mas o Radio 4 é, ainda assim, bem legal. De todos, acho que são eles os que copiam o Gang of Four mais descaradamente, até no nome. Too much to ask for te transporta direto pros anos 80.

Voxtrot

Acho que os Voxtrot parecem os Smiths em algumas músicas. E a música que eu mais gosto deles se chama Mothers, Sisters, Daughters and Wifes:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=d492obKr2KM]

Pronto. Agora que eu já te dei música nova o suficiente pra passar 2009 com o iPod renovado, entra no meu blog se você não tiver fazendo nada: www.olhometro.com

Por Ana Freitas

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Jan 22 2009

My Circuitboard Body

O disco novo dos Wombats já tá saindo do forno, e é o novo clipe que nos deixa esse recado.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=XvE-RXzMdRs]

O vídeo de My Circuitboard Body já saiu, mas o single só chega as prateleiras britânicas em março.

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Jan 22 2009

Madonna no Maracanã

Da série “Coisas que deveriam ter ido ao ar na revista e agora parecem atrasadas”

Quinze anos depois de sua última passagem pelo Brasil, Madonna aterrissa no Rio de Janeiro para um par de shows no Maracanã. E aquela foi a diva do pop, sem tirar nem pôr.

Não foi a chuva que impediu as 70 mil pessoas de irem ao Maracanã no domingo, dia 14, parar conferir o início da Sticky & Sweet Tour brasileira, turnê do último álbum da Madonna, Hard Candy, lançado esse ano. Com a abertura dos portões marcada para Os portões, que tinham abertura prevista para as 17hrs, só foram abertos as 17:40 para o público de pista e arquibancada. A pista VIP foi aberta um pouco depois. Na segunda-feira, dia 15, não foi diferente: os portões também atrasaram. Perdoável até, já que não estava ameaçando chuva como no domingo.

Paul Oakenfold, o DJ que acompanhou Madonna na Confessions Tour, foi escalado para a abertura dessa nova turnê também. No domingo, enquanto as pessoas entravam no Maracanã, Paul já discotecava em sua pick-up, montada num palco ainda coberto. O set passava por Rihanna, White Stripes e Nelly Furtado. Na segunda-feira, o set não foi muito diferente: apenas uma ou outra música que não tinha sido tocada no dia anterior apareceu. A única diferença foi o atraso: Paul entrou ás 19:40h, quase no horário do show principal, marcado para as 20h. Apesar disso, ele conseguiu animar o público nos dois dias com seus remixes e seus pedidos de palmas e animação.

paul

Após a apresentação do DJ, o palco começa a ser montado, e aí se começa a ter uma leve idéia do que ele é capaz. Técnicos arrumam o palco, descobrem os telões, os homens da iluminação sobem. Tudo isso demora certo tempo, claro, e no domingo houve um atraso de apenas 30min. Já na segunda, quase 2h, o que fez com que o público vaiasse e gritasse “Madonna, piranha.”

As luzes se apagam e o show finalmente começa. No telão, é projetada a “Candy Factory”, a introdução do show e do bloco Pimp. Os dançarinos surgem nas pontas do palco, enquanto ela, a diva, a rainha do pop, surge sentada no seu trono com encosto em forma de M. Começa então “Candy Shop”, que ela dança com seus bailarinos. Na segunda noite ela parece bem mais empolgada e receptiva.

Depois de “Candy Shop”, é a vez de “Beat Goes On”, que conta com o Kanye West no telão. Como se não bastasse, sai de trás do palco um carro antigo branco, com um dançarino parecido com o Kanye West. Madonna põe a sua cartola branca enquanto dança no carro com seus dançarinos. Madonna faz a primeira interação com o público nessa música, gritando “All right, Rio de Janeiro” e “Hello, Brazil.” No domingo, quando chovia forte, já se via a equipe bem preocupada secando o palco com toalhas e rodo.

“Human Nature” é a terceira música. O público reage bem, com Britney Spears presa em um elevador. No telão, é claro. Madonna canta e toca guitarra nessa música na frente do palco, na passarela central. Para evitar que a musa levasse um choque, um segurança se coloca atrás dela segurando um guarda-chuva. “Vogue”, eleita uma das músicas mais gays por um site australiano, começa, levando o público ao grito. Ela está sampleada com “4 Minutes”, hit e primeiro single de Hard Candy. No domingo, é só aqui que ela começa a se soltar, já que estava apreensiva com a chuva. Na segunda-feira, não: ela já sorri e logo percebe-se que ela está se divertindo.

