40 anos de Led Zeppelin IV (parte dois)

O antológico quarto álbum do Led Zeppelin completou 40 anos de vida ontem, e está recebendo as merecidas homenagens aqui no blog. Dando continuidade ao especial, vamos conhecer um pouco mais sobre as faixas do lado b do disco, além da épica “Stairway to Heaven”, claro.

Stairway to Heaven

Uma das canções mais famosas de todos os tempos, com um dos solos de guitarra mais famosos de todos os tempos, e por aí vai. Um clássico que, apesar de ser um dos hits radiofônicos mais tocados de todos os tempos, oficialmente nunca saiu como single. Algumas estações de rádio possuíam apenas um compacto de divulgação da música, hoje verdadeiros tesouros para colecionadores. Em 13 de novembro de 2007, quando todo o catálogo do Led Zeppelin foi relançado no formato digital, “Stairway to Heaven” alcançou a 37ª posição das paradas britânica. Apesar de seus mais de oito minutos de duração, até hoje é uma das faixas mais tocadas das FMs dos Estados Unidos. No final da década de 1990, a Monday Morning Replay anunciou que a canção já havia tocado 4.203 vezes (lá eles medem as execuções seguindo os padrões AOR), ou seja, a faixa foi tocada 5 vezes por dia durante seus primeiros 3 meses de existência, duas vezes por dia durante os próximos nove meses, uma vez por dia durante os quatro anos seguintes, e de 2 a 3 vezes por semana nos próximos 15 anos. Lá nos EUA, existem mais ou menos 600 estações de AOR e Classic Rock, o que significa que, lá, “Stairway To Heaven” foi tocada no mínimo 2.874 vezes. Ao oitavo minuto de cada execução, somam-se aproximadamente 23 milhões de minutos. São quase 44 anos dedicados à música. Até agora. A ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers) não costuma divulgar números, mas diante desse monstro do rock, não pensaram duas vezes em compartilhar todos esses dados. Além de TUDO ISSO, “Stairway” é também a única música cuja letra aparece no encarte do LP.

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Misty Mountain Hop

Atenção, fãs de J.R.R. Tolkien e “Senhor dos Anéis”. As tais “montanhas sombrias” citadas na música ficam no País de Gales, e sim, são uma referência a “O Retorno do Rei”, terceiro volume da série. Mas legal mesmo é o piano elétrico introduzido por John Paul Jones.

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Four Sticks

Essa aqui foi composta por Page e Plant em 1970, durante uma viagem à India. A origem do nome é bem simples. John Bonham toca com quatro baquetas – duas em cada mão. A banda tocou “Four Sticks” apenas uma vez em sua história, e foi na Dinamarca, durante a turnê européia de 1970 (quando voltaram a tocar e excursionar juntos, na década de 1990, Page & Plant tocaram a música um milhão de vezes, mas aí não conta). Os vocais receberam alguns efeitos eletrônicos na produção final. “Supostamente, era pra soar abstrato” – palavras de Robert Plant.

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Going To California

A letra dessa aqui veio de um poema escrito por Jimmy Page em seu caderno de anotações. O guitarrista encontrou os rabiscos mais tarde e resolveu criar a base poética da canção a partir daquilo. Já o instrumental foi inspirado em “California”, de Joni Mitchell. A poetisa era tão admirada por Page e Plant que quando a banda tocava a música ao vivo, o vocalista costumava dizer “Joni” após a frase “To find the queen without a king they say she plays guitar and cries and sings”.

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When The Levee Breaks

Originalmente gravada pelos blueseiros Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie, a letra da última música de Led Zeppelin IV tem como base o grande dilúvio ocorrido em 1927 no Mississippi (Great Mississippi Flood of 1927), que devastou o Estado e algumas áreas vizinhas, além de destruir casas e destruir a economia agrícola da Bacia do Mississippi. A consequência dessa “catástrofe natural” foi a “grande migração” de negros e africanos que acabaram ficando sem trabalho na região. A partir daí, velhas e novas cantigas do delta blues começaram a se popularizar por diversas regiões do país, incluindo “When The Levee Breaks” – que, nas mãos do Led Zeppelin, recebeu um tratamento de peso.

É isso.

  • Pedro Cruz

    É o álbum definitivo do LZ, mas eu tenho um carinho especial pelo III. Mas não dá pra não se arrepiar com o começo de When The Levee Breaks

  • Moisés Lucchese Mendes

    Pedro falou tudo, com certeza é o melhor CD do Led. Não só o início de When the Levee Breaks é de arrepiar, mas o bandolin e o back vocal de Battle of Evermore são épicos! Going to California sempre me da aquela impressão de que estou viajando para um lugar bom. Isso que eu nem vou falar de Stairway to Heaven e Rock n’ Roll, que seria covardia.

  • Garibaldi, a pôdre em termos musicais

    Quando criança ouvia “Escadaria p/o Céu” e achava extremamente chata! O album que + gostei foi Houses of the Holy!! Sei que perdi mil pontos com tu Ramonito, mas essa é minha sinceridade; fazer o quê???

  • Caio

    Não eh o melhor album do Led Zeppelin, mas eh o que mais vendeu….
    Mas como tds os albuns (execeto o ultimo) do led é classico definitivo…