Arquivo para February, 2009

Feb 27 2009

MGMT X Sarkozy

mgmt

‘Kids’, hit do pré-verão passado, é, sem dúvida, um dos maiores sucessos do duo MGMT, que aflorou em 2008.

De tão famosa, música chegou ao presidente da França Nicolas Sarkozy – ou até o partido dele, o UMP (União por um Movimento Popular) – e foi reproduzida em um congresso do país em janeiro, além de ser usada como background em dois vídeos do partido, tudo sem a autorização de VanWyngarden, Goldwasser ou da advogada do duo, Isabelle Wekstein. E é aí que começa o escarcéu.

Segundo a advogada, o partido chegou a pagar 53 euros (cerca de R$150) à SACEM, associação francesa responsável pelo recebimento e distribuição de direitos autorais no país, mas Wekstein afirma que o valor dessa taxa é extremamente inferior ao que deveria, já que os vídeos ganhariam centenas de milhares de execuções na web, onde foram hospedados.

Ao reclamar seus direitos diretamente ao partido, foi oferecido um euro à banda, por um gozado subordinado de Sarkozy. Curioso é isso acontecer em um país onde a figura feminina de maior destaque na política é, também, uma cantora reconhecida ao redor de todo o globo.

Wekstein declarou à imprensa que, por uma segunda vez, solicitou o devido pagamento dos direitos autorais da faixa, mas que ainda não obteve resposta do UMP. Se a resistência persistir, o grupo abrirá processo contra o partido presidencial.

Por Alex Correa

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Feb 24 2009

Lista básica: Coisas legais que você tem que ficar sabendo.

Você ainda não ouviu:

1) Brandon Flowers emprestando sua voz tesuda pro novo single do Starsailor, ‘Tell Me It’s Not Over‘.

2) A novidade dos Beatles! – SIM! Usei ‘Beatles’ e ‘novidade’ na mesma frase. Saiba mais.

Você ainda não viu:

1) Nem com Babyshambles, muito menos com Libertines. O lançamento de Pete – agora Peter – Doherty é completamente by himself. Trata-se do clipe de um futuro single de seu próximo CD, ‘Grace/Wastelands’, que tem lançamento programado pra 16 de março. O vídeo é de ‘Last of the English Roses’, dirigido por um dos fundadores do Jesus & Mary Chain. Os caras misturaram música, futebol e beijo gay em apenas quatro minutos. Vê aí:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qjIO-AJlFoU]

2) O Pet Shop Boys também tem disco agendado para o final de março, e começaram a deixar rastros do que devemos esperar nessa segunda-feira, com o lançamento do clipe ‘Love Etc.’. ‘Yes’, que será o décimo álbum de estúdio do duo, poderemos ouvir contribuições do guitarrista Johnny Marr (ex-Smiths e atual Modest Mouse) e do músico Owen Pallet (vulgo Final Fantasy, que trabalhou ao lado de Miles Kane, Alex Turner e James Ford no debut do The Last Shadow Puppets).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=InBiaRBUjUs]

3) A volta dos White Stripes ao mundo da música, dois anos depois de ficar escondido das câmeras. A aparição aconteceu no programa do americano Conan O’Brien na última sexta-feira, com ‘We Are Going To Be Friends’ e seus novos arranjos, sem Meg na bateria. “Please welcome my good friends for many years, The White Stripes”:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=-uypeJevD-Q]

4) Coldplay, The Killers, Bono Vox e Gary Barlow (Take That) juntos em ‘All These Things That I’ve Done’, em prol da campanha beneficente War Child.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3KpN1KD_zTc]

E também tem:

5) ‘Wrong’, do Depeche Mode:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=OoXEZctyH0c]

6) Bat For Lashes, com ‘Joshua & The Bat’:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=pUvC97sfoMM]

7) ‘Welcome to Heartbreak’, do Kanye West com Kid Cudi:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=nv9q9DVAxwc]

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Feb 21 2009

Brit Awards 2009

O Brit Awards, uma das maiores e mais tradicionais premiações da música britânica, teve mais uma de suas edições realizadas nessa última quarta-feira, dia 19.

Sendo apresentado pela pop-icon Kylie Minogue, pelo apresentador Fearne Cotton e pelos atores James Corden e Mathew Horne, o BRIT 2009 registrou a pior lista de indicações de toda sua história, do meu ponto de vista. Pior do que isso, só as escolhas dos jurados e do público, que votou ligando para rádios britânicas e pelo site do evento.

Prova disto foi Simon Pegg, Alex James e Tom Jones dando três – TRÊS! – estatuetas para a recém-nascida Duffy (Cantora Britânica, Melhor Álbum e Artista Revelação), enquanto os dignos clássicos Beck, Radiohead e Coldplay  (que concorria em três categorias) ficaram na geladeira. Dentre os representantes da velha-guarda, apenas Iron Maiden, Paul Weller e Elbow foram premiados.

Assim como a trupe de Thom Yorke, a cantora Adele – que ganho um Grammy nos últimos dias -, estava entre minhas favoritas e saiu de mãos abanando. O Last Shadow Puppets de Alex Turner e Miles Kane ficou na mesma. O The Killers, americano que concorria em “Grupo Internacional” e “Álbum Internacional”  – e também não ganhou nada -, acabou enviando seu vocalista ao palco para uma parceria com Lady Gaga e o duo homenageado Pet Shop Boys que, fazendo um medley de 14 músicas, construiu o melhor momento de toda a noite.

Entre as apresentações de maior destaque, também se pode citar o U2 de Bono Vox tocando seu novo single ‘Get on your Boots’, Coldplay e Kings of Leon interpretando, respectivamente, ‘Viva La Vida’ e ‘Use Somebody’ e, por último, Estelle e Ting Tings levando o remix do Hood Internet para cima do palco e fazendo ‘Shut Up, American Boy’ ao vivo.

Finalizando de uma forma bem direta, segue a lista dos indicados e premiados do BRIT Awards 2009 (via UOL Música):

Melhor disco
“Viva La Vida or Death And All His Friends” – Coldplay
“Rockferry” – Duffy
“The Seldom Seen Kid” – Elbow
“In Rainbow” – Radiohead
“We Started Nothing” – The Ting Tings

Melhor grupo
Coldplay
Elbow
Girls Aloud
Radiohead
Take That

Melhor cantora
Adele
Beth Rowley
Duffy
Estelle
M.I.A.

