Arquivo para June, 2009

Jun 29 2009

Jens Lekman pegou H1N1 em passagem pela América do Sul

Ai, deixa eu ver se estou com febre…

A Gripe Suína, a.k.a. H1N1, acaba de ficar bem mais cool, com uma vibe indie e pitada sueca: Em seu site, Jens Lekman revelou que virou mais uma vítima do vírus. O cantor passou pela América do Sul recentemente, entre 13 e 20 de junho, quando fez uma turnê de seis shows por aqui. Só no Brasil foram quatro apresentações.

Levando a doença na brincadeira, Jens a chamou de “um souvenir da América do Sul”. O cantor escreveu o seguinte:

Eu estava atravessando o Atlântico quando as coisas começaram a ficar muito ruins. A febre trazia alucinações e me fazia tremer como uma folha. Aí eu agarrei a camisa de um comissário da Air France: “Não estou me sentindo bem, preciso de um médico”, eu disse, e a resposta veio como uma mistura brilhante de ansiedade de morrer e mediocridade francesa: “Ah, sim… Terminal D… talvez seja o caso de ir lá quando pousarmos”. A partir daí os comissários e aeromoças começaram a mudar seus caminhos. Um anel de acentos vazios se formou em volta de mim. Os olhos das pessoas tinham uma expressão gentil, mas determinada, dava pra ler “Coitadinho, eu realmente quero que você melhore mas se vier pra perto de mim ou do meu filho eu vou ter que te esfaquear com essa faca de plástico”. Eu levantei e fui ao banheiro, onde desmaiei.

Lekman terá de ficar isolado pelos próximos dez dias, mas não terá nenhum show cancelado. Sua próxima apresentação acontece em 9 de julho no Trenan Festivalen, da Noruega. Late of the Pier, The Whitest Boy Alive e Ida Maria também estão no line-up do evento.

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Jun 29 2009

Spoon – Got Nuffin EP

O Spoon estava de férias dos estúdios desde 2006/2007, quando gravou e lançou Ga Ga Ga Ga Ga. O álbum, apesar de não se diferir muito de seus antecessores, compilava excelentes músicas e, além de motivar os organizadores do Festival Planeta Terra a estender sua turnê ao Brasil no ano passado, encantou os fãs, que criaram boas expectativas em torno do lançamento de um novo disco. E aí, justo quando todo mundo estava ansiosíssimo por material novo da banda, os caras fizeram um EP que ensina, passo a passo, como não se deve fazer um EP quanto todo mundo está ansiosíssimo por material novo da sua banda.

spoon

Got Nuffin vazou menos de uma semana antes de seu lançamento, agendado para 30 de junho, mas soa como um daqueles registros que jamais deveriam ter encontrado a luz do dia (/drama). Em seu tracklist, três faixas acrescidas de um remix promocional, ‘Tweakers’, que não melhora a sonoridade das batidas repetitivas e chiadas de sua versão original. ‘Stroke Their Brains’, música de número três, pode ser confundida com uma versão mais crua e abatida de ‘The Ghost of Your Lingers’, o que não faz dela uma canção para ser lembrada ou ouvida com frequência. A menos que o shuffle do seu iTunes conspire contra você.

O nome do EP foi muito bem escolhido, afinal, já que ‘Got Nuffin’ é a salvadora do disco. Tudo parece fluir muito bem nela: A voz rouca de Britt Daniel se encaixa perfeitamente no instrumental denso, que forma uma ótima estrutura para a negatividade das letras – “I’ve got nothing to lose but darkness and shadows; I’ve got nothing to lose but loneliness and patterns’. Dá até pra lembrar de ‘The Delicate Place’, do Gimme Fiction.

Got Nuffin EP aposta na crueza, no desleixo, mas não vinga e morre como um disco vazio demais. Mesmo assim, ainda dá pra recomendar a música título, se você não estiver muito ocupado.

Nota: 2.0/5.0

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Jun 29 2009

Clipe: Moptop – Bom Par

Cara, o Moptop gravou um clipe no zoológico! E, assim, não foi só no ambiente externo do negócio, mas a banda chegou a tocar dentro da gaiola de um tigre-de-bengala COM UM TIGRE-DE-BENGALA DENTRO! A música é ‘Bom Par’, uma baladinha romântica de Como se Comportar, do ano passado:

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Jun 29 2009

Kings of Convenience e seu terceiro disco

Por Neto

KoC

E minha segunda-feira acaba de melhorar exponencialmente depois desta notícia via “cartão postal virtual”, postado no site oficial do Kings of Convenience:

Queridos fãs!

Boas coisas acontecem para os que esperam. Sabemos que demorou um pouco mas finalmente terminamos nosso terceiro álbum. Ele será lançado no final de setembro e depois disso, entraremos em turnê. O álbum foi gravado em estúdios na Itália, Bergen e no apartamento de Erlend. Vejo vocês em breve!!!

