5 shows para assistir antes de morrer
Eu acredito seriamente que o ciclo artístico de uma banda começa no estúdio e termina no show. É no show que ela ganha a oportunidade de provar aos fãs sua capacidade de entreter, de surpreender, de inovar e de emocionar, justamente a tarefa mais difícil, visto que a proximidade artista-público é tão grande, que se algo sai errado, resulta em graves consequências na imagem da banda. Veja bem, não tenho o menor intuito de listar aqui os melhores shows do mundo, até porque o único contato que tive com a maioria deles foi através de uma tela de um computador. Ao invés disso, quero citar alguns shows que me chamaram atenção por suas particularidades e que deveriam ser prestigiados. Confira a breve lista de 5 shows que você precisa ver antes de morrer.
Björk
Diga o que quiser. Chame a Björk de esquimó louca ou de extraterrestre com síndrome de down. Reclame nos ouvidos de todo mundo que foi por culpa dela que o seu show do Arctic Monkeys atrasou (na boa, isso foi há um ano atrás e ainda tem gente comentando. Too much ok). Isso não importa. É justamente toda essa excentricidade que traz beleza ao trabalho dela. Alguém consegue imaginar a Björk cantando no ritmo perfeitamente? Ou sem soltar aqueles berros esganiçados que doem os ouvidos? Ou então cantar Hyperballad sem dançar desorientada e loucamente, enquanto seu pequeno coral particular e uniformizado a acompanha como em um ritual pagão do deus Sol? Sei lá, as pessoas se acham muito detentoras da verdade e da idéia de “ser normal”. Enfim, eu tive o privilégio de assistir ao show da Björk ano passado e me arrependo não poder ter acompanhado tudo da grade. Mesmo assim, recomendo pra quem não foi.
Akron/Family
Diga o que você quer. Dançar? Cantar? Subir no palco? Tocar os instrumentos? Pois o seu desejo é uma ordem. Pelo menos para o Akron/Family, ele é. Acostumados a tocar em pequenas casas de show, os americanos do Akron fazem a alegria da garotada com condições acolhedoras nos palcos. Para eles, o conceito de “oi, vocês são a platéia, nós somos a atração, portanto não cheguem perto” não existe, seus shows são uma grande festa. Eles chamam todos para o palco (se ele aguentar), distribuem chocalhos, maracas, triângulos, agogôs e ensinam o ritmo, logo, integram todos os dispostos às canções. Mesmo que você não goste da música, vá ao show nem que seja para experimentar essa nova sensação “on stage”. Assista o melhor vídeo que encontrei (via indierock online)
Gogol Bordello
Woohoo, agora começa a dobradinha Tim Festival da lista, na minha opinião, as duas atrações que valerão mais a pena. Vamos começar com Gogol Bordello. Quem não os conhece, pode até ficar assustado com a definição “gypsy punk”. Mas vamos, o Gogol merece bem mais que isso. Simplesmente é a banda que mais quero ver ao vivo, já faz uns meses, e qualquer lugar que você procurar, encontrará elogios sobre as apresentações deles. Por que será? Primeiro, a quantidade de etnias misturadas na banda são tantas que não cabem nos dedos das mãos. Tem ucraniano, russo, israelita, etiopiano, tailandês/chinês, americano/escocês, equatoriano, romeno/japonês. Ufa, quer mais? A variedade de instrumentos. Além do quarteto básico de bandas de rock, o Gogol ainda conta com acordeões, violinos, saxofones, e percussões provenientes do leste europeu. Uma terceira opção? Bem, seus shows são EXPLOSIVOS. Acho que o vídeo a seguir pode traduzir melhor o que estou querendo dizer.
