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SBTRKT anuncia novo disco e lança “New Dorp New York”, com Ezra Koenig

sbtrkt wonder where we land

Em junho, o inglês Aaron Jarome soltou “Temporary View”, mais uma parceria sua com Sampha. Agora, o produtor, mais conhecido por SBTRKT, anuncia novidades maiores – e pelas quais seus fãs muito ansiavam.

Seu próximo disco se chamará Wonder Where We Land, terá 15 faixas e sairá via Young Turks no dia 23 de setembro. No hall de participações coletadas pelo músico geralmente mascarado, estão Jessie Ware, Emily Kokal (Warpaint), Caroline Polachek (Chairlift), o próprio Sampha, A$AP Ferg e Ezra Koenig, voz do Vampire Weekend.

Com Ezra, inclusive, ele criou a música “New Dorp New York”, que já foi divulgada e serve como primeiro gostinho do trabalho sucessor do debute auto-intitulado de 2011.

Move Apresenta Hellbenders + Lava Divers, no Groove, em Uberlândia (MG), neste sábado

move apresenta

Além do novo site, o Move também entra em julho com sua nova festa. A Move Apresenta é parceria com o Groove, uma das novas casas de shows mais promissoras e efervescentes de Uberlândia e região. E a estreia não poderia ser melhor: Lava Divers e Hellbenders fazem as honras do pontapé inicial dessa noite de música nova e independente no triângulo mineiro.

Ao longo da semana, fique ligado em nossa página para saber das bandas o que esperar não só dos shows, mas também dos próximos passos de suas carreiras. Por enquanto, você pode confirmar presença no evento, que acontece neste sábado, a partir das 10 da noite.

Esperamos todos por lá!

Conheça o Tonto, quarteto goiano com integrantes do Violins

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Tonto é Pedro Saddi, Thiago Ricco, Beto Cupertino e Zé Junqueira. Os três primeiros nomes devem soar familiar se você for um fã do Violins, banda seminal do rock independente goiano na última década. O grupo lançou seu álbum auto-intitulado em 2012 e entrou em hiato por tempo indeterminado. Enquanto isso, veio o Tonto.

Aliança Hostil é o nome do primeiro trabalho do novo quarteto. O lançamento acontecerá em breve e a produção, de acordo com entrevista de Beto ao Amplificador, é assinada por Smooth. Até o momento no SoundCloud, o Tonto disponibilizou duas amostras de seu som. Mais otimistas que a discografia do Violins, “De Boa” e “Direito De Primeira Ocupação” já podem ser ouvidas. Pra quem se interessar, a fanpage da banda está logo aqui.

Ouça “Gemini, Her Majesty”, novo disco do RX Bandits

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Depois de “Stargazer“, o RX Bandits jogou na roda o streaming completo de seu novo disco. Gemini, Her Majesty, produzido por Jason Cupp, chega com 11 novas músicas do grupo californiano, perito há quase duas décadas em mesclar influências de punk, ska, hardcore e alt. rock.

O novo trabalho pode ser conferido a partir de agora, através do CoS. Certifique-se que seu volume esteja em um nível decente antes de apertar o play, por gentileza. Abaixo, você pode ouvir “Meow! Meow! Space Tiger”, um dos pontos altos do trabalho.

Spoon lança clipes de “Do You” e “Inside Out”, músicas de seu novo disco

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They Want My Soul está a caminho, e na cola dele chegam mais algumas boas prévias. O novo disco do Spoon tem lançamento marcado para o próximo dia 5, e dele já conhecemos “Rent I Pay“, “Rainy Taxi” e “Do You“. Essa última, inclusive, ganhou clipe, assim como a até então inédita e excelente “Inside Out”, faixa de pegada mais lenta e que deve ser um dos destaques do álbum.

Assista a ambos os lançamentos logo a seguir.

The Raveonettes lança novo álbum e coloca “Sisters” para download

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Sem muito aviso prévio, como frisou o Stereogum, o duo dinamarquês The Raveonettes soltou em seu site oficial o novo álbum da carreira da banda. O sucessor de Observator, de 2012, chega com o nome de Pe’ahi, que, aparentemente, é um local frequentado por surfistas no Havaí.

O disco conta com 10 faixas inéditas e já está disponível para download e streaming via iTunes, Spotify e Amazon. Abaixo, você pode conhecer duas das canções do trabalho: “Endless Sleeper” e “Sisters”. Essa última pode ser baixada pelo preço de um e-mail.