Está aí uma boa novidade pros fãs do duo norueguês que, assim como eu, esperavam anciosamente pelo sucessor do fantástico Riot on an empty street, de 2004.

Então, vejamos: final de setembro com discos novos do Muse E do Kings of Convenience!!! Não se esquecendo que um mês antes tem o lançamento de Humbug do Arctic Monkeys, né?! Oh, God…

E pra quem está com saudades do KoC, ou simplesmente nunca escutou a banda:

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Jun 28 2009

Idlewild – Post Electric Blues

Por Neto

Bem, eu não conheço muito sobre a banda Idlewild, por isso recorri à Wikipedia e descobri que ela é formada por cinco integrantes, foi criada na Escócia há 14 anos e já tem em sua discografia 6 discos lançados!

Por que diabos eu resolvi falar sobre uma banda que eu só conhecia através de uma única (e ótima) música? Porque eu estava evitando ter que estudar procurando por lançamentos na internet e me deparei com um chamativo post que dizia “Novo disco do Idlewild” e resolvi dar uma chance ao dito cujo, sem muitas expectativas. E, pra minha absoluta surpresa, me deparei com um dos melhores discos que escutei em 2009 (sim, eu sei que eu falo isso bastante, mas é verdade. Haha)!

iw-peb

Post Electric Blues é o nome da razão pela qual eu escrevi esses dois parágrafos inúteis acima. O sexto disco do Idlewild mostra uma banda aparentemente de bem com a vida e mais disposta do que nunca pra fazer boa música. Usando ótimas influências, o quinteto escocês cria canções que vão desde um rock mais direto e sem firulas, como em “Dreams of nothing”, até a calma e acústica “(The night will) Bring you back to life”, que lembra Fleet Foxes, aliás.

Dentre as outras músicas do disco, ainda tem a belíssima “Take me back to the islands”, que conta com um arranjo de cordas se encaixando perfeitamente bem enquanto o vocalista Rodd Woomble ganha a companhia de uma linda e doce voz feminina. Também vale a pena mencionar “All over the town”, cuja base é toda em cima de um riff de guitarra bem, hã, oitentista e que tem um dos melhores refrões do álbum.

idlewild

Post Electric Blues é um daqueles discos em que você simplesmente não consegue achar nenhuma música ruim. Podem haver, claro, algumas melhores do que outras, mas como um todo, o álbum se sustenta muito bem e é recomendação certeira pros ouvintes de R.E.M, Starsailor, Wilco, Gomez e por aí vai…

Post Electric Blues é um daqueles discos que faz você procurar por toda a discografia da banda em questão, que é exatamente o que eu irei fazer agora.

Nota: 4.0/5.0

(Já sabem, né? É só ir na comunidade de downloads do MTJ! pra baixá-lo)

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Jun 26 2009

Vídeo: Wilco – You and I ao vivo, com Feist

E o escândalo que foi a Feist fazendo um bico no show do Wilco, em Los Angeles? Escândalo no bom sentido, claro, porque parece que nada de ruim pode vir desses dois. ‘You & I’ passa longe de ser uma música de quebrar a casa, mas sem dúvida dá uma aquecida no coração. Olha só:

Essa foi a primeira vez que o encontro aconteceu ao vivo. ‘You & I’ é uma das faixas de Wilco (The Album), o fantástico novo disco da banda.

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Jun 26 2009

Retorno de Blur terá gravação ao vivo

Por Nathália

blur

Se você é fã do Blur, deve estar contando os dias para que julho chegue logo. É que o comback oficial da banda acontecerá em dois super antecipados shows no Hyde Park, em Londres, nos dias 2 e 3.

Os sortudos que estarão lá lotarão o YouTube de vídeos amadores, o que, para qualquer fã, já é de bom tamanho, já que dá um gostinho do que se pode esperar dos rapazes de agora pra frente.

Mas, se você é como qualquer mero fã brasileiro e não poderá estar lá, a banda tem a solução para todos os seus problemas (mentira, só para este): através da Blur store, você já poderá comprar, em pré-venda, os CDs duplos com fotos e, é claro, o aúdio das tão aguardadas apresentações, por apenas £15.00, o que lhe dará, também, direito às MP3. A compra só poderá ser feita pela internet.

