Quando se trata de música, existem três coisas que me emocionam homericamente: O anúncio de um novo álbum do Radiohead (dãr), a confirmação de shows internacionais no Brasil e, por mais besta que isso possa parecer, ver uma banda estreante com uma agenda lotada no MySpace. Alex Trimble, Kev Baird e Sam Halliday, garotos que formaram o Two Door Cinema Club na Irlanda do Norte há cerca de três anos, se encaixam perfeitamente nessa terceira descrição: O trio tem aproximadamente 35 apresentações agendadas por toda Europa entre 2 de março e 17 de abril para divulgar seu álbum de estréia, Tourist History. E já me adianto: é um discaço pra quem curte electro-pop atual.
Lançado em 2008, o EP Four Words To Stand On já nos dava uma idéia do que esperar do debut do Two Door Cinema Club, mas o trio ficou muito mais interessante em seu full-lengh. Trocando algumas frações de guitarras por um ritmo dançante que flerta (e muito) com a música eletrônica, o grupo encontra-se perdido em algum lugar entre o electro do Delphic e o indie-rock Death Cab For Cutie (nos primeiros momentos de “I Can Talk”, inclusive, a voz de Alex Trimble nos remete imediatamente a de Ben Gibbard).
Mais de uma vez, as guitarras – que formam a essência da maioria das músicas de Tourist History – parecem se inspirar na euforia do Vampire Weekend e, em faixas como “Cigarettes In The Theatre”, a batida afro de Ezra Koenig também dá as caras. Essa é somente uma das dezenas de referências que podem ser encontradas ao longo do disco, já que a originalidade não é bem o forte – ou a proposta – dos irlandeses: Foals, Phoenix, Friendly Fires, Bloc Party e Hockey também parecem marcar presença no álbum, mesmo que seja de forma passageira.
“Undercover Martyn”, lançado como single no final de fevereiro, já merece troféu de melhor música do ano pelo poder de catchiness do seu refrão (“to the basement, people!”), deixando-a pau-a-pau com “Come Back Home”, que exemplifica como seria uma música de Dan Black se o rapaz fosse menos meloso.
“Eat That Up, It’s Good For You”, que abre a dobradinha de finalização do álbum, não se contenta com a genialidade de seu título e vai além, explorando uma mesma vibe easy-listening bem agradável. Honrando os 100% de aproveitamento do disco, o Two Door Cinema Club não deixa a peteca cair (oi?) nem na última música de Tourist History, sem se render ao clima de fim de viagem que costuma assombrar faixas de encerramento. Nem pense em não dar uma chance pra essa molecada irlandesa.
Os mashupeiros andam mais criativos do que nunca: Só os dois trabalhos com Lady Gaga que apareceram recentemente (um mashup com Raconteurs e outro com Muse) já valem ouro. A novidade, dessa vez, é assinada por DJs mais conhecidos: The Hood Internet, duo responsável pelas maiores preciosidades de mashups dos últimos anos.
Os novos alvos da dupla americana são de origens diferentes: De um lado, temos os nova-iorquinos do Vampire Weekend e, do outro, a mezzo-inglesa mezzo-asiática M.I.A. Estica dali, puxa daqui e o resultado final balanceia o instrumental de “Giving Up The Gun” com os vocais de “Sunshowers”. Para baixar, é só dar um pulo no mediafire.
Essa não é a primeira vez que os vampiros se juntam com a moça: Em “Diplomat’s Son”, o Vampire sampleia “Hussel”, do Kala, e também acertou.
O Superpose, banda mais gostosinha (musicalmente, digo) de Florianópolis acabou de lançar o videoclipe de “Sometimes”, do Aurora EP (2009). O vídeo é assinado pela Plural Filmes:
Indo em encontro a todas minhas expectativas com relação a um quarto disco, membros do Arctic Monkeys revelaram que podem repetir a dose e chamar novamente Josh Homme para produzir o próximo trabalho da banda: “Nós adoraríamos trabalhar com ele novamente. Nos divertimos muito [na primeira vez]. Depende. Quando estivermos prontos para gravar novamente, ele talvez também esteja, mas você sabe como é, ele é um homem muito ocupado e muito procurado”, revelou o baterista Matt Helders a BBC Radio 6 Music.
