Arctic Monkeys – Suck It And See

Hoje, 8 de junho, é o dia em que os Arctic Monkeys tiraram Lady Gaga do topo da parada britânica com seu novo disco, Suck It And See. O fato de uma banda de indie rock desbancar o maior fenômeno midiático da atualidade não é pouco: mostra que, embora estejam longe de se encaixar em qualquer definição de “estrelas”, os quatro macacos ainda significam muito para esta geração que entrou na puberdade ouvindo Strokes e White Stripes. Suck It And See, antes de ser um álbum, é um troféu para nós, um marco a ser comemorado. Mas será que o disco consegue superar o hype da banda?

Na minha opinião (e saibam diferenciar uma opinião de um ataque, ok?), não, não consegue. Mas calma que eu explico…

Os Arctic Monkeys se estabeleceram com dois discos que circulavam em torno da adolescência e de seus desdobramentos. Os temas de cada letra eram bem definidos, tratando de situações específicas que se mostravam simbólicas para a vida de quem cantava. Esse era o truque: as letras de Turner eram traduções de sentimentos, de sensações que todos sentimos, mas não sabemos bem como verbalizar.

Por isso mesmo, era mais que um truque, era uma sacada de gênio: quem nunca se sentiu como o cara de “A Certain Romance”, que vê os defeitos dos amigos, mas faz vista grossa porque, afinal, são seus amigos, ou o solitário de “Despair in the Departure Lounge”, que estranha a si mesmo quando percebe a saudade que tem de sua namorada, ou o indivíduo de “Do Me a Favour”, que percebe que o relacionamento está terminando, mas não sabe o que fazer a respeito?

Não se engane: é muito, muito difícil escrever letras assim, porque elas não descrevem as sensações em si, mas sim as situações que as fazem surgir. Criar tais letras requer não só uma visão apurada do universo ao redor, mas também uma sensibilidade extrema para transpor as idéias sem deturpá-las. Coisa de gênio, mesmo.

E o que aconteceu em Suck It And See foi que Turner propositadamente largou tudo isso para tentar ser engraçadinho. Não estou exagerando: o próprio vocalista declarou em entrevistas que se esforçou para que suas letras fossem mais abertas à interpretação, menos observativas e mais cheias de piadas. O problema é que, quanto mais aberta à interpretação é a música, mais vaga e abstrata ela é, e menores as chances de acertar no alvo.

Compare você mesmo. Qual destas letras te dá uma noção melhor da mulher: “She’s got a telescopic hallelujah hanging up on the wall / Her steady hands may well have done the devil’s pedicure” (“The Hellcat Spangled Shalalala”) ou “You’re a Topshop princess, a rockstar too / You’re a fad you’re a fashion / Everybody’s looking, you’ve got control of everyone’s eyes” (“Still Take You Home”)?

Escolher fazer letras assim não faz de Turner (nem de ninguém) um mau compositor, mas fica claro em Suck It And See que ele ainda não dominou essa arte. O vocalista mirou declaradamente em compositores como Nick Cave, David Bowie, Lou Reed e Leonard Cohen, mas o dardo não chegou tão alto. Turner parece obcecado em inserir anedotas com apelo imagético nas músicas (“Jigsaw women with horror movie shoes”, “Give me an eenie meenie miney mo of an ‘ip-dip dogshit rock and roll”, “Topless models doing semaphore”, etc. etc. etc.) e esquece de dar profundidade a elas. Isso sem falar nas piadas que são as letras de “Brick by Brick” e “Don’t Sit Down ´Cause I’ve Moved Your Chair”, dois amontoados de frases de efeito.

O instrumental do disco é bem decente, principalmente porque, pela primeira vez em um disco dos Arctic Monkeys, o baixo é quem mais se destaca, o que dá uma perspectiva diferente às coisas. Mas isso é uma qualidade ofuscada pelo fato de que oito das doze músicas parecem variações de “Cornerstone”, com guitarras agudinhas (“chimey”, como Turner as classifica), tempo desacelerado (que força Helders a se conter na bateria) e Turner no modo crooner, procurando subir o tom o menos possível. Isso para alguém que, alguns anos atrás, cantava influenciado pelo grime.

