5 artistas que influênciaram o novo disco do Grand Bazaar

Grand Bazaar_credito Jonas Tucci

Duvido que você conheça alguma dessas banda, hein?! Foto: Jonas Tucci

Já falamos por aqui, que a Grand Bazaar está com disco novo na área, o Grand Bazaar II. E como esta é uma banda muito diversa, que traz ritmos brasileiros e balcânicos para o seu som, convidamos para nos contar quais os artistas que influenciaram a feitura do novo álbum. Pois, esta seleção vai te surpreender e vai desde música romena, cigana a até árabe e iatliana.

Ah! O Grand Bazaar toca esta quinta (28), lá no Sesc Pompeia. Não perde!

1.Taraf de Haidouks –“Turceasca” 

Uma espécie de “Buena Vista Social Club” da Romênia o Taraf de Haidouks é uma banda formada por músicos veteranos de uma pequena vila cigana chamada Clejani.Com uma carreira extensa e enorme reconhecimento no cenário musical internacional, o Taraf de Haidouks possui uma sonoridade incrível, intensa e virtuosística que nos provocou um grande choque no início da banda e fez surgir o interesse pela música cigana e da chamada região dos Bálcâs. Nos nossos shows, costumamos tocar uma versão eletrificada da música acima, “Turceasca”. Vale muito conferir os vídeos, discos e apresentações deste fantástico grupo!

2.PAD BRAPAD “Moustache” 


Banda francesa que mistura a tradição musical cigana e de países do leste europeu e Bálcâs com estilos mais próximos da nossa realidade atual como o hip-hop, a música eletrônica e o rock. O disco, Balkan Kitchen (2013), foi bastante inspirador para o Grand Bazaar, abrindo nossa mente para outras possibilidades nos arranjos e composições, como por exemplo na música “Palinka” de André Vac em que utilizamos bateria eletrônica, teclado, “berimbalkan” (um berimbau adaptado pelo Gabriel Basile para parecer com um instrumento romeno chamado Cimbalom) além de uma levada e pegada estética próxima do reggae.

3. Renato Carosone – “Caravan Petrol” 

Nascido em Nápoles na Itália e criador do hit “Tu Vuo Fa L’Americano”, Renato Carosone é um grande cancioneiro, compositor, cantor, pianista e acima de tudo um grande contador de histórias. Tendo vivido também por muitos anos na Etiópia, Renato incorporou sotaques orientais, africanos e árabes ao seu jeito peculiar e bastante italiano de tocar, compor e interpretar. Seu tom jocoso, bem humorado e suas letras com narrativas curiosas e muito criativas (como um Adoniran Barbosa, ao seu modo, também o fazia aqui no Brasil) influenciou bastante o Grand Bazaar tanto em nossa postura de palco como em composições como “O Tesouro do Gran Marajá” de André Vac.

4. John Zorn – “Hazor” 

Com um discografia gigantesca, incontáveis projetos musicais, além de ser criador do conceituado selo Tzadik, o compositor e multi instrumentista americano John Zorn é com certeza uma fonte de inspiração constante para o Grand Bazaar. Sua maneira de explorar livremente e de forma muito pouco purista os infinitos pontos de encontro entre a tradição músical judaica (klezmer) com outros estilos como jazz, música latina, rock, surf music, música erudita e até metal foram fundamentais na concepção sonora da nossa banda, que também procura não se ater demais às tradições visto que afinal somos brasileiros tocando e interpretando estilos musicais que não nos pertencem diretamente, apesar de nos sentirmos fortemente conectados a eles. Além disto algumas das composições de Zorn possuem um sabor irresistível de trilha sonora e poderiam facilmente estar ao fundo de uma cena de filme, algo que acabamos explorando também em músicas do disco Grand Bazaar II como “Paixão Nativa” e “Turba”, ambas de Tomás de Souza.

5. Aalma Dili – “Familia”


Apesar de sua sonoridade mais tradicional que tem bastante enfoque na música sérvia, romena e cigana,  o Aalma Dili é uma banda jovem e com uma postura de palco mais festeira, “bonachona” e rockeira. Tivemos a sorte de ver este quinteto tocando ao vivo na França algumas vezes, quando ainda estávamos apenas começando o Grand Bazaar e ficamos fascinados com a possibilidade de ver este tipo de som tocando em festas, baladas e casas de show de maneira tão dançante e contagiante. Portanto o grupo foi influência certeira para começamos a explorar um modo de adaptar este tipo de sonoridade e postura de palco para nossa realidade brasileira e nossa bagagem musical bastante ampla e pouco purista.

Vale ressaltar também que o Aalma Dili é formado por Emilio Castiello, filho de François Castiello músico veterano e criador de outro super grupo francês chamado Bratsch. O Bratsch é uma banda com uma aclamada e extensa carreira internacional e formada por incríveis e virtuosos pesquisadores multi-instrumentistas que transitam facilmente entre música romena, sérvia, árabe, turca, o klezmer judaico, a tarantella italiana, a fanfarra e por isso são praticamente um áudio-guia geográfico da música dos países do Oriente, Leste Europeu, Balcâs e tradições próximas. Tanto Aalma Dili quanto Bratsch foram essenciais na formação musical do Grand Bazaar e recomendamos muito a todos ouvirem o trabalho incrível e contagiante destas grande bandas!

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