5 perguntas para… Matheus VK

matheus vk

Matheus VK faz apresentação punica em São Paulo e traz o carnaval para o palco do Centro Cultural Rio Verde. Foto: Facebook/Divulgação

Matheus VK é o pseudonômino de Matheus Von Kruger, cantor e compositor baiano radicado no Rio de Janeiro, mas com um pezinho em Belo Horizonte. Calma, ele explica melhor na entrevista e você entende essa miscelânea que é a vida deste rapaz, que tem a carne de carnaval e coração igual. Com dois discos lançados, mas que tem um clima um pouco mais introspectivo, Vagalume (2014) e MVK (2010), Matheus optou a seguir uma outra linha em seu novo show e próximo disco, carnavalizar. Ele que faz parte do bloco carioca Fogo e Paixão, que traz o brega como tema principal, viu que a alegria desta época do ano poderia cair muito bem na nova fase. Ele sempre foi um cara para cima, mas porque não mostrar isso no palco de uma vez?

Pois, se juntou a Alê Youssef e criou um show que une teatro, dança e karaokê e reúne um repertório inusitado, que relembra autores como Alípio Martins, Jupiter Maçã e Sergio Sampaio, Caetano, Bee Gees, Gilberto Gil, Beatles, Olodum e É o Tchan e canções autorais, como  “La Malemolência” – que tem um clipe divertidíssimo estrelado por  Leandra Leal, Bruno Mazzeo, Bianca Comparato e Luis Lobianco (Porta dos Fundos).

O gajo faz uma apresentação única em São Paulo com participação especial de Zé Ed, do querido bloco Tarado Ni Você, esta sexta-feira, a parti das 23h, no Centro Cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 119). Os ingressos custam R$ 20 e você pode adquirir aqui.

Confira:

Move That Jukebox: Matheus, você é baiano, com ascendência mineira e mora no Rio. Vamos lá. Explique aqui essa bagunça.

Matheus VK: Pois é, eu nasci na Bahia e logo cedo com 3 anos fui para o interior do Pará numa vila que chama Vila dos Cabanos, onde morei 7 anos, depois fui pra São Luis no Maranhão e fiquei por lá 5 anos. Fui pra Nova Zelândia, morei 1 ano lá e cheguei no Rio em 2000, onde moro desde então. Meu pai é engenheiro e por causa do trabalho dele a gente mudava muito de cidade. Apesar dessas mudanças todas dentro de casa era sempre Minas, com tudo que tem direito, Clube da Esquina, muita reunião familiar e pão de queijo. Então quando me perguntam de onde eu sou eu falo que sou baiano e pronto, porque pra explicar diretinho demora um pouco. [Risos]

Move That Jukebox: Seu som tem todo um gingado e é muito animado, isso vem do Fogo e Paixão? E como foi que você entrou no bloco?

Matheus VK: A alegria sempre foi uma das minhas expressões mais fluentes, apesar de ter lançado 3 discos com propostas mais introspectivas, os shows desses mesmos discos sempre tiveram um clima solar. Há um ano eu decidi aprofundar nesse lado mais alegre e transgressor que eu mostrava mais na época do carnaval. Com idealização do Alê Youssef e direção da Dani Gleiser, a gente chegou no show que faço hoje. Com relação ao bloco, quando o Fogo e Paixão foi criado, o que a gente queria era poder assumir o lado brega que mora dentro de cada um de nós, e isso ficava claro quando nos finais das festas com violão, o repertório que sempre começava com jazz, e MPB cabeçuda como Guinga, Chico e Milton, acabava com Wando, Sidnei Magal e Reginaldo Rossi, e como pra mim o melhor jeito de viver a fantasia do mundo real é no carnaval, criamos o Bloco Fogo e Paixão.

Move That Jukebox: E como foi que você resolveu seguir para a carreira solo? Porque é sempre mais difícil cantar suas próprias músicas, né?

Matheus VK: A carreira solo veio antes do Bloco, meu primeiro disco foi lançado em 2008 e o bloco nasceu em 2011. Mas sem dúvida um show todo autoral é mais difícil do que um show cheio de sucessos populares. Independente do sucesso do Bloco, eu segui produzindo minhas músicas e meus discos, então lancei mais dois discos MVK de 2010 e Vagalume, de 2014 e um DVD Durantes (2012). A carreira autoral estava indo bem mas a sensação que eu tinha era que eu eu poderia juntar os dois trabalhos em um só, foi quando nasceu o novo show que é a união do meu trabalho autoral com características do Bloco Fogo e Paixão. Estou muito feliz com o resultado!

matheus vk - bloco fogo da paixão

VK durante apresentação no Bloco Fogo da Paixão. Foto: Facebook/Divulgação

Move That Jukebox: Teu show é uma grande mistura do teatro, dança e karaokê. Mas como isso se dá no palco? Pelo menos faz soar tudo muito divertido.

Matheus VK: Durante a criação do show, o que mais interessava era que a atmosfera do show gerasse um ambiente de liberdade de expressão pra todos que estivessem assistindo, então o repertório e a dinâmica do show foi criada pra que o público se sentisse parte do show. O momento karaokê é o auge disso, quando alguém da plateia sobe ao palco pra cantar um clássico karaokezístico comigo. Quando eu chamo alguém da dança ou do teatro pra participar, eu percebo que a disponibilidade do público para novas sensações aumenta e a atenção se renova.

Move That Jukebox: Você é também uma pessoa muito bem relacionada, já teve o Nero cantando com você, tem uma série de artistas, a Leandre Leal, por exemplo, no videoclipe, o Alê Yousseff que pensou no show. Você acha que isso ajudou/ajuda teu trabalho? A propagação? Porque você já tem uma chancela de gente legal.

Matheus VK: Eu acho que ajuda muito ter pessoas legais reverberando o show, mas acho mais legal ainda quando essas pessoas se sentem em casa para subir no palco e participar do show espontaneamente, assim que eu percebo que o ambiente que o show gera é estimulante e de alguma maneira inovadora. Eu sempre digo que sou mais um mestre de cerimônia do que um cantor. Eu acredito muito que um lugar onde as pessoas se sentem confortáveis pra serem quem são é um lugar muito potente.

Pergunta Bônus: 

Move That Jukebox: O que move a sua jukebox?

Matheus VK: Tenho ouvido Simone Mazzer, James Blake, Dona Onete, Willie Nelson e Amigos da Onça.

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