Arquivo para March, 2009

Mar 31 2009

Esse filme eu já vi

alô photoshop

Alô, photoshop?

O ótimo Bloody Pop soltou ontem mais um boato sobre a vinda da lendária Amy Winehouse pro Brasil. Mais lendária que ela, só a quantidade de especulações que vêm sendo arremessadas pela web desde 2007, quando supostamente, a participação da cantora no Tim Festival já estava “confirmada”.

Mesmo assim, não dá pra ignorar o que a turma do Lívio solta na web: O rapaz é de confiança. Publicaram o seguinte:

Antes  de qualquer coisa (tipo jogarem pedras em mim na rua), vamos deixar algumas coisas claras: não há nada confirmado ainda e estou apenas repassando as informações que uma pessoa de extrema confiança passou ao Bloody Pop com exclusividade.

Cogitada para um show do Brasil desde o meio de 2007, Amy Winehouse deve finalmente concretizar o sonho de muita gente e finalmente se apresentar por aqui em Maio. Tudo que se sabe é que as negociações para vinda da cantora estão bem avançadas e ainda há possibilidade de que o show, provavelmente na repudiada Chácara do Jockey em São Paulo em lugar ainda a ser definido, seja transmitido ao vivo por um canal de televisão.

A Amy já tá com seu terceiro disco quase pronto, só faltando os toques finais da mão mágica de Mark Ronson para ele ficar menos pé-na-cova e ser aceito pela Island.

Alex Correa

2 Comentários. Comente!

Mar 31 2009

Updated

O Kasabian disponibilizou hoje em seu site (www.kasabian.co.uk) a nova música Vlad the Impaler. O download ficará disponível somente até a meia-noite do dia 3 de abril. O novo álbum da banda, The West Ryder Pauper Lunatic Asylum, sairá dia 8 de junho; o primeiro single, ‘Fire’, será vendido a partir de 01/06.
-
***
-
Mais de três anos depois do lançamento de First Impressions of Earth, o Strokes volta a se reunir para gravar um novo disco. Segundo Julian Casablancas, três músicas já estão prontas. Como parece que três é o número da sorte, eles estão gravando há três semanas, mas o vocalista da banda admite que “ainda há muito trabalho a ser feito”. Segundo o vocalista, as músicas têm uma influência dos anos 1970. Contudo, eles também procuram dar uma vibe mais futurista. “Estamos presos entre o passado e o futuro”, disse Casablancas. (no meu mundo, isso se chama “presente”)
-
***
-
Iggy Pop, considerado por muitos o rei do punk, irá lançar em 18 de maio seu novo álbum, Préliminaires. A surpresa fica por conta da base utilizada pelo cantor: jazz e blues; literatura francesa e cachorros!!! O Brasil estará representado no disco. “How Insensitive”, uma das faixas do álbum, é uma versão de Insensatez, de Jobim.
-
O cantor disse à NME que passou a ouvir muito jazz e blues. Também disse ter sido influenciado pelo romance ‘The Possibility Of An Island’, do autor francês Michel Houllebecq. Quanto aos cachorros, haverá no disco a música “The King of The Dogs”, uma espécie conclusão de ‘I Wanna Be Your Dog’ , dos Stooges. Ela fala de “como é legal ser um cachorro; e quão melhor é a vida canina em comparação com a vida humana”. Então, tá.
-
***
-
‘Quicken The Heart’ , o novo disco do Maximo Park, chegará às lojas em 12 de maio. A banda liberou os nomes das 12 músicas:
-
‘Wraithlike’
‘The Penultimate Clinch’
‘The Kids Are Sick Again’
‘A Cloud Of Mystery’
‘Calm’
‘In Another World (You Would’ve Found Yourself By Now)’
‘Let’s Get Clinical’
‘Roller Disco Dreams’
‘Tanned’
‘Questing, Not Coasting’
‘Overland, West Of Suez’
‘I Haven’t Seen Her In Ages’
-
***
-
O game Rock Band vendeu mais de 1 bilhão de dólares nos Estados Unidos em 15 meses, segundo a Rolling Stone. Com músicas do Pearl Jam, Strokes, Yeah Yeah Yeahs e Smashing Pumpkins,  o jogo permite que os participantes encarnem seus ídolos do rock (e nem isso faz com que os meninos deixem de fazer ‘air guitar’ na night).
-
Nádia Lapa

2 Comentários. Comente!

Mar 28 2009

Bootleg – RH @ SP

Por Neto

Maaaaaaaaaaaaais Radiohead…

Bootleg das 14 músicas exibidas pelo Multishow! \o/
Não é o show inteiro, como todos gostaríamos, mas já dá pra tentar sentir de novo pelo menos um pouquinho da emoção de vê-los ao vivo… ou não!

Créditos da foto - Marcos Hermes

O link pra download, é claro, tá ali na comunidade do MTJ!

___________________

E falando em downloads, ali no meu outro blog, coloquei links pra 5 músicas bem aleatórias que eu venho escutando muito, ultimamente. Dai a intenção de criar a tal coluna Shuffle on. E como eu sei que o fim de semana de vocês não vai ser tão agitado quanto o passado (aaaaaaaaaaaah dia 22 de março que não volta mais!), creio que irá sobrar tempo pra vocês darem uma passada rápida por lá.

E meu companheiro de blog, o Bruno, postou um vídeo em que o Ross, de Friends, toca teclado. Diz ele que é muito parecido com o show do Kraftwerk. E acalmem-se , fãs dos robôs alemães, é tudo brincadeira, claro. Só pra descontrair. Haha. Só sei que eu ri MUITO! Principalmente por volta de 1:30min:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=yLa8Br569gA]

Bom finde, pessoas…

Neto Rodrigues

4 Comentários. Comente!

Mar 27 2009

Coletiva de imprensa: Multishow Registro – Vanguart

“Cuidado com a menina de amarelo”, advertiu Helio Flanders, ao saber que eu representava o MTJ! na entrevista coletiva da última segunda feira, dia 23 de março. Tudo culpa de Alex Correa, que em agosto de 2008 entrevistou o vocalista do Vanguart e fez algumas “perguntas capciosas”.

Se na primeira vez as respostas vieram com uma certa dificuldade, nesta as coisas fluíram muito mais tranquilas. Influências musicais, internet, mercado fonográfico e a relação com os fãs foram alguns dos assuntos abordados por Helio.

O encontro aconteceu em razão do lançamento do CD e do DVD Multishow Registro – Vanguart (Gustavo Pelogia esteve nas gravações. Leia aqui.), que chegaram às lojas esta semana. Apesar de todos os integrantes estarem presentes na entrevista, quem sempre toma a palavra é o vocalista, como que assumindo a personificação do Vanguart – ainda que afirme enfaticamente “que são cinco sons que fazem a banda”.

Todos eles tinham projetos anteriores ao Vanguart. Acid Jazz, grunge, hard-core fazem parte do passado dos músicos. Flanders foi ainda mais longe: na adolescência, teve uma banda de glam chamada Valium. Apesar de os estilos parecerem totalmente distintos, a experiência de cada um mostrou-se essencial para chegarem ao som da banda hoje. “Tentamos ser mais conservadores, mas não deu muito certo”, diz Helio, que complementa: “quanto mais longe íamos nas ideias, melhor ficava”. O resultado? O som inusitado que conhecemos hoje.

É indiscutível o comando que Helio toma para si. Afinal, foi ele que trouxe CDs de folk após a viagem de auto-conhecimento (como diz o texto assinado pela apresentadora Lorena Calábria que acompanha o release) feita pela América do Sul. Além disso, o nome da banda foi escolha dele, tendo como referências Andy Warhol e o movimento beatnik. Questionado se ele é mesmo a alma do grupo, o vocalista vem com uma resposta politicamente correta: “se tirarmos um integrante, o arranjo fica diferente”. Quanto ao nome aparentemente pretensioso, eles admitem que pode dar a impressão de que são arrogantes ao se auto-intitularem “de vanguarda”. “Mas a gente fazia um som folk, em Cuiabá. Daí resolvemos abraçar essa aberração”, admite Flanders.

