Cachorro Grande mostra rock e competência em gravação de disco ao vivo

Cachorro Grande e Samul Rosa no palco do Centro Cultural Rio Verde. Foto: Wagner Moreira/Move That Jukebox

Sexta 23 de junho, A Cachorro Grande uma das bandas mais longevas e relevantes do rock nacional começou a gravação de seu disco ao vivo, no Centro Cultural Rio Verde em São Paulo, a banda voltou ao palco no dia 24 de junho e ambas as gravações serão usadas no disco.

Com sete álbuns de estúdio, a banda teve a difícil missão de montar um setlist que não deixasse nenhuma das suas grandes músicas de fora.O grupo formado por Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Rodolfo Krieger (baixo), Pedro Pelotas (teclado) e Gabriel Azambuja (bateria), têm com vivência musical extensa, coisa de quem gosta do que faz. Talvez por isso que estão há tanto tempo na estrada.  Ouvi-los ao vivo é uma experiência diferente, não há muito no rock nacional que se compare.

A gravação começou quando já passava da meia-noite, o espaço reduzido da casa permitia uma interação muito grande de público e banda. Algumas presenças ilustres como do baterista da Pitty, Duda Machado, o músico Kiko Zambianchi e do vocalista do Skank, Samuel Rosa, fizeram parte da festa. Fã da banda desde seu início, Rosa subiu ao palco para “Você me faz continuar” e “Sinceramente” dos discos Todos os Tempos e Pista Livre respectivamente, além de um cover de “Helter Skelter” dos Beatles, também grande influência de Samuel.

“Você não sabe o que perdeu”,” Hey Amigo” e “Conflitos Existênciais” começaram o show com os dois pés na porta. Sem tempo para respirar, o set seguiu com pedrada atrás da outra até o fim, são muitas e boas canções colecionadas. As influências de Beatles, The Who, Rolling Stones, estão na energia, na atitude no palco e nas boas canções, das melódicas “Bom Brasileiro” e “Que loucura” a porrada “As próximas horas serão muito boas”.

Nos 18 anos de banda, os gaúchos da Cachorro Grande passaram por fases independentes, gravadoras, maior e menor exposição em rádio e TV e em todo tempo mantiveram a qualidade e proposta da banda. Os shows continuam muito bons.  Com fãs em toda parte do Brasil ainda parece que há muito mais gente para ouvir o que os roqueiros têm para falar ou gritar pelo microfone.

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