Essas oito músicas acabam ficando meio homogêneas, circulando dentro de uma fórmula restrita. Quando os Monkeys resolvem acelerar as coisas, é para as repetitivas “Don’t Sit Down ´Cause I’ve Moved Your Chair” e “Brick by Brick” (essa última, inclusive, recebeu uma avaliação honestíssima por Adolf Hitler) ou para as eficientes “Library Pictures” e “All My Own Stunts”, que soam como um Queens Of The Stone Age light.

No final, Suck It And See é um álbum bom? É, não dá para dizer o contrário. Mas é um álbum em que os Arctic Monkeys rejeitam tudo que eram no começo e apostam em um formato e conteúdo que 1) já são explorados desde os anos 70 e 2) não são a especialidade deles. Eu diria até que, se fosse o debute de uma banda qualquer, o disco não chamaria um décimo da atenção que chamou.

Alex Turner já cansou de repetir em entrevistas que ele prefere a banda como está agora e que não poderia fazer outros álbuns como o primeiro. Ele entende essa nova fase como uma evolução. Talvez seja, de fato. Mas a experiência diz que abandonar tudo que você tem de especial para tentar reciclar um estilo já usado e abusado por décadas não é evoluir, é andar para trás.

  • Mari

    Amei o disco, achei digno.

  • guru

    Sinceramente é o review mais decente do álbum até agora, e olha que não é puxa saquismo pq xinguei todos os últimos reviews daqui, bom trabalho.

  • Eu já escutei o disco dezenas de vezes e, sinceramente, ainda não sei se gostei dele ou não!

  • efieme

    ah velho, penso que é uma transição, acontece… não acho o disco ruim, se não é fácil passar por essa transição não sendo artista, diga-lá sendo.

  • efieme

    siimm.. piledriver waltz é FODA!

  • gabriela

    “E o que aconteceu em Suck It And See foi que Turner propositadamente largou tudo isso para tentar ser engraçadinho. Não estou exagerando: o próprio vocalista declarou em entrevistas que se esforçou para que suas letras fossem mais abertas à interpretação, menos observativas e mais cheias de piadas. ”

    a intenção era arriscar e ver até onde eles poderiam ir arriscando, até onde eles são capazes. e acho que provaram que são.

    sobre as composições, ainda assim, julgo ótimas. é muito raro ver algo escrito pelo turner e achar ruim (eu pelo menos). mesmo o que for mais vago, ainda é de certa forma, profundo… nem que seja pela intenção da letra, ou por qualquer lirismo que não seja muito destacado.

    bom, excelente análise. a melhor do cd que eu já li até agora – senão a melhor relacionada aos monkeys, em geral.

  • Monica Ash

    ainda prefiro o “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” e tenho um certo apreço pelo “Humbug”, mas mantenho minha fé nos macacos

  • Renato

    Finalmente um review sincero, sem aquele “adorei o disco porque é dos Arctic Monkeys”. Arctic Monkeys é uma das minhas bandas prediletas mas sinceramente não sou fã de Suck It And See, já ouvi o disco algumas vezes, mas nem de longe é o meu favorito deles, sinto falta da rebeldia, das melodias rápidas e enérgicas, das letras significativas dos dois primeiros álbuns. Não detesto Suck It And See, mas para mim It kind of sucked…
    Acho que não suportaria outro disco nesse estilo… Simplesmente não!

  • Gabriel

    Galera, vamos participar da votação para eleger a banda que abrirá o MOVE FEST.

    – DOIS CLICKS BOOM! HATCHETS –

    Vamos lá galera, SÃO APENAS DOIS CLIQUES!

    Valendo:
    – 2 ingressos para o Jukebox Festival.
    – Curtir uma house party OPEN BAR com shows especiais.

    Acesse o link: https://www.facebook.com/home.php?s… Clique na banda Hatchets.
    Se a Hatchets ganhar faremos um sorteio e, o vencedor ganhará o prêmio descrito acima!

    SÃO APENAS DOIS CLIQUES!

  • Marina

    Concordo plenamente. Apesar de achar esse disco no geral melhor do que o Humbug prefiro infinitamente os dois primeiros, as musicas que a gente perde o fôlego pra cantar junto e que as letras cabem perfeitamente nas situações que a gente vive. Espero que o no próximo álbum eles encontrem um meio termo, não precisa voltar a fazer um Whatever, mas alguma coisa que tenha uma conexão.

  • Filipe

    achei que era só eu que pensava dessa forma.

  • Bixo

    De fato os Macacos não são mais os mesmos… Melhor ou pior? Diferentes!

  • Ignácio

    Fazia tempo que não lia uma resenha tão boa por aqui. Parabens pela analise, de verdade.