O discurso simpático continua. Falam sobre a necessidade de se relacionar bem com os fãs, estando disponíveis para os inevitáveis pedidos de autógrafo. No início da entrevista, resolvem não atacar os críticos musicais e repetem a velha história de que acreditam mais nas críticas negativas do que nas positivas. Um pouco mais tarde, porém, Helio demonstra sua insatisfação com o trabalho dos jornalistas, afirmando que alguns deles não conseguem entender o trabalho da banda. Cita o exemplo de uma crítica à letra de Semáforo (que diz: Só acredito no semáforo/Só acredito no avião/Eu acredito no relógio). No texto, o jornalista dizia não ver nenhum sentido nas palavras cantadas pelo vocalista. Flanders se exalta: “Isso é metafórico! Rimbaud já fazia isso há séculos”. (nota da redação: dá até pra engolir a história de que o nome da banda não tem a ver com o fato de eles se acharem vanguardistas; comparar-se com Rimbaud, no entanto, parece forçoso demais.)

vangs

As influência musicais são as óbvias: Bob Dylan e Beatles. A importância é tamanha que, para eles, um jovem não entenderá o som do Vanguart se não tivere um prévio conhecimento do quartento inglês. Sobre a versão de “O Mar”, de Dorival Caymmi, Flanders diz que a intenção é justamente fazer uma nova canção, como uma espécie de homenagem àqueles que os músicos admiram. “Estranho seria se tocássemos Dylan”, ele ri. Segundo o vocalista, eles pararam de ouvir música internacional produzida a partir dos anos 1990. Los Porongas, Ludovic, Móveis Coloniais de Acaju e Macaco Bong (também de Cuiabá, como o Vanguart) são algumas das bandas brasileiras presentes nas playlists da banda. O argentino Luis Alberto Spinetta, a música instrumental e o jazz também fazem parte do que eles consideram importante musicalmente.

A inevitável comparação com o Los Hermanos é rebatida. Sob o ponto de vista do quinteto cuiabano, o som das duas bandas é completamente diferente. Contudo, eles admitem que a banda de Marcelo Camelo abriu portas para uma nova cena musical. Os pontos de semelhança resumiriam-se, então, à sinceridade das letras e o bom relacionamento com os fãs.

Para honrar a fama do blog, a pergunta capciosa não pôde faltar. Flanders falava entusiasmado da internet, de como revolucionou o mundo da música e admitiu que eles jamais seriam conhecidos no eixo Rio-SP se não fosse o mundo virtual. Observou, ainda, que diversas bandas da cena rock de Cuiabá está trilhando o mesmo caminho. Se tudo são flores, por qual razão eles estão fazendo o percurso inverso? Em tempos que o Radiohead disponibiliza seu álbum online, em que usuários de P2P estão sendo presos por download ilegal de músicas, como uma banda dita independente pode assinar contrato com uma grande gravadora (no caso, a Universal)?

A resposta é uma só: dinheiro. A dificuldade para lançar produtos sem ter um lastro financeiro é o maior problema. “Material gráfico e promocional, assessoria de imprensa, figurino, equipamento… tudo isso tem um custo. Não era possível arcarmos sozinhos com estas coisas”, responde Helio. Ele explica: “O contrato foi totalmente oportuno. Precisávamos do apoio de uma gravadora, e ela nos deu toda a liberdade de continuarmos criando. Nosso sonho é continuar gravando e, daqui a um tempo, olhar para trás e vermos que fizemos bons discos e que tudo valeu a pena”.

Idealismos à parte, o vocalista concorda que a realidade de troca de arquivos online não tem mais volta. “O mercado tem que ser repensado”, afirma, apontando prováveis caminhos: “talvez a venda oficial de música pela internet seja uma saída”. Se um fã da banda for pego baixando músicas do Vanguart, Helio crê que o bom senso deve ser usado – resta saber se os executivos da gravadora concordam com isso.

O canal Multishow apresentou o show banda na quarta feira, 25 de março. A reprise acontecerá no domingo, dia 29, às 20h15. Apesar de ter sido anunciado o lançamento em lojas para o dia 26, as principais lojas online ainda não têm os produtos (CD e DVD) à venda.

Nádia Lapa

2 Comentários. Comente!

Mar 27 2009

Franz Ferdinand também é cultura – Parte II

Há alguns dias mostrei como o Franz Ferdinand se inspira em fatos e personagens históricos para as capas de CD (pras músicas também, mas isso fica pra outro dia). A última capa de que falamos foi a do single “Take me out”, inspirada num pôster de Rodchenko para um filme de Dziga Vertov.

Pois os escoceses mais uma vez usaram a mesma base, mas desta vez para um pôster. Vejam este cartaz de Rodchenko (ele de novo!) para o documentário Kino-Eye, de Vertov:

Agora, vejam o cartaz de um show do Franz:

O construtivismo russo pode ser todo visto na primeira fase da carreira dos Ferdinandos. Para alguns trabalhos, porém, eles se basearam na arte do artistadesigner gráficofotógrafotipógrafoarquiteto e professor El Lissitzky.

A obra “A Proun” serviu para a capa de “Michael”.

Para “This Fire”, a inspiração veio de”Beat the Whites with the Red wedge”:

Não foi só a capa do single que veio das idéias do início do século passado. Até o vídeo de “This Fire” tem uma vibe beeeeeeem construtivismo russo – El Lissitzky.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=u21hSAqjCwk]

Por último, vem a capa de ‘Walk Away’:

De onde eles tiraram isso? Ganha um doce quem acertar! El Lissitzky, claro!

A obra original chama-se “Proun 93’’ e é de 1923.

Para os últimos trabalhos – o álbum Tonight e o single Ulysses, o Franz atravessou oceanos e buscou inspiração na obra do fotógrafo Arthur Fellig, mais conhecido como Weegee. Nascido em uma região que hoje faz parte da Ucrânia, foi batizado com o nome de Usher. Porém, ao fugir com a família em razão do antissemitismo, ele passou a ser chamado de Arthur quando chegou nos EUA, onde fez carreira.

Weegee foi um dos primeiros fotojornalistas e se especializou em fotos de acidentes, assassinatos e outras tragédias. Trabalhando costumeiramente no período da noite, ele tinha até uma “câmara escura” no seu próprio carro; assim, ele mesmo revelava as fotos que tirava. Não era só isso: usando a freqüência do rádio utilizada pela policia, por muitas vezes chegava na cena do crime antes dos “homens da lei”.

Duas das fotos mais conhecidas de Weegee:

Felizmente, apesar do clima noir das capas, nem Kapranos e nem Bob Hardy estavam machucados. Ufa.

Perdeu a parte I? É só olhar aqui.

Por Nádia Lapa

5 Comentários. Comente!

Mar 27 2009

As mudanças de última hora

O Multishow divulgou o setlist do show de São Paulo do Radiohead, que aconteceu no última dia 22. Agora você se pergunta: “E porque diabos esse garoto tá falando isso se o show já passou?”. Então, a novidade é que a página foi divulgada com todas as adaptações finais feitas pela banda, à caneta mesmo.

‘A Wolf At The Door’, do Hail To The Thief, havia sido encaixada no primeiro bis paulista, mas acabou cedendo seu lugar para a mais querida ‘Fake Plastic Trees’, que passou batida no Rio de Janeiro. ‘Street Spirit (Fade Out)’ e ‘Planet Telex’, do ótimo The Bends, foram trocadas por ‘You And Whose Army’, do menos querido Amnesiac.

Mas a adaptação de última hora mais recebida pelo público ficou mesmo por conta de ‘Creep’, que ganhou um bis só pra ela como encerramento da apresentação. ‘True Love Waits’, que entrou antes de ‘Everything In It’s Right Place’, apareceu tão de última hora que sequer foi rabiscada no pedaço de papel.

radioheadsp1

às 21:15 do próximo dia 15 o Multishow exibe a reprise do Just a Fest – mas não se anime! Radiohead e Kraftwerk continuam não indo ao ar na íntegra.

Alex Correa

Um Comentário. Comente!

Mar 26 2009

Amy Winehouse e Mark Ronson: Juntos Novamente

Após ter seu novo disco rejeitado pelos executivos de sua gravadora, a Island Records, Amy Winehouse recorreu a um velho amigo, que estava distante da cantora desde o desentendimento com as gravações da trilha sonora do último filme de James Bond, que acabou não saindo.