Sobre a vontade de voltar aos estúdios, Matt acrescenta: “É estimulante estar no estúdio. É a parte que mais gostamos. Claro que sair em turnê é fantástico, então eu não teria um sem o outro, mas acho que já estamos prontos para voltar”. E ainda teve declaração até do sempre calado baixista dos Monkeys, Nick O’Malley, que aproveitou a chance para dar alguma dica da possível sonoridade do sucessor de Humbug:
Temos falado sobre algumas ideias, como, por exemplo, fazê-lo [soar] bem rápido. Quem sabe? Definitivamente o vento está favorável, então quem sabe?
Com uma turnê pelos EUA marcada pra abril, a banda só terá tempo para pensar em voltar ao estúdio depois das datas dos shows norte-americanos. E nada de Brasil, por enquanto. Infelizmente.
Lembra daquela banda formada por Thom Yorke, certo? Também presumo que você ainda não se esqueceu daqueles pontos de interrogação que apareceram na frente do nome do músico no cartaz do Coachella, não é? É que na última quinta-feira (25), o músico foi o alvo principal de blogs mundo afora: Nigel Godrich, Mauro Refoso, Flea, Joey Waronker e Yorke são os integrantes da banda Atoms For Peace. O anúncio foi feito pelo frontman do Radiohead, que também aproveitou para mostrar algumas datas dos próximos shows de sua mais nova menina dos olhos. Será que rola um disco de inéditas com essa formação? De acordo com o Bloody Pop, por que não? Um site ainda compilou vídeos do Thom Yorke tocando as músicas novas ontem a noite, em Cambridge, com direito as inéditas “Give Up The Ghost” e “Mouse Dog Bird”. Veja.
Bem, deixando um pouco de lado o Atoms, outra notícia que pôs Yorke e sua turma mais antiga, o Radiohead, em destaque nas discussões online foi o cover de Natasha Kahn – Bat For Lashes, pra quem preferir – para a intensa “All I Need”, que está no In Rainbows, de 2007. Natasha, que abrirá os shows do Coldplay no país no fim de semana, foi acompanhada por um competente quarteto de cordas, fazendo uma emocionante releitura da pérola que é a música do Radiohead. Perde não, ó:
E agora, pra finalizar, ainda no tema “cover + Radiohead”, deixo vocês com “Karma Police“, cantada por uma certa menina de 13 anos, algum tempo atrás. Quem? Kesha, digo, Ke$ha. Sério. Daqui a pouco tá aparecendo vídeo antigo da Lady Gaga mandando um Sonic Youth.
Thiago Pethit já foi assunto no Move That Jukebox várias vezes: Inclusive, seu primeiro e único EP, Em Outro Lugar, foi muito mimado por aqui. É justamente por isso que anuncio, com frenesi, que o músico paulistano lança seu primeiro e aguardado álbum em março, de forma independente. O trabalho, intitulado Berlim, Texas, contou com a produção de Yuri Kalil, co-produtor do aclamadíssimo UHUUU!, do Cidadão Instigado.
Kalil não é a única marca que o grupo de Fernando Catatau deixa no trabalho de Thiago: O músico Regis Damasceno, do Cidadão, toca em duas músicas. O disco ainda tem as participações de Marcelo Jeneci e Hélio Flanders, do Vanguart, que compôs uma das faixas com Pethit e faz os vocais nela. São todos esses convidados que ajudam na formação da atmosfera do álbum, “que poderia estar sendo apresentado na Berlim dos anos 20 ou num Saloom Bar no Texas, ou como agora, aqui mesmo. Daqueles com atrações bizarras que dentre os números musicais aparecem dançarinas de Can-Can, mágicos, circenses e mulheres barbadas”. Mas o músico explica: “Esse não é um disco alegre. É um disco de canções, em sua maioria, melancólicas e nostálgicas e todas, com exceção de uma, bastante confessionais”.
A intensidade que Berlim, Texas parece ter só foi possível, é claro, pela evolução de Thiago Pethit como músico: “Estou mais seguro. Do canto, das letras, até me arriscando mais, tocando piano eu mesmo em uma das faixas”, conta. “Fiz questão de mostrar quem eu sou para que mais adiante entendam quando não for eu, quando não for a minha voz e eu optar por uma brincadeira. Vai ter mais graça”.
Berlim, Texas ganha lançamento independente em 25 de março, conta com 11 faixas (sendo duas delas de Em Outro Lugar e uma regravação de “Fuga Nº 1″) e será distribuido pela Ôlôko Records, também responsável pela distribuição de álbuns como A Vontade Superstar, do Bruno Morais, No Chão Sem o Chão, do Romulo Fróes, e Rádio S.Amb.A, do Nação Zumbi.