Começa então o intervalo, que leva ao segundo bloco do show, chamado Old School. A intro é uma versão de “Die Another Day”, onde dois dançarinos simulam uma luta de boxe. Com o término, é a vez de “Into the Groove”, que começa com uma pick-up e um DJ saindo do canto esquerdo do palco; ele usa o tão falado fone revestido por cristais Swarosvki. Madonna então surge pulando corda, e aproveita essa música para subir na pick-up e fazer uma pole dance conforme o carro percorre o palco até a ponta direita. Ela então desce e vai pular cordas com seus bailarinos, sem errar uma, apesar da chuva. No segundo dia, Madonna, já muito mais relaxada, exibe seus músculos e pede para o público fazer barulho, que não desaponta, inclusive na hora em que ela oferece o microfone para cantar junto. “Into the Groove” termina com ela no chão, puxando a próxima música, “Heartbeat.” Bailarinos trocam seus sapatos, enquanto no telão são exibidos sinais vitais.

1

A música seguinte é “Boderline”, hit dos anos 80, aqui apresentada em uma versão mais rock, onde Madonna canta e toca guitarra (com a devida proteção de um guarda-chuva, claro). O público canta junto: é uma das músicas mais queridas. Ela sorri com a reação. Já muito mais a vontade, na segunda noite, Madonna grita “motherfuckers”, o que faz o público delirar.

“She’s Not Me” é a seguinte, e Madonna canta usando óculos escuros em formato de coração, enquanto o telão exibe clipes antigos, mostrando suas várias fases. Na ponta do palco, surgem dançarinas vestidas de sósias da Madonna: Like a Virgin, Material Girl, Express Yourself e Vogue. Madonna caminha até elas e as destrói, uma a uma. A “Like a Virgin” ainda leva um beijo na boca e uma apertada na bunda, que leva o estádio ao delírio. Madonna aqui parece realmente solta, se divertindo. Está tão solta que no domingo dá uma escorregada, mas que disfarça bem. Na segunda-feira, nada de escorregão. A próxima música é “Music.” Confesso que a música ficou um pouco apagada, e que poderia ser substituída perfeitamente por outra. Na parte de “never gonna stop” Madonna grita “never gonna fucking stop”, enquanto olha para o alto, claramente se referindo à chuva. Na segunda-feira, o grito muda para “please, don’t stop.”

“Music” encerra o segundo bloco, dando agora a vez à intro do terceiro bloco, chamado Gypsy, que homenageia o povo cigano e latino. Uma bela animação é projetada no telão ao som de “Here Comes the Rain” enquanto dois dançarinos asiáticos fazem uma performance e a equipe seca o palco. Terminada a intro, Madonna surge dentro do telão circular em cima de um piano, usando um manto preto. “Devil Wouldn’t Recognize You” é um dos momentos mais bonitos do show, com imagens de chuva sendo projetadas no telão. O visual é incrível.

“Spanish Lesson” começa, com a tarefa de levantar o público, mais calmo e ainda espantado pela beleza da apresentação de “Devil.” Madonna, como sempre, pergunta se “hablamos español.” A resposta vem em um sonoro coro: “no!” A música é apresentada enquanto palavras em espanhol passam no telão.

Com o fim de “Spanish Lesson”, começa “Miles Away.” No domingo, Madonna pergunta ao público se estão tendo um “good time”, enquanto na segunda-feira ela logo dedica a música ao Rio de Janeiro – e faz a mesma pergunta ao público. Quando vem a resposta, ela replica: “me too.” Aproveitando a animação, dá o microfone pro público cantar junto. Terminada a música, ela sai do palco, e volta para cantar “La Isla Bonita”, música que conta com um cenário cigano. Uma mesa sai do fundo do palco, junto com músicos e dançarinos. O público responde bem, batendo palma e, mais uma vez, cantando junto. Na segunda-feira, a performance é bem melhor que no domingo, já que agora o palco está seco. Em “Doli Doli”, canção romena apresentada pelos seus músicos, Madonna se senta para descansar. Ela aproveita o momento para interagir com o público, mandando caretas, beijinhos e piscadelas e até tomar a dose de uma bebida que ainda não se qual é. Eugene Hütz, do cigano Gogol Bordello, não se apresentou com ela em nenhum dos shows, diferentemente do que ele tinha dito quando foram anunciadas as datas da turnê.

madonna-2

Ao fim da música e da apresentação da dançarina das sete saias, Madonna fala que era bom estar de volta depois de 14 anos. Perdoável, já que se passaram na verdade 15 anos. O público grita o nome dela, e ela pergunta “who?” Os gritos continuam e ela diz “I love you.” No segundo dia de apresentação, Madonna também aproveita o momento e pergunta se estão mais animados hoje. A resposta é positiva. O motivo? Não está chovendo, é claro. Madonna então canta “You Must Love Me” e desaparece no telão.