O amigo em questão é Mark Ronson, que produziu o último e mais conhecido disco de Amy, ‘Back to Black’. E pelo que diz o ‘The Sun’, ele aceitou o convite para produzir a nova versão do próximo álbum dela. Antes evitando a cantora por conta dos vários problemas com drogas, Ronson agora disse que ela está bem melhor, e que quer entrar no projeto para reviver a magia de ‘Back to Black’. Basta saber se com com Mark no barco, os executivos vão mudar de idéia e deixar Amy voltar ao topo (ou não).

Marçal Righi

5 Comentários. Comente!

Mar 26 2009

Lançamento do segundo álbum do Móveis terá show gratuito

No próximo dia 3, os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju fazem mais uma edição do ‘Móveis Convida’ que, dessa vez, conta com duas surpresas.

O evento acontece na UNB, em Brasília (só pra não deixar dúvidas), e a entrada é a mais barata de sua história: Apenas um quilo de alimento não perecível – lembrando que sal não conta. Além do Móveis, o grupo instrumental Macaco Bong também tem show confirmado no micro-festival, junto com Black Drawing Chalks e Galinha Preta.

O show fará a estréia do álbum C_MPL_TE, segundo da banda, que ganha lançamento na web no mês que vem pelo Álbum Virtual, da Trama. No site do Móveis você confere mais informações sobre o disco e sobre o próximo ‘Móveis Convida’, além de fazer o download do single ‘O Tempo’. No YouTube, já foram hospedadas gravações completas de nove músicas inéditas, todas realizadas em ensaios. Já dá pra ter uma boa idéia do que vem por aí.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uOFW_Mj3jrQ]

Café-com-leite

Alex Correa

Um Comentário. Comente!

Mar 26 2009

Where the wild things are

Por Neto

Recuperados da deprê-pós-show do Radiohead?

Descobri que a minha “ressaca” vai longe ainda…

Moving on…

Eu geralmente tento não me empolgar muito vendo trailers de filmes. Até porque alguns tendem a mostrar todas as partes boas dos filmes e você cria uma expectativa monstruosa e quando vai ver no cinema, todas as cenas legais da película se resumem aos 2 minutos de trailer, certo?

Mas ontem eu vi um trailer que me empolgou muito, até demais, infelizmente. Só espero que o filme, quando sair, tenha o mesmo ritmo desse preview que citarei agora.

Trata-se do filme Onde vivem os monstros (Where the wild things are). Baseado num clássico livro infantil, a história é sobre um garoto que cria um mundo cercado de estranhas criaturas e onde ele é o “rei”. Pelo trailer, imagina-se um As crônicas de Nárnia melhorado misturado com Ponte para Terabithia.

Mas o que mais me empolgou foi a trila sonora usada: “Wake up”, fantááááááááástica música do fantááááááááástico debut de 2004 do Arcade Fire, Funeral.

Outro fator que aumentou minhas expectativas com esse filme foi saber que ele foi dirigido por ninguém menos que Spike Jonze! Pra quem não sabe, ele dirigiu os ótimos Quero ser John Malkovich e Adaptação, entre outros. Não bastasse isso, ele também é um fodástico diretor de videoclipes, tendo em sua “videografia” dois dos melhores (considerados por muitas listas que eu já vi por ai…) vídeos de músicas já feitos: “Sabotage“, dos Beastie Boys e “Weapon of choice“, do Fatboy Slim. Isso sem contar suas colaborações com bandas do calibre de Sonic Youth, Weezer, R.E.M, Daft Punk, YYYs, entre outros.

Enfim, vou parar de enrolação e mostrar o trailer de Onde vivem os monstros que estréia no país só no longíquo 16 de outubro, infelizmente:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=--N9klJXbjQ&feature=related]

Neto Rodrigues

4 Comentários. Comente!

Mar 25 2009

Last.fm pago? Que p&*$% é essa?

O Last.fm, site de relacionamentos que vira seus holofotes para a música, se tornou muito usado em diversos países – inclusive no Brasil – nos últimos anos. Criado em um escritoriozinho furreca no Reino Unido em 2002, a web radio foi adquirida pela CBS (TV.com, GameSpot e Metacritic) no início de 2007, que agora quer tornar seus serviços radialísticos pagos para os usuários que não estiverem nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha, países que mais utilizam a página.

last

Primeira sede da empresa, que já mudou de escritório

A princípio, a taxa de 3 euros mensais (cerca de 9 reais) será cobrada apenas para quem não quiser ter o sistema de streaming – aquele que você usa para ouvir músicas diretamente do site ou do software do Last.fm – bloqueado. O novo esquema ainda não tem data pra ser oficializado.

Em seu blog oficial, o criador do site (que, diga-se de passagem, tem compatibilidade musical baixa comigo) deixou claro que seus demais serviços continuarão disponíveis para os não-pagantes: Audio scrobbling, agenda de shows, vídeos, biografia das bandas, recomendações e tudo o mais. Mesmo assim, já tem gente querendo bloquear seus scrobbles a partir do dia 1º de Abril como forma de protesto – e não é mentira.

Alex Correa

9 Comentários. Comente!

Mar 25 2009

25 de março na história do rock

Em 25 de março de…

1942 – Nasce Aretha Franklin. 

1947 – Nasce Elton John. 

1956 – O Dr. Francis Braceland, psiquiatra do Hartford Institute of Living, diz que rock and roll é um distúrbio de comunicação, levando os jovens a se unirem em uma tribo e a praticarem o canibalismo (????). Morder morcego no palco conta?

1960 – Ray Charles grava a versão definitiva de “Georgia on My Mind”. Ironicamente, em NY. 

1961 – Elvis Presley faz um show em Pearl Harbor, no Havaí. Depois disso, ele ficou 8 anos sem se apresentar ao vivo. 

1964 – Os Beatles se apresentam pela primeira vez no “Top of The Pops”, atração da TV britânica. Eles tocam “Can’t Buy Me Love”. 

1967 – O The Who faz seu primeiro show nos EUA. Cidade escolhida: Nova York. No mesmo dia, Happy Together, do Turtles, chega ao topo das paradas e fica lá por 3 semanas (pra quem não lembra, a música fez sucesso ano passado no Brasil após ser usada em um comercial).

1969 – John Lennon e Yoko Ono começam o seu “bed-in” em hotel da Holanda. 

1972 – “A Horse with no Name”, do America, fica em primeiro lugar nas paradas. 

1979 – Van Halen lança “Van Halen II”.

1980 – O The Police é a primeira banda ocidental de rock a se apresentar em Mumbai (Índia). No mesmo dia, “Another Brick in The Wall”, do Pink Floyd, fica em primeiro lugar nas paradas. 

1985 – Prince ganha um Oscar pela trilha sonora de “Purple Rain”. Na mesma premiação, “I just called to say I love you”, de Stevie Wonder, ganha o Oscar de melhor canção original (filme: A Dama de Vermelho). Ele dedica o prêmio à Nelson Mandela, que na época estava preso na África do Sul. Como represália, as rádios sul-africanas param de tocar qualquer música do cantor americano.

1986 – O Guns and Roses assina com a Geffen Records. Se eles soubessem os problemas que viriam…

1990 – Tommy Lee é preso após mostrar “partes íntimas” durante um show. 

1991 – Michael Jackson vai com Madonna à festa de entrega do Oscar. 

1995 – Queridíssimo Eddie Vedder é resgatado após ter sido arrastado por uma corrente marítima na Nova Zelândia. 

2001 – Boby Dylan ganha o Oscar de melhor canção original por “Things Have Changed”, do filme “Garotos Incríveis”.

2002 – Bono Vox testemunha em audiência sobre uma confusão em que Peter Buck, do R.E.M., teria se metido em um vôo internacional. O irlandês afirma que Buck é uma das pessoas mais chatas que ele já conheceu. O guitarrista do R.E.M. é absolvido. 

2003 – O R.E.M. coloca para download a canção “The Final Straw”; Lenny Kravitz faz o mesmo com “We Want Peace”. As duas músicas são anti-guerra. O cantor iraquiano Kadim Al Sahir participa da canção de Kravitz. 