    PS: Mantenha o Neto longe de resenhas de discos, porfavor.

  • Alexandre

    Caramba, eu sou o único que discorda completamente então? Pra mim, pelo menos, os melhores discos são aqueles que demoram pra crescer em vc, requer algumas ouvidas pra entender. Isso não acontecia nos primeiros discos deles, eu gostava desde o começo. Agora eu tenho que interpretar as músicas, e isso faz elas se misturarem comigo e eu entender elas de um jeito meu. Acho essa “colaboração” que o artista faz com a gente sensacional, e pra mim está bem feita nesse álbum. Francamente, esse comentário de “variações da cornerstone” está bem raso, parece de alguém que não presta atenção na música e só ouve ela enquanto está fazendo outra coisa, sem prestar atenção. Cada música tem uma construção diferente, indo de um som mais característico deles que nem a she’s thunderstorms até uma pegada joy division na that’s where you’re wrong.
    Fiquei decepcionado com esse review.

  • Fiorelo

    Uma das primeiras vezes que eu li o movethat foi através da resenha de Humbug. Acho que foi uma boa resenha, encarava as novidades e diferenças do disco de frente e sem usar a comparação com os discos anteriores como base para a resenha. Achei bem corajosa a resenha. Me deu curiosidade sobre uma banda que nunca me chamou atenção e me passou uma otima impressão do blog.
    O fato é q “humbug” marcou epoca pra mim, e eu não ouviria ele se não fosse a resenha q eu li por aki. Os dois primeiros discos ,no entanto, nunca “desceram” até hj. Sou fã do “humbug” e não da banda mas talvez mude opinião (estou gostando do novo disco). Ao contrário da primeira resenha q li aki, essa me desapontou. Não tem as qualidades q eu lembro ter lido outrora. No mais “Suck it and see” é mediano, mas ainda sim uma delicia para ouvir nesse inverno.

  • Lucas

    “Mas isso é uma qualidade ofuscada pelo fato de que oito das doze músicas parecem variações de “Cornerstone””.
    Faltou tu ouvir o disco inteiro mais vezes. Além de considerar sim uma evolução e não um regresso essa fase de desprendimento aos dois primeiros discos em todos os aspectos, concordo, em partes, com o resto.

  • Leo

    Ótima resenha. Realmente é muito difícil achar uma crítica de um álbum dos Arctic Monkeys sem que o espírito fanboy não contamine toda a argumentação. Agora sobre o que o autor falou eu concordo em partes. A identificação com os dois primeiros álbuns é instantânea mesmo. Letras mais do que descritivas permitem ao ouvinte construir toda a história na cabeça. Outro exemplo disso além dos que você citou é “From the Ritz to the Rubble”. A situação de ser barrado na entrada de uma balada com seus amigos é coisa que todo mundo já passou e a música retrata perfeitamente o que sentimos em relação aos sempre simpáticos seguranças. Mas se você ouvir bem as letras desses primeiros álbuns, dá pra perceber a inocência e o frescor dos pensamentos de um compositor que está na sua plena juventude. Não tô falando que o Alex tá velho, mas como ele bem disse, ele nunca mais seria capaz de transmitir com tamanha honestidade e com a visão do mundo daquela época da vida que ele tinha os seus sentimentos e pontos de vista. Quer queira ou não todo mundo acaba ficando “jaded” e isso não fica natural nas músicas (IMHO).

  • Francisco

    Incrível resenha.
    “Variações de Cornerstone” é a melhor definição desse disco.
    E dessa vez não aconteceu para mim o que aconteceu com Humbug, que eu estranhei, mas depois de ouvir cinco vezes, percebi que era o disco mais complexo, bem acabado e, na minha opinião, uma obra prima. Suck it and See é em grande parte tédio, com uns dois, três pontos altos.

  • Guilherme

    De fato os primeiros discos são muito mais impactantes do que esse novo,mas, dizer que este disco é ruim , acho que é um pouco exagero. Pelo menos não é um disco novo ,como o do Strokes …

  • João

    Que resenha boa!

  • Vanessa

    Por mais que eu não concorde em alguns pontos, achei uma ótima resenha e não deixa de ter umas boas verdades.