Melhor cantor
Ian Brown
James Morrison
Paul Weller
Streets
Will Young

Melhor show
Coldplay
Elbow
Iron Maiden
Scouting For Girls
The Verve

Melhor single
“Viva La Vida” – Coldplay
“Mercy” – Duffy
“The Promise” – Girls Aloud
“Better in Time” – Leona Lewis
“Heartbeat” – Scouting for Girls

Artista revelação
Adele
Duffy
Last Shadow Puppets
Scouting For Girls
The Ting Tings

Melhor álbum internacional
“Black Ice” – AC/DC
“Fleet Foxes” – Fleet Foxes
“Day & Age” – Killers
“Only By The Night” – Kings of Leon
“Oracular Spectacular” – MGMT

Melhor grupo internacional
AC/DC
Fleet Foxes
Killers
Kings of Leon
MGMT

Melhor cantora internacional
Beyoncé
Gabriella Cilmi
Katy Perry
Pink
Santogold

Melhor cantor internacional
Beck
Neil Diamond
Jay-Z
Kanye West
Seasick Steve

Prêmio pela carreira
Pet Shop Boys

Escolha da crítica
Florence and the Machine

Por Alex Correa

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Feb 20 2009

Radiohead no Brasil

Por Gabriel

Já estão confirmados os horários do Just a Fest, em outras palavras, quando Radiohead e cia sobem ao palco. Sem Vanguart, e com pequenas diferenças entre Rio e São Paulo, veja abaixo:
Rio De Janeiro (20/03)
DJ 18hs
Los Hermanos às 19hs
Kraftwerk às 21hs
Radiohead às 22:30hs

São Paulo (22/03)
DJ 17hs
Los Hermanos às 18hs
Kraftwerk às 20hs
Radiohead às 21:30hs

Foi divulgada também a lista de exigências do Radiohead, enviada aos organizadores do festival.

Relativamente simples, os músicos pedem uma sala de meditação e outra de massagem, além de diversas frutas e vegetais, que incluem bananas, maçãs, uvas, pêssegos, laranjas, pêras, beterrabas, aipo, cenouras, além de 10g de gengibre. A banda trará seu próprio chef de cozinha para preparar seus pratos.

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Feb 20 2009

Novo de U2 vazou

Por Gabriel

“No Line On The Horizon”, novo disco do U2, como sempre, já pode ser baixado na internet antes mesmo de seu lançamento.

Devido às restrições de sempre, o link pode ser encontrado em nossa comunidade do orkut

Os links serão renovados na medida do possível.

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Feb 18 2009

Morrissey e Oasis no Brasil!

Por Gabriel

Morrissey virá ao Brasil em 2009!

Só não me perguntem quando, onde e quanto. Ao que tudo indica, pelo menos um show em São Paulo já está confirmado. A notícia tem sido comentada nos últimos dias por blogs e rádios de todo o Brasil, com um tom de que a vinda é certa.

Resta-nos aguardar.

Quanto ao Oasis, a história não anda muito diferente. A notícia vem de Lúcio Ribeiro, que  diz:

Na briga dos grandes produtores de shows do Brasil, o bom da história é que a banda, pareeeeece, está mesmo assegurada. Não ligo muito para “quem está trazendo”, mas parece que a T4F levou essa da Mondo, que parece já tinha até pré-contrato assinado. E começam a pipocar concorrência de datas para maio em algumas capitais do país, cada um puxando a sardinha, ou melhor, a banda para seu lado. Na última vez que veio ao Brasil, no começo de 2006, o Oasis anunciou oficialmente seus shows no país com apenas 40 dias de antecedência. Então está valendo.

Em breve, mais informações.

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Feb 18 2009

Farewell To The Fairground

O White Lies se tornou uma das minhas bandas prediletas assim que lançou seu álbum de estréia, To Lose My Life, que eu fiz questão de comentar aqui. Com uma fotografia ótima e trechos gravados na Rússia, a banda lançou o clipe de “Farewell to the Fairground” recentemente, sendo esse o primeiro a chegar no YouTube em 2009 – e, consequentemente, depois do lançamento do disco.

No final do ano passado, foram as músicas ‘Death’, ‘Unfinished Business’ e ‘To Lose My Life’ (que emprestou seu título para o CD) que ganharam suas versões em vídeo. Caso você ainda não tenha tido a oportunidade de gozar da qualidade sonora do White Lies, aproveite a oportunidade e confira toda a videografia dos londrinos.

Farewell To The Fairground

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=dohJLd3IQmk]

Death

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=LTh9IuSTOY0]

Unfinished Business

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=3DLF-yypNH4]

To Lose My Life

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=l3P4MAwdBtI]

Por Alex Correa

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Feb 17 2009

O MTJ! precisa da sua ajuda

Prometo que serei breve: Você deve conhecer – e talvez até frequentar – nossa comunidade de Downloads, que tentamos sempre manter bem atualizada. Acontece que faze-lo não é tão fácil quanto parece.

O Orkut contabiliza quase mil membros na página mas, infelizmente, pouquissimos desses tiram alguns minutos de seu dia para contribuir e postar links atualizados em uma pequena parte de nossos tópicos. Para mantermos a comunidade viva e continuar atentando as dezenas de pedidos realizados, sua participação é primordial.

Visite, baixe, atualize. Assim, todos ficam felizes no final.

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Feb 16 2009

A decadência do indie – mais uma vez.

Nas últimas semanas, toda a Europa anda acompanhando uma briga entre os semanários britânicos. Vendas sobem e descem a todo instante. Com isso, um jornalista que publica na edição virtual da XFM lançou o seguinte pensamento: “Seria o rock mais popular que o indie?”. Em outras palavras, o cara quer insistir mesmo é naquela teoria de que o indie está indo pra um buraco bem fundo. Você bem deve se lembrar de quando, no final do ano passado, o The Independent polemizou a tal decadência do indie (mais precisamente do indie rock) e conseguiu a atenção de muita gente, falando que “o mundo não precisa mais disso”. Enfim, parece que foi exatamente esse o ponto inicial desse bafafá todo.

glasto

Assim como os semanários, festivais britânicos devem sofrer quedas de vendas em suas próximas edições.

Agora a gente começa a ver, na prática, que diabos é esse negócio de “morte do indie”. Dá pra resumir tudo isso, basicamente, em números e estatísticas. De um lado, temos a NME com uma queda de 24% em suas vendas nos últimos seis meses e, do outro, a super pesada Metal Hammer chegando ao primeiro lugar no ranking das mais vendidas. E, pra não dizer que a NME é dona da verdade absoluta, os gráficos também apontam quedas da Q e da Mojo.

Nos próximos meses, prepare-se para ler cada vez mais sobre cancelamento de festivais, shows adiados por uma bilheteria decepcionante e muita, mas muita coisa relacionada a isso. Pode apostar.

