5 artistas que influenciaram “Canto de Marajó”, novo álbum de Alvaro Lancellotti

Alvaro Lancellotti. Foto: Ana Clara Carvalho

Alvaro Lancellotti lançou em outubro do ano passado seu excelente segundo álbum, Canto de Marajó (2016), que inclusive entrou para a lista de melhores do ano aqui no Move. O álbum é uma seleção de mantras direcionados ao mar e como já dissemos, a sensação ao ouvir é mesmo de estar na orla de uma praia vendo as ondas baterem, bem naquela música do Caymmi: “O mar quando quebra na praia, é bonito, é bonito”, “O mar”. Não à toa, Dorival Caymmi foi um dos artistas que influenciaram o novo álbum do carioca, mas ele não cai nas obviedades e cita aqui as cinco influências de Canto de Marajó. Antes que você se pergunte, sim, Alvinho é irmão de Domenico.

Os Tincoãs – “Os Tincoãs”


Esse grupo talvez seja a melhor referência para falar sobre o repertório do meu disco, e das minhas canções de um modo geral. Embora minhas letras acabem indo para outros lugares, acredito que minhas melodias, e essa forma simples e mântrica de tocar, é muito presente no meu trabalho, e em especial no “Canto de marajó”.

Seu Jorge e Almaz – “Seu Jorge and Almaz”


O clima desse disco, a sonoridade dele, e principalmente as guitarras do Lucio Maia são uma referência que eu sempre conversava com Pedro Costa – que gravou a maioria das guitarras do Canto de Marajó. Usamos muita coisa de delay nas guitarras do meu disco, e muito veio daí. Esse disco tem muito clima de guitarra e tem um vazio que me agrada muito. Aliás, é uma produção do Mario Caldado Jr, que foi quem mixou o meu disco.

Bill Withers – “Use Me”


É um cantor e compositor norte-americano da década de 1960, e é um artista que gosto demais. Na faixa “Tempo”, do Canto de Marajó, o arranjo foi todo inspirado nesse clima de “Use Me”, uma das grandes músicas dele.

Gal Costa – “Gal canta Caymmi”


Esse disco influenciou meu trabalho essencialmente por dois motivos, pelas canções de Dorival, claro, mas também pelos arranjos do João Donato.

Jorge Ben – “Samba Esquema Novo”


Essa fase do Jorge Ben ainda meio bossa é uma delícia. Esse disco dele é de 1963, contava com o grupo de samba jazz Meirelles e os Copa 5 como banda de apoio. Na faixa “O passo” do Canto de Marajó buscamos muito esse clima. Jorge Ben é com certeza uma das coisas que mais escuto e tá dentro dessas referências de música negra, balanço, simplicidade. Tudo que eu geralmente busco nos meus trabalhos.