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Jun 26 2009

Coca-Cola reúne adolescentes e enrugados em festival de Porto Alegre

Texto: Fernando Corrêa e Ana Luiza Bazerque

Foto: Coca-Cola PARC

cocacola

Coca-Cola Parc

Porto Alegre, 5 a 7 de Junho

O Coca-Cola PARC reuniu, ao longo de três dias, programação para todos que tivessem um mínimo de curiosidade por música pop, de pré-adolescentes a velhos fãs de rock, de gente que só queria curtir o embalo hype do electro a pensadores do mercado independente. Além de shows muito bacanas, um ciclo de palestras sobre música levou produtores e envolvidos com o mercado fonográfico ao auditório do Museu Iberê Camargo, de frete para o Lago Guaíba, cartão postal de Porto Alegre. A produção trouxe gente de peso como o músico e produtor Benjamin Taubkin, o presidente da MTV Brasil, Zé Wilson, e o produtor Carlos Eduardo Miranda. Cada sessão relacionava música a outros temas, como tecnologia, economia, sociedade e internet. Ao contrário do que se poderia temer, cada um dos participantes soube trazer, dentro de seus conhecimentos, propostas para o novo mercado em transição da música. Como é o caso do Espaço Cubo, criado na cidade de Cuiabá, que desenvolveu uma série de estratégias visando o desenvolvimento do mercado cultural no Mato Grosso, onde a cena independente era inexistente na década de 1980. Após os debates, a melhor coisa a se fazer era curtir os shows que rolaram no Circuito Noturno: o californiano No Age, o nova-iorquino Matt and Kim, o cuiabano Vanguart e o curitibano Copacabana Club foram alguns dos grupos que, na sexta feira à noite, ocuparam diversos bares da cidade.

O som do No Age é rápido, tosco e direto. Randy Randall toca guitarra como um adolescente, Dean Spunt canta com um ar niilista, um tanto geek, enquanto espanca sua bateria. O som transita entre o Descendents, o Black Flag e o indie rock. Por pouco tempo, já que o show explosivo dos caras não durou muito mais que meia hora.

Donos de músicas bacanas, de veia punk pulsante por trás da estética eletrônica dos teclados, não é a veia musical, no entanto, que impulsiona a performance dos nova-iorquinos Matt and Kim. É a alegria, tão intensa nos sorrisos constantes da dupla, que faz do show deles uma experiência tão empolgante. Ao fim dos curtos 40 minutos em que enfileiram canções como o hit “Yeah Yeah” e a contagiante “Daylight”, ainda sobrou muita energia. No melhor estilo “free hugs”, a paz e amor cool do Brooklyn acolhe a todos em abraços calorosos. Antes do fim com gosto de prematuro, Kim surfou em cima do público ao som do riff clássico de Sweet child o mine.

Foram seguidos pelo Copacabana Club. Enquanto fãs do CSS podem implicar com a performance inspirada em Lovefoxxx da vocalista Caca V, basta tomar isso como uma característica positiva e o show se torna uma surpressa muito boa. O que falta no CSS e sobra no Copacabana? Uma pegada brasileira escondida por trás do som super contemporâneo do quinteto. Por vezes lembra mais Jorge Ben, noutras, mais soul, e muita gente nem deve se dar conta disso. Intencional ou não, a caracterísitca torna o som dançante mais acessível aos ouvidos menos habituados ao electro rock.

O Vanguart, representante folk do festival, fez uma apresentação grandiosa num palco diminuto. Cada vez que uma canção era executada, era entoada como fosse um hino. Se destacaram “Cachaça” e “Robert”, que tiveram a participação de Arthur de Faria na gaita, “O Mar”, obra prima de Dorival Caymmi e, como jamais poderia faltar, a fina ironia de “Semáforo”. Sem contar o encerramento primoroso com um cover de “Dig a Pony”, dos Beatles. Talvez a estrela do PARC tenha sido o palco Underage, voltado para o público de 12 a 18 anos. A galera de espinha na cara pôde conferir bandas de renome daqui e de fora, como Pitty, Cachorro Grande, os franceses The Teenagers e os ingleses The View. Foi música demais.

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Jun 26 2009

Michael Jackson, The One

O mundo está de luto. A frase que parecia inimaginável está sendo pronunciada por todos os cantos do planeta. Michael Jackson morreu.

E se pararmos para pensar é algo realmente difícil de se dizer. Para mim e milhões de pessoas Michael não simplesmente morre, ele não é humano, Michael Jackson é Michael Jackson.

Certo que ele não era mais o mesmo do auge, passou por polêmicas, problemas, julgamentos. Mas estes são detalhes que não desenriquecem a história do rei que Michael foi, por suas músicas, dança, clipes, inovações, sua criatividade e o mais importante, a busca pela perfeição em tudo que fazia, que não preciso nem dizer, era alcançada.

É inegável que ele influenciou a cultura de todo o planeta de algum modo, o mundo não seria o mesmo se aquela criança que liderava os Jackson 5 nos anos 60/70 simplesmente parasse de cantar e fosse fazer qualquer outra coisa na vida. Mas pensando bem, de um jeito ou de outro ele seria o que foi. Michael é um predestinado, ele nasceu com o dom, e com toda certeza soube aproveitá-lo. Nós agradecemos.

Dizem que as grandes estrelas mesmo depois que já não existem mais, continuam brilhando por milhares de anos. C0m certeza Michael é uma dessas, a mais brilhante delas, que reluzirá para sempre. O gênio do pop é imortal.