Por Alex Correa

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Feb 16 2009

Entrevista: Joep van Son (The Very Sexuals/The Sugarettes)

tvsJoep van Son goza de certa popularidade em sua terra natal, a Holanda, por liderar uma das bandas de indie pop mais promissoras do cenário musical de Eindhoven. Com seu novo projeto, o quinteto The Very Sexuals, lançado pela Subroutine Records (e disponibilizado gratuitamente em theverysexuals.com), Joep volta a fazer barulho na cena indie dos Países Baixos, desta vez com um som mais calmo, letras mais poéticas e até um clipe, ao qual assisti com exclusividade (e recomendo).

Confira abaixo a entrevista de Joep exclusiva para o Move That Jukebox!

Quando você começou a ver a música como uma carreira? Quais eram suas influências musicais na época?

Acho que comecei a gravar em casa quando tinha vinte e poucos anos. Apenas como um hobby, eu comecei a gravar vários esboços em um estéreo 8-track que comprei. Naquela época eu tocava em uma banda, mas apenas como guitarrista, e fazia alguns backing vocals. Era uma banda de rock e as pessoas com quem eu fazia música estudavam jazz, então musicalmente não era uma boa parceria. Então por volta de três anos atrás, minha amiga Mariska disse, ‘Nós deveríamos fazer uma demo com algumas das suas músicas’. Então nasceu o Sugarettes. Era uma mistura dos meus antigos riffs de hard rock e doces influências do pop. Porque eu ouvia muito Sparklehorse naquela época, gravei tudo com muita distorção, em tudo! Eu adorava aquele som de aspirador de pó! A demo foi bem recebida e a tocaram em algumas grandes rádios da Europa e a TV holandesa fez uma matéria sobre nós. Eu comecei a levar a música mais a sério depois disso.

Você já tinha uma banda (The Sugarettes). Por que você decidiu começar o The Very Sexuals e como vocês se reuniram?

Eu gravo faixas em casa rapidamente, então eu tinha muito material. Eu sempre quis fazer algo com menos rock. Algo com violino, órgão e violões. Eu era um grande fã da cantora holandesa Pien Feith. Então eu enviei alguns esboços para ela via e-mail. Eu recebi uma resposta positiva dela e nos meses seguintes escrevemos o álbum por e-mail. Nos encontramos pela primeira vez e fomos direto para o estúdio com alguns amigos. Todos os membros dos Sugarettes também estão envolvidos. Nós descobrimos que nosso engenheiro de som tocava vários instrumentos, então durante o processo de gravação ele tocou várias coisas no álbum. Ele também se tornou um membro da banda. É assim que eu gosto, espontaneidade!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=2OBsKZFQnIA]

‘Solene’, dos Sugarettes

Algumas pessoas dizem que você é muito tímido e sofre de um pouco de medo dos palcos. Alguma coisa estranha já aconteceu com você durante uma apresentação?

(Risos) Não, não tenho nenhum trauma! Okay, sou um pouco tímido, admito. Quando começamos o Sugarettes, foi um grande passo para mim levar a música para fora do conforto da minha casa. Eu nunca tinha cantado no palco e na verdade não me via como cantor. E nós nunca tiramos um tempo para ensaiar bastante, porque todos nós temos profissões que exigem muito de nós, além da música. Eu não estava muito confortável com as músicas que tocamos com os Sugarettes, nós tínhamos péssimos equipamentos e eu tenho uma forma estranha de trabalhar, porque primeiro eu vou para o estúdio e depois disso nós temos que aprender a tocar as músicas! (Risos) Para o próximo álbum, nós vamos nos preparar ao máximo e deixar tudo mais excitante.

No seu blog do MySpace, você disse que estavam voltando ao estúdio para gravar uma nova música (‘Dennis Hopper’). Isso significa que você anda escrevendo novos materiais para o TVS?

Sim, estamos ocupados gravando novas faixas. Acho que vai ser um miniEP com aproximadamente 4 inéditas. Não é o The Very Sexuals do primeiro álbum. Juntamente com o namorado da melhor amiga da minha namorada (risos) eu passo algumas tardes só fazendo música. Ele (Jelle) e eu nos conectamos muito bem na música e estamos tocando todos os instrumentos. Nesse EP, tanto a Pien quanto a Mariska vão fazer vocais. É um pouco mais suave que o primeiro álbum. Bem pop e um pouco dançante, me lembra de Belle and Sebastian ou dEUS. Usamos caixas de ritmos e muitas cordas.

Com um CD gratuito para download, tenho certeza de que vocês recebem algum reconhecimento de seus fãs holandeses, mas como a cena musical internacional está recebendo o The Very Sexuals? Em quais países você diria que vocês tiveram um maior impacto?

Levou um tempo para que a cena musical holandesa nos levasse a sério. Depois de ótimas críticas e execuções em rádios estrangeiras (por exemplo, BBC e KEXP), eles estavam pensando, ‘Hum, talvez eu goste deles também’. Agora nós temos um pequeno sucesso com nosso single ‘Carla’ na melhor rádio alternativa da Holanda. O problema com o nosso país é que nós somos críticos demais, até com nossos próprios produtos. É algo como ‘Acho vocês uma porcaria, até que provem o contrário’. Nós deveríamos, com certeza, valorizar mais a música holandesa. Nós podemos aprender muito com a nossa vizinha, Bélgica, porque eles dão às bandas novas e iniciantes muito mais plataforma para crescer. Nós achamos que algo é bom quando os críticos dizem, ‘Isso é muito anti-holandês, então é show de bola!’. Eu não fico muito frustrado com isso, mas eu vejo muitas bandas holandesas excelentes que merecem muito mais atenção. É claro que muitas coisas boas acontecem, como o Subbacultcha, que coloca o underground holandês de volta no mapa. Mas fico muito feliz que muitos holandeses baixaram nosso pequeno álbum.

Você está prestes a começar uma turnê com os Sugarettes. Você acha que pode fazer turnê com o TVS em breve?

Nós temos planos com o TVS de subir aos palcos no fim desse ano. Eu acho que vamos lançar um novo single e clipe e faremos alguns shows. A prioridade é fazer músicas no estúdio. O objetivo é que esse seja um projeto secundário divertido além de nossas bandas principais. E deve continuar assim. Eu vejo o The Very Sexuals mais como um coletivo de pessoas que eu gosto e admiro, apenas se divertindo no estúdio e criando umas músicas legais. Mariska e eu estamos escrevendo muitos materiais novos para o Sugarettes. Parece que vai ser um disco com guitarras bem altas e uma vibração punk subjetiva. Espero que no próximo verão nós possamos começar a turnê e fazer o lançamento. Já estou ansioso para isso.

