5 perguntas para… Jair Naves (NavesHarris e Ludovic)

O duo, que é também um casal. Foto: Lucci Antunes

A união de Jair Naves e Britt Harris em 2015 deu no duo NavesHarris e em quatro músicas divididas em dois EPs, já disponíveis em todas as plataformas digitais. O mais recente saiu no finalzinho do ano passado e como entramos de férias, não apareceu por aqui, mas como temos a política do antes tarde do que nunca, aproveitamos para conversar via e-mail com Jair sobre esse encontro com a Britt. Você consegue escutar Immaculate Sinners/Sleep ao final da entrevista. Eles se apresentam em São Paulo nesta sexta, lá no Z Carniceria. Saiba mais lá no Azoofa.
O Jair Naves, vocês já devem conhecer, já que estava há pouco em carreira solo mostrando o ótimo Trovões a me atingir (2015), segundo álbum da carreira do artista que também fez parte do Ludovic. Já a Britt Harris, além de se dedicar à música pela primeira vez como compositora, é também atriz e mora em Los Angeles.
Move That Jukebox: Vocês estão se dando muito bem tocando juntos. Me conta como nasceu a parceria de vocês, como se conheceram. 
 
Jair Naves: Conheci a Britt no fim de 2015, quando ela veio a São Paulo divulgar o filme “Birds of Neptune“, que fez parte da Mostra Internacional de Cinema daquele ano. Logo na nossa primeira conversa ela mencionou que cantava e escrevia algumas músicas, mas que nunca tinha tido oportunidade para levar isso adiante. Pedi para ela me mostrar o que tinha. Depois de algumas semanas, quando finalmente pude ouvir, fiquei encantando com a voz dela e com as letras das músicas. Me ofereci para ajudá-la a finalizar algumas composições dela que estavam inacabadas, escrever outras e para gravar as músicas com um grupo de amigos aqui no Brasil. Foi assim que tudo começou.
 
Move That Jukebox: Para você deve ter sido diferente também, né? Essa experiência de tocar com alguém. Você vem de dois discos solos. Estava desacostumado a trabalhar com outra pessoa? 
 
Jair Naves: A bem da verdade, eu nunca tinha tido essa experiência de trabalhar com base no material escrito por outra pessoa. Desde a época do Ludovic foi tudo sempre em cima das minhas composições, minhas letras, minhas ideias. Trabalhar com ela me deu a oportunidade de exercer um papel de produtor, co-autor ou coisa do tipo, o que está sendo muito enriquecedor.
 
Move That Jukebox: Acho que o seu trabalho com a Britt lhe deu um ar mais pop. É uma coisa que você buscava nesse trabalho? 
Jair Naves: Não exatamente. Não consigo encarar o processo de criação dessa forma, com um objetivo final já em mente, aquela coisa meio: “Ah, vou montar um projeto mais pop, outro mais industrial, depois um mais pesado” e etc. O que torna o exercício de fazer música tão divertido para mim é a imprevisibilidade da coisa, juntar um grupo pequeno de pessoas para tocarem juntos sem ter muita noção do que vai sair desse encontro. Creio que esse lado mais acessível do NavesHarris tem a ver com a voz dela, de uma beleza inacreditável, e com a doçura dessas primeiras composições. Como nós também temos uma vida juntos, é natural que as músicas também falem da nossa relação de alguma forma, o que também contribui para que o resultado final acabe tendo uma leveza maior do que o que eu vinha fazendo até aqui.
 
Move That Jukebox: Já são dois EPs e um videoclipe e agora? Teremos um disco? O que esperar desse show? Já decidiram o que vão tocar?
 
Jair Naves: Estamos correndo para finalizar o disco e lançá-lo ainda em 2017. Aproveitamos cada vinda dela ao Brasil para gravarmos novas músicas e adiantarmos o processo desse primeiro LP. Vamos tocar no show as músicas dos dois EPs e algumas outras que ainda não foram lançadas.
Move That Jukebox: Quais músicas estão movimentando a sua Jukebox? 
 
Jair Naves: Leonard Cohen – “You Want It Darker”, White Lung – “Paradise” e The Antlers – “Surrender” (essa última é escolha de Britt).

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