[Estreia exclusiva] Ouça “Leoa”, música do primeiro disco da banda mineira O Berço

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O folk com clima de fazendas interioranas e influências de folclores e raízes brasileiras mescladas às norte-americanas tomou conta da cidade de Patos de Minas desde o final de 2010, quando a banda O Berço ganhou vida e resolveu espalhar seu som pelas redondezas. Agora, o quinteto parece pronto para levar sua música com cheiro de grama molhada para além das porteiras mineiras.

O primeiro grande passo do grupo é o disco de estreia Alto Do Vale, que ganha lançamento completo em agosto. Como prévia do trabalho, dias atrás, O Berço soltou “Gotas de Chuva”, investida folk encorpada com guitarras bem marcantes e vocais entrelaçados, embalando uma noite de fogueira bem representada na imagem que acompanha o streaming da música.

Já nesta semana, o debute da banda ganha como aperitivo sonoro “Leoa”, faixa claramente mais campestre e com a viola caipira chamando a atenção para seus arranjos agudos e afiados. A ficha técnica da canção mostra participações especiais de Quarteto Nos4Nos, Renato Moura tocando conga e Líris, Maite e Ian fazendo coros. Conheça as harmonias rurais de “Leoa” logo abaixo.

Aproveitamos a ocasião tão importante na vida d’O Berço para conversar um pouco com a banda, que falou sobre seu estilo, suas referências musicais e sobre as parcerias interessantes que irão aparecer no álbum Alto Do Vale.

Move: Pra quem nunca ouviu falar d’O Berço, como vocês apresentariam a banda e seu som?
O Berço: O Berço e o álbum de estreia Alto do Vale são o ápice do nosso encontro enquanto músicos, encontro esse que completa três anos e meio. Mesclamos em nossa criação elementos da música brasileira caipira, folk, rock e country, com uma pitada de musicalidade do cerrado e do sertão. Flertamos com sons de raiz até algumas texturas atuais, visitamos com alma aberta belos encontros que o folk, o country e o rock viveram, e também as duplas caipiras que cantaram a dor, a saudade e o amor de uma existência tempos atrás. Nos reconhecemos nessas histórias, pois vivemos no interior mineiro desde sempre, e apesar de todo o horizonte que conseguimos ver a partir da nossa cidade, sabemos que o caminho afora é longo, e é na prosa e no som que teremos a oportunidade de levar os melhores frutos que pudermos para todos, o nosso som é nossa salvação, nossa conexão com o mundo.

Quais foram as principais influências na gravação do primeiro disco?
Nesse primeiro trabalho, temos um resgate às origens de cada músico e suas referências: pitadas do sertanejo e da música caipira brasileira estão presentes naturalmente na obra. Temos também como inspiração a força, “o brilho cego de paixão e fé”; nossa influência vai desde o que somos até onde podemos ir com todo o processo e com toda a troca que existe entre a gente. Assim, representamos o folk mineiro e toda musicalidade que vivemos nas Minas Gerais.

Há participações bem interessantes no álbum, como Raphael Evangelista (duo Finlandia), Luiz Salgado e Leoni. Como elas aconteceram?
O movimento foi totalmente natural. O Rapahel Evangelista estava em Patos de Minas para um show do duo Finlandia na mesma época em que gravávamos o disco. Ele estava hospedado na casa do Ciro Nunes, nosso baterista, casa essa que é sede do Peleja, um coletivo patense de criação cultural independente que faz o Festival Marreco há sete anos em nossa cidade, local também onde gravamos todo o disco. Assim, aproveitamos a estadia e o talento do Rapha e seu cello na faixa “Desapego”. Luiz Salgado foi um encontro que tardou mas foi inevitável. Somos admiradores de toda a obra e estrada que Luiz possui. Foi um grande presente que ganhamos nesse disco. Salgado é orgulho da nossa terra e equilibrou majestosamente nossa canção “Agridoce” com sua viola caipira. Leoni foi outro grande presente, uma oportunidade única para intercâmbio de experiência e cultura. Ele ouviu nosso som na internet e nos procurou para uma possível parceria, encontro esse que fluiu naturalmente na hora de fazer som. Leoni está sempre aberto, e isso facilitou muito a composição da canção que fizemos. “Quando Ela Chega” é uma mistura que construímos juntos, temperamos o Rio de Janeiro com as Minas Gerais – e adoramos.