Vocês acabaram de filmar seu primeiro clipe. Como foi essa experiência?

Como o The Very Sexuals não é uma banda, eu achei que fosse divertido nos apresentar como uma banda no nosso clipe. É só um vídeo de baixo orçamento. Eu achei importante ter aquela sensação de anos 90 nele. Imagine-se sozinha assistindo a TV na cama nos anos 90, ‘120 Minutos’, ‘Nação Alternativa’. Todos os programas antigos que aquecem seu coração.

Por Nathália Pandeló

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Feb 12 2009

Santogold vira Santigold – mas porquê diabos?!

Um comunicado oficial feito ontem divulgou que, daqui pra frente, a cantora Santi White (a.k.a. Santogold) deverá ser chamada de Santigold. “Mude o graffiti da parede do seu banheiro, conserte sua tattoo, pinte sua camiseta [...] – agora Santogold é Santigold”, diz o porta-voz da moça.

Aparentemente, a mudança aconteceu por culpa de um processo movido pelo pseudo-artista Santo Rigatuso, que há décadas usa o nome artístico “Santo Gold”, mas o tal comunicado diz que “Santi não contará o porquê da mudança”. O endereço antigo do MySpace de White já está sendo redirecionado para /santigold, enquanto os vídeos oficiais do YouTube vão sendo atualizados.

E agora, o que fazer com as tags do Last.fm?

Por Alex Correa

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Feb 12 2009

Sexta-feira 13 com Soulwax e Mixhell

soulwax

A primeira sexta-feira 13 de 2009 vem com boas vibrações para os paulistas. Bem, talvez essa vibe não seja tão boa assim, já que quem quiser ver o belga Soulwax (2ManyDjs + rock) tocando com Mixhell (Iggor Cavalera e Layma Leyton) no Bar Secreto terá que desembolsar 200 REAIS pro open-bar – e ainda mais algum dinheiro pra comprar uma máscara legal, já que vai ser noite de Baile de Máscaras.

São apenas cerca de 200 ingressos disponíveis, que podem ser adquiridos na na Surface to Air (Al. Lorena, 1989, Jardins) e reservados por contato@sitedobar.com ou pelo telefone (11) 3063-4206.

Se você acha que nunca vai conseguir achar o Bar Secreto, ele fica ali na Álvaro Nunes, em Pinheiros.

Por Alex Correa

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Feb 12 2009

Little Joy no Circo Voador

Sexta-feira, 6 de fevereiro. A apresentação do pseudo-americano Little Joy estava marcado para essa data – depois de ser adiado e, mais tarde, desconfirmado como último show da turnê brasileira da banda -, mas só foi começar mesmo depois dos primeiros minutos do dia 7. Cerca de uma hora antes de Amarante, Shapiro, Moretti e seus músicos de apoio (Noah Georgeson, Todd Dahlhoff e Matt Romano) darem as caras no deliciosamente intimista palco do Circo Voador, na Lapa, o Cidadão Instigado, grupo escalado para a “esquenta” do público, dividiu a opinião dos que compareceram ao evento.

A casa estava cheia: Os mais de dois mil tickets que começaram a ser vendidos no mês anterior não foram suficientes para abrigar todos os fãs cariocas, fluminenses e agregados, fazendo com que dezenas de pessoas tivessem que se conformar com o lado de fora do Circo. Mesmo assim, a maior parte dos attendees preferiu ocupar as mesas espalhadas pelo lado externo da pista.

A explicação é simples: Nem todos se sentiram confortáveis com o carregado sotaque nordestino de Fernando Catatau, que é acompanhado por uma crueza instrumental somada à um oceano de influências que, ora nos remete ao mais modernizado som do Cordel do Fogo Encantado, ora a artistas soturnos que marcaram a música brasileira por décadas, como Zé Ramalho e Alceu Valença. Alguns, mesmo não sendo adeptos  à forma de fazer música do Cidadão, preferiram ouvir atentamente as palavras pronunciadas por Catatau – as “vacas no leito de morte” e o “pinto de peitos e bico preto” divertiam, quando absorvidas fora de seu real contexto.  Eu, por um outro lado – e acompanhado por centenas de pessoas -, optei por saborear o experimentalismo cearense bem de perto e tirar o máximo de proveito dessa ligação sudeste-nordeste, inédita para mim até então.

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Os músicos da banda de abertura ainda estavam dando um “adeus” aos cariocas quando um número avassalador de pessoas começou a aparecer na pista, de frente para o palco, enquanto o público do mezanino parecia dobrar – ou até triplicar – em sua massa. O intervalo entre as duas apresentações pareceu extremamente longo. Analisando as pessoas que me cercavam, como de praxe, notei um grande grupo vestindo camisetas com a arte do CD, que estavam sendo vendidas por apenas 20 reais em algum canto do Circo Voador – mas, quando descobri isso, já era tarde demais para garantir a minha.

Os gritos e palmas pedindo por “Little Joy! Little Joy! Little Joy!” logo começaram. Todos se mostravam revoltados pelo entra-e-sai de técnicos e alarmes falsos, até que uma voz avisou que o DVD da banda seria gravado ali, na hora, com a carinha de todos que quisessem aparecer. “Quem não quiser autorizar sua imagem pra gravação, dá uma chegada pra trás”. E ninguém pareceu mover um dedo.

O trio subiu no palco, sendo ovacionado incessavelmente por cerca de cinco minutos e distribuindo sorrisos bem largos a todos que quisessem recebe-los. Rodrigo e Fabrizio, ambos acostumados com apresentações maiores ao lado dos Hermanos e Strokes, transpiravam auto-confiança, enquanto a menina Binki deixava transparecer um pouco de insegurança já que, mesmo depois de duas turnês desesperadas pela América do Norte, pela Europa e de recentes shows no Brasil, esta estava sendo a maior quantidade de olhinhos brilhantes encarando-a nos últimos tempos.

A abertura foi feita com ‘Play The Part’, recebida com maior euforia por ser a primeira da apresentação. O apoio triplo de Noah, Todd e Matt só foi aparecer na canção seguinte, em ‘The Next Time Around’, que abre o debut do LJ, cantada por pessoas de todas as idades com todo o ar de seus pulmões. Em sequência vieram ‘How To Hang a Warhol’ e ‘No One’s Better Sake’, single que vai ao ar inúmeras vezes por dia na MTV nacional e que foi acolhido de braços abertos pelas duas mil e tantas pessoas que não viram palhaçada alguma no tal Circo.

Além de ser um poço de boas músicas, o show foi regado de elogios entre os integrantes do grupo e mensagens para o público (“É tão bom estar em casa de novo!”). A química que se vê entre os dois vocalistas é maior do que a exibida entre Fab e Shapiro que, além de dividir palcos, dividem camas – e fica tudo bem explícito enquanto o show vai se desenvolvendo. Também entraram pro registro em vídeo, não necessariamente nessa ordem, ‘Shoulder to Shoulder’, ‘With Strangers’ e ‘Unattainable’, assim como as demais faixas do CD original. Essa última, interpretada exclusivamente com o timbre imprescindível da única mulher no palco, foi finalizada com gritos em homenagem à moça – e correspondidos com risinhos de canto de boca.

lj

Antes da primeira parte do show terminar (sinal de que o fim absoluto estava próximo), o público ainda teve direito a ouvir três coisas maravilhosas: 1) Uma música “nova” belíssima, excluída do homônimo do LJ; 2) Um cover de ‘This Time Tomorrow’, do Kinks, que pegou a voz de Fab emprestada para tornar-se completa; 3) Uma interpretação de ‘Walkin’ Back To Happiness’, originalmente de Helen Shapiro, que soou belíssima na voz de Binki – notando que Helen não tem grau de parentesco algum com a cara-metade de Moretti.

Depois de uma pequena pausa, precedida pela robusta ‘Don’t Watch Me Dancing’, Amarente voltou ao palco – e, dessa vez, acompanhado apenas por seu violão. Com todos os holofotes voltados para si, o ex e futuro hermano fez arrepiar tocando ‘Evaporar’, esbanjadora de versos extremamente poéticos e em português.

Por fim, ‘Brand New Start’. Uma das primeiras músicas ouvidas pelos ansiosos no MySpace do Little Joy, ‘BNS’ ainda foi emendada à ‘Último Romance’, um dos maiores hinos do Los Hermanos – que foi puxada, de próposito, pelo amável baterista dos Strokes.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xG8G_c0VMhc]

Por Alex Correa

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Feb 11 2009

O que você precisa (ou não) saber do Grammy

Por Gabriel

Com duração de cerca de três horas e meia, e muitas atrações, a 51ª edição do Grammy aconteceu no Staples Center, em Los Angeles, com Whitney Houston anunciando as principais premiações da noite.

Pra quem perdeu ou dormiu antes do fim, confira nosso super resumo do que realmente chamou nossa atenção.

Premiações

O grande e indiscutível destaque da noite  foi de uma dupla, Robert Plant (Led Zeppelin) e Alison Krauss, por conta do lançamento de “Raising Sand”, de 2007. Os dois levaram pra casa 5 estatuetas, nas seguintes categorias: álbum do ano (“Raising Sand”), gravação do ano (“Please read the letter”), melhor colaboração pop com vocais (“Rich woman”), melhor colaboração country com vocais (“Killing the blues”) e melhor álbum de folk contemporâneo (“Raising sand”).

Lil Wayne, rapper americano líder de indicações à premiação, levou quatro das oito categorias em que concorria: melhor álbum de rap (“Tha Carter III”), melhor performance individual de rap (“La Milli”); melhor canção de rap (“Lollipop”), e melhor colaboração de rap (“Swagga like us”).

O Coldplay, um dos veteranos do Grammy, não ficou muito pra trás, conquistando três das sete categorias as quais foi indicado: canção do ano (“Viva la Vida”), melhor performance pop em dupla ou grupo com vocais (“Viva la Vida”), e melhor álbum de rock (“Viva la vida or death and all his friends”).

Nosso querido Radiohead, além de uma ótima apresentação na noite, levou os prêmios por melhor álbum de música alternativa (“In Rainbows”) e melhor box de edição limitada, também por “In Rainbows”.

Adele também não ficou de fora. A cantora britânica conquistou duas das quatro categorias em que participou: artista revelação e performance vocal pop feminina (“Chasing Pavements”).

Gilberto Gil, único brasileiro entre os indicados, não conquistou a única categoria em que participava, pelo melhor álbum de world music.

Apresentações

Mesmo não concorrendo aos prêmios da noite, o U2 marcou presença na  cerimônia apresentando “Get on your boots”,o novo single do próximo disco do grupo, “No line on the horizon”.

Ao lado de Dave Grohl, Paul McCartney (que não ganhou nas duas categorias em que disputou) cantou “I saw her standing there”, música de abertura do primeiro disco dos Beatles, Please Please Me.

Outro grande destaque da noite ficou por conta do Radiohead e sua fantástica apresentação de “15 steps”, ao lado do grupo de metais e percussão da University of Southern California, que você pode baixar em nossa comunidade, ou ouvir aqui.

Isso não é tudo. O restante da enooorme lista de vencedores, você confere aqui, no próprio site da premiação.

Por Gabriel Zorzo

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Feb 11 2009

Thom Yorke em…Exterminador do Futuro

Por Gabriel

Thom Yorke provavelmente fará parte da trilha de “Terminator Salvation”, quarta parte da sequência ”O Exterminador do Futuro”.

A informação vem do próprio diretor do filme, Joseph McGinty Nichol, que confirma a possibilidade de Thom Yorke e o argentino Gustavo Santaolalla (Babel, Brokeback Mountain) contribuírem em algumas faixas da trilha. O responsável pela composição de grande parte das faixas será Danny Elfman, contando com a parceria de ambos em algumas músicas.

Por Gabriel Zorzo

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Feb 09 2009

Rivers Cuomo – Alone: The Home Recordings of Rivers Cuomo

O conjunto de metais de Victory on the Hill anuncia o inicio da segunda parte de Alone: The Home Recordings of Rivers Cuomo. Juntando demos antigas, canções que foram deixadas de lado nas sessões de gravação do Weezer e meia dúzia de coisas de origem inimaginável, Alone II ficou pronto. Pronto e um pouco desagradável.

“My Day Is Coming” é uma das músicas mais simples de todo o álbum e, ao mesmo tempo, uma das que mais  chamaram minha atenção – e não estou sendo positivista. O piano suave que carrega a música nas costas e os versos demasiadamente repetitivos integram um dos fardos que Rivers terá de carregar.

Repetindo o feito na primeira parte da coletânea de raridades, Cuomo veleja por diversos gêneros e influências musicais tentando atingir a excelência, mas tem pouco ou nenhum êxito na maioria de suas experiências. Em “Walt Disney”, o vocalista tenta algo que se aproxima de um blues rock ambiente e consegue alguns pontos positivos para o disco. A sequência melancólica estruturada por “Oh Jonas” e “Please Remember” (ambas com vocais femininos) passam longe de atingir o nível de qualidade de suas primas próximas “Longtime Sunshine” e “The World We Love So Much”, da primeira edição de Alone – que já nem eram tão boas.