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Dan Deacon
Pouca gente conhecia Deacon antes dele confirmar presença no Tim deste ano. Na verdade ainda são poucas pessoas que o conhecem. Uma breve biografia: Dan Deacon é um gordinho muito simpático, natural de Baltimore, e que faz um tipo de música eletrônica considerada “inteligente”, como se fosse uma espécie de post-electronic. Afinal, não é qualquer um que consegue fazer um loop de quase 4 minutos da risada do Pica-Pau parecer genial. Vamos ao que interessa: os shows. Primeiro de tudo, Deacon se nega em ficar em um patamar mais alto do que seu público, então monta seus cacarecos eletrônicos lá no meio do povo mesmo. Segundo de tudo, Dan Deacon é Dan Deacon. O cara é mestre em se divertir e divertir os outros. No vídeo a seguir, ele propõe o seguinte esquema: é aberto um enorme círculo no meio da pista, e Dan escolhe um indivíduo para começar o jogo. Esse indivíduo precisa correr em volta do círculo e fazer “high five” em duas pessoas ao seu redor, quem se unem a ele na corrida. Sucessivamente, essa duas pessoas, batem na mão de outras duas, que batem em outras duas, até que todos estejam correndo no círculo. Loucura.
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of Montreal
Pessoas desavisadas correm o risco de criar uma imagem errônea do of Montreal no palco. Não, o Kevin Barnes não é só uma bichona enrustida numa meia-calça colorida entoando falsetos em Gronlandic Edit. Na verdade, ele é até casado e tem uma filha, a Alabee. O que acontece é que Barnes intepreta um personagem, que ele próprio criou no penúltimo disco da banda, o Hissing Fauna, Are You the Destroyer?, chamado Georgie Fruit, e que tem lá suas tendências mais…glamurosas, digamos. De qualquer modo, se o que você precisa é uma levantada no astral, o show do of Montreal é tiro certeiro. Os figurinos, a batida, a animação, tudo conspira em favor da integração social do momento.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=w4K8cTRiCys&hl=en&fs=1]
Por Cédric Fanti













Comentários
[...] 5 shows para assistir antes de morrer [...]
desses aí, eu só vi bjork.
eu nem gostava dela, mas depois do show passeia achar tudo lindo.
já risquei da minha lista o show da Bjork, e vi tudo da grade. seria interessante Gogol Bordello, e o show de Of Montreal deve ser fantástico! se eles por acaso, aparecerem no Brasil não perco por nada.
naum botarão o arcade fire….
o do of montreal parece foda, hein. D:
o do mgmt que eu vi ontem na mtv tava bem parado, time to pretend e o público lá, fazendo nada. o_o
cadê móveis?
MÓVEIS! o melhor show, mesmo!
DATAROCK! DATAROCK! DATAROCK!
ah, nao vou em nenhum dos tins! nao vou ver nem gogol, nem deacon, nem mgmt, nem klaxons, nem nada
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
é mesmo, faltou Móveis
cadê muse?
“Veja bem, não tenho o menor intuito de listar aqui os melhores shows do mundo, até porque o único contato que tive com a maioria deles foi através de uma tela de um computador. Ao invés disso, quero citar alguns shows que me chamaram atenção por suas particularidades e que deveriam ser prestigiados.”
Não dá pra listar tudo né gente, e eu tentei sair um pouco do óbvio, além do que, do Muse eu já falei como é bom na resenha do show.
fui no tim festa por causa desse artigo, e não me arrependi nem um pouco! gogol e dan deacon s~~ao fodas!
Olha que nem vi Gogol, mas trocaria esse show pelo Muse sem dúvida nenhuma…
[...] – Eu gostaria de dizer que a próxima notícia também vem de fontes pouco confiáveis, mas depois de ter acertado várias coisas que realmente vieram esse ano, ele merece o mínimo de moral. Lúcio Ribeiro ataca novamente, e já começou a montar a tabelinha de shows confirmados de 2009. Além daqueles que nós já sabemos (Coldplay, Keane, Radiohead), o jornalista ainda adicionou 3 novas bandas: of Montreal, que vem acompanhado da banda que já teve a participação do ex-Pavement Stephen Malkmus, o Silver Jews e dos canadenses do Born Ruffians. Eu listei o of Montreal como um dos 5 shows para serem vistos antes de morrer, lembram? [...]