2005 – “E-Pro”, do Beck, chega ao primeiro lugar da parada de “Modern Rock” da Billboard. Ele desbanca “Boulevard of Broken Dreams”, do Green Day, que já estava há 16 semanas na posição.

2005 – No mesmo dia, a casa de Ozzy Osbourne na Inglaterra pega fogo. Ele e a esposa, Sharon, saem ilesos – só tendo que ser medicados por conta da inalação de fumaça. Foi nesta mesma casa que Ozzy sofreu um acidente sério num quadriciclo. Além disso, a casa foi roubada em 2004. Uruca é pouco. 

2007 – O álbum ”We Were Dead Before The Ship Even Sank”, do Modest House, ocupa a primeira colocação em número de vendas. Foram comercializados 129 mil exemplares em apenas uma semana. O ex-guitarrista dos Smiths, Johnny Marr, trabalhou no disco. 

2008 – O Raconteurs lança ”Consolers Of The Lonely” e o disponibiliza em CD, vinil e para download. Na mesma data, o Counting Crows coloca “Saturday Nights And Sunday Mornings” no mercado. O B52’s aproveita a onda e lança “Funplex”, primeiro material inédito em 16 anos.

2008 – Como nem tudo são flores, Richie Sambora – do Bon Jovi – é preso por dirigir embriagado. 

Nádia Lapa

5 Comentários. Comente!

Mar 25 2009

Just…as they play your favourite song

(Desculpem o atraso de dois dias da resenha, mas sabem como é, né? Moro bem longe de São Paulo e só tive condições de escrever agora…)

Acabei de dar play no bootleg que eu achei do show do Radiohead no último domingo, em São Paulo. Vamos ver se ele me traz a inspiração suficiente pra eu conseguir demonstrar no mínimo 10% do que foi realmente esse acontecimento histórico na vida de muita gente e… pootz!! Thom Yorke acabou de começar a cantar “15 step” e me deu uma arrepiada foda aqui agora (a música, veja bem). Vou tentar não me alongar muito porque todos já estão cansados de ler por ai sobre o show, certo?

Los Hermanos:
Como tinha de ser. Catarse para os xiitas (e cooooooomo tinha fã xiita por lá, meldels!), ótimo para os simpatizantes dos barbudos (tô incluso aí) e legal/ok para o resto. Gostei muito da sintonia que a banda apresentou depois de tanto tempo separada. E a barba do Camelo fica assustadora naquele telão gigante! A Mallu Magalhães deve ter um puta trabalho pra achar a boca daquele maluco.

Kraftwerk:
Antes das pedras, já vou avisando: eu sei de toda a importância histórica que a banda tem, já li algumas coisas sobre os “pais da música eletrônica” e tudo mais. Respeito, mas EU não gostei. No meu caso eu lembrei de uma ótima analogia: Apocalype Now – filme premiadíssimo e endeusado por todos mas que eu acho um pooooorre. Foi assim o show do Kraftwerk. Elogiado por todos, visualmente impecável (nesse aspecto eu concordo, claro), mas eu achei um show muito chato e não via a hora de acabar. “Gosto é igual nariz”, já dizia o outro.

Radiohead:
Eu esperava um show fantástico e inesquecível. Acho que todos presentes também, certo? Então, citando o Samuca L. Jackson em Pulp Fiction:
“I dare you, I double dare you, motherfucker!”
Eu desafio qualquer um que lá esteve a falar que o show não superou EM MUITO o esperado.

A abertura previsível de “15 Step” serviu para gritar à plenos pulmões:
“C************RALHO! ELES EXISTEM, MESMO! E EU TÔ AQUI!”
Logo em sequência veio uma das mais esperadas por mim: “There There”. Com Ed O’Brien e Jonny Greenwood tocando tambores, a música foi se estendendo lindamente até chegar no seu ápice, com Jonny, já munido de sua Telecaster, solando freneticamente enquanto a iluminação do palco mudava de um azul calmo pra um vermelho intenso. Surreal.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9CC3MxbKKQ8]

“The National Anthem”, terceira do set, ganhou força e peso impressionantes ao vivo e botou a multidão pra se agitar com a pesada e marcante linha de baixo de Colin Greenwood e o voz inquieta de Thom. Depois veio “All I Need” e eu desafio novamente alguém a falar que não ficou emocionado com a perfeição e entrega da banda em sua performance. “Pyramid Song” teve a curiosa participação de um arco pra tocar violoncelo nas mãos de Jonny, à la Sigur Rós, tocando guitarra.

“Karma Police” (com seus acordes iniciais fazendo muita gente chorar de emoção), “Nude”, “Weird Fishes/Arpeggi”, “The Gloaming”, “Talk Show Host”  e “Optimistic” foram maravilhosas como deveriam ser. Na sequência Thom e Jonny subiram com seus violões e começaram o dedilhado da linda “Faust Arp”. Quer saber como é a sensação de estar diante de 30000 indievíduos pessoas cantarolando baixinho, quase em silêncio, a letra e você ainda ser capaz de escutar cada nota dedilhada no violão? Chega a ser assustador!

Foto - G1

O relato das duas próximas músicas é altamente questionável pois eu entrei em transe absoluto e só “acordei” 8 minutos depois com um sorriso bobo no rosto e o pensamento: “Morreria feliz agora, fácil…”.
“Jigsaw Falling Into Place” e “Idioteque”. Sim, em sequência. Minhas duas músicas favoritas da banda tocadas em sequência. “Jigsaw…” foi eleita por mim e por mais alguns amigos como a melhor do show. That’s it. “Idioteque” fez até o mais velho dos tiozões presentes (o Álvaro Pereira Júnior tava praticamente do meu lado. Não que ele fosse o mais velho, mas só citando a presença de alguém famoso, mesmo. Haha) sair do chão e/ou rir da crise epiléptica que Thom apresentava no palco enquanto milhares gritavam a letra meio nonsense dessa música que eu acredito ser uma das poucas unanimidades entre todos os fãs. Surreal [2]

“Climbing Up The Walls”, “Exit Music (For a Film)” e “Bodysnatchers” fecharam a primeira parte do show de forma incontestável. Vale mencionar a intensidade absurda que o clima soturno de “Climbing” provocou na Chácara do Jockey.

Na volta pro que seria o primeiro dos 3 bis (bises?), Thom tocou com competência “Videotape”. Mas nem me empolguei porque nem sou muito fã da dita cuja. A seguir, copiarei um relato da resenha que o Marcelo Costa escreveu sobre “Paranoid Android”, porque ninguém descreveu tão bem tal momento único:
…então os céus se abriram para “Paranoid Android”, um dos pontos altos de toda carreira do Radiohead. Ao final da canção, porém, o inusitado aconteceu. O público continuou fazendo a segunda voz (que na música é de Ed O’Brien) mesmo com a canção terminada, e Thom Yorke entrou no clima: pegou o violão e voltou a fazer a primeira voz entrelaçando-se com a platéia num daqueles momentos raros que valem uma vida. Emendou “Fake Plastic Trees” e todas as dúvidas se dissiparam antes mesmo do fim do primeiro bis: São Paulo estava assistindo à provável melhor apresentação do Radiohead nos últimos anos.“. Surreal [3]

Foto - G1

“Lucky” e “Reckoner” finalizaram de forma brilhante o primeiro bis. “House of Cards” abriu o segundo bis e em seguida veio “You and Whose Army?”, com uma curiosa câmera que parecia penetrar o olho de Thom Yorke enquanto esse “dava moral” pra brincadeira e começava a mexer de forma bem estranha engraçada a sobrancelha e o olho. E depois de surpreendentes versos de “True love waits”, “Everything in its right place” veio pra fechar o segundo bis, o set e, consequentemente, de acordo com os últimos shows da banda, aquele que já seria o melhor show da vida de muita gente, senão de todos ali presentes, certo?

Pois é, a banda saiu. Eu já tava me preparando pra encarar a multidão enfurecida na saída da Chácara com o sorriso mais largo que meu rosto já teve quando…
Colin, Phil, Ed, Thom e Jonny voltaram ao palco, pegaram seus instrumentos e Thom falou em alto e bom som: “Thanks, Brazil, for having us… (gritaria da multidão) …guess what this is… (mais gritaria)”
“When you were here before
Couldn’t look you in the eye
You’re just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
So fucking special
But I’m a CREEP
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here.”

