Algumas horas atrás, Beto Cupertino, líder do Violinstuitou: “Para fechar o disco, “Roda da História”, disponível a partir de agora no www.violins.com.br“. Instantes depois, deu o aviso: “Muito obrigado a todos que acompanharam toda caminhada da primeira à última música. O disco ficará inteiro no site até sexta-feira!”
Pra quem não sabe – e também não leu a Fonografando da semana passada -, o Violins disponibilizou, ao longo de 10 dias, todas as 11 faixas de seu mais novo trabalho, intitulado Greve Das Navalhas. Sobre a versão física do disco, Beto declarou, também via twitter:
Depois disso [retirada das músicas do site, na sexta], a banda oferecerá as versões físicas do Greve Das Navalhas, com lançamento da nossa parceira Monstro Discos. Para maio/junho.
Vai tá de bobeira na próxima quinta à noite? Então corre pra Livraria da Esquina!
Em uma mais edição do Projeto Mais Massa, a capital paulista receberá a dobradinha de shows feita pela banda Anacrônica, vinda de Curitiba, e do grande Volver, residente de São Paulo desde o ano passado mas que tem suas origens lá em Recife.
Os curitibanos, que abrirão o show do Franz Ferdinand em São Paulo, como falamos aqui, tocarão músicas de seu disco Deus e os Loucos, lançado no ano passado. Já o Volver destilará seus já conhecidos hits dos dois discos que o grupo carrega em sua carreira, que teve início no longíquo ano de 2003.
Programinha digno, fala aí!
Serviço
Projeto Mais Massa: bandas Volver e Anacrônica
Quinta-feira, 18/03/10
Livraria da Esquina – Rua do Bosque, 1254 – Barra Funda, São Paulo
Abertura da casa às 22h – Shows depois das 23h
Entrada: R$ 15 ou R$ 10 com nome na lista (lista@maismassa.com.br)
Donos de um dos meus discos favoritos de 2009, os australianos do Wolfmother lançaram, há mais de um mês, o segundo clipe de Cosmic Egg. No entanto, só fiquei sabendo do vídeo quando o vi hoje no Rock In Press.
A música escolhida para a filmagem foi a ledzeppeliana “White Feather” – que ganhou um clipe bem básico, mas com uma bonita fotografia, privilegiando o amarelo e o laranja dos raios de sol se pondo (/rubensewaldfilho). Enfim, sente a vibe à Jimmy Page:
Outras bandas deveriam seguir a interessante ideia do Móveis Coloniais de Acaju: a banda acabou de postar em seu Twitter o primeiro vídeo de uma série em que, uma vez por mês, o super grupo de Brasília mostrará aos fãs uma performance em estúdio de um cover – e cada edição a música a ser tocada será sugerida por um dos integrantes.
“Do You Realize?”, do clááássico de 2002 Yoshimi Battles The Pink Robots, disco lançado pelos americanos do The Flaming Lips, foi a música escolhida para inaugurar o “espaço para experimentações, arranjos, releituras e afins” proposto pela turma da feijoada búlgara. A faixa foi meio que uma escolha conjunta entre o vocalista Beto e Ofuji, produtor do Móveis, como você pode ler no texto postado no blog do grupo.
Sem mais delongas, fiquem agora com Móveis Coloniais de Acaju fazendo cover de The Flaming Lips:
Já tô curioso pra saber qual será a próxima. Eu sugiro algo como RX Bandits ou The Mars Volta. E vocês?
Depois de fazermos um post compilando os tweets mais legais sobre a Delicious Jukebox, festa que produzimos com o Ricardo Lemke na Funhouse, a queridíssima Mariana Lima mandou uma série de fotos super bacanas da noite. As quarenta melhores foram selecionadas pela moça e estão no nosso flickr, mas você também pode ver um preview da galeria aqui, ó:
Lançado na semana passada, o clipe de “Telephone”, da Lady Gaga com a Beyoncé, deu o que falar: O vídeo, que tem quase 10 minutos de duração, já bateu recordes de visualizações e foi considerado o “Thriller” da nova geração pelo The Guardian.
De tanto sucesso, a música chegou a ganhar uma versão indie-pop feita pelo divertidíssimo duo Pomplamoose, que gravou um vídeo em que exibe todos os instrumentos e elementos usados no cover. Ninguém estranharia se o Passion Pit fizesse igual:
Em sua página no YouTube, a dupla ainda coleciona regravações de “Beat It”, do Michael Jackson, “Single Ladies”, da Beyoncé, e até “La Vie en Rose”, clássico da Edith Piaf. Também dá pra acompanhar no twitter.
O clipe de “Baby” começa normal demais para ser assinado por Devendra Banhart, que sua super barba – tão normal que chega a causar estranhamento em quem assiste. Mas aí aparece uma nave de concreto (?) que leva Devendra e seus amigos (inclusive Rodrigo Amarante) até uma festa num universo aparalelo (?) onde GZA, Fabrizio Moretti e a galera do MGMT já estão animando a pista. Uma loucura só:
Sempre achei Dave Grohl um cara bem engraçado. Ok, às vezes ele pode soar um pouco forçado nas gracinhas e tudo mais. Mas sempre o tive como um roqueiro divertido – vide clipes do Foo Fighters, por exemplo.
