Assim, eu não suporto a Lady GaGa. Quando tocam ‘Poker Face’ nas festas, quase desmaio. Independente do que eu acho sobre a “nova musa” (blerg), a informação que tenho é importante: Segundo o blog Salada de Frutas, que é comandado pelo editor da Época, a Universal confirmou que a cantora vem ao Brasil para divulgar The Fame em programas de televisão e, de quebra, fará um show no país (São Paulo, né?) em Julho ou Agosto. Gosto nem de imaginar qual será a coreografia das dançarinas do Domingão do Faustão. Meu Deus.
Já que o assunto é “shows internacionais no Brasil”, aproveito para postar as datas das duas apresentações brasileiras do eterno Depeche Mode, anunciadas no site oficial da banda:
A Gripe Suína, que já chegou ao estado de pandemia, é levada na brincadeira pelos mais céticos, mas também há quem esteja quase desesperado por causa do vírus. Dentro da minha própria sala de aula já se pode fazer uma boa análise sobre o assunto: Até hoje, quando o tema surgiu na aula de redação, os mais alienados ainda não haviam ouvido falar sobre essa nova crise biológica. Em contrapartida, um grupo de alunos ao canto esquerdo da sala já se mostrava super informado e, inclusive, montava estratégias miraculosas para escapar da contaminação.
Por enquanto, o mais elevado número de mortes por causa da gripe aparece no México, onde apareceu o primeiro caso de infecção – cerca de 30 mortes já foram causadas no país, conforme confirmação oficial, pelo novo tipo de influenza, enquanto pelo menos cerca de outros 150 óbitos estão sendo investigados. Nenhuma outra nação está imune à doença, já que aviões não param de partir da região com destino a diversos continentes. A América do Norte e a Europa já sofrem com a doença, como se vê no Google Maps. Não constam, ou constam em baixíssima escala, informações sobre a propagação da gripe no Brasil, na África, na Ásia e na Oceania.
“Fique calmo e não espirre”, frase que também estampa camisas e bottons desse site.
Agora, a gripe suína já está se manifestando dentro do nosso amado mundo musical. Durante a semana, tablóides ingleses espalharam o boato de que Pete Doherty estaria infectado, mas a interferência da gripe do porco (que – atenção – não é transmitida pela carne do bicho) no mercado da música parece estar batendo mais forte com uma nota lançada pela assessoria de imprensa do Glastonbury, festival inglês que acontece em junho. Segundo seu porta-voz, a organização do evento está “analisando a situação” para concluir se um cancelamento seria necessário. O Glasto recebe, todo ano, centenas de milhares de pessoas de todos os lugares do mundo (inclusive do México), o que representaria um grande perigo a todos.
Se adotada, a medida acarretará em um bafafá enorme, já que todos os tickets para assistir Franz Ferdinand, Lily Allen, Kasabian e muitos outros artistas no Glastonbury se esgotaram há semanas. O problema é que mal dá pra processar alguém e ganhar um dinheiro em cima da causa, por não se poder culpar alguém pela criação dessa gripe 2.0. Mesmo assim, algumas pessoas ainda tentam jogar a responsabilidade pra cima de alguém: Para @lilianeferrari, a culpa é do lobo mau por não ter comido os três porquinhos. Eu, particularmente, dirigia que o responsável é o Ligeirinho, que atravessou o mapa espalhando a gripe na velocidade da luz. Dizem que esse menininho também é um suspeito em potencial:
Cada um com seu palpite. A M.I.A. também vai dar o seu na música ‘Swine Flu’, que está sendo gravada e deve ser lançada em breve, ou, pelo menos, antes do assunto ficar velho.
Deus está sendo muito bom comigo. Fato. Além de me dar um feriado na sexta-feira depois de uma semana puxadíssima e com poucas horas de sono, fez tantos álbuns de excelentes bandas vazarem que até me deixou um pouco atordoado. Só nos últimos dias, os próximos lançamentos de Bob Dylan, Datarock, Sonic Youth, Macabees, Maximo Park, Patrick Wolf e Iron and Wine caíram na internet, sem citar a versão remixada de Intimacy, do Bloc Party. Já tá na hora das grandes gravadoras começarem a usar Tigre.