Talvez a Up And Coming vire uma coluna de bandas com nomes genéricos e complicadíssimos de se GOOGLAR. Afinal, estamos apenas na segunda semana e, coincidentemente (ou não), a batata quente caiu nas mãos dos Brooklinianos (?) do MEN. Pra quem ainda não conhece, seu som é praticamente um GUISADO de beats eletrônicos e dances, com leves pitadas de rock. Porém é na performance ao vivo que as pintas se destacam: através de um ativismo político e social, eles gritam e esperneiam contra guerras e a favor dos transexuais, opções sexuais alheias ou licença poética. Uma das integrantes já fez parte do Le Tigre num passado não muito distante, e ainda colaborou em projetos b-sides com a Peaches, enquanto outros trabalharam com tipos como Ladybug Transistor e LTTR. Então pra brincar de roda não foi a que eles vieram. “Simultaneously” é a faixa que mais estourou blogosfera afora até agora, mas “Off Our Backs” é igualmente catchy e encaixa suave numa dancefloor. Ouve aí:
Toda quinta-feira, esse espaço promete trazer novas bandas e futuros hypes. Barbara Mattivy, que comanda a coluna, é jornalista especializada em moda, música e comportamento, editora/fundadora do coletivo independente mycool.com.br e DJ nas horas vagas.
O mundo parece conspirar para fazer com que Lady Gaga suba no meu conceito: Primeiro apareceu “Steady Romance”, mashup finíssimo de Raconteurs com “Bad Romance” e, pouco tempo depois, uma apresentação de muito nível nos BRITs. Apesar de já ter alguns meses de idade (sua primeira versão apareceu em dezembro), “Romance Is Running Out” ainda conta como uma boa novidade. Instrumental do Muse (“Time Is Running Out”, caso você ainda não tenho descoberto), vocal da Gaga e uma fórmula bem parecida com a do trabalho de LobsterDust. Ou seja: Uma maravilha.
Depois do mediano Brain Thrust Mastery (2008), que não empolgou tanto, parece que o We Are Scientists está prestes a voltar a ser uma banda boa. Pelo menos, é essa a imprensão que se tem ao ouvir “Rules Don’t Stop”, novo single do grupo que foi transmitido em uma rádio britânica nessa semana.
A música faz parte de Barbara, terceiro disco de inéditas do WAS. A previsão é de que o álbum seja lançado em junho desse ano com as músicas “I Don’t Bite”, “Jack and Ginger” e “Nice Guys”, que podem ser ouvidas abaixo e também parecem ser boas. O download de “Rules Don’t Stop” está disponível nesse link (botão direito, salvar como…), via You Ain’t No Picasso.
Na noite dessa quarta-feira, dia 24, a Brixton Academy londrina foi a casa de mais uma edição do Shockwaves NME Awards, promovido anualmente pelo mais importante semanário britânico: O New Music Express – ou, como a maioria de nós conhecemos, NME. Como costuma acontecer todo o ano, a revista deu prêmios para quem não deveria dar, o que significa que deixou de premiar quem realmente merecia, mas nada que supere a tradicional porcentagem de erros que uma premiação pode cometer. As contradições, já muito íntimas das premiações da NME (que parece achar isso tudo muito engraçadinho), também não deixaram de aparecer.
The Specials, um dos homenageados da noite
É claro que não dá pra condenar tudo que aconteceu na noite passada: O Muse, por exemplo, levou o prêmio de Melhor Banda Britânica (e, mais tarde, Matt Bellamy foi nomeado o Homem Mais Sexy do Ano), Bombay Bicycle Club saiu como Melhor Nova Banda (derrubando de vez o The XX, que não ganhou nada) e o West Ryder Pauper Lunatic Asylum, do Kasabian, foi nomeado Álbum do Ano, além de ter levado o título de Melhor Capa (categoria que apareceu com indicações fracas, acho). Também é louvável o fato do Big Pink, que teve pouco destaque em 2009, sair na frente de “Crying Lightning” (Arctic Monkeys), “Rabbit Heart (Raise Up) ” (Florence and the Machine), “Sticks n’ Stones” (Jamie T) e “My Girls” (Animal Collective, minha favorita) e arrebatar a estatueta de Melhor Música com “Dominos”. O Bify Clyro também passou por situação parecida, desbancando todos os favoritos ao levar o Melhor Vídeo com “The Captain”.