É a vez de “Get Stupid”, intro do quarto e último bloco, chamado de Rave. Imagens de dinheiro, pobreza e miséria são mostradas no telão, junto com celebridades como Bono, Michael Moore e é claro, Barack Obama, que leva o público às palmas. Ao fim de “Get Stupid”, é a vez do hit “4 Minutes”, que conta com a participação de Justin Timberlake em pequenos telões que se espalham no palco e que são movidos por dançarinos atrás deles. Madonna canta usando uma ombreira brilhosa, meio futurista, enquanto se pendura nos telões e interage com o Justin virtual. O público se anima, mas não tanto quanto na próxima música, “Like a Prayer”, que é sem dúvida o momento de melhor estética de todo o show. O estádio inteiro canta junto, enquanto a chuva não cansa de cair.

“Ray of Light” começa, e lasers são projetados no fundo no estádio, dando um visual incrível, enquanto luzes aleatórias são exibidas no telão. Uma apresentação simples e bonita – se formos comparar com o resto do show, claro – mas que fica também um pouco apagada. Aqui ela pede pra pular, e se o público não pula, ela diz que não mandou ninguém parar de pular.

Madonna então pára o show para seu momento de maior interação com o público. No domingo, ela cria uma espécie de mantra para mandar a música embora “fuck the rain, it has to go. Oleleo.” Ela canta junto com o público, que adora. É nessa parte que ela seleciona alguém para cantar uma música escolhida. Ela escolhe um rapaz, que pede “Everybody”, que ela não concorda em cantar, mas dá outra chance. O rapaz então pede “Express Yourself”, que é cantada em coro. Na segunda-feira, a música escolhida é “Dress You Up”, e a cantora aprova. Madonna se mostra muito mais a vontade na segunda noite, pedindo para que o público mostre à rainha que a ama e perguntando se estamos satisfeitos.

Após essa brincadeira, começa então “Hung Up” em uma versão mais rock, com Madonna na guitarra. Ela canta, toca e no final ainda faz o célebre símbolo do heavy metal. Vem então “Give It 2 Me”, o segundo single de Hard Candy e a escolha perfeita para o encerramento. Todo mundo se joga ao som da música, dançando sem parar. Madonna ainda desce do lado esquerdo do palco e fica bem próxima do público. Na segunda-feira, ela ainda dá o microfone para um rapaz cantar e é claramente possível ouvir a voz dele gritar “give it to me, yeah.” A primeira noite terminou com dois bailarinos agitando a bandeira do Brasil, enquanto na segunda a própria Madonna se enrolou na bandeira, além de apresentar a canção com a camisa da seleção brasileira, um singelo presente do atual governador do Rio, Sérgio Cabral. Ao fim da apresentação surge a mensagem no telão: “GAME OVER.” Não é preciso dizer mais nada. O jogo acabou, e que venha o próximo.

Por Heitor Machado

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Jan 21 2009

O salva-vidas do Skol Beats

Pouca gente sabe, mas o Skol Beats do ano passado foi um fracasso, com um line-up pequeno e público lastimavelmente escasso. E pelo andar das coisas, a última edição pode ter sido de fato a última. A Ambev, empresa que cuida dos negócios da Skol, resolveu apostar suas fichas em um evento completamente novo: o Skol Sensation, inspirado em um festival orgnanizado por uma produtora holandesa, de nome Sensation White, adotado justamente por uma peculiaridade da festança. Acontece que durante toda a noite, os participantes deverão obrigatoriamente usar trajes brancos. Além de música eletrônica, prestigiada em volta de uma estrutura chamada de “Árvore do Amor”, o novo festival adotará apresentações simultâneas de arte performática e malabarismos durantes os shows. Te lembrou alguma coisa? Raves, swing poi, rebolation? Não, seria injusto comparar a fritação das raves que dura 2, 3 dias ao Skol Sensation, que se estenderá por ínfimas 7 horas.

It’s going to be huuuuuuge

Agora vamos ao que interessa: os preços. Se você é louco por música eletrônica e não está em condições de gastar muito, se ferrou. O preço mínimo dos  ingressos é 160 reais, sem direito a nenhuma regalia especial. Se você optar pelo ingresso Premium, acrescente o open bar e o preço dobra. Agora, se você quer realmente desembolsar uma bela quantia em troca de tratamentos de realeza, prepare seus 1000 reais. Isso mesmo, 1000 reais. De cara, o valor assusta. Mas pense que o pacote inclui um jantar pré-festa no Budha Bar, transporte até o local de limusine (!!), e recepção por fotógrafos (!!!!) na entrada, além do lounge e open bar com champagne e bufê.

O line-up ainda é mantido em sigilo e o local escolhido para receber toda a estrutura no dia 4 de abril foi o Anhembi.

Por Cédric Fanti

Fonte

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