Uma homenagem do Move That Jukebox! ao maior fenômeno que a música já viu.

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Jun 25 2009

R.I.P. Michael Jackson / 1958-2009

MJ3

Michael daria início a uma nova turnê mundial em julho, tendo vendido todos os tickets para os shows. Embora alguns sites tenham confirmado a morte do pop king, a CNN e outras fontes ainda dão o cara como vivo. E agora?

Alguns twitts sobre o assunto:

@flaviadurante: MICHAEL JACKSON DOS BROTHER / SE VC QUER QUE MICHAEL VIVA RT ESSA MSG PARA 5 BROTHER!!!

@toloi: E aí, quando será a cerimonia de conclave pro novo papado pop??? Justin Timberlake, 1 voto.

@lilyroseallen: No fucking way

@fseixas: Se Jacko nos deixar, sugiro todos fazermos um moonwalking de mãos dadas por 500 metros. (via @parodi)

@rafinhabastos: Michael Jackson morreu! QUEM VAI COMER OS NOSSOS FILHOS???

@heec: Vou dirigir a cinebiografia dele. #faleiprimeiro

@Tonobohn: Michale Jackson viu um menininho tão lindo na rua que parou de respirar…

@Neto: Sabe o que é triste? O Michael Jackson morre e o Sarney não morre.

@gabibianco: Michael tá vivo na CNN e no NYTimes. UOL, G1, Perez Hilton já mataram o cara.

@chicorei: cuidado, anjinhos do céu…

(no twitter falei que seriam 10 twitts, mas vou continuar aqui por que o negócio tão bom…)

@imogenheap: Oh my god!!! Have you heard?? Michael Jackson! Please please I don’t want him to die. Arghh! Hang on Michael. It’s not time! Oh!!!!

@SaraBareilles: I’m sad that Michael Jackson died. And Farrah. What a weird day. I’m going to eat cheese and watch CNN. Sniff.

@fseixas: Sério, estou de luto. Mas vou vestir branco #mjrip

@gabibianco: Pronto, posso ir pra casa. Vou fazer moonwalk no trem. #longlivemichael

@Finor: ele volta em 2012 #michaeljackson

@s6xtoandar: primeiro preto, depois branco e agora é cinza.

@calvinharris: I can’t believe it, Michael Jackson rest in peace

@workforfood: How long until someone come up with a website to turn your avatar whitish?

@popmata: Fátima Bernardes vacilando. Michael morreu e tá mais esperto que você, vadia. (achei engraçado, haha)

@sound3vision: Comunidade Adeus Michael no orkut: descrição: morreu hoje, michael jackson, um musico, compositor, estrupador e ex negro.

@dierkes: Is Michael Jackson alive? http://ismichaeljacksonaliv…

@mpnevess:  you know who’s having a bad day tomorrow? ticketmaster

UPDATE: CNN CONFIRMOU! :/

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Jun 25 2009

MGMT toca três inéditas em Memphis

Pelo início do mês, em 11 de junho, o MGMT se apresentou em Memphis (US) e aproveitou a passagem pela cidade pra tocar três músicas inéditas, que foram gravadas em boa qualidade por um fã. E foi aí que o Lívio encontrou os vídeos e postou lá no Bloody Pop. Como minha internet não quer colaborar, vou ficar devendo uma opinião sobre as novas músicas. Dessa vez, vamos inverter os papéis e você vai me dizer o que achou. Que tal?

‘Congratulations’, ‘It’s Working’ e Dan Treacy’ estão entre as faixas de Congratulations, disco que está sendo gravado em Malibu e deve ser lançado em janeiro do ano que vem.

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Jun 25 2009

Você assina a newsletter do The Name?

assonanceTalvez você não conheça o The Name, banda simpática que entrevistamos em meados de 2008 e que lançou um EP bom demais esse ano, então essa pergunta deixa de ser pertinente, mas insisto: Você assina a newsletter do The Name? Bem, se a resposta for positiva, você começou a entender mais um pouco sobre a tal promoção que venho comentando nas entrelinhas daqui e em posts no Twitter, né?

Se você não tem idéia do que eu to falando, aí vai o que a banda mandou em seu último email:

Move That Jukebox irá sortear “Assonance” autografado!

Fiquem ligados, o site Move That Jukebox (http://www.movethatjukebox.com) estará sorteando vários cds de várias bandas legais nas próximas semanas, dentre eles o EP Assonance!

Acessem e fiquem de olho!

E aí, ficou curioso pra saber quem tá dento do nosso pacote? Então vai ter que esperar . Ainda faltam quatro (!) CDs pra chegar, porque os Correios resolveram baleiar logo quando eu mais precisava deles. Ao todo, serão dez discos autografados que você poderá ganhar. Agora me diz: Já viu algo assim em algum lugar? Nãããããããããããããããão.

