5 perguntas para… Ale Sater (Terno Rei)

ale sater - divulgação

Ale Sater está na crista da onda. Lançou há poucos meses seu EP solo Japão, disco intimista com influências diversas, mas bem calcado no violão. O belíssimo EP traz um pouco da miscelânia que é a vida do cator. Nascido no Rio, com pai pantaneiro e mãe baiana, e radicado em São Paulo, onde também criou a banda Terno Rei, que também está com disco novo, Ale Sater (sim, ele é primo do Almir!), concedeu uma entrevista rápida ao Move That Jukebox.

O disco sai pela Balaclava Records, tem seis faixas, sendo duas instrumentais, e tem a produção assinada por Guilherme Chiappetta (África lá em Casa).”Pipa” já ganhou videclipe e você pôde ver aqui.

Move That Jukebox: Ale, porque seu disco se chama “Japão”?
Ale Sater: Primeiro, o disco todo faz referência ao tema “lugares”. Em algumas músicas escrevo sobre o interior, em outra menciono a Bahia, em outra Niterói. Segundo, tudo que absorvo de arte e cultura do Japão é muito muito legal mesmo, é uma referência foda para mim. Pra finalziar, gosto da grafia – apesar de ser um país e cultura muito distante, nada mais brasileiro que as sílabas JA – PÃO 😊

Move That Jukebox: Quando você estava ali no Terno Rei, vamos dizer que você estava meio “escondido” ou não tinha uma pressão pelo seu sobrenome. Por que então agora sair em carreira solo e botar a cara para bater?

Ale Sater: Tinha algumas composições e ideias na cabeça e sempre tive essa vontade de se lançar solo. Sinto-me bem tocando as músicas do Japão e acho que elas tão um pouco fora do que o Terno Rei faz. É legal ter os dois trampos porque dá vazão a inspirações diferentes. De repente no ano que vem já saia algo novo do solo.

Move That Jukebox: Imagino, que as comparações com o Almir agora sejam mais fortes.
Ale Sater: O Almir é meu primo de segundo grau. O lance do sobrenome é algo que carrega a expectativa um pouco sim, mas procuro não pensar nisso. Ao mesmo tempo, é legal tê-lo como inspiração. Admiro a carreira que ele construiu.

Move That Jukebox: Li numa entrevista que o novo disco do Terno Rei será mais melancólico. E este seu EP também é de músicas mais leves. De onde surgiu essa pegada? Esse jeito de levar a música?

Ale Sater: Tem a ver com tudo o que mais ouvi no tempo, gosto de todo tipo de música, mas algo que me cativa muito é uma música tocada na manha assim, sem muito esforço, uma batera mais malandra. Tenho ouvido bastante esse disco novo do Cass McCombs  [o disco em questão é Maggy Love] que tem um pouco disso. É  um som que ouço e até arrepia!

Move That Jukebox: Você vem de uma grande mistura, pai pantaneiro, mãe baiana, é carioca, mas radicado em São Paulo. Como isso influenciou você e sua música?
Ale Sater: Influencia muito, qualquer coisa que eu componha vai ser resultado de tudo aquilo que vivi e experimentei. Minha casa é muito louca e isso me ajuda. [Risos]

Escute Japão, primeiro trabalho solo de Ale Sater, no Spotify: