6 de Setembro de 2008: Inesquecível
Neste sábado (06) aconteceu no Via Funchal em São Paulo, um festival que contou com shows de Vanguart, Melvins, Plasticines e The Hives. Promovido por uma marca de vodka, este foi o Orloff Five, mas que pode ser chamado apenas de “Show do The Hives”, pois os suecos fizeram valer o status de grande atração e superaram todas as expectativas em cima de sua apresentação.
Por motivos de decidir ir no festival só no dia que ele aconteceu, acabei chegando na metade do show do Melvins. A impressão que tive foi: muito barulho, pouca música. Não sei se era pose ou se os integrantes da banda realmente não estavam curtindo o show, pois não ouvi dizerem nem um obrigado. Perto da grade, os fãs de Melvins disputavam na pancadaria espaço com quem queria pegar um lugar bom já para o show do The Hives. A banda norte-americana ainda cantou o hino dos Estados Unidos. Desnecessário. Alguns não-fãs, revoltados com o hino, arremessaram garrafas no palco. Desnecessário também. Após mais algumas músicas, eles encerraram a apresentação com uma demonstração do barulho que seus dois bateristas sabem fazer e receberam os aplausos da platéia.

Plasticines
Antes deles já haviam passado por lá os brasileiros do Vanguart, que fizeram um show bom e sem grandes surpresas, e o DJ americano Tittsworth, que também animou o público nos intervalos entre os shows tocando clássicos do rock remixados com música eletrônica.
O próximo show foi o das francesas Plasticines, lindas e bem vestidas, que levaram os homens a loucura. Com um indie rock animado, elas souberam aproveitar seu espaço, cantando, gritando e falando com a platéia. Porém elas mesmas sabiam que estava todo mundo ansioso pro show dos Hives, e disseram: “Vocês querem ver Hives? Antes vão ter que ver a gente!”. E vimos.
As francesas saíram de cena e entraram os roadies, carregando a bateria de Chris Dangerous e amplificadores personalizados com o nome de cada integrante. A luz se apagou, no telão se acendeu o brasão da banda, e público começou a gritar. Após um tempo, eles finalmente entraram. Impecavelmente vestidos, abriram sua apresentação com ‘Hey Little World’, que serviu para aquecer o povo. Aquecimento este que deu certo, pois na seguinte, ‘Main Offender’, os suecos viram realmente como é a tão famosa platéia paulista. O show havia começado de verdade.

Howlin’ Pelle Almqwist
Um bloco de gente pulando, gritando, cantando, se empurrando. A pista do Via Funchal estava pegando fogo e os cinco no palco estavam adorando isso. Os irmãos Howlin’ Pelle Almqwist e Nicholaus Arson disputavam para ver quem agitava mais. Pelle é um showman completo, e sabe que é. Aprendeu várias palavras em português e junto com elas, aprendeu a controlar totalmente a platéia. “Batam palmas! Pára! Batam palmas! Pára!”. Nicholaus conquistou a todos com suas caras de louco psicopata, mostrando a língua, assoprando os dedos e rodando a guitarra. Estava acontecendo o melhor show da vida de muita gente.
Quando chegou ‘Die All Right’, outro grande momento, música nova já havia sido tocada, eles já tinham tirado os ternos e o público estava conquistado. O clima era diferente. Os bate-cabeças e empurrões nem importavam, eles pareciam ajudar no êxtase em que todos estavam naquele momento. E o melhor ainda estava por vir.