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Jun 25 2009

Friendly Fires lança single de Samba

O vocalista Ed Macfarlane disse à NME que em agosto pretente lançar o single “Kiss of Life”, com gostinho de Brasil. Segundo ele,  o novo single, produzido por Paul Epworth, está recheado com o tradicional ritmo brasileiro. A banda tem se apresentado acompanhada da London School of Samba, com direto a mulatas, penas e gente semi nua, e desde então vem tendo algumas idéias.

O grupo sempre teve uma quedinha pelos ritmos do país-tropical-abeçoando-por-Deus-e-bonito-por-natureza, como já foi dito aqui.

Além disso, o frontman disse que está com dos dedos cruzados para a turnê na América do Sul, e que eles provavelmente irão tocar em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, em Santiago e mais algum outro lugar ainda não definido no Chile. As apresentações em SP e RJ acontecerão no Popload Gig 2, de Lúcio Ribeiro, em agosto.

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Jun 24 2009

Confirmado: Cat Power também vai tocar no Rio de Janeiro

Cat Power no Tim Festival paulista de 2007, com o recado de um fã (por Yasmin)

Com ingressos um pouco mais caros do que os de São Paulo, o HSBC Arena vai receber Chan Marshall (a.k.a. Cat Power) em 19 de julho, no Rio de Janeiro – um baita presente para os cariocas, que já pensavam em desembolsar uma grana pra sair do Estado e assistir a cantora no Via Funchal um dia antes.

Depois de trocar Marshall pelo Arctic Monkeys no Tim Festival de 2007 (o que, ao menos pra mim, foi uma escolha óbvia), acho que dessa vez aproveito as férias pra ir ao show da moça. Dizem que vale  a pena, né? Se você também se interessou, pode ir adiantando seu ingresso no site do Via Funchal (as inteiras vão de R$60 até R$300) ou se segurar até o dia 29, próxima segunda-feira, quando os tickets pra assistir Chan começam a ser vendidos no Rio, pelo ingresso.com (de R$80 a R$320).

*Catei aqui, ó

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Jun 23 2009

Kasabian ao vivo!

Por Neto

Se você, assim como eu, se apaixonou pelo novo disco do Kasabian e tem ele como “audição obrigatória” por pelo menos uma vez por dia, vai passar também um bom tempo diário assistindo a apresentação da banda num programa de tv francês (eu acho) na semana passada.

O quarteto (sexteto, ao vivo) inglês tocou 5 músicas novas (“Fire”, “Vlad the Impaler”, “Where did all the love go”, “Underdog” e “Fast fuse”) e “Shoot the runner”, do disco anterior.

Não tem como não se arrepiar com a banda tocando impecavelmente as músicas de The West Rider Pauper Lunatic Asylum e com o guitarrista Sergio Pizzorno segurando o grito do refrão de “Fire” por quase 10 segundos! Depois dessa performance, tive que adicionar mais um nome na minha lista de shows que eu “não morro sem antes ver…”.

É só clicar nos links abaixo pra ver os outros vídeos. (Quem achar o áudio da apresentação pra download, avise nos comentários, por favor!)

Vlad the Impaler
Where did all the love go
Fast fuse
Shoot the runner

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Jun 23 2009

Clipe: Lily Allen – Fuck You

Arnaud Boutin e Clement Dozier são os nomes dos geniais diretores de ‘Fuck You’, clipe novo de Lily Allen. A música, lançada no recente álbum It’s Not Me, It’s You, é uma crítica aberta a George W. Bush (ou será ao PNB?), presidente dos Estados Unidos quando a faixa foi escrita.

Filmado em primeira pessoa, o vídeo mostra um pouco da vida de Allen, desde quando a moça escova os dentes até suas passagens por outros países. Enquanto caminha, Lily vai, uhn, “editando” os passantes – uma bunda maior ali, pernas mais longas acolá -, como se usasse um daqueles aplicativos de edição de imagem do iPhone. Interessantíssimo:

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Jun 23 2009

Coldplay e The Killers em Novembro

Pelos menos, é o que diz o pai-de-santo Lúcio Ribeiro.

Segundo ele, uma de suas fontes secretas teria confirmado Coldplay na América do Sul, com 5 shows no Brasil. Aí, o Killers andou dizendo lá nas terras da rainha que ia fazer uma turnê com Chris Martin e sua turma. Foi só somar: 2  + 2 = turnê conjunta no Brasil.

Vamos torcer pra que as previsões do Pai Lúcio estejam corretas /dedoscruzados.

