As Melhores Músicas Internacionais de 2013

melhores músicas internacionais

Arte: Priscila Barker

A ala nacional já foi repassada pelo Move em duas listas durante essa semana: a de melhores músicas e os grandes discos de 2013. Agora, seguindo em frente com as seleções do que se destacou de janeiro pra cá, abrimos a porta gringa para analisar as 20 melhores canções internacionais do ano.

20) Nick Cave & The Bad Seeds – Higgs Boson Blues

Ela pode não ter ficado com o primeiro lugar, mas “Higgs Boson Blues” é, de longe, a música mais hipnotizante do ano. Durante sete minutos, o crooner australiano de mente deturpada conduz com a batuta do diabo uma narrativa surreal e soturna, que cita o lendário Robert Johnson, sua lenda envolvendo o diabo e – por que não? – Miley Cyrus e sua Hannah Montana. Gênio.  – Neto Rodrigues

19) Arcade Fire – Reflektor

O cartão de visitas do Arcade Fire para 2013 chegou em um épico que também ultrapassa a marca dos sete minutos. Mas isso não é problema pra uma banda que tem tanto para falar e para mostrar. Em “Reflektor”, os canadenses sintetizam sua carreira ao mesmo tempo em que mostram um novo caminho, mais dançante e que abraça influências que antes eram apresentadas timidamente. De quebra, a peça ainda conta com algumas linhas de David Bowie. – Neto Rodrigues

18) Sam Amidon – My Old Friend

Iluminada, a faixa, que é uma versão da música do cantor country Tim Mcgraw, ganha uma vida honesta e sincera nas mãos de Amidon. Ela renasce e parece estar no lugar onde sempre deveria ter estado. É uma canção emocionante. – Iberê Borges

17) Robin Thicke – Blurred Lines

(Hey! Hey! Hey!) “Blurried Lines” é daquelas faixas que certamente reuniram produtores, compositores e executivos de gravadoras – todos com o propósito de lapidá-la, manipulá-la em cada segundo, cada timbre (Hey! Hey! Hey!) e cada batida, para que ela ficasse perfeita para o mercado e chegasse, facilmente, ao topo das paradas. (Hey! Hey! Hey!) Se isso diminui ou não seu valor, não é a questão aqui. Agora, com licença (Hey! Hey! Hey!), que eu vou ali dançar um pouquinho. – Neto Rodrigues

16) Arctic Monkeys – No. 1 Party Anthem

A balada apaixonante e doce fez o contraste para a cara de mal que Alex Turner sustenta durante quase todo AM. Parece John Lennon, parece saída de Suck it And See, parece que Turner faz o que quiser, quando quiser e se quiser – e dessa vez ele quis ser apaixonante. – Iberê Borges

15) Sebadoh – I Will

Parece difícil ainda fazer um rock tão sentimental, que toque tanto e não seja enjoativo. Para Lou Barlow, pareceu fácil, com esse precioso momento da carreira do Sebadoh chamada “I Will”. – Iberê Borges

14) The National – Pink Rabbits

A especialidade do The National, nós bem sabemos, é a melancolia. Se a ideia é curtir o sol e se sentir vivo, eles são uma das últimas opções. “Pink Rabbits” é uma das provas disso. O piano que abre a faixa não deixa espaço para dúvidas de que aquela será uma música triste. A letra fala sobre um amor que acabou de repente. Fala sobre solidão. Em entrevista, Matt Beringer, o frontman e compositor, disse que havia escrito quase que uma dezena de outras letras. Boa parte delas era sobre morte. Mas nem um assunto tão desgradável nos deixaria longe da beleza de “Pink Rabbits”. – Victor Caputo

