Bruce Springsteen e John Mayer se destacam na noite de sábado do Rock in Rio

Bruce Springsteen 2

Foto: Victor Nomoto / I Hate Flash

Se teve um dia no Rock in Rio com duas atrações que poderiam ser headliners, esse dia foi o último sábado, dia 21. A posição foi oficialmente de Bruce Springsteen & The E Street Band, mas para boa parte do público presente John Mayer podia facilmente ser alçado ao posto de atração principal.

O palco mundo foi aberto pelo Skank, que se distanciou um pouco do repertório que apresentou em 2011. Priorizaram as músicas do início de carreira, hits certeiros que por si só já garantiriam o sucesso do show. Como surpresa, tivemos as participações do rapper Emicida e do parceiro de composições Nando Reis, que abrilhantaram o show sem ofuscar a atração principal.

Skank

Foto: Fernando Schlaepfer – I Hate Flash

Phillip Phillips se saiu bem ao apresentar-se para provavelmente o maior público de sua curta carreira até o momento. O vencedor do American Idol tocou as principais faixas de seu disco de estreia, além de uma inusitada versão folk de “Thriller”, do Michael Jackson. Cheio de carisma e com o sorriso sempre estampado no rosto, foi a primeira atração da noite e tirar gritos histéricos de fãs apaixonadas.

Na hora de John Mayer tocar, já era difícil ficar a algumas dezenas de metros do palco. Claramente, a maior parte do público estava lá para vê-lo, e os 75 minutos de sua apresentação foram marcados por muito coro da plateia e choro do público – uma das cenas mais mostradas no telão era de uma garota chorando exageradamente –, só que cada vez era uma garota diferente. John Mayer entregou o que Bon Jovi não conseguiu na noite anterior – hits, envolvimento com o público e satisfação geral dos fãs. Se fosse ele a encerrar a noite, o papel de headliner já tinha sido cumprido com mérito.

John Mayer

Foto: Raul Aragão – I Hate Flash

Só que ainda havia Bruce Springsteen & The E Street Band para fazer um dos shows mais esperados do festival. Em apresentação impecável, Bruce tocou “Sociedade Alternativa”, de Raul Seixas (o que não foi uma surpresa, visto que ele já tinha feito isso em São Paulo durante a semana), apresentou o clássico Born In The USA na íntegra (isso foi uma surpresa) e foi tocando como se não tivesse amanhã. Curiosamente, houve uma troca quase que integral do público na hora de seu show. Quando John Mayer encerrou sua apresentação, a grande maioria do público deixou o espaço em frente ao Palco Mundo. Esse espaço foi substituído pelos fãs de Springsteen que podiam chegar com facilidade à grade que separa o público do palco. Para Bruce, no entanto, essa grade era invisível – ele não conseguiu se conter no palco e em vários momentos se jogou na galera. Em quase três horas de show, o cantor impressionou como showman e extasiou seus fãs. Bruce só foi freado pelos fogos de artifício que encerram cada noite de shows do festival, mas que nesse caso foram liberados durante as últimas músicas.

Bruce Springsteen

Foto: Raul Aragão – I Hate Flash

A programação do dia foi uma das mais interessantes do festival, com atrações que, se não pertenciam ao mesmo gênero musical, podiam conviver em paz e harmonia e agradar os espectadores. Bruce Springsteen ficou um pouco deslocado – no final de seu show a Cidade do Rock estava impressionantemente vazia. De certa forma, isso foi bom para seus fãs, que puderam ver a apresentação mais de perto.

Só pra encerrar, vale citar um momento divertido do festival. No show de Ivo Meirelles com Elba Ramalho e Fernanda Abreu, Yudi Tamashiro surgiu no palco para cantar uma música. O público o recebeu sorrindo e gritando em coro “Playstation! Playstation! Playstation!”, em referência ao seu período como apresentador do Bom Dia & Cia.

O Move That Jukebox foi ao Rock in Rio a convite da Heineken.