Depois de 2 horas e 20 minutos de incredulidade, andar 1 hora pra uma direção escolhida aleatoreamente pra fora da Chácara, com os pés latejando e o estômago doendo só de ouvir falar em comida, parecia e era totalmente irrelevante, pois sabíamos que tinhamos acabado de presenciar algo histórico. Um show histórico. Um show que dificilmente o país verá igual. Um show que dificilmente a banda fará igual.

It WAS a glorious day…

Por Neto Rodrigues, que também publico esse texto no Why So Pop?

8 Comentários. Comente!

Mar 25 2009

Os festivais de verão estão bombando!

Enquanto nós aqui temos que nos contentar com um Just a Fest aqui, outro Planeta Terra acolá e morremos de saudade do Rock in Rio, os europeus/americanos têm muito o que fazer nos próximos meses.

yeah-yeah-yeahs1

Os Yeah Yeah Yeahs confirmaram presença no Candem Crawl Festival. Serão quarenta shows em Londres entre os dias 24 e 26 de abril. Outras bandas também estarão presentes: Echo and The Bunnymen, Idlewild, The Maccabees e The View. 

Já em Suffolk, entre 16 e 19 de julho,  acontecerá o Latitude. Editors, Doves, Pet Shop Boys e Bat for Lashes estão confirmados. Os ingressos, para o final de semana inteiro, custam 150 libras. 

Em pleno dia dos namorados no Brasil, começa o Download Festival, em Donington Park. Atrações confirmadas: Faith no More, Slipknot, Def Leppard, Prodigy, Whitesnake e muitos outros.

Glastonbury, como sempre, é um dos festivais mais esperados. Os ingressos já estão esgotados. Ali se apresentarão, entre 24 e 28 de junho, músicos como Neil Young, Blur, Doves e Bruce Springsteen. 

Um dia a gente chega lá.

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 25 2009

Franz Ferdinand na nova turnê

kapranos

 

Kapranos e cia fizeram um show em Manchester, Inglaterra.

Eis o setlist:

 

  1. The Dark Of The Matinée
  2. No You Girls
  3. Do You Want To
  4. The Fallen
  5. Twilight Omens
  6. Walk Away
  7. Take Me Out
  8. Turn It On
  9. 40′
  10. Bite Hard
  11. Michael
  12. What She Came For

Bis:

  1. Ulysses
  2. Lucid Dreams
  3. Outsiders
  4. This Fire (só lembro do show do Rio, no Circo, que eles fecharam com essa música também).

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 24 2009

Novo vídeo do Metric

Gimme Sympaty, Metric.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tyoWEGpSNe4]

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 24 2009

Rapidinhas da tarde

O Radiohead se apresenta hoje em Buenos Aires, como parte do Quilmes Rock. O Kraftwerk novamente fará companhia aos ingleses. Iron Maiden e Kiss também tocarão no festival, que termina no dia 5.

***

marilyn_manson-three

Marilyn Manson disponibilizará em seu site nesta sexta, dia 27, uma nova música. Ela se chama “We’re from America” e fará parte do próximo álbum do cantor, “The High End of Low”.

***

O festival Ultra Music, em Miami, contará com dois DJ’s brasileiros. Os convidados são Ferris, de São Paulo, e Rodrigo Vieira, do Rio. Também se apresentarão no festival – que acontecerá nos dias 27 e 28 de março – Prodigy, Tiesto, Tiga, Infected Mushroom e Moby, entre outros.

***

A primeira “caixa” com músicas do Neil Young começa a ser vendida em 2 de junho. Neil Young Archives, Vol. 1: 1963-1972  cobrirá toda a carreira do músico neste período. Não é só música que os fãs terão acesso ao adquiria a caixa: são fotos, cartas, vídeos e muito mais, segundo a assessoria de imprensa da Warner.

***

Nick Hodgson, bateirista do Kaiser Chiefs, está colaborando com o novo álbum do Duran Duran. As gravações estão ocorrendo em Londres, e Hodgson ajudou na letra de três canções – duas das quais podem entrar na versão final do disco.

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 24 2009

24 de março na história do rock

Em 24 de março de…

1945 – A Billboard publica a lista dos mais vendidos pela primeira vez. E dá Nat King Cole na cabeça com “A Collection of Favourites”.

1958 – Elvis entra nas Forças Armadas dos EUA.

1960 – Nasce Nena (99 Red Balloons) eu sei que não é rock, mas eu amo a música!

1966 – A Assembléia de Nova York decide que vender bootlegs é um delito.

1973 – Pink Floyd lança “The Dark Side of The Moon”. E um fã sobe no palco durante um show do Lou Reed e o morde na bunda. Aconteceu em Buffalo, Nova York. Antes de ser preso, o fã gritou “Leather”.

1991 – Os Black Crowes deixam de abrir os shows de ZZ Top durante uma turnê nos EUA. O motivo? Eles [Black Crowes] criticaram a cerveja Miller, patrocinadora da turnê.

1992 – O tribunal de Chicago decide que consumidores que adquiriram álbuns do Milli Vanilli antes 27/11/1990 (data em que se descobriu a fraude) devem ser reembolsados em pelo  menos 3 dólares.

1998 – O Type O’ Negative lança o vídeo – caseiro – de “After Dark”.

2004 – O vocalista do Velvet Revolver, Scott Weiland, consegue permissão judicial para deixar a clínica de reabilitação para drogados por  nove horas. A autorização foi para que ele gravasse o vídeo de Slither, primeiro single da banda.

2005 – Billy Idol apresenta-se no programa de Jay Leno.

2006 – Stoned, filme baseado na morte de Brian Jones (guitarrista dos Stones), é lançado nos EUA.

2007 – Scott Weiland, do Velvet Revolver, de novo: nesta data, ele e sua esposa destroem um quarto de hotel. No mesmo dia, Mary – a esposa – é presa por colocar fogo no guarda-roupa do marido. Ela culpou os medicamentos para transtorno bipolar que tomava pela confusão.

2007 – Também em 2007, Paul McCartney recebe o Wyler Award por seu ativisto pró-animais.

2008 – O álbum Accelerate, do R.E.M., é colocado na web através do iLike.

2008 – No mesmo dia, outra dos meus favoritos: Eddie Vedder faz um show surpresa em Seattle. A platéia achava que iria ver o filme “Into the Wild”, que tem canções de Vedder.

2008 – 24 de março de 2008 foi movimentado, hein? Os Smashing Pumpkins entra com um processo contra a Virgin Records. A banda quer cancelar o contrato. Segundo Billy Corgan, o vocalista, a gravadora usou, sem autorização, músicas da banda em comerciais da Amazon e da Pepsico.

2009 - Metamorphosis, do Papa Roach; Crack The Skye, do Mastodon e Grace/Westland, do Pete Doherty, são lançados.

2009 – É lançado o primeiro vinil comemorativo do Green Day. Dois, na verdade. 1,039/Smoothed Out Slappy Hours, de 1991,  e  Kerplunk, de 1992, são os escolhidos.

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 24 2009

Muito mais que um mico

No dia do Just a Fest em São Paulo eu expressei minha preocupação com o lugar do evento. Mal eu sabia o que ainda estava por vir.

Primeiro foi o stress para pegar os ingressos. Eu, procrastinadora que sou, não tive coragem de ir até lá, deixando tudo para o dia do show. Foi por isso que passei na frente do local no domingo à tarde, quando logo em seguida escrevi o post sobre minha preocupação.

Chequei na internet que o guichê para troca de ingressos funcionaria até 8 da noite. Não consigo entender por qual razão escolheram este horário, uma vez que o show do Radiohead – o último a se apresentar naquela noite – começava duas horas depois disso.

Ok, sem problema, me programei pra chegar lá a tempo. Com o caos no trânsito – especialmente com a Francisco Morato fechada (!!!!!!!!!) – cheguei ao local por volta de 19h30. A escuridão e a chuva fina que caía me deixaram apreensiva e pedi para minha amiga ir logo pra fila da bilheteria enquanto eu procurava onde parar o carro. Ela pegou nossos ingressos sem apresentar as carteirinhas. Pior: tudo estava no meu nome e ela assinou como se fosse eu!

No primeiro estacionamento me dei conta que este era “o show dos múltiplos de 5″. A capa de chuva tinha sido 5 reais, e agora me cobravam INACREDITÁVEIS 50 reais para parar o carro. Me senti roubada, manobrei e segui para outro estacionamento.

Não adiantou. A facada veio FORTE: 50 reais. “Vou fazer a volta então, moço.” Ingenuidade a minha. Havia um pedaço de ferro no chão, como que brotando das profundezas do inferno. E ele resolveu entrar no meu pneu. Estava sem estepe e com pouquíssima bateria no celular. Depois de vários estresses que nada têm a ver com a realização do evento, consegui resolver meu problema. Contudo, fica a observação de que o telefone público mais próximo estava ligeiramente longe, num lugar escuro e esquisito.

Caso eu estivesse em um estacionamento regular, certamente eu não haveria pago o valor estipulado e ainda teria feito um escândalo para que consertassem meu pneu. Porém, fiquei quietinha – afinal, eu não sabia o que poderia acontecer. Ainda bem. Chovem comentários na internet sobre pessoas que tiveram seus carros ARROMBADOS (com roubo de estepes, rádios e afins) dentro destes estacionamentos. Como se não bastasse, a polícia nada fez – já é de praxe, né? De qualquer modo, perdi o show do Kraftwerk. O dos Loser Manos eu passei, mesmo.

Entre o estacionamento e a entrada do show, inúmeros cambistas agiam livremente, apesar do “policiamento”. Lá dentro, o cheiro de cocô de cavalo estava uma delícia. Os banheiros químicos foram improvisados onde acredito ser o estábulo da tal chácara (nota da redação: não deixe de ler o conceito de estábulo diretamente da wikipedia para você – e pense se este é um local apropriado para seres humanos utilizarem como banheiro).

A lama estava menos pior do que eu previa, confesso. O que não quer dizer que não houvessem locais onde parecia que você estava num desenho animado, pisando em areia movediça. Ao comprar um refrigerante, mais uma prova da minha teoria descrita acima: ele custava 5 reais.

Estamos aqui hangin out enquanto o show do Kraftwerk não começa!

Estamos aqui hangin out enquanto o show do Kraftwerk não começa!

Não fui até a tal praça de alimentação que tantas pessoas têm falado e não posso opinar sobre preço e/ou qualidade do que foi servido.

No final, o estouro da boiada. Claro, né? Estávamos numa chácara… Praticamente um passeio temático! Só faltou alguém na frente da gente com um berrante. Voltei 11 anos no tempo e lembrei-me daquele bizarro show do U2 no Autódromo de Jacarepaguá, em 1998, quando tive que pular o guard-rail para sair dali. Desta vez, não houve corrida de obstáculos, mas eu me senti parte de um rebanho. Ainda bem que não houve marcação do boi.

Boiadeiro treina para organizar as 30 mil cabeças de gado

Boiadeiro treina para organizar as 30 mil cabeças de gado

Ao chegarmos de volta no estacionamento, pegamos o carro e chegamos rapidinho em casa – tão rápido quanto poderia ser, claro. Os 50 reais acabaram valendo a pena, pois quem pagou 35 e parou no “estacionamento oficial” demorou cerca de 2 horas pra conseguir sair de lá.

Não creio que o problema seja necessariamente a localização da chácara. Eu, particularmente, moro perto dali e já me despenquei outras vezes para lugares bem mais distantes. É o caso do Rock in Rio III, que aconteceu na saudosa Cidade do Rock. É longe de qualquer coisa, até mesmo da Barra. No entanto, fui em 3 dias diferentes no RiR III e não tive problemas para chegar ou sair de lá nenhuma das vezes. Havia bolsões de estacionamento na região, e ônibus gratuitos para levar as pessoas até o local das apresentações. No final da noite, quando todos deixavam a Cidade do Rock, era possível ver filas intermináveis de ônibus. Todos esperando para nos levar de volta até os bolsões ou até os terminais de ônibus de linha (ao contrário de São Paulo, os ônibus no Rio funcionam na madrugada).

No RiR, tudo funcionou perfeitamente, apesar do público ter sido de inacreditáveis 250 mil pessoas em algumas noites; enquanto isso, no Just a Fest foram apenas 30 mil.

Todo mundo sabia que esta quantidade de gente se encaminharia para lá naquela noite. Além do público, havia também as pessoas que trabalharam no evento. Nada disso é novidade. Não foi o primeiro show para grande público feito no Brasil. Os produtores já deviam estar mais bem-preparados. Na verdade, talvez até soubessem do caos que seria. Eles simplesmente não se importaram.

Outros posts sobre o inferno de domingo aqui, aqui e aqui.

Nádia Lapa, que já correu de bandido no final do show da Madonna, pulou guard-rail no U2 e andou horas pra conseguir sair do show do Pearl Jam no Rio

9 Comentários. Comente!

Mar 24 2009

Noah and the Whale – Peaceful, The World Lays Me Down

O debut do Noah and the Whale, Peaceful, The World Lays Me Down, saiu em agosto do ano passado, mas acredito que ainda seja necessária uma citação nesse blog.

Atualmente representado por quatro, ahn, meninos, a banda gravou seu CD com a participação da cantora Laura Marling na guitarra e nos vocais, que se viu sem tempo para continuar no projeto com o estouro europeu de Alas, I Cannot Swim, seu álbum de estréia.

A participação de Laura em Peaceful não passa despercebida. A meninota empresta sua voz para boa parte das músicas, inclusive pra alegre ‘5 Years Time’, single que  tem um clipe mega divertido (no final do post) e entrou pro top 10 britânico quando foi (re)lançado. Tanto nesta quanto no resto do disco, o que a gente ouve é uma musicalidade despretenciosa, uma mistura de um punk modesto feito o do Vampire Weekend com o folk de Bonnie ‘Prince’ Billy que, adicionados à voz excentricamente grave de Charlie Fink, montam a estrutura perfeita para tornar um segundo álbum requisitado pelos fãs.

Entretanto, não se deixe enganar pelo cardápio de felicidade que a acelerada ‘2 Atoms In Molecule’, faixa de abertura, lhe oferece. Os rapazes do Noah também sabem fazer chover melodrama quando o momento é para tal. A tese se comprova principalmente em ‘Give a Little Love’, ‘Mary’, ‘Rocks and Daggers’ e ‘Hold My Hand As I’m Lowered’ que, sem tomar proporções mórbidas, não deixam de ser agradáveis.

Em dezembro, a banda lançou Noah and the Whale Presents the A Sides que, do meu ponto de vista, nem pode ser considerado um disco. Lançado apenas em vinil (e limitado à duas mil e quinhentas cópias), o álbum apresenta três músicas em seu A-side e mais quatro no B.

Para ouvir: myspace.com/noahandthewhale | Para baixar: MTJ! Downloads

Para assistir:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=T8YCSJpF4g4]

Alex Correa

Um Comentário. Comente!

Mar 23 2009

Rapidinhas da noite

Um DVD com cenas inéditas de Jimi Hendrix será lançado em breve. Ainda não há data escolhida para o lançamento, mas as negociações entre a gravadora Universal e a família do músico andam a passos largos. As gravações foram feitas em 1969, durante uma turnê do guitarrista.

Em 2009 serão lançados dois álbuns de Hendrix e mais um DVD com um show em Londres, também de 1969.

Pelo jeito ainda ouviremos falar muito de Hendrix. A irmã do músico, Janie, declarou ao The Guardian que existe material pra mais de dez anos de músicas.

-

Vazou na internet o novo álbum dos Doves, Kingdom of Rust. O lançamento oficial é dia 7 de abril.

-

As novas músicas compostas por Amy Winehouse para seu terceiro álbum não agradaram aos executivos da gravadora Island. Segundo o The Sun, a influência do reggae e as letras sombrias afastaram a cantora do seu estilo conhecido.