A situação começa a melhorar em meados de “Come To My Pod”, que parece soar melhor depois de se ouvir a desgraça (!) de suas antecessoras. Em seguida, voltamos ao rock prematuro e primitivo com o cover de “Don’t Worry Baby”, um dos maiores hinos do Beach Boys. É mais ou menos aí que começamos a encontrar boas gravações como “The Prettiest Girl In The Whole Wide World”, “Paper Face” (talvez a música mais punk rock que ouviremos na voz de Cuomo nos próximos anos) e o groove setentista de “I’ll Think About You”, trinca que se balanceia com as quase repugnantes “The Purification Water”, “I Want to Take You Home Tonight” e “I Admire You So Much”, que seguem o propósito do CD com letras que parecem ter sido escritas por adolescentes de paixões frustradas.

Por Alex Correa

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Feb 08 2009

Novas do Datarock

Fãs de Datarock, boas novidades! Os garotos do uniforme vermelho postaram em seu blog do MySpace um texto enorme dizendo tudo sobre o álbum novo da dupla, que se chamará “Red”. Segundo eles, o sucessor do bem recebido “Datarock Datarock” é bem diferente musicalmente do debut. As influências vem de tudo que remete ao final dos anos 70/início dos 80: filmes, arte, música, cultura, estilo de vida. DEVO, Talking Heads e Happy Mondays, nomes que mais os influenciaram até hoje, deram lugar a outros artistas, como Fela Kuti, Afrika Bambaataa e Kraftwerk. Além de algumas letras de músicas, também foi divulgado o setlist do álbum, que apesar de pronto, ainda não tem data para ser lançado. Confira abaixo:

  1. The Blog
  2. Give It Up
  3. True Stories
  4. Dance!
  5. Molly
  6. Do It Your Way
  7. In The Red
  8. Fear Of Death
  9. Amarillion
  10. The Pretender
  11. Back In The Seventies
  12. Not Me
  13. New Days Down

Para ler o texto inteiro no MySpace da banda, clique aqui.

Por Marçal Righi

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Feb 04 2009

NPSH com Lily Allen, inéditas do Klaxons, o filme do Animal Collective e o “Fala, Lúcio!”

oasis

Nosso colega Lúcio Ribeiro voltou a comentar sobre a vinda do Oasis para o Brasil e, segundo ele, estão sendo negociados shows da banda para abril e maio desse ano. Pra que não tem o hábito de ler o blog do jornalista, dei um crtl+paste em um dos parágrafos de seu último artigo:

Parece (vou repetir: Parece) que a Mondo Entretenimento ganhou a parada da T4F e está fechando o grupo inglês Oasis para shows no Brasil em abril e maio. Na lista de shows da banda em seu MySpace, é exatamente na segunda parte de abril e em maio todo que existe um buraco. Tem até um pré-contrato assinado e tudo, tipo jogador de futebol. Faltariam detalhes para o anúncio. Tipo o Oasis não achar de ir para o Japão. Começa a fazer algum sentido bizarro aquele show do Oasis em Belém que a gente ouviu falar há algumas semanas… Será?

Fiquem atentos: As fontes do Lúcio estão acertando cada vez mais.

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Quase junto com o vazamento de seu álbum, Lily Allen anunciou as primeiras datas da turnê americana de It’s Not Me, It’s You. Já são 15 datas confirmadas, começando em 1º de abril (e não é mentira, hoho), e a agenda não deve parar de crescer. Para a abertura dos shows foram escalados meus queridinhos do Natalie Portman’s Shaved Head, que deu uma entrevista ao Move That Jukebox! nos últimos dias.

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Na noite de ontem (3), o Klaxons fez mais um de seus tradicionais shows londrinos. As novidades na apresentação foram “Silver Forest” e “Imaginary”, músicas do próximo disco do grupo. Em outubro do ano passado, James Righton e cia. incluiram outras duas faixas inéditas em seu setlist: “Valley of Calm Trees” e “Moonhead”.

[youtube=http://youtube.com/watch?v=RuLOGMHsu5k]

Valley of Calm Trees @ Marina da Glória, RJ

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Recém-saído dos estúdios depois das sessões que deram origem ao Merriweather Post Pavilion, o vocalista do Animal Collective deu uma entrevista ao XFM na qual falou sobre um outro projeto da banda, que teve início há dois anos atrás. Enquanto trabalhavam no sucessor de Strawberry Jam, os membros do AC começaram a preparar um curta-metragem baseado em imagens abstratas e, provavelmente, bem psicodélicas – como de praxe. O filme está sendo produzido em uma parceria com o diretor e amigo Danny Perez e ganhará trilha sonora inédita que, segundo a banda, jamais será tocada em um de seus shows. Nenhuma previsão de lançamento foi dada.

Por Alex Correa

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Feb 04 2009

Os vídeos dessa quarta-feira

Quartas-feiras são dias naturalmente mórbidos e, por isso, o Oasis escolheu o dia certo para lançar o clipe de Falling Down. Para entender melhor, você vai ter que acessar o MySpace e assistir o vídeo, já que os métodos convencionais de inserir clipes no Wordpress só parecem funcionar para o YouTube.

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Por falar em vídeos, aconteceu ontem, na Inglaterra, o leilão de um vídeo colorido dos Beatles filmado no hotel Four Seasons, que dura cerca de dois minutos e meio. A parte curiosa (e embaraçosa, se observarmos a situação com os olhos dos promotores do evento) é que ninguém pareceu interessado em pagar o lance inicial do leilão, fechado em uma quantia de 12 mil libras esterlinas (algo em torno de 40 mil reais). Até no Canal do Boi os bichinhos sempre encontram um comprador. Mas voltando a nossa programação normal…

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Eu juro que não fiquei sabendo que o I’m From Barcelona tinha lançado um segundo disco em outubro do ano passado. Ninguém me avisou. Enfim, se você se vê na mesma situação que eu, fique sabendo que o álbum se chama Who Killed Harry Houdini? e teve uma de suas músicas lançada em vídeo hoje. A faixa se chama Gunhild, tem a participação da cantora SoKo nos vocais e sua harmonia instrumental soa bastante como a do Sigur Rós, o que me pegou de surpresa. Ó paí, ó:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9vmp4Rnm0fI]

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Acho Snow Patrol muito chato. Ainda diria que estão entre as mais insuportáveis de toda a Europa. Enfim, tem gente que gosta – e é pra essa gente que dedico “If There’s a Rocket, Tie me to It”:

[youtube=http://youtube.com/watch?v=cIr9xJbOpHQ]

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Saído de You & Me, último disco do Walkmen, o single “Four Provinces” é tudo de bom. Talvez seja até uma das melhores coisas que ouvi em 2009. Veja o clipe na Pitchfork TV e forme sua opinião.