13) Queens of the Stone Age – I Appear Missing

“Shock me awake/ Tear me apart/ Pinned like a note in a hospital gown/ Deeper I sleep/ Further down/ A rabbit hole never to be found/ It’s only falling in love/ Because you hit the ground” Josh Homme foi fundo em seus demônios para construir o disco mais sombrio e denso do Queens of the Stone Age. E “I Appear Missing” é a maior prova de que o mergulho em suas entranhas perturbadas valeu a pena. – Neto Rodrigues

12) Justin Timberlake – Suit & Tie

A volta solo de Justin Timberlake não poderia ter sido mais cheia de classe. “Suit & Tie” é certeira em cada detalhe – e nem a participação de Jay-Z quebrando o ritmo abaixa o nível. Pop chique em preto e branco pra tocar tanto na balada quanto na festa de fim de ano da firma. – Neto Rodrigues

11) Janelle Monáe – Q.U.E.E.N.

“Q.U.E.E.N.” ilustra bem o que mudou no som de Janelle Monáe de seu último disco para The Electric Lady, desse ano: o tom orquestral e grandioso deu lugar a um clima mais relaxado e divertido. Aqui, esse clima aparece logo no começo, com um riffzinho infeccioso de guitarra, mas brilha mais claramente ainda no refrão, no qual a cantora parece se divertir empilhando uma montanha de seus vocais uns sobre os outros. E, quando a música parece que vai acabar, Erykah Badu aparece e arremata a canção com um ótimo rap acompanhado de belas cordas. Como se faltasse alguma coisa pra faixa ser ótima. – Gustavo Sumares

10) Disclosure – When A Fire Starts To Burn

Se o assunto é fazer uma pérola do pop usando elementos eletrônicos, o duo Disclosure atingiu o ápice logo em seu primeiro disco. A fórmula não poderia ser mais estranha. A voz de um pastor sulista dos EUA falando sobre o “fogo queimando” e uma base eletrônica no fundo. A batida é contagiante e não deixa o nível cair durante seus quase quatro minutos. O trocadilho é bobo, mas a música deve incendiar qualquer pista. – Victor Caputo

09) Vampire Weekend – Diane Young

Possível sucessora de “A-Punk” e “Cousins”, “Diane Young” é a música rápida de 2 minutos do Modern Vampires of the City. O fato de que seu refrão é composto por 16 compassos de batidinha tranquila e voz cantarolante mostra que a banda estava plenamente à vontade para arriscar ideias diferentes no disco. E “Diane Young” é apenas um dos momentos do álbum em que essa vontade de testar coisas novas dá incrivelmente certo. – Gustavo Sumares

08) Lorde – Royals

Se um ano atrás alguém dissesse que uma neozelandesa de 16 conquistaria o topo das paradas da Billboard, poderia soar como maluco. Mas Lorde surgiu como uma agradável surpresa no cenário musical e meteoricamente foi alçada ao posto de estrela. “Royals” é como um funk ostentação ao avesso: voz agradável, melodia assobiável e uma crítica sagaz a todo tipo de riqueza desnecessária e consumismo desenfreado. – Gregório Fonseca

07) Queens of the Stone Age – Fairweather Friends

O refrão de “Fairweather Friends” já seria memorável por si só. Mas a forma como Josh Homme constrói a faixa, progredindo de melodia em melodia até chegar ao ápice, é que faz com que ela seja uma das melhores do ano. A bateria de mão cheia de Dave Grohl e o pianinho discreto do Elton John também não fazem mal nenhum à canção. – Gustavo Sumares

06) Sigur Rós – Isjaki

Com sons estranhos, grandiosidade orquestral e vocais etéreos de Jónsi, “Isjaki” consegue embalar todas as melhores qualidades do Sigur Rós na forma de uma canção pop com um refrão maravilhoso. Representa perfeitamente a versatilidade da banda, capaz tanto de faixas épicas e longas quanto de pérolas concisas e diretas. Também mostra o lado mais delicado de Kveikur, que geralmente é lembrado pelo clima pesado e angustiado da “Brennistein”. – Gustavo Sumares

