BaianaSystem é a próxima “The Next Big Thing”

Ao final da apresentação no Memorial da América Latina, o BaianaSystem. Foto: Bruno Brandão

O carnaval já começou! E o Skol, a cerveja patrocinadora deste ano (é), está fazendo uma série de eventos por São Paulo. No dia 12 de fevereiro, foi a vez de ocupar o Memorial da América Latina, com o Carnaval na Praça e a grande atração da tarde lotada (MUITO lotada) era o grupo BaianaSystem. Sim, eu sou fã da banda desde que a conheci, mas vamos deixar essa coisa de lado para dizer a vocês que esta banda está a ponto de explodir.

O disco que lançaram ano passado, Duas Cidades, entrou em particamente todas as listas de melhores do ano (na nossa, ganhou!) e se não foi, deveria ter sido considerado um do melhores, senão o melhor show que você vai ver na sua vida. Comandado pelo Mestre de Cerimônias Russo Passapusso, o Baiana chega com uma sonoridade totalmente nova (quem diria que isso era possível em 2017, né? A banda já está aí desde 2009, só para você saber).

As influências do axé (não tenha medo dessa palavra ok? Porque existe o axé produto e o axé baiano, assim como existe o brega), do reggae, de ritmos africanos, ijexá, kuduro, e com muita guitarra baiana inscrustrada em todas as canções, o Baiana tem como base os soundsystens, isso quer dizer que o grupo passou um bom tempo testando as músicas ao vivo, o que ajuda na hora de botar um produto na rua. O ritmo ficou completamente contagiante e o show não poderia ser diferente.

A vontade de dançar e pular ao ouvir as músicas tocadas ao vivo são inevitáveis. Mas claro, isso se você não é um ser pedante que prefere ficar em casa escutando seus antigos discos de rock, blues ou jazz, de preferência de artistas que já morreram e melhor ainda se foi de algum tipo de overdose, porque, né? Esses são os mais talentosos. Se você é esse pseudo-cult desista do Baianasystem agora mesmo. O grupo soteropolitano é para você quer se divertir, mas não quer deixar de colocar o pé no chão.

Sim, porque não há uma única canção que o grupo não tenha uma crítica e por mais que seja um som extremamente contagiante, caso preste atenção nas letras, vai ver que o buraco é bem mais embaixo. Por isso, não fez o menor sentido, de uma hora para outra, durante e execução de uma música tão profunda como “Invisível” aparecerem na frente do palco quatro pessoas de perna de pau com cara de palhaço. Não combinou e ainda atrapalhou a vista.

E é por isso que faz sentido, termos um vocalista finzalizando sua apresentação convocando a igualdade: “É luto, mas é luta! Fora! Tem que ter amor! Sem machismo, sem fascimo!”, gritou Russo. O show também teve participação de Rico Dalasam, que utimamente tá pior que arroz de festa, toda hora se encontra uma foto dele num palco de alguém. Depois do Baiana, tocou com Daniela Mercury.

Por essas e por outras, o Baianasystem tem todo o potencial para entrar nos televisores, rádios de muitas casas que ainda hoje, mesmo com todo o seu trabalho musical e estético não conseguiu atingir. Vi muita gente que nunca deve ter ouvido falar da banda lá dançando sem parar. Eles têm sabido expandir sua força, inclusive com a propaganda para o iPhone 7.

1 Comentário para "BaianaSystem é a próxima “The Next Big Thing”"

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