As surpresas negativas começaram com o Arctic Monkeys saindo vencedor na categoria de Melhor Banda ao Vivo. A banda é boa, de fato, mas beira a apatia em suas apresentações. E meus argumentos ficam ainda mais bem sustentados quando reparamos que também concorriam Kasabian, que estarreceu o público do Planeta Terra 2007, Them Crooked Vultures, que reune três das bandas mais impactantes que já existiram, Muse – faltam palavras para descrever o que foi a passagem do grupo pelo Brasil – e, choquem, Radiohead.
Também parece ter faltado critério para a galera que decidiu que o site do Muse é melhor que páginas como YouTube, Facebook e Twitter. Passando para as categorias desnecessárias, Lady Gaga levou os títulos de Melhor e Pior Roupa – piadinha que achei idiota, na verdade. A NME poderia ter passado sem essa e outras contradições, que não fazem muito sentido. Na categoria de Pior Banda concorriam Oasis, Green Day e Paramore, todos indicados também como Melhor Banda – o Paramore, inclusive, venceu na categoria internacional. O Arctic Monkeys passou pela mesma experência, tendo o Humbug indicado como Melhor e Pior Álbum. Pelo menos, foram os Jonas Brothers que sairam vencedores (se é que pode-se chamar assim) na Pior Banda E no Pior Álbum.
Os garotos do The Drums foram lembrados como a maior novidade do ano
As apresentações, pelo menos, parecem ter compensado as gafes: Lily Allen tocou com o Big Pink, Marina and the Diamonds participou do show do Biffy Clyro e o Hole voltou. Mas, como o evento só foi transmitido pela rádio, não temos vídeos no YouTube para conferir tudo isso. Opa, parece que achei uma outra gafe.
Melhor Banda Britânica
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian Muse
Oasis
Melhor Festival
Download Glastonbury
Reading & Leeds Festivals
T In The Park
V Festival
Melhor Nova Banda
The Big Pink Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux
Prêmio de Contribuição à Música:
The Specials
Melhor “Enchedor” de Pistas
Dizzee Rascal & Armand Van Helden – ‘Bonkers’
Florence And The Machine – ‘You’ve Got The Love’ La Roux – ‘In For The Kill’ (Skream remix)
Lady Gaga – ‘Poker Face’
Yeah Yeah Yeahs – ‘Zero’
Prêmio de Retribuição ao Fã
Kasabian and Noel Fielding for free ‘Vlad The Impaler’ video
Danger Mouse for leaking ‘Dark Night Of The Soul’ Lily Allen for her Twitter ticket treasure hunt
Arctic Monkeys for their Oxfam Golden Tickets
Vampire Weekend for giving away ‘Horchata’ from new album ‘Contra’
Melhor Banda ao Vivo Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures
Philip Hall Radar Award:
The Drums
Melhor Evento Blur at Hyde Park
Jay-Z at Alexandra Palace
Muse at Teignmouth
Oasis at Heaton Park
The Dead Weather at Shoreditch Church
Melhor Programa de TV The Inbetweeners
Never Mind The Buzzcocks
Peep Show
Skins
True Blood
Melhor Banda Internacional
Green Day
Kings Of Leon Paramore
Vampire Weekend
Yeah Yeah Yeahs
Melhor Faixa
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’ The Big Pink – ‘Dominos’
Melhor Artista Solo
Dizzee Rascal
Florence And The Machine Jamie T
Julian Casablancas
Lady Gaga
Melhor DVD
Kings Of Leon – Live At The O2, London, England
Flight Of The Conchords – Complete HBO Second Season
The Killers – Live From The Royal Albert Hall The Mighty Boosh Live – Future Sailors Tour
Nirvana – Live At Reading
Melhor Vídeo
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone’ Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’
Melhor Álbum
Arctic Monkeys – ‘Humbug’ Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’
Godlike Genius Award:
Paul Weller
Melhor Filme:
(500) Days Of Summer
In The Loop Inglorious Basterds
The Twilight Saga: New Moon
Where The Wild Things Are
Herói do Ano Beyonce Knowles
Noel Gallagher Rage Against The Machine Matt Bellamy
Alex Turner
Vilão do Ano
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell Kanye West Lady GaGa
Melhor Roupa Lady GaGa Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O
Pior Roupa Lady GaGa
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux
Pior Álbum
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady GaGa – ‘The Fame’ The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’ U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Pior Banda Green Day
Oasis Jonas Brothers Paramore
JLS
Melhor Site Muse.mu YouTube
Facebook
Twitter
Greenday.com
Melhor Capa Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’ Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’ The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘
Melhor Blog de Banda Muse (Muse.mu and Twitter.com/muse) Radiohead (Radiohead.com/deadairspace) Noel Gallagher (Oasisinet.com)
Los Campesinos! (Loscampesinos.com)
Paramore (Paramore.net)
Comunicamos o encerramento das atividades artísticas da banda Cordel do Fogo Encantado.