05) Kanye West – Black Skinhead

“Black Skinhead” resume bem o novo álbum do rapper: é rápida, brutal e pesada. Furioso, Kanye dispara versos polêmicos enquanto gritos desesperados aparecem no background. Já a bateria é o destaque, criando um senso de urgência cavalar durante toda a faixa. Por mim, fica o eco da respiração audível do rapper entre seus berros de “God!” – Neto Rodrigues

04) Arcade Fire – Afterlife

Dentre todos os códigos e simbolismos do álbum Reflektor, encontramos o mais direto, eficiente e emocionante Arcade Fire, aquele que mistura aquilo que sempre nos emocionou com a criatividade do produtor James Murphy. “Afterlife” é uma das faixas do ano e da carreira do histórico grupo canadense. – Iberê Borges

03) Vampire Weekend – Ya Hey

Nas primeiras audições, achei “Ya Hey” uma boa música. Era de qualidade e divertida ao mesmo tempo. A vozinha de fundo, que chamo de “sapinho” na minha cabeça, dava um toque especial. Até que um dia me deparei com este texto, que mostra como toda a base da letra é o judaísmo. Cada linha dela se refere a episódios do velho testamento. Naquele momento, percebi que eu, ateu que sou, não conseguiria parar de ouvir uma música sobre religião tão cedo. – Victor Caputo

02) Arctic Monkeys – Do I Wanna Know?

Assim como as ondas em sua capa, AM é um disco cheio de altos e baixos. Grandes músicas se intercalam com canções fáceis e descartáveis. Mas entre os pontos mais altos, se ergue o que seria o maior de todos. Aquele onde a neve nunca derreteria devido à altitude, o Monte Kilimajaro de AM. Essa faixa é “Do I Wanna Know?”, que abre o disco. Depois de uma bateria simples, a guitarra entra, espaçada, e avisa: “esse disco pretende ser sexy”. E “Do I Wanna Know?” é, de fato, sexy (por mais que o CD não se sustente em sua sensualidade). É irônica. É blasé. É música de primeira. – Victor Caputo

01) Daft Punk – Get Lucky

“Get Lucky” é daquelas canções universais que tocam nas AMs, FMs e nos elevadores. Onipresente: em 2013, não houve música de tamanha abrangência e aceitação por todo tipo de público como o single do Daft Punk. Mas tem explicação: “Get Lucky” é irresistível e adequada para qualquer situação. Com o sucesso da faixa crescendo exponencialmente,  todo mundo quis tirar uma casquinha e apareceram inúmeras paródias, covers e remixes que ajudaram ainda mais a disseminá-la. – Gregório Fonseca

  • Joana Pinto

    Phoenix – “Trying to be Cool”(F82 remix)
    Janelle Monaé – “Dance Apocalyptic”
    Dinossaur Jr. – “Entertainmet”(cover)
    Aluna George – “Attracting Flies”
    City and Colour – “0f Space and Time”
    Cut Copy – “We are Explorers”
    Chromeo – “Sexy Socialite”
    Adam G./Binki S. – “Casanova”
    Disclosure feat. Aluna George – “White Noise”
    Portugal The Man – “Evil Friends”
    Wild Bella – “It’s Too Late”
    Ra R. Riot – “Dance With Me”
    Daft Punk feat. J.Casablancas – “Instant Crush”
    No No No – “Like The Wind”
    Garbage and Screaming Female – “Because The Night”
    …que eu me lembre…

  • Rihanna da Silva

    …mas espere…
    “Roar”
    “Alause”
    “Loose Youself to Dance”
    “I Wish”
    “Um Beijo Pas Travesti”
    “Stay the Night”
    “I Love It”
    “T.K.0”
    “Hard 0ut Here”
    “Blurred Lines”

  • Faltou “Roar” da Katy e “Radioactive” do Imgine Dragons nessa lista…

  • Eduarda Morais

    E “Roar”????

  • marcus silva

    Legal