5 perguntas para… Dengue (Nação Zumbi)

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Dengue durante apresentação no 20º Cultura Inglesa Festival. Foto: Alan Alves

Primeira coisa. Como é difícil entrevistar uma banda que você admira e gosta e acompanha há tanto tempo. Foi assim, que fui com as minhas perguntas entrevistar Dengue, baixista da Nação Zumbi, nos bastidores do 20º Cultura Inglesa Festival. Sol ainda estava despontando no céu e ficamos aquecidos por ele.

Move That Jukebox: Não é muito comum vocês fazerem versões, por isso, como foi escolher as canções para cantar hoje aqui no festival?
Dengue: É, a gente faz, mas a gente tem muita música, então para escolher, a gente acaba escolhendo as nossas. Mas a gente gosta de certas bandas, e aí foi bom para gente pensar. “Vamos fazer o que?”, “Ah, David Bowie!”. Sair do normal também, né? Tem Beatles e várias bandas que a gente sugeriu e que foram legais da gente escolher, porque realmente são muito influência na nossa vida.

Move That Jukebox: Eu vi que vocês estavam ensaiando no Red Bull Station e o Paralamas do Sucesso também passou por lá. Tem alguma novidade vindo por aí?
Dengue: Tem sim. A gente vai fazer uma turnê, na verdade é um show só, que dependendo do resultado vai virar uma turnê. [O show em questão foi no festival João Rock]. E ontem, a gente ensaiou as músicas daqui e ensaiamos com eles.

Move That Jukebox: E Além do Nação, vocês tem vários projetos, cada um tem uma banda… Isso é para desenjoar um pouco um da cara do outro?
Dengue: É, acaba que é. Mas no final das contas, os outros projetos são conosco mesmo. Tem os Los Sebosos Postizos, que são eu, Lucio, Jorge, Pupilo e Da Lua. É mais para desenjoar do som. É mais para se desamarrar do nome Nação, que é muito pesado e as pessoas rementem a determinado tipo de som. A gente gosta de expandir. A gente foi tocar com Marisa Monte, fomos Lucio, Pupilo e eu, é sempre a mesma coisa. [Risos]

Move That Jukebox: Vocês estão fazendo também um show em comemoração aos 20 anos do “Afrociberdelia” e também aos 50 anos do Chico Science. Tem como essa turnê vir para cá? E vocês estão pensando em relançar o CD? Fazer alguma coisa especial?
Dengue: Nós vamos fazer uns 10 shows no máximo e sim, tem que passar por São Paulo. [O show já foi confirmado e será na Audio, dia 12 de agosto]. Na verdade, a gente conversou com o presidente da Sony, porque este disco é da Sony, que é um grande amigo nosso. Ele era técnico e hoje é presidente da Sony! E a gente está vendo a possibilidade de fazer uma caixa em homenagem aos 50 anos do Chico.

Move That Jukebox: Já chegamos nesse assunto. Queria fazer uma pergunta que você já deve ter respondido milhares de vezes, mas ainda tenho essa questão na minha cabeça. Como foi para vocês depois da morte dele, vocês decidirem continuar com a banda. Porque assim, seria mais fácil vocês continuarem, mas com outra banda, outro nome.
Dengue: É… Mas essa banda tem muito de todo mundo. A gente deu muito suor. Nunca passou pela nossa cabeça não voltar. A gente só deu um tempo para o monstro sair da nossa cabeça. Quando saiu… voltou! É a vida, né? A gente tem que encarar e beleza, seguir. Não tem muito o que pensar. Para gente foi difícil voltar, mas ao mesmo tempo foi fácil. Foi difícil não estar com ele, mas foi fácil voltar.

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