5 bandas e artistas que influenciaram o novo EP do Camões

Paulo Camões é carioca e lançou, há poucos meses, seu EP de estreia com o projeto Camões, criado pelo próprio e pelo produtor musical Bernardo Pauleira. Juntos, pegam a MPB pela mão e a levam para um passeio através de batidas tranquilas e arranjos modernos, em um som agradável e bem abrasileirado. O violão e a voz ficam por conta de Paulo, enquanto o baixo e algumas programações têm a assinatura de Bernardo. O resultado é Cupim, cujas seis faixas você pode conhecer por aqui, via Bolacha Discos.

Com o trabalho em plena divulgação, tomamos um pouquinho do tempo de Paulo Camões para perguntar sobre as referências sonoras que rondaram a produção de seu primeiro EP. Abaixo, portanto, dando sequência à nossa coluna semanal de lançamentos nacionais recentes, temos as influências da estreia de Camões.

 

Criolo

Ouço muito todos os artistas que escolhi. Acho que a melhor influência é a natural, aquela que acontece por osmose. Por exemplo: desde que escutei a primeira vez o Nó Na Orelha, não parei mais de ouvir. Acho que a forma suave de cantar do Criolo e até o ritmo mais puxado pro rap acabou me influenciado sem que eu percebesse.

Uma faixa: “Subirusdoistiozin”

 

Lorde

A Lorde é inevitável de ser citada. Até a história de como foi produzido o EP The Love Club me inspirou a fazer o Cupim. Assisti a uma entrevista do produtor do The Love Club dizendo que ela ia ao estúdio nas férias e ficavam sempre só os dois no estúdio. Lá, ouviam muitas referências e batiam cabeça até ter uma boa ideia pra cada faixa. Quando vi a oportunidade de ter uma dinâmica de trabalho parecida com aquela que produziu um EP que considero uma obra-prima, não pestanejei.

Uma faixa: “Buzzcut Season”

 

Chet Faker

Chet Faker é uma influência mais do Pauleira do que minha. Logo nas primeiras sessões de gravina, ele fez questão de me apresentar o cara. Quis me mostrar a importância de explorar diferentes timbres.

Uma faixa: “Gold”

 

Paradis

Paradis é mais referência do que influência. Foi uma feliz descoberta no meio da gravação do EP. O som minimalista, eletrônico e super elegante da banda esclareceu novos caminhos para a produção.

Uma faixa: “Hémisphère”

 

Mallu Magalhães

Mallu Magalhães em Pitanga pra ser mais específico. A forma dócil e charmosa de cantar as canções foi uma grande influência pra forma que canto hoje em dia. A gravação dos vocais no EP foi uma guerra contra a ansiedade e a vontade de botar a voz pra fora com toda a força. Quanto mais me continha, mais bonito ficava.

Uma faixa: “Highly Sensitive”