5 perguntas para… Gustavo Galo

Gustavo Galo_credito Helena Wolfenson

Gustavo Galo, o poeta músico se apresenta ainda em dezembro. Foto: Helena Wolfenson

Não. Çá porra desse ano ainda não acabou! Gente, este ano parece aquele pesadelo ruim que você tem toda noite, não é não? Jesus amado! Parece aquele jogo de futebol que vai para prorrogação e ninguém faz gol. Será que horas que vamos para os penâltis? Mas, contudo, entretanto, todavia, tem coisa boa rolando ainda e uma dessas coisas é o show do Gustavo Galo e do Juliano Gauche lá no Z Carniceria, dia 23 de dezembro! Saiba mais lá no Azoofa. Galo lançou este ano o segundo disco da carreira solo (ele fz parte do Trupe Chá de Bolso), Sol, belo disco cheio de músicas que falam de amor e sexo (por que não?) e também cheio de poesia. Batemos um papo rapidão com ele e você confere aí embaixo:

Move That Jukebox: O que mais me chamou atenção nas suas letras é que elas não pequenas poesias. Você pensou nisso quando escreveu as letras?

Gosto muito de poesia. Posso dizer que sou mais afetado pelo trabalho dos poetas do que pelo dos músicos. Leio muita poesia, tenho parcerias com alguns poetas. no disco, “Um Barato”, surgiu de um poema de Júlia Rocha. No ASA [primeiro disco de Gustavo] gravei parcerias com o poeta arrudA. A Trupe Chá de Boldo registrou parcerias com Paulo César de Carvalho. Gosto mesmo de uma letra quando ela funciona também no papel, independente da melodia.

Move That Jukebox: Eu diria que o tema central do seu disco é o amor, com alguns toques de sexo. Como foi que isso aconteceu? Relacionamentos estão em várias músicas.
Pode ser que seja o amor. Para mim é mais um jeito de tocar na vida que está em questão. Tem um certo modo de amar, tem a relação com a independência artística, tem posicionamento explicitamente anticapitalista. Tem tudo isso! É que é mais fácil notar o amor.

Move That Jukebox: Participações especiais, parceria. Esse disco está bem estrelado. Como você foi convidando e pensando na galera que ia estar no disco?

Todas as participações foram de pessoas que admiro e convivo. Esse foi o critério, envolvimento estético e afetivo.

Move That Jukebox: Temos uma música que não é sua, mas do Jorge Mautner com o Jacobina. Foi difícil conseguir a liberação da música? E ele é uma inspiração para você, inclusive, na capa do LP ele está de calça e com o dorso nu. A influência dele vai então desde musicalmente, mas também chega na estética?
Além do mautner e do jacobina, o disco apresenta versões para canções de Luís Capucho, Lira, Dan Maia. Estes artistas são referências pra mim. O Mautner para mim é especial, porque além de compositor, de cancionista, ele é um filósofo. acho que SOL foi bem inspirado por alguns escritos não musicais de Jorge Mautner. Em relação ao dorso nu acho que foi coincidência. ou trabalho do “inconsciente”.

Move That Jukebox: Estamos no final do ano, diga aí, três discos que você não parou de ouvir este ano.

Água batizada do Negro Leo, Arco-e-Flecha da Iara Rennó e Step Psicodélico do Tatá Aeroplano.