-

O festival Lollapalooza, que acontecerá nos EUA em agosto, terá The Killers, Decemberists, Tool e Lou Reed no line-up. Anteriormente já havia sido divulgado que Beastie Boys, Jane’s Adiction e Depeche Mode são atrações confirmadas.

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 23 2009

23 de março na história do rock

Em 23 de março de …

1949 – Nasce Ric Ocasek, vocalista e  guitarrista do The Cars.  Ele também produziu discos de bandas como o Weezer e Bad Religion.

1953 – Nasce Chaka Kan.

1955 – Elvis Presley se apresenta no programa de calouros da CBS, Arthur Godfrey’s Talent Scouts,  com “Good Rockin’ Tonight”. Ele não foi aprovado. Preferiram Pat Boone.

1961 – Mais Elvis: esta foi a data da gravação de “I can´t help falling in love” (minha música preferida do Rei do Rock).

1963 – Os Beach Boys lançam “Surfin’ USA”.

1964 – O primeiro livro de John Lennon, In His Own Write , é lançado.

1967 – Paul McCartney e John Lennon recebem o prêmio Ivor Novello, da Indústria Fonográfica Britânica, por “Michelle”.

1968 – Nasce em Londres Damon Albarn, vocalista do Blur. Ele também participa do Gorillaz. Seu último projeto é o “The Good, The Bad and The Queen”.

1969 – Acontece em Miami o “Rally for Decency”, show que reuniu 30 mil espectadores. Na platéia haviam cartazes com a inscrição “Down with Obscenity” (“Abaixo a Obscenidade”) e pessoas de cabelo grande e “vestidos estranhos” não puderam entrar no show. Quatro dias após a realização do rally, o presidente Nixon enviou uma carta de apoio aos organizadores. O show foi uma resposta a uma apresentação do The Doors na mesma cidade três semanas antes, em que Jim Morrisson abaixou as calças.

1973 – Yoko Ono consegue visto definitivo para morar nos EUA.

1975 – Acontece em São Francisco, EUA, um show beneficente para arrecadar fundos para um fundo escolar de escolas públicas. Participaram da apresentação The Grateful Dead, Joan Baez, Jefferson Starship e Bob Dylan. A renda foi de 200 mil dólares.

1978 – The Police assina contrato com A&M Records.

1983 – “Billie Jean”, de Michael Jackson, chega ao topo das paradas.

1985 – Billy Joel casa com a modelo Christy Brinkley em Nova York. Eles se separaram nove anos mais tarde.

1988 – Mick Jagger faz apresentação solo  no Japão para 46 mil pessoas. Os Rolling Stones não conseguiram visto de entrada por conta de “rumores” do uso de drogas.

1991 – O disco “Out of Time”, do R.E.M., chega ao primeiro lugar das paradas britânicas.

 1999 -  O Blur lança o álbum “13″. No mesmo dia, Michael Jackson anuncia que irá doar a renda dos seus próximos dois shows para o fundo de Nelson Mandela e para a Cruz Vermelha.

2002 – O baixista do ZZ Top, Dusty Hill , casa-se com a atriz Charleen Chuck McCrory.

2003 – O U2 se apresenta pela primeira vez em uma festa do Oscar. Eles tocam “The Hands That Built America”, do filme Gangues de Nova York.

2004 – The Vines lança “Winning Days”.

2004 – Também em 2004 o Guns n’ Roses lança um cd. Foi um Greatest Hits de 14 faixas. Axl Rose não concordou com a escolha das músicas pela gravadora, e tentou impedir o lançamento junto com Slash e Duff. Eles não conseguiram evitar.

2004 – Mais um lançamento na mesma data: “The Paul Simon Songbook”, de Paul Simon, é posto à venda pela primeira vez nos EUA. O disco foi gravado originalmente em 1965.

2006 – Pete Doherty bate em um fotógrafo após sair do tribunal em Londres. No mesmo dia, um fotógrafo presta queixa contra Kid Rock, que teria roubado o seu equipamento.

2006 – Morre em Cuba, de ataque cardíaco, o músico Pio Leiva, do Buena Vista Social Club.

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 23 2009

Not Fair

O novo single da Lily Allen acaba de ganhar um videoclipe, que rola num cenário completamente country, com vacas, galinhas e um programa de auditório que, em português, se chamaria “A Casa da Carroça”.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=fUYaosyR4bE]

‘Not Fair’ é uma das faixas de It’s Not Me, It’s You, que você pode baixar em nossa comunidade.

Alex Correa

2 Comentários. Comente!

Mar 22 2009

Chácara do Jockey: um mico?

Passei pela Chácara do Jockey às 2 e meia da tarde. Chovia e os portões tinham acabado de ser abertos. Pelo que vi, os shows de hoje serão um verdadeiro banho de lama.

Já não bastavam os problemas pra buscar o ingresso (eu, particularmente, desisti e só vou buscar mais tarde). Acho incrível como uma empresa pode trazer uma banda como o Radiohead e colocar o show num lugar tão mal preparado.

Mais tarde eu e Marçal contamos como foi.

Ah, um pequeno pedido de desculpas pela falta da coluna sobre a história do rock de ontem e de hoje: estou sem internet em casa.

Lá vou eu pra lama. Se fosse ao menos lama medicinal…

Nádia Lapa

3 Comentários. Comente!

Mar 22 2009

IT’S NOT Just a fest

Para os que queriam ver o Radiohead bem de perto, o dia começou cedo. Os primeiros a chegarem na Apoteose já estavam ali desde as 7 ou 8 da manhã, simplesmente para não ficarem como retardatários na fila que, mais tarde, dobraria esquinas e atravessaria ruas.

Os portões de entrada só foram abertos às 17:20, com mais de uma hora de atraso. Ali começava um processo de seleção natural onde os mais aptos sobreviveram – ou, neste caso, onde os mais rápidos conseguiriam os melhores lugares. A ordem estabelecida pela tradicional fila indiana foi ignorada, e aí a confusão já havia começado por completo.

Passados os guichês e atravessada a rua que cortava a Apoteose – e que não havia sido interditada sei lá porquê –, a Fórmula Indie, como foi apelidada pelos mais bem humorados, chegava a um fim. A maratona de shows, no entanto, ainda demoraria para começar.

A volta do Los Hermanos

los-hermanos

Algum tempo depois e sem atraso, entrava no palco o Los Hermanos, já sem pisar nos palcos desde abril 2007. Sem ‘Anna Júlia’ (ufa!), o show foi carregado de gritos de fãs que, por vezes, chegavam a abafar as vozes de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, enquanto outros pediam “AUMENTA, AUMENTA!”.

Tão eufórico quanto o público estava Rodrigo Barba que, mesmo escondido no fundo do palco atrás de sua bateria, chamava a atenção pela energia que descarregava no instrumento. Bruno Medina, que rebolava por trás de seus teclados com discrição, também se mostrava animado voltando a ser músico, depois de passar os últimos meses dedicando-se ao Jornalismo e ao seu filho, que nasceu no início do ano passado. Camelo interagia frequentemente com Amarante, mas este, por sua vez – e se meu julgamento não erra -, distribuía sorrisos mais largos e verdadeiros em sua penúltima passagem pelos palcos cariocas, com o Little Joy.

O setlist foi aprovado pelo público, como se pôde notar pelas salvas que apareciam no início de cada música. A banda passou por faixas de seus três últimos álbuns, eliminando o homônimo de 1999 dos planos, mesmo havendo tantos pedidos por ‘Pierrot’. ‘Cher Antoine’ pegou todo mundo de surpresa ao ser anunciada por Rodrigo, que canta a única – e pouco freqüente – composição em língua estrangeira da banda. A performance terminou com ‘A Flor’, que deu seqüência à genial ‘Cadê Teu Suin?’ com seus versos emendados. O bis, muito pedido, não veio, mas as 18 músicas (!) do show já foram mais que suficientes para matar a saudade dos Hermanos.

Kraftwerk e seu novo integrante

kraft

Em seguida, o Kraftwerk (ovelha negra do Just a Fest aos olhos de muitos) tomou conta do palco com a ajuda do novato Stefan Pfaffe, substituto permanente de Florian Schneider. Aliás, pode-se dizer que, em pleno século XXI, Stefan é a única novidade que os alemães tiveram para oferecer ao público. Se, nos anos 70, Kraftwerk era sinônimo de “maior revolução da música” com o uso inédito (?) de sintetizadores, nos dias atuais o quarteto representa uma página da história que persiste em ser virada.