Pra completar o mega combo, adivinhem quem apareceu? O Passion Pit com Manners, uma das estréias mais esperadas do ano pela mídia. Minha internet nem agüenta tanto download. Já botei na comunidade do orkut. Esse aí eu resenho com muito gosto.
A essência da música é bem próxima da que aparece nas novas composições do Kasabian, não? Soar obscuro é o novo convidar um produtor pop e usar sintetizadores.
‘Who Can Say’ é o segundo clipe lançado para o próximo disco do Horrors, que andou trabalhando numa velocidade espantosa. O primeiro, que dura mais de oito minutos, pode ser visto no YouTube (dã). Primary Colorsvazou no início do mês, mas o lançamento só vira oficial em 5 de maio. Who cares?
Depois de falarem da Susan Boyle por dias e mais dias no Twitter, agora é a vez do Wilco virar alvo de twitts, scraps, posts e mensagens por MSN. Com tudo (quase) pronto para lançar seu, uhm, sétimo álbum, a banda teve uma sacada que todos estão achando genial: Chamar o disco de Wilco (The Album) e o single precedente de ‘Wilco, The Song’.
Ainda teremos que esperar pra conferir o que é de maior relevância: Será que o álbum vai sair tão genial quanto a idéia inicial? A gente descobre isso em 30 de junho e escreve pra vocês. Até lá, muita coisa vai rolar.
Nessa madrugada (28/29) foi ao ar uma das edições mais simpáticas do Programa do Jô que já vi. A lista de convidados era ótima: Fernanda Honorato, uma repórter com Down que faz rir por sua falta de escrúpulos; Maria Clara Gueiros, aquela humorista que era ótima no teatro, boa no Zorra Total (rs) e decepcionante em uma novela das 8 qualquer; e Gustavo Martins, jornalista, ex-prodígio e, principalmente, o vocalista do Ecos Falsos.
Em poucos minutos de entrevista, Gustavo já tinha o público nas mãos falando sobre sua tese de faculdade, um estudo sobre “as rimas mais manjadas da música brasileira”. Daí pra frente, foi só alegria – graças ao rostinho bonito de à simpatia arrasadora do rapaz, que a gente já conhecia desde o bate-papo que publiquei.
Sem mais ladainhas, deixo o vídeo da conversa de Guto (hihi) com o Jô – dividido em duas partes e capturado pela própria banda – aí embaixo, ó:
No último bloco do programa Gustavo voltou para o palco, dessa vez com toda a trupe do Ecos Falsos. A banda tocou uma música que havia acabado de sair do forno, aprovada com todas as letras por mim e pelo público que assistiu lá, ao vivo. Ladies and gentleman, ‘Spam do Amor’ (o nome é brega, né?):
Hoje, às 00:00 (vulga meia-noite), o Move That Jukebox! vai fazer a transmissão ao vivo da festa de lançamento do novo Nokia 5800 Express Music, direto de São Paulo, através do próprio aparelho (!). A correspondente da vez é a moçoila Gabriela, do casadagabi.com. Pra conferir a cobertura que, repito, será feita ao vivo, basta estar online nessa mesma página a partir do primeiro segundo do dia 29. Vejo vocês lá!
UPDATE: O evento passou, o povo se divertiu mas você ainda pode assistir o trecho capturado pelo Move That Jukebox acima.
Não hesito em dizer que Samuel Beam – mais famoso assinando como Iron and Wine – é um dos melhores músicos folk que surgiram nessa década, senão o melhor. Hoje, com 34 anos, Beam já tem oito anos de carreira, sete desde o lançamento de seu primeiro álbum.
Mas foi em 2007 que Samuel chegou ao auge de sua fama com o brilhante Sheperd’s Dog e, para 2009, foi preparado uma coletânea que deve fazer tanto sucesso quanto ele. Foi com b-sides e raridades que se montou Around the Well, um disco duplo que soma 22 faixas no total. O álbum ganha uma turnê no mês que vem, quando será posto as vendas. Uma de suas faixas, ‘The Trapeze Swinger’, foi disponibilizada para download no Stereogum. Aprovei.
Já conhecem o site We Are Hunted? É um site que rankeia as 99 músicas mais escutadas no dia por usuários de internet, vasculhando redes sociais como o Twitter e redes P2P.
Fuçando no dito cujo, descobri que no ranking de hoje se encontravam boas novidades, como uma música nova que o Sufjan Stevens lançou em seu blog. “Sofia’s song” foi escrita há anos, durante seus anos de faculdade e a tal Sofia do nome é ninguém mais ninguém menos que Sofia Coppola, ou como prefiro chamá-la, a filha do Francis Ford Coppola. É uma canção bem fofa (ui!) e está disponível para download nesse link aqui, do blog I guess I’m floating.
Outra ótima novidade que achei foi uma música nova dos suecos do The Sounds, ótima banda que lançará disco novo no começo de junho. Pra ouvir “Dorchester Hotel” é só clicar ali em baixo e “apertar” o play na foto da banda (igual a acima) à direita.
Aproveitando o anúncio do line-up dos shows do Blur em julho (o assunto já foi citado aqui, pelo Alex), aí vai um vídeo de 10 anos atrás, com a banda tocando a in-crí-vel “Coffee & TV”, no festival Benicassim:
Ora ou outra, eu me pego pensando em como estarão minhas bandas favoritas em alguns anos. Algumas eu vejo dissolvidas por causa de problemas com drogas (Babyshambles), outras com um ou dois integrantes de sua formação original (Modest Mouse), enquanto outras dezenas de grupos se dividirão em projetos paralelos por causa da exaustão com grandes turnês, como imagino que aconteça com o The Killers. Para o Arctic Monkeys, porém, nunca consegui deduzir um futuro plausível.
Isso acaba de mudar com a nova descoberta dos eficientes tablóides britânicos, que apontam alguns desentendimentos entre Alex Turner e os demais membros da banda. A briga, parece, começou por causa de mulher: Alexa Chung. A namorada de Turner pediu para que o vocalista fosse morar com ela, nos Estados Unidos, onde trabalhará em um programa de TV. Matt, Nick e Jamie, como se podia esperar, não apoiaram.
Atualmente trabalhando em seu terceiro álbum, o Arctic Monkeys teria muito a perder com a mudança do vocalista para um outro continente – mesmo que a decisão fatídica só venha a se confirmar depois do fim das gravações. A situação, como bem notou o The Sun, tem alguma semelhança com o declínio dos Beatles no final dos anos 60 que, para muitos, só veio a acontecer graças à interferência de Yoko Ono, mulher de John Lennon. Que Deus o tenha.
A tendência natural das bandas é, quase sempre, lançar um disco de estréia bem mais pop do que seus EPs indies gravados na cozinha de suas respectivas casas. Isso se deve ao desespero das gravadoras em vender, lucrar e vender mais – e, para isso, é necessário produzir bandas com a maior quantidade de melodias grudentas possível.
No caso do Passion Pit, a interferência maior vem da Columbia Records, que adotou o EP Chunk of Change (originalmente lançado em 2008) em fevereiro desse ano e faz os preparativos para entregar Manners às lojas. O primeiro single, ‘The Reeling’, já teve seu clipe postado aqui. A novidade da rodada é ‘Little Secrets’ que, assim como ‘Reeling’, não me agradou tanto quando às faixas do EP da banda. Talvez seja uma questão de tempo para as duas caírem no loop do meu iTunes.
A música está disponível para download no MediaFire. Caso você brinque de fazer remixes casualmente, está correndo um concurso no MySpace do Passion Pit em que as cinco melhores reedições de ‘Little Secrets’ serão lançadas como b-sides no próximo vinil. Os vencedores ainda ganham um pacote especial.
Trabalhando com programas sociais em prol de mendigos ingleses, o Hot Chip gravou uma versão do clipe clássico de ‘Over and Over’ com a atuação de vinte ex-sem-teto em um abrigo londrino. O trabalho ficou bem interessante:
A banda faz um show secreto em 5 de maio para contribuir com a Crisis, campanha de caridade que arrecada fundos para desabrigados. Outros grupos – como o Bombay Bicycle Club e o The Pipettes – também farão parte da campanha.
Preparem-se, uma bomba de shows internacionais vem por aí. O The Kooks vem em junho, e isso você já sabe. Mas o Teenagers, que toca no PARC Fest (em Porto Alegre) acaba de ganhar companhia.
O line-up do festival patrocinado pela Coca-Cola também conta com Matt and Kim, duo que foi do Brooklyn para o mundo em 2006, com um debut homônimo. A informação saiu no próprio MySpace dos americanos, que mudou o local do evento de ‘PARC Fest’ para ‘TBA’ (to be announced). A apresentação porto-alegrense acontece em 6 de junho, um dia antes da dos Teenagers.
Matt and Kim ainda tocam no Clash Club, em São Paulo, no dia 5 do mesmo mês. Dizem as más línguas que No Age e The View também estão prestes a confirmar sua participação no PARC.
Quem também desce o mapa é Jens Lekman, cantor sueco que tem dois excelentes álbuns em seu histórico e toca em quatro cidades brasileiras também em junho, deixando o Rio de Janeiro de fora do circuito: São Paulo (13, Studio SP), Poro Alegre (14, Santander Cultural), Recife (16, UK Pub) e Curitiba (17, Era Só o Que Faltava).
Para divulgar seu novo aparelho celular, a Nokia está promovendo uma campanha entre blogueiros – e o Move That Jukebox! não podia ficar de fora.
Você já deve ter reparado um novo widget em nossa barra lateral, “Nokia 5800 Comes With Music”, não? Naquele aplicativo, você responde perguntas sobre o novo aparelho da Nokia e soma pontos para o MTJ. Se conseguirmos chegar aos 5800 pontos antes dos outros blogs participantes, vamos sortear quatro ingressos entre os leitores para um evento interessantíssimo: Um concerto misturando música clássica e eletrônica, com DJ Anderson Noise e maestro João Carlos Martins, que acontece em São Paulo no mês que vem.
Você confere todas as informações sobre o Nokia 5800 nesse link, assim fica bem mais fácil de participar do concurso. Boa sorte!
Enquanto o pessoal da HostNet não me dá uma resposta, vamos postando. A gente começa a nova era do blog com o vídeo de ‘Amazin’, do Kanye West, que fabrica novos clipes mais rápido do que a copulação de dois coelhos:
Aproveitando o vazamento do novo disco do Bob Dylan, aqui vai um clássico de seus áureos tempos e um dos vídeos musicais mais influentes da história:
E o Red Hot Chili Peppers já fez uma versão irreconhecível dessa música. Provavelmente nunca vi uma banda impor tanto o seu estilo na (des)construção de um cover.
O título é quase nonsense, mas esse é o caráter desse post: Um lugar para informações curtas, mas valiosas. Aí vai tudo que fiquei devendo pra vocês nos últimos dias.
Alison Mosshart, vocalista do The Kills e do Dead Weather, novo projeto do Jack White, saiu as pressas de um show em uma cidade de Colorado, nos Estados Unidos. A assessoria disse que a cantora teve problemas respiratórios causados pela altitude do município, que fica a cerca de 1,6 mil metros do nível do mar. A gente perdoa, mas isso vira frescura se compararmos ao que os jogadores de futebol passam em Bogotá, quase duas vezes mais alta. Mosshart já recebeu alta no hospital e passa bem.
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Gosta de New York Dolls? Pois se você pretendia ir no show do grupo em São Paulo nesse sábado (25), trate de arrumar outro programa. A banda cancelou a apresentação brasileira graças a “problemas na turnê”, e deve reagendá-la em breve. Para mais informações, acesse o site da Via Funchal.
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Falta pouco pro Dizzee Rascal lançar seu novo álbum, Tongue ‘n’ Cheek, mas enquanto 18/05 não chega, assista ao clipe do novo single ‘Bonkers’, gravado numa parceria com Armand Van Helden:
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Com apenas um integrante da formação original do grupo, o Wolfmother já aprontou 18 novas músicas para um novo disco, que contará com três novos músicos e, conforme as expectativas de Andrew Stockdale, deve sair em Setembro desse ano. Uma dessas músicas, ‘Back Round’, está disponível para download gratuito no site da banda. Ah, o álbum recebeu um nome curioso: Cosmic Egg.
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Miles Kane, colega de Alex Turner no Last Shadow Puppets e integrante do The Rascals, convidou nada mais, nada menos que Gruff Rhys (Neon Neon/Super Furry Animals) para fazer uma participação no próximo álbum dos Rascals, que será supostamente marcado por influências de John Lennon e T-Rex. Parece que vão compensar pelo Rascalize, afinal.
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O Hot Chip espera lançar mais um disco no início de 2010, como contou Joe Goddard à BBC. Segundo o rapaz, a banda está preparando “músicas de clubes noturnos, mas não aquelas que bombam”. Mesmo assim, Goddard diz que saíram grandes clássicos desse quarto álbum. Sinceramente? Eu duvido.
Em 2005 foi lançado o disco A certain trigger, de uma certa banda inglesa chamada Maxïmo Park e que chamou a atenção de muita gente (inclusive a minha) com um indierock veloz e “esperto”, seguindo a linha de bandas conterrâneas e contemporâneas como The Pigeon Detectives e The Rakes. De …trigger surgiram vários hits como “Apply some pressure”, “Graffitti” e “Going missing”.
A expectativa pro sucessor do debut do Maxïmo Park estava criada. Aí, em 2007, o quinteto de Newscastle lançou o ótimo Our earthly pleasures. Com faixas excelentes como “Our velocity”, “Girls who play guitars” e “Books from boxes”, o disco entrou na minha lista pessoal de melhores daquele ano e a banda passou a ser integrante certa no meu mp3player.
Dois anos depois de …pleasures, a banda volta com mais um disco, terceiro da carreira e agora produzido pelo lendário Nick Launay, que já produziu desde Gang of Four até YYYs, passando por Talking Heads e Silverchair. O álbum se chama Quicken the heart, será lançado oficialmente dia 11 de maio e mostra uma banda visivelmente mais amadurecida, com todos os prós e contras que isso possa sugerir.
“Wraithlike” abre Quicken e, apesar de nenhuma surpresa gerada no ouvinte, também não decepciona ninguém. Quando ouvi a segunda faixa, “The penultimate clinch”, conclui que provavelmente nunca havia escutado uma abertura de música tão parecida com Joy Division que, bem, não fosse realmente Joy Division. Em seguida vem o primeiro single do disco, “The kids are sick again”, com o vocalista Paul Smith, envolto num clima post-punk demais para os padrões da banda, nos dizendo que não se importa de perder o auto-respeito, pois ele já fez isso antes e faria novamente (!).
A trinca de músicas que se segue é bastante fiel à toda climática do disco e se encaixam perfeitamente, sugerindo possíveis futuros singles. Destaque para “Calm”. Das 6 faixas restantes no disco,destacam-se “Roller disco dreams” e… bem, só essa. E talvez, com um pouco de boa vontade, a última do álbum, “I haven’t seen her in ages”. E é justamente aí que Quicken the heart peca. Depois de um começo promissor, mostrando uma banda madura e com uma sonoridade que mistura a vitalidade e euforia características do grupo mais a influência por essa nova “onda” que assola a Grã-Bretanha e que mostrou ao mundo ultimamente bandas como Glasvegas e White Lies, o Maxïmo Park se perde na segunda metade do disco e nos decepciona um pouco com um lado meio preguiçoso.
Quando o álbum acaba, a sensação é a de que não existem hits diretos e “fáceis”. O primeiro single, apesar de ser muito bom, não tem a vibração e urgência de “Apply some pressure” e “Girls who play guitars”. O que faz de Quicken um daqueles discos em que você começa a escutar e gostar mas, a partir da metade, soa repetitivo e sem novidades. Uma pena pra uma banda com tanto potencial. Mas ainda assim vale a pena uma conferida, pela seis faixas iniciais do cd. Depois disso, é aconselhável a mudança pra algum dos dois trabalhos anteriores do Maxïmo Park.
O Alex postou um link pra download do disco na comunidade do MTJ!, ok?