Ok, eles estão over. Fase chatonga e tudo. Mas não deixa de ser legal saber que as duas bandas que “um dia foram ótimas e agora pensam que são o U2″ vão excursionar juntas pelo Brasil em novembro. A informação começou como boatinho em blog de fã argentino do Coldplay, em março, e espalhou um pouco pela internet. Mas ninguém deu bola. Aí, primeiro, gente boa dos bastidores do rock confirmou o Coldplay na América do Sul. Argentina, Chile, Colômbia. No Brasil, parece, seriam cinco shows. Mas só o de São Paulo estaria com tudo acertado. Depois, no Chile, rolou a história de que o Killers iria tocar aqui no continente também em novembro. Duas semanas atrás, o Brandon Flowers, do Killers, disse na imprensa inglesa (eu soube, não li) algo como fazer uma turnê conjunta com Coldplay. Bingo.
Vamos ver como isso vai rolar mesmo. Os shows de São Paulo não sendo no Anhembi…

* Uma coisa não tem nada a ver com a outra, PARECE. Mas o festival Planeta Terra foi oficializado na semana passada. Acharam um lugar gigante para substituir a Vila dos Galpões, onde o evento acontecia. Data provável: 14 de novembro. Mas, enfim: Planeta Terra, Coldplay + Killers, tudo em novembro.

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Jun 23 2009

Editors revelam data de novo disco

Por Nathália

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Após revelarem, no começo do mês, o título de seu próximo disco, os Editors já têm uma data para o lançamento: 21 de setembro.

O terceiro álbum da banda, intitulado In This Light And On This Evening, teve como principal inspiração a cidade de Londres, como conta o vocalista Tom Smith:

Na verdade, eu acho que está em toda música. Na hora e lugar certos, sob a luz certa e na noite certa, uma coisa que você já viu mil vezes ainda pode te deixar sem fôlego.

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Jun 23 2009

Capa de Humbug revelada

Por Neto

Arctic Monkeys are pleased to reveal the artwork for their new album ‘Humbug’, released on Monday 24th August in the UK…

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Agora só faltam as músicas, né? Ê agosto que não chega rápido!

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Jun 22 2009

Sangue, Suor e Diversão: Não é Carnaval, é Bonde do Rolê

Texto: André Vinicius
Fotos: Diana García e Will Reichelt

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Bonde do Rolê em Sydney, 2008

Show do Bonde do Rolê em São Paulo é praticamente show internacional. Embora Rodrigo Gorky sempre dê as caras por aqui, seja na festa Crew ou em qualquer outro DJ set, show da banda mesmo é raro de se assistir em SP. Ao entrar no Studio SP na Augusta, você se depara com pôsteres de shows do passado, quando ele ainda era na Vila Madalena. Cansei de Ser Sexy em janeiro de 2006, Hurtmold em 2005 e até o próprio Bonde do Rolê, que tocaria na casa mais uma vez nesta noite. Porém, o pôster contava ainda com a Marina. Uma saia-justa? Talvez. Encarei como uma ironia do destino.

O DJ já aumentava os BPMs perto das 2 da manhã preparando o público pro show. Público que, por sinal, lotava a casa e mais ainda, se espremia perto do palco como num show de rock. Gorky sobe ao palco primeiro, fantasiado de enfermeiro (ou açougueiro?) e já se posiciona atrás do CDJs, que trariam muita animação mais tarde. À primeira batida característica do som do Bonde, a galera vibra.

Podem falar que Laura e Ana não têm voz pra cantar – e não têm mesmo -, mas as duas estão cada vez mais confortáveis no papel de front-women e, pouco a pouco, vão adquirindo o respeito de todos aqueles que reclamam ainda da saída de Marina. Ainda em dúvida se eles estão fantasiados de enfermeiros ou açougueiros, a única certeza que eu tenho é que a encenação com sangue falso, que pode parecer banal à primeira vista, encaixou totalmente com a “pilantragem” (segundo o próprio Rodrigo) da banda.

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Dá pra ter uma idéia do que eu quis dizer com “sangue”?

Ao som das já conhecidas“James Bond”, “Geremias” e “Tieta”, cantadas em uníssono, você percebe que eles realmente têm algo de especial. Seja pelo ar de irresponsabilidade ou simplesmente por eles não terem vergonha de se divertir, é muito legal estar num show do Bonde. Quando “Office Boy” começa, um princípio de mosh pit surpreende a todos. MOSH num show de funk. Incrível. Tocam algumas músicas novas, muito bem apresentadas por Ana, com refrões como “Meu piru pra fora” ou algo parecido. Típico. O som da banda não vai mudar no próximo disco.

Pedro está cada vez mais cativante e  seguro do seu papel no palco, as danças a 3, as simulações de sexo de forma escrachada, tudo se encaixa, nada parece forçado. Eles são isso mesmo. E isso é muito legal. Pedro joga sangue falso no público, Ana beija um dos rapazes da primeira fila, Laura tem que se esquivar dos mais atirados e Rodrigo, que na maioria das vezes fica lá quietinho atrás dos seus CDJs, grita e dá uma energia extra em algumas músicas (como se precisasse).

O ápice vem com “Solta o Frango”, quando aproximadamente 50 pessoas sobem ao palco pra cantar e dançar junto com eles (esse que vos escreve não resistiu e também subiu). Intenso, divertido e inesquecível. Depois do alvoroço, o povo desce do palco e o bis vem direto, sem eles precisarem sair.