Esta decisão implica na suspensão das apresentações ao vivo, como também da gravação em estúdio de material inédito.
A disposição em suspender suas atividades passa por decisões pessoais do fundador da banda, Jose Paes de Lira (Lirinha), expressas em seu comunicado abaixo, que implicam na impossibilidade de continuidade do grupo. Contudo, mantêm intactas as relações de profunda amizade, respeito profissional e carinho cultivadas entre os integrantes da banda, equipe técnica e produção, solidamente construídas nesses onze anos de convivência.
Estamos certos que nesse tempo realizamos um trabalho de referência na nova música pernambucana e brasileira.
A banda, em decisão conjunta com a produção, deverá lançar em breve registro de áudio e vídeo AO VIVO da apresentação realizada na praça do Marco Zero, Recife, no dia 14 de fevereiro de 2010, considerado por muitos um show histórico.
O grupo também pretende lançar material de arquivo selecionado entre registros realizados ao longo dos seus onze anos de existência.
Cordel do Fogo Encantado manterá em atividade seu site oficial (www.cordeldofogoencantado.com.br) através do qual informará seu público sobre os lançamentos dos registros acima citados e sobre outros temas que se fizerem necessários.
Por Lirinha, frontman:
Com a permissão dos Encantados, sempre:
Anuncio a minha saída da banda Cordel do Fogo Encantado.
São 14 anos de trabalho ininterrupto (11 anos de banda e 3 anos de peça teatral de mesmo nome).
O grupo que é independente desde a sua origem, com integrantes do sertão de Pernambuco (Arcoverde) e do Morro da Conceição (Recife) se tornou uma das bandas mais ativas do cenário de shows da música brasileira. Isso aconteceu com a total entrega dos participantes e a verdade da mensagem emitida.
É com muita dificuldade que redijo essa informação, devido ao imenso amor que eu sinto pelo público e pelos meus companheiros/guerreiros do projeto.
Revelo, por respeito aos que me acompanham, a minha vital necessidade de trilhar novos caminhos.
Ajudei a desenvolver um dos espetáculos mais originais da cultura pop do país e é com esse sentimento de orgulho que sigo em frente.
Com a certeza de que o fogo da nossa poesia e da nossa música nunca se apagará e que nossa força é infinita.
Abraço forte.
E é oficial: “Só falta o Teatro Mágico” é a frase mais lida no Twitter nesse final de tarde.
Baterista de uma das bandas nacionais mais promissoras do momento, Claudinha Bukowski (@claubukowski)- a mulher por trás das baquetas que conduzem o Copacabana Club – nos contou como começou a tocar bateria, as bandas de sua vida, os guilty pleasures e muito mais:
E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Two Door Cinema Club, acho que foi uma das bandas mais legais que apareceu nos últimos tempos. Eles e o Little Comets. Também gostei bastante do último do Hot Chip, One Life Stand, e do Transference, do Spoon.
Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Durante um bom tempo, o The Jesus & Mary Chain foi minha banda favorita de todos os tempos. Infelizmente, depois do show do Radiohead eles caíram pro segundo lugar, hahaha. Mas de qualquer maneira, acho que essas são as duas bandas que sempre fazem parte da “trilha sonora da minha vida”.
Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Acho que minhas músicas favoritas pra pista nesses ultimos tempos são: Julian Casablancas – 11th Dimension, The Gossip – Love Long Distance, Hot Chip – One Life Stand, Phoenix – Lisztomania e Peter Bjorn & John – It Don’t Move Me.
Meg White, do The White Stripes, Hannah Billie, do Gossip, Sandy West, do The Runaways e por aí vai: mesmo com fortes exemplos como estes, a bateria ainda é um campo dominado quase que exclusivamente por homens. No entanto, você é hoje uma das bateristas mais cool do país. O que te levou até isso?
