5 bandas e artistas que influenciaram o novo disco do Onagra Claudique

Um dos destaques quando se fala em lançamento nacionais de outubro é, com certeza, Lira Auriverde, bonito e poético disco de estreia da dupla paulistana Onagra Claudique, formada pelos músicos Roger Valença e Diego Scalada. O lirismo e a sensibilidade musical da banda, juntamente a arranjos criativos que fogem da mesmice de uma certa MPB indie, dão o tom durante as 10 canções do álbum debute.

Mas, para além do que ouvimos na execução disco, conversamos com a banda sobre os sons, as músicas, as épocas e os artistas que foram referência na produção do trabalho recém-lançado. Abaixo, portanto, seguindo nossa coluna de 5 influências, você lê sobre o que fez as cabeças de Roger e Diego nas gravações de Lira Auriverde.

Clube da Esquina

O primeiro álbum do trio mineiro é uma marco em nossas vidas e um patamar a ser atingido com a Onagra Claudique. Que lírica, que letras, que melodias, que som! Extenso, eloquente e muito sensível, consegue unir a dimensão espiritual do homem a fatos triviais; narra a dor de viver envolta em uma aura surrealista. “Tudo o Que Você Podia Ser”, “Paisagem da Janela”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” e “Trem de Doido” instauram um clima bucólico e nostálgico para ser ouvido num fim de tarde regado a café.

Uma faixa: “Trem de Doido”

 

Belchior

Belchior marcou profundamente nós e a música popular brasileira em geral, ao tentar captar o espírito do tempo, apreendendo-o e expressando-o subjetivamente através de uma poesia lírica muito bem escrita. Ele é um dos poucos compositores brasileiros que recebeu influência e estabeleceu um vínculo interessante com a tradição cancioneira latino-americana, mais afeita a uma corrente trovadora de cunho essencialmente folclórico e popular, como Victor Jara e Violeta Parra, no Chile, Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, em Cuba, Mercedes Sosa na Argentina, etc.

Uma faixa: “Na Hora Do Almoço”

 

Sean Lennon

“Já ouviu o Friendly Fire?” Não sei precisar em que momento Sean Lennon apareceu na conversa, mas me lembro que foi Fabio Pinczowski (o produtor de Lira Auriverde, ao lado de Mauro Motoki) a iniciar este tópico. Não, eu não tinha ouvido Friendly Fire, mas a partir de então as conversas sobre este álbum passaram a ser frequentes dentro do estúdio. Das letras que nos cativam gradativamente à riqueza das melodias, aos trejeitos anasalados de cantar do filho do John, até o timbre da bateria… Tudo contaminou aos poucos a sonoridade de algumas canções do Lira. Me lembro de um momento emblemático durante as sessões: Fabio no piano, Dudinha (que toca baixo em algumas das faixas) no violão e todo mundo cantando junto a música que dá o nome ao álbum. Que disco!

Uma faixa: “Friendly Fire”

 

John Frusciante

Não me lembro desde quando sou fã de John Frusciante, mas vem da minha adolescência. Não gosto de tudo o que foi lançado por ele, mas dos trabalhos de que gosto, sou apaixonado. Admiro muito sua trajetória como artista e acho sua história pessoal muito emocionante. Com certeza, em alguma esfera, sou bastante influenciado por seu trabalho, talvez mais na tentativa de atingir sua sensibilidade em relação à vida do que no modo de compor em si. Quanto à sonoridade, Shadows Collide With People foi citado mais de uma vez durante o registro da nossa música “Urtica Ardens”.

Uma faixa: “Carvel”

 

Neil Young

Neil Young é uma predileção de longa data. O verdadeiro folk rock emana dele. Somos devotos dos álbuns On The Beach e Harvest Moon, verdadeiras obras-primas com letras e músicas incríveis e que dispensam comentários. Talvez não seja uma influência no nosso som em si, mas é um dos nossos artistas favoritos, assim como as bandas em que participou: Buffalo Springfield e Crosby, Stills, Nash & Young.

Uma faixa: “On The Beach”

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