Broken Bells – Broken Bells

Em março, será lançado, oficialmente, o disco homônimo do Broken Bells: projeto de Danger Mouse com James Mercer. Mas, como (quase) nada na música chega inédito até a data de seu lançamento, já temos por aí vários links onde o disco pode ser baixado. Aliás, deve ser baixado.

Pra você que não sabe, James Mercer é o líder do The Shins – banda que deu origem a hipérbole de Natalie Portman no filme Garden State, onde ela fala que a música “New Slang” mudará a vida do personagem de Zach Braff. Bem, assim como a música não mudou a vida de ninguém, apesar de ser linda, o mesmo acontece com o debut do projeto Broken Bells. Não mudará sua vida, mas ainda assim é válida uma atenção ao disco, que conta com belíssimos momentos.

Responsável por grande parte desses momentos, o produtor Danger Mouse dispensa apresentações, né? Mas mesmo assim, caso você não faça ideia de quem seja, o cara é uma das metades do Gnarls Barkley, já trabalhou com David Lynch, Sparklehouse, Gorillaz, The Rapture e Beck, entre outros. Adotando seu verdadeiro nome, Danger Mouse virou Brian Burton e, no disco que fez junto com Mercer, conseguiu criar uma atmosfera pop, mas com toques de experimentalismo; melancólica, mas com traços de otimismo; um pouco previsível, mas que te pega de jeito e te deixa pensando: “como que, até hoje, ninguém pensou nesse riff, nessa melodia vocal?”.

Dispensando a ideologia do save the best for last, o destaque-mor de Broken Bells é sua faixa de abertura, a aparentemente simples “The High Road” – uma música que evolui a cada audição, revelando elementos meticulosamente colocados e com performance brilhante de Mercer e seus vocais marcantes. Na sequência, “Vaporize” surge com um ar meio vintage e conquista de vez a atenção do ouvinte, que não se decepcionará com a meia hora restante do disco, onde ainda é possível se deliciar com as pequenas pérolas “The Ghost Inside” – destaque para os falsetes de James e a tímida bateria eletrônica de Burton –  e “Citizen” – música que não faria feio em um disco de Elliott Smith.

Apesar de momentos confusos e que beiram à chatice, como em “October” e “Sailing To Nowhere”, o duo consegue entregar um disco bem redondo, onde pianos com uma sonoridade retrô e violões bem arranjados se mantem em destaque durante boa parte do álbum. Álbum este que deve ganhar um sucessor em breve, de acorco com James Mercer. Mas o vocalista do The Shins também declarou que não abandonará sua “banda principal” e que os fãs podem esperar por algum trabalho novo, mas só no ano que vem. Até lá, fico muito bem acompanhado e satisfeito com o Broken Bells.

-> Broken Bells será lançado no dia 9 de março, via Sony, e teve produção de Danger Mouse.

4 Comentários para "Broken Bells – Broken Bells"

  1. já tinha visto esse álbum em alguns blogs pra down, mas não tinha me chamado atenção, agora que soube que é do James Mercer, terei que baixar. Shins é foda. valeu pela resenha.

  2. Pingback: Move That Jukebox! » Clipe: Broken Bells – The High Road (Live)

  3. Pingback: Move That Jukebox! » James Mercer diz que gravará um segundo disco com o Broken Bells

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