Black Sabbath - 13

Black Sabbath
13

Vertigo

Lançamento: 10/06/13

Simplificando a questão do álbum 13 e a reunião do Black Sabbath.

O que achou do novo álbum do Black Sabbath?
– Vamos por partes. A primeira música (“End of the Beginning”) é legalzinha, mas não parece Black Sabbath, e sim Ozzy Osbourne solo.

E a bateria?
– Nada de mais. Bill Ward não faria diferente.

Reparou que o riff de guitarra de “End of the Beginning” só entra depois de dois minutos e meio?
– É uma boa tática arrastar a música durante um certo tempo e ressurgir com um riff daqueles. Mas não sei se daria certo repetir esse método.

Mas “God Is Dead?” não segue o mesmo caminho?
– Sim, e fica ainda pior, já que a guitarreira só começa depois de seis minutos. Tony Iommi anda bastante preguiçoso. Pelo menos o contrabaixo de Geezer Butler está bem representado na mixagem.

Gostou de “Loner”?
– Sim, é uma das melhores do disco.

Dizem que “Zeitgeist” parece uma continuação de “Planet Caravan” (1971).
– Sim. É a “The Unforgiven” do Black Sabbath, que merecia mesmo uma continuação.

E a bateria que introduz “Age of Reason”?
– Fraquíssima. Nessa música você entende por que Brad Wilk não é o baterista ideal para segurar as pontas entre Iommi e Butler. Mas o verdadeiro culpado disso se chama Rick Rubin e sua produção pra lá de datada.

E a guitarra montanha-russa de “Live Forever”?
– É a melhor faixa do disco. O único ponto fraco são os vocais de Ozzy Osbourne. Ele não consegue acompanhar Tony Iommi e Geezer Butler. Uma pena.

Achou “Damaged Soul” muito lenta?
– Sim, mas é isso o que salva a canção. Ozzy Osbourne não aguenta mais cantar em ritmo de “Paranoid”.

E a última, “Dear Father”?
– O pior take gravado por Ozzy Osbourne em todo o LP. As guitarras estão em alto e bom som, mas pelo menos aqui o mesmo não acontece com o baixo. A bateria serve apenas para marcar o ritmo.

Como fã de Black Sababath, 13 é um bom álbum?
– Sim, mas é preciso manter as críticas. As pessoas que idolatram 13 como “o disco do ano” podem estar exagerando e presas aos anos 1970, sem ligar muito para o presente.