A verdade é que, ultrapassados ou não, o quarteto que subiu ao palco naquela noite viu muita gente chacoalhar ao som de suas melhores músicas, ‘The Man-Machine’, ‘Numbers’ e ‘Computer World’, tocadas logo no início da apresentação.

Enquanto uns dançavam com a música eletrônica de raiz, outros ficavam estáticos, boquiabertos, com a qualidade visual do show. Fazendo tudo ali, na hora, a Estação de Energia – como seria chamada em nossa língua – misturava cores e imagens, resgatando o material que já era exibido em seus telões desde antes do nascimento da maioria dos presentes. ‘The Robots’ deu início a um murmurinho sem fim de reclamações dos mais rabugentos. Isso porque, nela, os integrantes da banda são substituídos por manequins-robôs que imitam suas respectivas fisionomias e são providos de movimento – “ótimo, paguei pra ver boneco”, alguns diziam.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=t6wDhjEgfe0]

Depois de cantar e sintetizar sua voz em alemão, inglês e francês, Ralf Hütter – acompanhado de seus colegas – trocou sua jaqueta escura por um colã preto com linhas verdes cintilantes, que embelezaram a apresentação ainda mais. Os trajes foram usados em apenas duas músicas: ‘Aerodynamik’ e ‘Music Non Stop’ que, com chave de ouro, concluíram o espetáculo.

O único cumprimento ao público só veio depois, com um gesto corporal, quando os membros fizeram uma breve reverência à platéia. As palmas que vieram em seguida mais pediam pelo Radiohead do que saudavam os semi-inertes alemães.

Finalmente, Radiohead

radiohead2

Os vinte e tantos mil pagantes esperavam pelo show do Radiohead, um evento que ficaria marcado na história de shows internacionais no país. Eram pessoas de todas as idades (vi crianças que tinham, no máximo, 13 anos e, em contraste, o bem-vivido Caetano Veloso, quase aos 70) e de todas as regiões do Brasil. Alguns, inclusive, vinham até de outros países: Ora ou outra se ouvia diálogos em inglês, espanhol e até em francês.

Enquanto os preparativos finais para o grande show eram terminados, os telões pediam para os navegantes não utilizarem flashes ou dessem moshes, mas poucos pareceram dar atenção ao aviso.

Quase onze horas: Thom Yorke, que já havia dado as caras no cantinho do palco durante o primeiro show, dessa vez aparece para ficar. Ed O’Brien, os irmãos Greenwood e Phil Selway estão logo atrás. Os gritos que os acompanham são de pessoas que, finalmente, começaram a entender que algo grandioso e inesquecível estava pra acontecer. A banda se anunciou em português, com Yorke como porta-voz: “Nós somos Radiohead”.

A sequência foi dada pela animada ’15 Step’, que também aber o último álbum do grupo, In Rainbows, de 2007. Thom dança com seu estilo único, totally weird, sem mover os pés. O público o acompanha nos vocais e Colin Greenwood pula como se não acreditasse na interação da platéia, o que se repete durante todo o show.

No fundo do palco, o telão mostra as imagens de cinco câmera diferentes, cada uma focada em um músico. No teto, cilindros luminosos de cumprimentos diferentes (alguns chegam a alcançar o chão) espalhados pelo palco completam a estética caríssima da apresentação.

In Rainbows vai conquistando seu espaço durante o set, e acaba encaixando todas as suas 10 faixas na apresentação, sem deixar a melancolia de ‘All I Need’, ‘Nude’, ‘Videotape’ e ‘House of Cards’ de lado.

O clássico Ok Computer ganhou representantes ilustres, cotadas como as mais esperadas da noite. A primeira delas foi ‘Airbag’, que veio logo depois de ’15 Step’, recebida aos prantos pelos mais fanáticos e cantada em coro por toda a praça. ‘Karma Police’ também entrou para os momentos iniciais do set e, mais uma vez, a iluminação em tons de azul se tornou coadjuvante por trás dos backing vocals de Ed, do violão de Thom e do belo refrão da música. ‘No Surprises’ também aparece para contar sua história, um outro megahit comemoradíssimo. Sem peso nas cordas ou na bateria, ela ajudou a estruturar o bloco das melodias lentas e penetrantes (ui) que ficou ainda mais sólido com ‘Street Spirit (Fade Out)’ e ‘How To Disappear Completely’. Mesmo com tantos sucessos, o maior destaque do Ok Computer foi mesmo de ‘Paranoid Android’, praticamente um hino britânico. De repente, a Apoteose se viu pulando ao som do solo mais pesado da apresentação e, de uma hora para outra, acompanhando a melodia assombrosa que veio em seguida.

Antes mesmo do primeiro bis, o show já parecia completo. Abrindo uma incógnita para todos os presentes, Johnny Greenwood misturou à ‘The National Anthem’ samples de uma narração em português, que admito não saber do que exatamente se tratava. Somada à combinação de luzes mais espalhafatosa do show, a música virou candidata forte a uma das mais satisfatórias da apresentação. Isso, claro, porque ainda não sabíamos o que viria pela frente.

‘Idioteque’ e ‘Everything In It’s Right Place’ ganharam versões mais aceleradas e dançantes ao vivo, levando o Kid A direto para as pistas de dança. Surpreendentes, além dos ótimos remixes, foram os tubos luminosos transformando-se, de repente, em um grande telão que exibia a letra de ‘Everything’enquanto Thom a cantava.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HqP3gnBBiyc]

Na reta final do show, também vieram ‘Just’, uma das melhores do The Bends, ‘Reckoner’ e ‘You And Whose Army?’, que Thom cantou “por todas as vezes que a América do Norte tentou foder com vocês” focando seu olho tonto na câmera de seu piano, única exibida no telão naquele momento – e, finalmente ‘Creep’, que vive uma eterna relação de amor de ódio com o público. Indiscutivelmente a música mais cantada e aplaudida dos espetáculo, ‘Creep’ botou rédeas curtas nos que a renegam e que, por fim, cederam a sua beleza.

Com muitos agradecimentos (em português mesmo), o Radiohead não fez promessas de voltar ao Brasil em breve, como manda a etiqueta. De qualquer forma, todo mundo reconhece que os apoteosenses e a galera que acompanha a banda hoje (22), na Chácara do Jockey, fizeram parte de um momento que fará história. Até o taxista que me levou pra casa reconheceu que “essa banda deve ser boa mesmo”. Pelo visto, ela é muito mais que boa.

Fotos por O Globo, João Paulo Lages e BgKcram.

Texto por Alex Correa

19 Comentários. Comente!

Mar 20 2009

20 de março na história do rock

Em 20 de março de…

1961 – Surrender, de Elvis Presley, chega ao topo das paradas – e permanece na posição por duas semanas

1964 – Os Beatles lançam “Can’t buy me love”

1965 – Começa a primeira turnê da Motown no Reino Unido. Stevie Wonder, The Supremes e The Temptations fazem parte do grupo.

1968 – Eric Clapton, Neil Young, Richie Furay e Jim Messina são presos por posse de drogas. Clapton foi libertado e os demais, multados.

1969 – John Lennon e Yoko Ono se casam em Gibraltar.

1970 – David Bowie casa-se com Angela Barnett, que quatro anos inspirou a música Angie, dos Rolling Stones. 

1971 – “Me and Bobby McGee”, de Janis Joplin, fica em primeiro lugar das paradas por duas semanas; o Yes lança o “The Yes Album”.

1972 – Ringo Starr lança “Back Off, Boogaloo”.

1976 – Nasce Chester Bennington, vocalista do Linkin Park.

1991 – O filho de apenas quatro anos de Eric Clapton, Conor, cai de um prédio e morre. A música “Tears in Heaven”, de Clapton, é inspirada no fatídico acidente.

1991 – Também em 1991, Michael Jackson assina contrato bilionário com a Sony (1 bilhão de dólares).

2009 – Radiohead toca pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro.

Nádia Lapa

4 Comentários. Comente!

Mais Antigas »