Nicholaus Arson
Em ‘Diabolic Scheme’, Pelle subiu na platéia e por lá ficou um bom tempo cantando. Quando voltou, começou ‘You Dress Up For Armageddon’, um grande momento do show. Não na platéia, mas no palco. Em uma pausa da música, os cinco músicos se paralisaram. E lá ficaram por um bom tempo. Até que voltaram com tudo, e o refrão “I heard you before when you said…There’s a hole in your heart and it’s bleeding” foi entoado por todos os ainda mais extasiados fãs.
Até que chegou a melhor parte do show, e a melhor sequência de músicas que eu já preseciei ao vivo. Começou com ‘Two Timing Touch and Broken Bones’ e depois dela o rockão ‘Return The Favour’, que teve seu ôôôô repetido diversas vezes. A banda saiu com aquela de “terminou o show”, mas todo mundo sabia que não tinha terminado. Após um tempo de “Olê Olê Olê Olê Hivês Hivês”, Chris entrou e começou a tocar. Aos poucos os outros também vieram e se iniciou ‘Hate To Say I Told You So’. Pelle gastou todo seu vocabulário português. “São Paulo, Te amo!”, “Gritaííííí”, “Tira o pé do chãããão!”, e o povo adorou. A música foi cantada em côro perfeito, fazendo dueto com o vocalista, que cantava o verso e passava para a platéia gritar “because I wanna!”.
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Main Offender
Ao final, após apresentar a banda e dizer diversas vezes “vocalista, vocalista!”, Pelle disse que ele era uma bomba, e que ela fazia… Tick Tick Tick Tick, e então o Via Funchal inteiro entrou em transe. Logo no primeiro “Yeeeah!”, nada mais ficava parado naquela pista, era uma mistura de suor, alegria, emoção, choro e loucura. O tempo parecia ter se paralisado naquele momento, e o melhor lugar no mundo que qualquer pessoa poderia estar era aquele em que uma multidão gritava até perder a voz: Tick Tick Tick Tick Tick Tick Tick BOOM!
Aquele momento insano durou uma eternidade, mas uma hora acabaria, e esta hora havia chegado. O vocalista não dispensou elogios aos seus espectadores, disparando vários “Te amo”, e era retribuído com palmas e gestos de louvor. Os cinco se juntaram na frente do palco e agradeceram o carinho de quem os assistiu e gritou, pulou, e cantou sem parar. Nós que os agradecemos, The Hives, por terem feito uma simples noite de sábado se tornar um dos dias mais inesquecíveis de nossas vidas. Muito obrigado.
Setlist:

Autor: Marçal Righi
Fotos do show por Amanda D.













Comentários
organização cagou em por melvins, o público dele não combina com o resto do festival
uma pena, a banda é tão boa, merecia mais destaque
O Show dos caras do Hives aki em Brasília tbm foi foda , basicamente eles repetiram o que fizeram no show ai com vcs , com o adicional de q tinha pouca gent eentão dava pra ver as espinhas dos caras de tão perto q eu fiquei .
Foi do caralho !
Ótima a resenha, marçal!
Parece realmente ter sido bom pra ca-ra-lho.
Ia fazer o mesmo comentário do Guilherme, que o show foi bem parecido e talz…
Foi Maravilhoso, sem dúvida!!!Os caras são LOUCOS!!!!
só ouvindo as músicas da vontade de dançar, imagina num show. haha -q
Acho que já disseram tudo com a expressão “O show foi insano”
cnsegui chegar em casa e colocar disco pra tocar mais uma, e mais outra e mais outra vez!
“melhor show da vida de muita gente…” eu me encaixo nesse “muita gente” *-*
que show foi esse? perfeito. e os caras são MUITO simpáticos, o Matt tentou umas 5 vezes jogar a palheta pra um menino do meu lado, errou todas. mas fazia uma cara de dó ._. HAAHAHHHHA *-* fofíssimo.
quero mais Hives, aah !
[...] dúvidas, o melhor show da minha vida. 6 de setembro inesquecível! Valeu a pena ficar torrando no sol das 13h às 17h, querendo faze xixi e “engolir” o [...]
cacete, fiquei arrepiado lendo essa resenha e lembrando de cada momento desse ótimo show!
DD
o vídeo tá muito bom!
putz, morar no meio do mato é foda @_@
ler essa resenha me deixou com ‘água na boca’,com certeza foi um ótemo show, A-D-O-R-O todas as bandas.
P.S. e pensar que o show mais expressivo que aconteceu na minha city foi o dos sertanejos Rick e Renner, obviamente eu não fui.
‘putz, morar no meio do mato é foda’[2]
Concordo
caara, num acredito, além de morar longe, tbm tem a idade né?
Ótima resenha, muito legal, dá pra imaginar um pouco como foi, até porque ao vivo não tem nem comparação !
Pooxa, mas que vcs se divertiram e que os The Hives gostaram !
[...] sentimentos extremos, com muito suor e calor humano. Para ter uma idéia melhor de como foi, leia aqui. [...]