    Mas para mim, Suck It And See, com certeza, não é um conjunto de variações de Cornestone, concordo que umas 3 músicas realmente são, mas 8 não.
    Também não concordo que eles estão involuindo. Os dois primeiros cd’s foram a fase imatura deles e não acho justo vc comparar o Suck It And See com eles e não comparar tão intensamente com o Humbug que foi o divisor de águas, e o verdadeiro antecessor de Suck It And See. Na minha opinião, eles ainda estão na transição de estilos, por mais pop e conceptista que o Suck It And See possa parecer não acredito que realmente seja, talvez somente pelo fato de ter um ritmo legal, mas as letras são nada fáceis de interpretar, o que mostra a evolução do Alex como compositor, pois não é qualquer um que consegue unir um ritmo legal a uma composição aparentemente simples, sem deixar de transmitir o que ele queria, ou o que acham que ele queria.

    Concluindo, achei Suck It And See um dos melhores álbuns deles e acho que estão prestes a alcançar a estabilidade que tinham nos dois primeiros álbuns.

  • Luiz

    Concordo com o Guru, foi a review mais honesta sobre esse álbum que eu li. E olha que eu já li umas 300 na internet. Enquanto todas ficam se esforçando para tornar o álbum melhor, como se fazer críticas sinceras ao Arctic Monkeys vá tornar o crítico menos cool, você foi direto ao ponto e, acredito, compartilha da opinião de todos os reais fãs dos Monkeys.

  • Lucas

    Acho que ele tirou a graça e a principal característica que tinha o arctic monkeys, de ser direto tanto na parte musical quanto nas letras, pra mim é isso, seja isso pra ele evolução ou não.

  • Antonio Salles

    Sua resenha é genial. Concordo com tudo o que foi dito, exceto duas merdas homéricas que voce disse:

    “O problema é que, quanto mais aberta à interpretação é a música, mais vaga e abstrata ela é, e menores as chances de acertar no alvo.”

    “O instrumental do disco é bem decente, principalmente porque, pela primeira vez em um disco dos Arctic Monkeys, o baixo é quem mais se destaca”

  • Murilo (@MuriloPepler)

    você só esqueceu de uma coisa: entre os dois primeiros álbuns deles e o Suck It And See existe um limiar, chamado Humbug.

    O SiAS nada mais é do que uma (ótima) evolução do Humbug. A maioria das músicas é realmente mais lenta e calma, o que mostra que eles ainda não abandonaram essa vertente, mas músicas como Library Pictures, All My Own Stunts e a própria She’s Thunderstorms são muito mais do que um QOTSA light, são coisas que eles faziam lá por 2007. O disco como um todo me lembrou muito o Favourite Worst Nightmare, por ter essa mescla entre músicas calmas e rápidas de uma maneira ótima, única.

    E, sinceramente, eu acho estranho que as pessoas queiram que eles se prendam naquilo que fizeram no começo da carreira. Parece que não percebem que uma banda evolui.

  • Vitor

    Eu achei a resenha bem escrita, mas discordo em alguns pontos, nao acho tdas variaçoes da Cornerstone, mas com o passar do disco vc percebe q as musicas comçam a se igualar, e as guitarrinhas agudas do Mr.James Ford se repetem, acho q existe uma mistura entre o Humbug e coisas do Favourite Worst Nightmare, é um bom álbum mas a melhor descriçao é q Suck it and See é o Whatever… ao contrario, ou seja mais subjetivo e lento e menos instantaneo pra quem ouve.

  • Carlos

    “Eu diria até que, se fosse o debute de uma banda qualquer, o disco não chamaria um décimo da atenção que chamou.”

    Concordo totalmente. Acho q é um disco normal, e normal inclusive pros padrões deles. Mas não concordo q eles deixaram de lado td q fizeram antes (eles tiveram essa tendência mais em Humbug). Pra mim Suck It and See me pareceu mais conciliador, pq tenta pegar td de melhor q já fizeram em tds os discos e dar uma roupagem mais “suave”, quase bubblegum. Não há uma cisão, uma descontinuidade. Isso eu percebi em Humbug, e até fiquei meio decepcionado qdo ouvi o disco novo pq tava esperando uma piração das grandes. Não rolou.

  • Phatto

    Daki a alguns anos este album receberá a alcunha de clássico, podem apostar!

  • Leocadia Joana – D.F.

    0 ultimo parágrafo do post disse tudo, Vinícius Félix!
    Em tempo: adoro os pitacos do N.Rodrigues também!!