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Pra terminar bem o post ainda melhor, deixo So Fine, do Telepathe. A banda tem potencial, e inclusive acho que vou escrever uma resenha do debut deles nos próximos dias… ou semanas. So what, so fine, so fine be miiiiine…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_Un5SJ1aAGM]

Por Alex Correa

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Feb 03 2009

Boas novas: Art Brut, Lily Allen, Coldplay, Devendra Banhart

Hoje fazem 50 anos que Buddy Holly morreu naquele acidente aéreo terrível, que também levou Ritchie Vallens e The Big Bopper. Também hoje, uma fonte contou ao Daily Star que o Kaiser Chiefs deve aproveitar o fracasso do single Good Days Bad Days (que nem deu as caras entre os 100+ das charts britânicas) para tirar umas férias.  E, surpreendentemente, dei de cara com um artigo que diz que o Calypso foi indicado ao prêmio Nobel da Paz. A gente continua essa terça-feira muito louca  com o Art Brut, banda inglesa que se jogou em uma briga com Satã (!!) em uma cidade de Oregon, nos Estados Unidos. O trocadilho malandro que anda sendo repetido por sites britânicos, americanos e brasileiros, é originado do nome do disco, que é bem ousado: Art Brut Vs Satan.

O terceiro álbum do grupo está sendo finalizado e foi gravado com a produção de Black Francis, do Pixies, que fez tudo de uma forma bem diferente. Eddie Argos, vocalista, contou à  NME que foi usado apenas um dia deixando a parte instrumental “perfeita” e, durante as duas semanas seguintes, as gravações foram feitas como se o Art Brut estivesse fazendo mais um de seus shows – todos os integrantes tocando juntos e com [quase] a mesma empolgação que se vê em suas apresentações.

Art Brut Vs Satan tem lançamento programado para 20 de abril.

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Dada a notícia, a gente segue com pequenas (mas proveitosas) doses de updates em mp3. Nada de podcast, são canções recém-lançadas (ou vazadas) de diferentes artistas. Mas antes… Você já votou no Best Brasil 2008, da DJ Mag? Não?! Então vota – e vota no Move That Jukebox!, que tá concorrendo como melhor blog.

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O primeiro link de destaque do dia é esse aqui, que dá direto na nossa comunidade de downloads do Orkut. É lá que você baixa It’s Not Me, It’s You, da Lily Allen. Nem preview, nem fake: O disco está completo e originalíssimo, ignorando o relevante fato de ter muito menos potencial de seu antecessor – mas isso é uma outra história. Ouve lá.

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Ok que a música foi postada no YouTube no final de janeiro, mas eu só a ouvi agorinha mesmo, via stereogum. A bola da vez é The Goldrush, b-side do single Life in Technicolor II que, por sua vez, saiu do EP Prospekt’s March, criação do Coldplay. Ouça só:

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=_b_ArnIdmVw&d]

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DEVENDRA BANHART DESBARBADO!

Nenhuma notícia atual é mais digna de caps do que essa. Enquanto Devendra vai gravando novas músicas na California, a fotógrafa Lauren Dukoff faz seu trabalho e sai tirando toda e qualquer foto que possa mostrar a face desnuda do músico, que resolveu raspar sua tão admirável barba-wanna-be-Merlin e começar uma nova etapa de sua carreira com um novo look. Conheçam um quase irreconhecível Banhart:

devendra

Por Alex Correa

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Feb 02 2009

Crítica: Andrew Bird – Noble Beast

2009 é um ano que promete. Além da citável vinda do Radiohead e do Kraftwerk, teremos (e já tivemos) grandes lançamentos de discos, como os do Franz Ferdinand, Animal Collective e Built to Spill. Mas o ano nem virou direito e eu já vou dar uma dica de candidato a favorito naquelas listas que faremos em Dezembro. Que atire a primeira pedra aquele que nunca fez um download ilegal na internet, acredito que quase todos que lêem o MTJ usufruem da nossa comunidade de downloads, e apareceu por lá no fim do ano que passou um lançamento incrivelmente antecipado, Noble Beast, do compositor e multi-instrumentista – com destaque nos ofícios de violinista – americano Andrew Bird.

Uma coisa eu digo: se Armchair Apocrypha (2007) tinha um jeitão todo urbano e misterioso, o “Besta Nobre” mostra-se mais melódico e rural, com Bird usando muito um artíficio seu que acaba ficando como uma marca registrada das composições: o assovio. O disco em si é bem coeso, as voz dele também ajuda, é quase impecável e fácil de gostar, e talvez seja essa semi-perfeição em tudo o ponto fraco de Noble Beast, que ao decorrer da audição vai se tornando meio irritante. Outra escorregada que Andrew deu foi, ao adotar um som menos rock, saturou os violinos, o que com que houvesse aí um desequilíbrio em relação à gravações anteriores.

De qualquer modo, perfeito ou imperfeito, saturado ou não, Andrew Bird abre 2009 reafirmando ser um grande músico e um notório compositor, privilegiando-nos com sua mistura de rock, jazz e música clássica, coisa que não se acha em qualquer esquina aí.

Por Cédric Fanti

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Feb 01 2009

Crítica: Arctic Monkeys – Live at the Apollo DVD

arcticO show já foi ao ar em cinemas espalhados pelo mundo, mas só foi chegar ao DVD da minha casa nas últimas semanas. O setlist é impecável, incluindo hits dos dois únicos discos dos Monkeys lançados até então que, hora ou outra, são interrompidos por b-sides menos conhecidos, como os frenéticos Plastic Tramp, Da Frame 2R e Nettles, todos interpretados com o convidado especial Miles Kane (The Last Shadow Puppets, The Rascals). O palco é minimalista, com uma estrutura muito semelhante à que o grupo trouxe ao Brasil no final de 2007, o que aumenta ainda mais a exigência do público quanto à qualidade do som. Alex, Nick, Matt e Jamie demoram para se animar, exibindo sua energia jovial apenas a partir de I Bet You Look On The Dancefloor, quarta música do show.

Entretanto, em nenhum momento da apresentação (que dura pouco mais de uma hora) o espectador pode ter a mesma visão do público, aquela que dá uma singela sensação de estar lá na pista, no meio do povo. Ao invés disso, assistimos ao show de ângulos que, na maioria das vezes, excluem os fãs da imagem e fazem com que operadores de som de roubem a cena, transformando o grandioso Apollo (que, só em 2008, recebeu Björk, Kings of Leon, Primal Scream e muitos outros) em um modesto estúdio de gravação.