Livre e espontânea pressão do meu melhor amigo, hahaha. Quando eu estava na faculdade, eu tocava violão e um pouco de guitarra. O Rafael Dal-Ri, guitarrista do White Strippers, minha primeira banda – dá pra adivinhar pelo nome que era uma banda cover do White Stripes, hahaha -, um dia veio e me disse que eu tocava terrivelmente mal e que eu deveria aprender a tocar bateria pra gente montar uma banda. Na semana seguinte, ele marcou uma aula de bateria pra mim. No mês seguinte, ele achou uma bateria por um preço legal e a “reservou” pra mim. Eu não sabia nem segurar a baqueta direito quando ele resolveu que tava na hora da gente começar a ensaiar. Mas, como não conseguimos convencer ninguém de tocar com a gente, resolvemos montar uma banda cover do White Stripes, assim poderia ser só nós dois. Minha primeira banda com músicas próprias só veio algum tempo depois, que foi o Constanza. Também tive uma banda que cantava em alemão, o Autobahn (eu fazia backing, e até hoje não faço a menor idéia do que eu estava cantando). E finalmente o Copacabana Club.
Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ultimamente eu não tenho me entregado muito aos guilty pleasures. Mas tem algumas coisas no meu passado que definitivamente me condenam. Acho que a pior delas é que eu gostava de Bon Jovi, hahahaha. Fui no show e tudo. Mas tudo bem, já superei isso. Eu também gosto de uma ou outra música da Kylie Minogue. E minha coleção de CDs do Red Hot Chili Peppers é bem mais extensa do que o recomendado.
Um dos mais surpreendentes discos de 2010 até agora, na minha humilde opinião, é o Astrocoast, do Surfer Blood. E seguindo esse hype, a Insound recrutou o quarteto californiano para tocar algumas pequenas perólas de seu debut.
No Insound Studio Sessions, a banda tocou as ótimas “Twin Peaks”, “Harmonix” e, obviamente, “Swim”, um dos hits mais grudentos do ano, com certeza!
Como o site não liberou os códigos para a postagem dos vídeos em outros sites, só dá pra ver a performance dos caras indo direto no link da apresentação. Enjoy!
É isso aí: O Foals, uma das melhores coisas que aconteceram à música mundial em 2008 (ok, exagerei), voltam a botar o math-rock na boca do público em 10 de maio, quando lança seu segundo álbum. A informação foi dada por Yannis Philippakis, vocalista do grupo, que divulgou uma nota sobre o assunto no MySpace.
O nome do disco também já é conhecido: Total Life Forever, o que seria uma edição inglesa do nosso “V1d4 lOkA” ou algo do tipo, só que mais cool (por se tratar do Foals, óbvio). Antes do lançamento do álbum, o quinteto faz quatro shows para “esquentar”, passando por Berlim (12 de abril), Amsterdam (14), Paris (15) e Bourges (17), sendo que novas datas podem aparecer a qualquer momento. O site da banda também já apresenta um novo layout, mas tudo o que se pode ver nele são algumas fotos e um animador “coming soon”.
Apesar das informações serem escassas até o momento, Yannis não deixou a animação cair: “Algo muito, muito, muito bom vai aparecer no ar nessa segunda-feira”, escreveu. Uma nova música? Um site completo? Um video-teaser, talvez? Pra descobrir, só esperando até segunda.
E vocês achando que Jack White era o único inquieto e produtivo do The Raconteurs, hein? Pois saibam que o guitarrista e compositor Brendan Benson também odeia ficar parado e engatou logo uma parceria com a cantora country Ashley Monroe.
O histórico da dupla começou lá em 2008, quando a cantora foi convidada para participar do single do Raconteurs, “Old Enough“, onde Ashley faz discretos mas eficientes backing vocals durante a faixa (de estúdio). Tendo conhecido Brendan nas gravações de Consolers Of The Lonely, Monroe tratou de manter o compositor por perto por mais um pouco, a fim de gravar um álbum inteiro – que ainda não tem previsão de lançamento mas, como as músicas foram gravadas por volta de setembro de 2009, provavelmente não demoraremos para ouvir a dupla cantando.