  • Jojô

    como assim “O problema é que, quanto mais aberta à interpretação é a música, mais vaga e abstrata ela é, e menores as chances de acertar no alvo.”?
    Praticamente todas as músicas do Led Zeppellin são abertas a interpretação, metade da carreira do Radiohead as letras são abertas a interpretação, a carreira inteira do Pink Floyd é recheada de letras abertas a interpretação (e enfim, essas são algumas das grandes bandas que conseguiram atingir um grande número de pessoas).

    Enfim, entendo que a resenha é pessoal, mas enfim… no fim das contas acho que o papel de uma resenha também é fazer a pessoa se “questionar” sobre a obra, e isso acho que acontece MUITO lendo essa resenha justamente porque teu ponto de vista sobre o álbum (e a banda) estão claros e bem definidos, o que eu acho um grande mérito, mesmo!

    Aquele abraaço!

  • Felipe Beirigo

    Pode-se até dizer que o disco em algumas partes soe como sobras de Humbug. Mas o que irá acontecer e tenho certeza disso.

    Vão se passar dez ou quinze anos e vão dizer que o disco é genial e a banda foi “injustiçada” na época. Eles chegaram no 4º álbum com muita gordura pra queimar e já se consagraram na cena. Não que o mundo esteja aos pés de Alex e sua turma mas ficar esperando discos revolucionários de uma revolução já feita a décadas é perder o senso crítico e se estagnar numa situação.

    Que venha o 5º álbum.

  • Tayanne Barbosa (@breakmynose)

    O Novo CD é ótimo, claro que se formos comparar com o primeiro e o segundo será totalmente diferente, concordo que o cd está em um ciclo homogêneo e que tem um estilo ‘cornestone’. Fica claro mesmo o que o Alex tentou fazer, tornou o disco mais leve e muito mais fácil de ouvir do que Humbug, ouvi o cd e confesso que tudo que pensava era em filmes adolescentes dos anos 70/80. Acho que o estilo do primeiro Cd deu oq tinha que dá e eles mudaram o estilo na hora certa, não podiam ficar mesma. Mas não perderam a identidade e nem estão regredindo, eles já fizeram história e já provaram que são diferentes, que são bons, na verdade,ótimos no que fazem. Adoram surpreender os fãs e mostrar que podem fazer o que quiserem e sem se importar com os rótulos que deram pra eles seguirem. Simplesmente fazem.

    Adorei a análise do disco e também estou pronta para as próximas surpresas que os macacos queiram fazer.

  • bruno

    concordo com a Tayanne

  • Léo Brasa

    Melhor disco deles disparado…tanto no instrumental quanto nas letras.Adolescência é uma merda!

  • ju

    Não digo o melhor, mas com certeza é um dos melhores deles. Todo mundo tem saudade da fase “adolescente rebelde” deles, mas se você reparar bem, ainda existem vestígios dela em algumas músicas desse cd, o que não se pode encontrar de forma alguma no Humbug. E é por ser essa metade Humbug, metade os dois primeiros álbuns que o Suck It and See é tão bom. Nem tão despretensioso e “bobo” quanto os primeiros, nem tão melancólico e sério quanto o último. Na medida certa.

  • Carolina

    Eu concordo com o que o Alexandre disse acima, músicas mais abstratas te fazem parar pra refletir e tentar entender mais a letra, mas isso é bem pessoal, como tem gente que gosta de interpretar letras, tem gente que gosta de letras que se encaixem facilmente com você (apesar de achar que quem gosta da segunda opção não sabe apreciar a música como arte). Mas dizer que “pela primeira vez em um disco dos Arctic Monkeys, o baixo é quem mais se destaca” é absurdo! Humbug é o álbum dos monkeys onde isso acontece, sem sombra de duvidas, então acho que faltou escutar mais o cd pra você mesmo!

  • Gabriela

    Não me importa se não segue o hype da banda. Os caras não são mais quatro adolescentes e já ganharam bastante experiência a respeito da música. Gostei desse cd de cara e é melhor do que eu esperava.
    Mas a era Favourite Worst Nightmare deixa saudades, claro!

  • Nayara

    Ótima resenha! honesta acima de tudo. Eu concordo, realmente não é a praia deles esse novo estilo que adotaram em Suck It And See, achei monótono, sem impacto. Realmente não acho que farão mais discos como o primeiro, mas tenho fé que não perderão a essência energética que tinham.Não tiro a razão de quem gostou, não é um disco ruim, mas é pior dos Monkeys.