A apresentação se encerra com a seqüência melancólica de A Certain Romance, The View From The Afertoon e If You Were There, Beware, misturada a gravações caseiras feitas pelos integrantes da banda. Depois do show, ainda dá pra conferir os extras do DVD: Balaclava, Bad Woman com a participação de Richard Hawley e opções de câmera variadas. Tudo vale a pena.

Nota: 3.5/5.0


Por Alex Correa

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Feb 01 2009

Por que ouvir: Kraftwerk

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Muito me impressionou tanta gente (de pouca e muita idade) não saber de quem se tratava o “very special guest” da festinha do Radiohead. Ainda mais devido ao fato de ser uma banda marcante para a música contemporânea. Muito além do papo de serem os pais da música eletrônica, o Kraftwerk é uma daquelas bandas que podem não ser exatamente populares, mas faz parte do panteão que se pode chamar de “ícone”,  devido a sua contribuição para a música e o fato de influenciar tantos estilos musicais durante seus mais de 30 anos de estrada.

A banda é de 1970, fundada por Florian Schneider e Ralf Hütter, quando os dois eram estudantes de música num conservatório de Dusseldorf (Alemanha) e se viram no meio da cena krautrock que explodia na época. A formação clássica da banda contava ainda com Wolfgang Flür e Karl Bartos, que rodou o mundo na década de 80.

A primeira razão básica para se prestar um pouco mais de atenção no som dos caras é que eles foram pioneiros no uso de equipamentos eletrônicos para se fazer música. Não, eles não inventaram os sintetizadores como alguns pensam e nem foram os primeiros a utiliza-los (há quem diga que os Beatles já utilizavam sintetizadores em meados dos anos 60, mas isso é outra história…), mas o fato é que o Kraftwerk foi um dos responsáveis por difundir o instrumento na música pop e utilizar bateria e programações eletrônicas para fazer música.

A segunda razão vêm do comportamento um tanto excêntrico dos caras. Rege a lenda que o estúdio de gravação deles não tem telefone nem qualquer outro tipo de equipamento de comunicação que possa perturbar o processo de composição e gravação da banda. Segundo a Wikipedia, Chris Martin, do Coldplay, teve que entrar em contato com a banda via carta para pedir a permissão para que um trecho de Computer Love, do disco Computer World (81) fosse sampleado em forma de riff em Talk (do disco X&Y, de 2005). Depois de algumas semanas, veio a resposta para o pedido também via carta, simplesmente escrito “SIM”. Outra curiosidade sobre a banda é o fato de eles utilizarem robôs para os representarem em algumas apresentações, principalmente na música The Robots. Na época da divulgação do disco The Man-Machine (78), ao invés dos músicos, em todas as fotos para reportagens de revistas foram utilizados robôs moldados à semelhança dos integrantes.

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Uma terceira razão, esta mais óbvia, é o nível de influência da banda no som de quase todos os estilos musicais predominantes na década de 80. Desde o New Wave, Post Punk e o EBM, passando pelos primórdios do Hip-hop e chegando ao House e a Techno, vertentes da música eletrônica que tomaram força a partir da virada dos anos 80 para a década de 90. Artistas e bandas como David Bowie, Iggy Pop, Depeche Mode, New Order e até Radiohead confirmam terem sido influenciados em todo ou em determinados períodos de carreira pelo som do quarteto alemão. Muitos artistas de diferentes estilos recorreram a samples e batidas utilizadas pelos robôs, tais quais Africa Bambataa, Keith Farley, Duran Duran, Coldplay, entre outras.

A fase “clássica” da banda se dá na virada dos anos 70 para os 80 com os discos Autobahn (74), Radio-Activity (75), Trans-Europe Express (77), The Man-Machine (78) e Computer World. O disco mais recente deles é Tour de France Soundtracks, de 2003, gravado totalmente em francês após um hiato de 17 anos. Quem já os viu em concerto, sabe o quão poderoso e significativo é o som dos alemães e quão surpreendente são suas apresentações, por mais simples que sejam: os quatro integrantes, imóveis enquanto operam seus laptops e sintetizadores e um grande telão ao fundo. A saída de Florian, um dos fundadores, pode significar que esta pode ser a última chance de vê-los ao vivo.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=MhJJ-KypkBk]

“Non-interview” com Florian

Por Filipe Torres

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Feb 01 2009

O top 5 de Praxis, do Nancy

O Nancy é uma banda de bagagem. Ouso dizer que talvez ainda seja a banda de maior bagagem na nossa série de tops 5 – talvez com exceção do Peter Bjorn and John. Já faz tempo que o grupo vive entre Brasil e Estados Unidos, e uma prova disso é a agenda do grupo no MySpace. Nela constam apenas shows em território internacional, começando por Washington e chegando no tão cobiçado festival SXSW, na cidade texana de Austin.

Enquanto o debut do grupo está sendo finalizado, o guitarrista Praxis adianta pra gente seus álbuns preferidos de 2008 e dá uma colinha de suas influências.

1. Why? – Alopecia

2. TV On The Radio – Dear Science,

3. Four Tet – Ringer (EP)

4. Mogwai – The Hawk Is Howling

5. Portishead – Third

6. Firefriend – Safari
Praxis adicionou esse sexto disco na lista como o melhor lançamento nacional de 2008


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Feb 01 2009

Crítica: White Lies – To Lose My Life

To Lose My Life é o álbum que leva o estreante White Lies direto ao hype inglês. O disco parece ser onde os demônios de Ian Curtis encontram-se com grandes ícones do britpop e do british invasion – e da forma mais ousada que se pode imaginar. Tal mistura de gêneros e influências fica claramente distinta em Unfinished Business, single que se divide entre sons clássicos que imitam o de órgãos e refrões com versos fortes que ecoam em sua cabeça por horas. É como se a voz marcante de Harry McVeigh penetrasse por suas entranhas e se instalasse lá de forma inimaginável.

A experiência de deparar-se com tanto negativismo dividindo espaço com bagaços de otimismo é – garanto – única. Entregar-se às composições do trio pode ser tão perturbador que, se você sofre com crises de personalidade e tudo o mais, é aconselhável que se deixe as palavras cospidas da boca de Harry simplesmente entrem por um ouvido e saiam pelo outro.

É como se o post-punk do Joy Division estivesse de volta aos palcos, totalmente renovado e atualizado. E, queridos leitores, não falo nem de Interpol,  nem de Editors: Isso é White Lies.

Nota: 4.6/5

*Destaque para as faixas Farewell to the Fairground, From The Start, The Price of Love e Death, além da já citada Unfinished Business.

Por Alex Correa

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