E algo especial acontece nessa hora. “Melo do Vitiligo”, uma música que brinca com algo não engraçado e que foi o primeiros sucesso do Bonde, é cantada por todos com aquela sensação de ser já um clássico. Imagine “Supersonic” do Oasis, “There’s No Other Way” do Blur e, pros mais jovens, “Somebody Told Me” do Killers ou “I Bet You Look Good on the Dancefloor” do Arctic Monkeys. Eles já tem seus Top 40 hits na Inglaterra e seu “clássico” com os fãs. O que mais falta pro Bonde do Role?

Honestamente, eu não sei. Mas espero que muita coisa ainda venha.

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Jun 22 2009

Arctic e McCartney devem passar pelo Brasil em 2010

Depois de muito suspense, parece que a notícia já é certa: Sir Paul McCartney vem mesmo ao Brasil em 2010. A nota de quase-confirmação saiu no Radar On-Line, onde também se diz que Paul passará apenas por Brasília (em comemoração ao cinquentenário da capital) e São Paulo em abril do ano que vem. Os shows farão parte da última grande turnê do Beatle, que terá seu setor tupiniquim produzido por Luiz Oscar Niemeyer, o mesmo que trouxe Radiohead e Kraftwerk ao país em março.

Se você tem boa memória, se lembrará que Niemeyer também havia deixado o Rio de Janeiro de lado na turnê  brasileira do Radiohead, apenas incluindo a capital fluminense no circuito por insistência da própria banda. Será que McCartney também vai dar um empurrão no produtor para agradar os cariocas?

Curioso é que a notícia da apresentação veio a tona justo na semana em que Paul completava seus 67 anos. Quem ganhou o presente fomos nós.

Os fãs de Arctic Monkeys também podem vislumbrar uma oportunidade de ver a banda no país por uma segunda vez em 2010. Segundo Paulo Terron, que entrevistou o baterista Matt Helders nessa última semana, a turnê do próximo álbum está com um buraco que pode ser tapado com apresentações na América do Sul. A entrevista completa estará na edição de julho da Rolling Stone. É muita notícia boa pra um post só, deus.

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Jun 22 2009

Ludov e a Caligrafia

Por Neto

O Ludov, uma das melhores bandas surgidas nesta década na cena indie nacional, está com disco pronto para ser lançado. Caligrafia será o terceiro LP da discografia da banda, que ainda conta com o debut de 2005, O Exercício Das Pequenas Coisas, e o ótimo Disco Paralelo, lançado em 2007.

ludov

De acordo com a Rolling Stone Brasil, o grupo se reuniu por 3 semanas num sítio e só lá começaram a pensar em riffs, letras e tudo mais. O resultado da experiência foram 20 músicas, das quais 12 irão fazer parte do novo trabalho. Mas, como tá na moda ultimamente, as sobras de estúdio também devem ficar ao alcance dos fãs eventualmente, vindas na forma de algum EP ou algum pacote para downloads, presumo eu.

Caligrafia está previsto pra ser lançado fisicamente em julho e via streaming (ou download, não sei ao certo) pelo site oficial da banda no fim de junho.

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Jun 22 2009

Tudo azul pela mudança climática

Por Nathália

Luke Pritchard/Kooks

Fatboy Slim, Jarvis Cocker, Little Boots, VV Brown, Tom Smith (Editors), Luke Pritchard (The Kooks – acima) e Get Cape. Wear Cape. Fly se pintaram de azul para apoiar a Oxfam em sua mais recente campanha na luta pelo planeta, que hoje sofre com as mais diversas mudanças climáticas.

Além das fotos, a ONG terá um stand no festival de Glastonbury neste final-de-semana, onde os participantes terão sua cara pintada e, após tirar uma foto, aparecerão na galeria do site oficial.

Little Boots disse:

Não fazer nada não é a resposta para se lutar contra as mudanças climáticas. Vá de azul e exija que o primeiro-ministro assuma a liderança em proteger as pessoas desse lindo planeta e dê adeus às mudanças climáticas. Se todos fizerem sua parte, poderemos salvar o planeta.

Clique aqui para ver o restante das fotos.

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Jun 22 2009

Bloc Party lançará novo single

Por Neto

E a inquietude do Bloc Party não para de render novos trabalhos. Dessa vez a banda lançará, em 10 de agosto, um novo single chamado “One more chance”.

Quem espera um retorno às belas melodias criadas por guitarras e bateria frenética como no ótimo Silent Alarm, debut da banda, terá que se contentar com a influência eletrônica pela qual a banda vem passando já há alguns anos. Tanto que “One more chance” caberia muito bem no último álbum do quarteto inglês, Intimacy, do ano passado.

Apesar de não ser genial, o novo single até que serve pra matar a saudade da banda enquanto um novo disco não é lançado.