Enquanto a esperada data não chega, a Lake Fever Sessions teve a ótima sacada de chamar Brendan e Ashley para demonstrarem algumas de suas músicas numa belíssima sessão, onde os dois cantores americanos mostram como revesar e compartilhar vocais com uma sensibilidade de emocionar – com Brendan e sua voz já conhecida sendo acompanhada por contornos de country music proferidos por Ashley. Abaixo está o vídeo de “On The Fence”, e neste link você ainda encontra mais dois vídeos da dupla, que é acompanhada, vale lembrar, por um ótimo pianista:
Foi em setembro do ano passado que o You Say Party! We Say Die! lançou seu terceiro álbum, o XXXX, mas só agora me dei conta de que ainda não ouvi o disco, apesar do Neto ter jogado “Glory” em nossa terceira mixtape. E, embora eu não tenha ouvido as outras faixas do trabalho, já me adianto: “There is XXXX (Within My Heart)” parece ser uma das melhores músicas por aqui. O clipe acompanha bem a atmosfera da canção e ainda flerta com o jeitinho The XX de ser – e não falo isso apenas pelos xizes espalhados nas imagens. Assista e tire suas próprias conclusões:
Há não mais que duas semanas, postamos aqui uma versão ao vivo de uma das músicas inéditas do She & Him, que estará no próximo disco da dupla, Volume 2. A música da vez era “Thieves”, cuja apresentação foi feita ao vivo em uma das rádios da BBC e já soava bem bonitinha.
Acontece que a versão em estúdio, toda finalizada, foi postada ontem na Pitchfork, deixando os fãs de Zooey Deschanel e M. Ward com as expectativas lá no alto para o lançamento do CD, que ocorre no dia 23 de março. Vale lembrar que o selo Label 344 lançará o novo álbum da dupla americana aqui no Brasil, ok? Então fiquem atentos!
Nesse momento, fazer um cover do XX está na lista das maiores jogadas de marketing que uma banda pode fazer – e o El Perro Del Mar não bobeou. Passando pelo Brooklyn na semana passada, o projeto-de-uma-mulher-só (que ganha apoio ao vivo) soltou um agradável cover de “Shelter”, que foi registrado em vídeo:
A versão da rapariga, idêntica ao do grupo inglês, agradou. Mas não se pode deixar de notar a aflitiva presença de palco de Sarah Assbring, que quer se mexer mas não o faz muito bem. O resultado? Uma série de movimentos que lembram a icônica dancinha de Ian Curtis, do Joy Division.
Na comemoração de sua décima (!) edição, a Mix That Jukebox traz uma referência cinematográfica especial em sua capa. A imagem ao lado é um frame de um filme lançado no ano passado e que fez com que muitos de vocês, assim como eu, suspirassem diversas vezes. Uma ótima trilha sonora, um roteiro bem legal, uma atriz muito bonita e um protagonista com cara de babaca: O filme tinha tudo para chegar ao Oscar 2010, mas, de acordo com muita gente, acabou perdendo seu posto para An Education, que conta com uma fórmula semelhante. Ganha um doce quem adivinhar sobre qual filme estou falando.
Ah, o mediafire tava de frescura e acabei fazendo upload no Megaupload, que as vezes diz que “o arquivo está temporariamente indisponível”. Se isso acontecer com você, atualize a página
Passado o suspense, a nossa mixtape de número DEZ traz…
Lado A (download): Lançamentos recentes que merecem destaque (com direito a uma faixa extra):
1. Nevilton – Pressuposto
“Pressuposto” é uma das faixas do EP de mesmo nome lançado por Nevilton há pouco, o primeiro da carreira do músico. Foi liberado download gratuito aqui.
2. Rogue Wave – Solitary Gun
Salvas exceções, o Rogue Wave sempre foi uma banda mediana. Até agora. Em Permalight, seu novo disco, o grupo californiano soa um pouco menos óbvio e flerta ainda mais com o som do Death Cab For Cutie. Uma delícia.
Enquanto o CSS parece não vislumbrar o lançamento de um terceiro disco, Lovefoxxx está on fire. A mais nova colaboração da cantora foi numa baladinha que se divide entre o pop e uma pegada mais dirty, “Spoiledboy”.
5. I’m From Barcelona – Tour de France
Mania de grandeza é praticamente o codinome do I’m From Barcelona. Em janeiro, o grupo lançou um álbum 27 músicas, cada uma criada por um integrante diferente (sim, são 27 pessoas na banda!), e uma delas foi esse remake de “Tour de France”, do Kraftwerk.
6. Hot Club de Paris – They Shoot Horses, Don’t They?
Foi deixando um pouco de lado o punk à lá Los Campesinos! que o Hot Club de Paris conseguiu produzir uma de suas melhores composições: “They Shoot Horses, Don’t They?”. Dá pra sentir o country no ar, praticamente.
7. Gigi & Owen Pallett – I’ll Quit
“I’ll Quit” é, provavelmente, a música mais lenta que já botei em uma mixtape. Também pudera: Se Maintentant, primeiro filho do projeto Gigi, já carrega uma beleza ímpar na combinação de simples arranjos de cordas com simpáticas notas de piano, tudo fica mais bonito quando Owen Pallett aparece.
8. Broken Social Scene – World Sick
É o magnífico Broken Social Scene sendo o magnífico Broken Social Scene. E ponto final.
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Lado B (download): Feel Good Songs, título inspirado em uma antiga mixtape do amigo André Garcia, do Dark Disko Republik – a faixa de número seis, diga-se de passagem, saiu da coletânea do rapaz. Em suma, trata-se de uma compilação de sete músicas que vão te botar pra cima no final de semana e cantar junto, independente se elas foram feitas com violão & voz, sintetizadores ou guitarras agitadas.
1. Los Campesinos! – Broken Heartbeats Sound Like Breakbeats
Álbum: Hold On Now, Youngster… (2008)
2. Noah and the Whale – 5 Years Time
Peaceful, The World Lays Me Down (2008)
3. Architecture In Helsinki – It’s 5
In Case We Die (2005)
4. She & Him – Why Do You Let Me Stay Here?
Volume One (2008)
5. Coldplay (com Will Champion, baterista, nos vocais) – Death Will Never Conquer
Marina and The Diamonds foi uma das artistas citadas na lista da BBC de “bandas para ficarmos de olho em 2010″. Sendo assim, a cantora – que já despontava com uma música aqui e uma ali em 2009 – ganhava, antes do lançamento de seu debut, uma atmosfera de promessa.
E ficou só na promessa mesmo.
Juro que gostei da primeira vez que ouvi “Hollywood” numa versão acústica. Ela transpirava espontaneidade e vontade de mostrar algo novo. No entanto, The Family Jewels dá um bom preview do que virá ao longo de toda a sua execução logo na primeira música, “Are You Satisfied?”. A faixa funciona como um pop chiclete e barato que quer se passar por indie. Assim mesmo, sem fazer muito sentido. E é aí que descobrimos que a voz de Marina (ou melhor, o jeito que ela canta) é o principal vilão do CD.
“Shampain”, na primeira ouvida, reacendeu minhas esperanças de algo interessante. Pode ser considerada um dos destaques, assim como “Rootless”. Se o CD seguisse nessa linha, mais “natural”, acho que daria um bom álbum. O problema é que a voz de Marina parece extremamente afetada. E há certas músicas em que dá pra perceber que a moça tem uma voz bonita, de fato, mas passa do ponto ao tentar criar uma identidade mais forte e estraga praticamente todas as músicas do disco – é o caso de “Oh No!” (o título que se enquadra perfeitamente, aliás), que começa bem mas deixa tudo ir por água abaixo quando Marina exagera nos vocais. O mesmo acontece em “Numb”. POR QUE, MARINA?
“Hermit The Frog” é a pior do cd. “Mowgli’s Road” é até que divertidinha, com o vocal levemente (veja bem, LEVEMENTE) mais adequado. “I Am Not A Robot” é uma música (de pop baratíssimo) fofinha e que demonstra toda a ternura de menininha que Marina se empenha a mostrar. Nada tocante, porém. “Girls” é o contrário: é daquelas em que a cantora quer mostrar a força do sexo feminino, com sua voz forte e tal. Também não funcionou pra mim. “The Outsider” e “Obsessions” são os momentos do CD que se rendem ao pianinho para tentar mostrar algum sentimento, mas que depois se transformam em mais uma salada de harmonias que se apóiam no clichê e melodias mais-do-mesmo.
Finalmente, em “Guilty” conclui-se que o CD, além de não ser inspirado e de a voz de Marina ser o principal ponto negativo, ainda é mal produzido. Sabe aqueles momentos em que você vê que precisa de um eco a mais? Uma profundidade maior na sonoridade, pra juntar as coisas? Isso não tem. É um som superficial. Assim como tudo em The Family Jewels. Álbum que, pra mim, já põe em dúvida a confiabilidade da lista da BBC.
Eu acho um pecado cantoras com vozes como a da Feist ficarem tanto tempo sumidas, sabe? Mas, ao que tudo indica, em 2010 veremos ela não só no novo disco do Broken Social Scene, como também em algum trabalho solo? Será? Hopefully.
O Lívio deu a dica de uma apresentação que a canadense fez em algum evento cultural envolvendo as Olímpiadas de Inverno, que estão rolando em Vancouver. A música, bem bonitinha, se chama “He Was Free”. Só não me pergunte por que o camarada que filmou o show resolveu suspender a câmera e filmar um holofote vermelho durante boa parte do vídeo, ao invés da cantora – mas tá valendo: