5 perguntas para… André Whoong

Precisando de um dogwalker com bom gosto musical? Chame o André Whoong. Foto: Divulgação

André Whoong mal deu tempo de seu disco anterior, o 1985, esfriar para lançar o segundo álbum da carreira, Justo Agora. Além de compor todas as faixas – duas delas em parceria com Tiê –,  Whoong tocou quase todos os instrumentos (com algumas colaborações, como Ricardo Cifas, do duo FingerFingerr, na bateria em algumas delas; Tiê, dividindo os vocais e a letra da empolgante “Me Queira Você”; e Magno Vito, no baixo, e Guile Oliveira, no harpsichord da faixa-título). Na produção comparece novamente quem assinou 1985, Fabio Pinczowski, do Estúdio 12 Dólares. Fabio, como da outra vez, também atua como músico em alguns tracks.

Daí, a gente resolveu convidá-lo para uma edição da 5 perguntas e de quebra, ele ainda deu dicas de algunas artistas para você ouvir. Que tal dar o play enquanto lê a entrevista? Tá lá no final! A entrevista foi feita por e-mail, por isso, resolvemos deixar os comentários também para vocês rirem com a gente!

Move That Jukebox: André, achei o nome do seu disco muito bom para a pergunta que não quer calar: por que justo agora lançar um disco? Porque faz muito pouco tempo que você lançou o anterior, não deu nem tempo de assimilar ainda. Do que trata este álbum?

André Whoong: Eu tava com um monte de música nova. Umas 6. Aí eu pensei em lançar um EP, mas o Marcus Preto me proibiu. Disse que não fazia sentido. Que era pra eu fazer mais umas 4 e lançar um álbum e ir acumulando carreira. Eu sentia que o ciclo natural do 1985 já tinha rolado. Pelo menos pra mim. E que precisava por pra fora essas músicas novas. Então pensei que se não lançasse agora, não lançaria mais. Tinha que ser justo agora. Então esse nome não é pejorativo como ouvimos de costume. É um disco mais positivo e menos encanado que o 1985. E a Warner tá distribuindo os dois juntos, então tem muita gente respondendo aos dois discos. Acho isso muito legal de acompanhar.

Move That Jukebox: Também foi um álbum que você gravou muito rápido, apenas três meses. Você estava com sobras de música? Conta como foi o processo para você. E como escolheu as músicas para este álbum.

André: Não tinha lido essa pergunta antes de responder a primeira. Hahahaha! Eu já tinha feito algumas músicas no início do ano de 2016. E aí comecei a produzi-las sem muito compromisso. Quando percebi, já estava com um montante bom para criar uma unidade.

Move That Juebox: Você praticamente foi um homem de uma banda só, com poucas participações de outros músicos. Por que fazer assim?

André: Sou muito ansioso e enjoo rápido das coisas. Tenho vontade de criar junto e produzir também, mas fico muito calmo quando estou sozinho produzindo minhas coisas. É quase a mesma coisa que terapia, fico sem medo de julgamento de ninguém. É um bom momento de me encontrar no que tô fazendo.

Move That Jukebox: Seu release cita uma série de influências que passam por vários artistas pop. Então, o que é que te inspira? Você quer ser pop? Essa é a sua vertente? O que é ser pop hoje?
André: Sei lá o que é ser pop! É ser popular? Quero ser pop, ser chato, ser legal, ser impulsivo, amadurecer, ser responsável, perder a cabeça e acertar a mão… Que nem todo mundo é. Hoje em dia rótulos não vestem ninguém né? Eu canto sobre amor e ódio. Sobre se amar e se odiar. E o quanto isso te fode se não tomar cuidado. Ando prestando atenção em ser sincero comigo mesmo.

Move That Jukebox: Conta para gente o que está movendo a sua jukebox agora?

André: Legal demais! Olha aqui:
1 – Chet Baker – Voltei a estudar (leia-se brincar) trompete e tô ouvindo pra caramba.
2 – Haruomi Hosono – Gênio do Japão. O cara mais versátil que conheci. Consultei bastante suas músicas pra fazer o Justo Agora.
3 – Dirty Projectors – ele tá pra lançar um disco novo. E tá denso e lindo pra caramba. Eu sempre amei todos os trabalhos dele.
4 – Fingerfingerrr – Parceiros de selo (RosaFlamingo) e parceiros da vida. Eles lançaram o MAR no ano passado, estão fazendo vários shows pelo Brasil e agora vão dar rolê lá fora.
5 – Pedro Pastoriz – O disco de Pedro é lindo demais. E a cada show que eu vou percebo o quanto que ele tá crescendo como artista solo.
6 – Malli – Acabou de lançar um clipe de um single que vai fazer parte do seu disco solo. Música chiclete e muito boa. Tô curioso pra ouvir o disco.
7 – Tiê – Tô ouvindo no repeat as coisas que estamos (Adriano Cintra, Tiê e eu) produzindo pro seu 4º disco. Tá ficando lindo demais. Acho que vocês vão amar.
8 – Duncan Browne – Meu disco de cabeceira. O único disco que eu gosto dele é um de 1972 que tem ele na capa meio Monalisa. Esse disco muda vidas. Sério. Ouve. É FODA.
9- The Chainsmokers – Pop com força. Acho muito bem feito. A produção gringa desse estilo é incrivelmente impecável. Se parar pra pensar, foi o Purpose, do Bieber, que atracou no mercado essa roupagem né?
10 – Bruno Mars – Ouve esse último disco dele que tá demais. Tá hiper anos 80, 90… Meio Sugar Hill Gang, GrandMaster Flash, Newcleus… Tenho maior vontade de fazer um disco assim.

Leia também