5 perguntas para… Cícero

Cícero de boas lá no Rio de Janeiro. Foto: Facebook

O carioca Cícero está finalizando a turnê de seu terceiro álbum e em São Paulo escolheu o Cine Joia como casa para apresentar o show. Dá uma olhada lá no Azoofa para saber mais! O artista que iniciou sua carreira em 2011, já tem uma série de eventos para celebrar, como a turnê em Portugal, que ganhou um videoclipe (assista ao final da matéria) e a parceria com Marcelo Camelo, que rendeu um belo show do festival Coala, que rolou no Museu da América Latina, em São Paulo.

Bem, conversamos rapidamente com Cícero para saber um pouco mais de como as coisas estão indo e o que esperar desse show. Dá uma olhada!

Move That Jukebox: Cícero, as coisas para você aconteceram muito rápido. Já dá para fazer uma análise da carreira? Acha que foi “sorte” tudo ter vindo assim? Afinal “Tempo de Pipa” tem hoje 5 milhões de visualizações no Youtube.

Cícero: Foi meio rápido mesmo, mas como vinha de anos de banda independente, acho que consegui pilotar as coisas de uma forma boa. Não acho que foi sorte chegar onde estou hoje, porque os últimos cinco anos foram de muito trabalho. Mas acho que foi sorte ter sido descoberto. Muita gente boa lançou discos que passaram batidos, no meu caso houve uma identificação comigo e isso me lançou em turnês, em novos discos, fez a música virar meu ofício. Isso foi sorte sim, porque nunca consegui racionalizar esse momento, em 2011. Se for pra analisar, acho que a primeira fase da minha carreira acabou. Não sou mais promessa, novidade. Acho que agora é expandir sem medo.

Move That Jukebox: Este o último show em São Paulo, o que dá para o público esperar?
Cícero: Uma música nova e um show bem redondo com a banda grande. Fiz poucos com essa banda. Esse show é uma comemoração. Pelo disco ter me trazido tanta coisa boa, por ter morado em SP e aprendido a amar essa cidade.

Move That Jukebox: Isso também quer dizer que você está indo para o quarto disco? Como estão as composições? Sai este ano? Você é um cara que produz rápido.
Cícero. As composições estão indo bem, comecei já tem um tempo a organiza-las. Fui mais experto dessa vez e separei um tempo maior pra produzir o disco, com espaço pra fazer, ouvir, refazer, reouvir, descansar, ouvir de novo.

Move That Jukebox: Como foi tocar em Portugal? Você pode dar uma dica para as bandas que querem expandir o território e dar dicas de como tocar fora?
Cícero: Foi demais. Sou apaixonado por Portugal! Fui com todos os discos tocar lá, assim como fiz no Brasil, e fui criando um público, uma rota, uma história. Fiz assim, mas não tenho dicas específicas, nunca segui nenhuma, não ouço conselhos. Acho que cada um chega onde sua natureza pede. Eu sempre me mudei, me desloquei, fui por aí. Morei fora, em um monte de lugar… Por isso minha carreira é espalhada. Mas têm amigos meus que gostam do mato, de ficar em paz produzindo, no sossego. Pra esses a ideia de “expandir” tá mais na cabeça, na obra em si. Acho demais também. Com a internet você pode expandir sem sair de casa, produzindo e divulgando na rede, cuidando do dia-a-dia mais que da carreira. Um dia vou entrar nessa também. Você pode viajar o mundo tocando e nada acontecer porque sua música não tem essa natureza de comunicação, e pode gravar em casa, nunca sair do bairro, e sua música se alastrar pelo país e mundo.

Move That Jukebox: Quais músicas estão movimentando sua jukebox?

Cícero: Mogwai, “Song For A Forgotten Future”. Tom Jobim, “Rancho das Nuves”. Villa Lobos, “Bachianas nº4”. Radiohead, “Life In A Glass House”. Paulinho da Viola, “Sinal fechado”.

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