5 anos sem Billy Preston

Em quatro de seus cinco shows no Brasil, Paul McCartney tocou uma de suas músicas-assinatura: “Get Back”, o petardo de três solos e dois versos cuja levada de bateria e o riff de guitarra seriam reconhecidos até em Marte. Essa é a única música em todo o catálogo dos Beatles em que eles dividem os créditos da composição com outra pessoa. Esse quinto elemento se chamava Billy Preston, e hoje faz cinco anos que ele morreu.

Preston foi um artista importantíssimo para a música dos anos 60 e 70. Tocou nos dois álbuns derradeiros dos Beatles e em vários dos Rolling Stones (incluindo o clássico Exile On Main Street). Seus trabalhos como músico convidado incluem álbuns de Joni Mitchell, Joe Cocker, Elton John, Eric Clapton, John Lennon, George Harrison, Ringo Starr e até Red Hot Chilli Peppers. Fora isso, lançou duas dezenas de discos solo e se firmou como um dos heróis pouco reconhecidos do rock.

O groove de Preston em seu piano Fender Rhodes em “Get Back”, solando e fazendo, por alguns segundos, os Beatles serem coadjuvantes em sua própria música, era só a ponta do iceberg de seu talento como músico, calcado no blues, no gospel e em outros gêneros da música negra americana. Entre os influenciados pelo pianista esteve Miles Davis, que compôs a música “Billy Preston” em sua homenagem.

Preston está presente no filme Let It Be e participa até mesmo do último show dos Beatles, no telhado da Apple. Seu sorriso e sua animação são sempre nítidos nos momentos em que a edição lhe dá vez. Em uma época em que os Beatles estavam ruindo pouco a pouco, Preston foi um ponto de união. E era só o começo.

  • Mateus Paul

    Gênio!

  • Monossilábica

    é!