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Jun 21 2009

Com muita presença de palco, The Kooks arrebentou Via Funchal

Por Thaís Cristina Souza

Fotos: Isa Fassina e Silvio Tanaka

kooks

Quando anunciaram oficialmente o show do Kooks em terras tupiniquins, meu coração se encheu de alegria e esperança. Mas o tempo foi passando, as coisas se apertando e meu orçamento não colaborando com o encontro entre eu e Luke Pritchard, amor verdadeiro, amor eterno/deborahsecco. Mas aí, o Multishow fez uma promoção, e PELA PRIMEIRA VEZ NA MINHA VIDA INTEIRA, eu estava entre os vencedores.

Sexta feita, 19 de junho, a ansiedade tomava conta do meu ser. Fikdik: se vocês forem perdidos como eu, o site da Cyndi Lauper no Brasil tem umas dicas incríveis de como chegar ao Via Funchal. Bom, 19h30, lá fui eu e o namorado. Depois de alguns minutos perdidos na região da Vila Olímpia, por volta das 20h encontramos o lugar. Um monte de moderninhos, indies e emos reunidos em uma rua. Era ali. Eu fiquei surpresa porque ainda faltavam duas horas para o show e a rua já estava cheia! Algumas cervejinhas e tal. Aí eu pude perceber o público: era todo mundo muito novo. Mesmo. Comecei até a me sentir meio velha com meus 21 anos, porque o pessoal deveria ter no máximo 18! Assim, todo mundo MESMO. Estava até preocupada com aquele monte de menor ingerindo bebida alcoólica (q?). Aliás, público todo muito bem vestido com looks in-crí-veis de inverno. Ok, foco. Enfim, a ansiedade que tomava conta do meu ser agora já me dominava por completo. Já não sabia se eu tremia por frio ou nervosismo.

Hora de entrar. Depois de pegar meus ingressos for free (cof cof) e subir as escadas rolantes do Via Funchal, nos deparamos com uma pista relativamente vazia. Já eram 22h e ainda tinha espaço pra andarmos livremente, a até sentarmos no chão. 22h10 (ou 10:10pm para os mais supersticiosos) abrem-se as cortinas e Luke e sua turma invadem o palco. Todos os grandes sucessos estavam lá: começou com ‘Always Where I Need To Be’ colocando todo mundo pra pular. A seqüência de ‘Matchbox’, ‘Eddie’s Gun’ e ‘Ooh La’ do primeiro CD ganhou o público, e eu já pulava e dançava loucamente e gritava as letras a plenos pulmões (envergonhando o coitado do namorado. Malzae).

O Luke e toda a banda são muito empolgados durante o show. Se movimentando o tempo todo, pulando, gritando e jogando água na platéia. Para ingleses, que têm fama de frios, isso me surpreendeu. Todo um jogo de luzes máaagico interagindo com o público e durante a sexy (ui!) ‘Do you Wanna’ o telão exibia sombras de mulheres que dançavam lascivamente (UI!). Isso foi o suficiente pra fazer a galera ir a loucura e dançar a música como se fosse a última. Eu não sei se era o sotaque fortíssimo dos britânicos, ou a minha localização na pista, mas o som pra mim estava bem ruim. Além de as músicas ficarem meio chiadas (ok, eu não sou especialista, ta?), não consegui entender quase nada do que ele dizia, a não ser as palavras em português-de-gringo: “estámos moito feliz de está aqui”. Oouuunnnnn (L). Espero que alguns de vocês me tirem essa dúvida em relação ao som.

kooks2

E esse cabelo, Luke Pritchard?

Momentos mais marcantes (opinião particular, ok?): ‘Seaside’ (na hora do bis) no violãozinho (Luke pegael); o Luke se jogando na platéia e os seguranças se matando para mantê-lo sob controle e em cima do palco; e o final com ‘Sofa Song’, que é uma das minhas preferidas! Além disso tudo, a banda ainda tocou algumas músicas novas que eu desconhecia. Pesquisando, encontrei os nomes e aí vão: ‘Love Is Like a Rainbow’, ‘Princess Of My Mind’, ‘Watching The Ships Roll In’.

A experiência foi muito válida. Apesar de perceber que talvez eu não tenha mais idade pra ser groupie  de bandas adolescentes, achar a platéia VIP meio injusta (isso é inveja, ok?) e de repente ter um click, uma epifania, e perceber que versos como “a, b, c, d, e, f and g/ well that reminds me of when we were free” não são o que se podemos chamar de geniais, eu AMEI. Seu eu não tivesse ganhado os ingressos teria me arrependido profundamente. A banda tem muita presença de palco, e embora o pessoal que estava mais no meio e no fundo da pista não se manifestasse muito, os inglesinhos não se deixaram abater e foram firmes e fortes até o final. Nosso próximo encontro é no Friendly Fires, né?

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