Aí, na tarde dessa segunda-feira (15), eis que o twitter do Them Crooked Vultures posta o vídeo “Dave Grohl in FRESH POTS!”, que mostra o fascínio do baterista por café. Cenas em que Dave aparece tocando instrumentos freneticamente e gritando “FRESH POOOOTS” foram editadas com cortes rápidos e hilários. Dá uma olhada:
Ah, vai falar que você não esboçou nem um sorrisinho, seu mal-humorado?
Sério, imagina ganhar uma carteira autografada pelo pessoal do Strokes? Ou então um cartaz da Cat Power com os dizeres “I Love You” (oun)? Ou ainda quem sabe até uma das guitarras de Conor Oberst autografada pelo próprio?
Não, nossos sorteios ainda não chegaram a este nível. Quem sabe um dia. Enfim, a Pitchfork noticiou que a Binki Shapiro idealizou o projeto Crafts For A Cruise e, com ele, está leiloando várias itens de uma galera famosinha no mundo musical. A grana arrecadada vai para um fundo de ajuda ao Haiti. Ou seja, coloque seu lado altruísta, humanitário e rico para funcinoar e dê um lance!
Além dos objetos já citados, você ainda encontra, por exemplo, um quadro (bem estranho) feito pelo baterista do The Black Keys, camisetas do Little Joy estilizadas pelo Rodrigo Amarante, bonequinhos do Daft Punk e muitas otras cositas legais.
Olha, um bom jeito de me agradar, caso alguém por aí queira, seria me dar um daqueles quadros com retratos da Chan Marshall. Eu ficaria extremamente agradecido, viu?
Nesse último sábado, dia 13, a Funhouse foi casa da Delicious Jukebox, festa que produzimos em parceria com o amigo Ricardo Lemke, patrocínio da Converse e apoio da Reverbcity. A noite deu tão certo que, em 10 de abril, voltamos até a Funhouse para a segunda edição do evento, que promete lotar o espaço novamente. E, enquanto as fotos não saem, que tal dar uma olhada no que o povo falou pelo twitter? Juntamos os melhores aqui:
E você, o que achou?
(Cariocas, aproveitem para responder a seguinte pergunta: Qual lugar vocês gostariam que recebesse a festa do Move That Jukebox no Rio de Janeiro?)
Meu primeiro contato com o trabalho artístico de Charlotte Gainsbourg foi no filme Anticristo, de Lars Von Trier, onde pude perceber que ela tinha ousadia. Desde então, quando penso em Gainsbourg, é o filme do diretor dinamarquês que me vem à cabeça. Não tem jeito.
Sendo assim, quando vi que a atriz também dava uma de cantora e, ainda por cima, estava vindo com um álbum produzido pelo Beck, logo me interessei. Não por ele ser o produtor (afinal nem sou profundo conhecedor de seus álbuns), mas porque imaginei que a ousadia que vi na carreira cinematográfica de Charlotte poderia ser explorada também na música. E eu não estava errado.
O que se pode perceber logo nas três primeiras músicas de IRM é o toque pessoal de Beck. Nunca ouvi um álbum onde a presença do produtor fosse tão perceptível quanto esse. Isso, porém, não faz com que os créditos fiquem só pra ele. A atmosfera de algumas músicas de Charlotte são dignas dos filmes de Lars Von Trier – principalmente, como repito, as três primeiras. “Master’s Hands” é bem marcada pela batida, baixo e a leveza da voz da cantora, além de samplers misturados aqui e ali. IRM é como o encontro de Beck e Portishead: há o toque do cantor, mas a associação é feita automaticamente com “We Carry On”, da banda de Beth Gibbons. Já “Le Chat Du Café Des Artistes”, uma das músicas em francês do álbum, mistura partes tensas com outras melódicas e mais “doces”, prevalecendo os sons orquestrais, que dão toda a profundidade da música.
“In The End” lembra novamente o Third, do Portishead: é a “Deep Water” de IRM. Em seguida vem “Heaven Can Wait”, a melhor do álbum e também a mais Beck. Incrível como funciona bem o conjunto vocal dos dois. Batida ótima, violão empolgante: um grande acerto. “Me and Jane Doe” é um bom folk e “Vanities” é a uma das mais intimistas, com um violão dedilhado durante toda a faixa e uma orquestração novamente competente. “Time of the Assassins” é uma música interessante: se enquadraria perfeitamente na trilha sonora de um western (talvez do próprio Lars Von Trier, quem sabe). “Trick Pony” é ótima e radiofônica, possivelmente um single, com guitarra destoando e a voz de Charlotte Gainsbourg cheia de eco e expressividade. “Greenwich Mean Time” parece o resultado de uma brincadeira, de tão “informal”, e “Dandelion” é simples e funcional, com baixo bem marcante. “Voyage” é o que, nesse álbum, mais se pode chamar de épico, sendo também um dos destaques. “La Collectionneuse” tem um clima meio fantasmagórico e um piano repetitivo que dá todo esse tom. Pra fechar com chave de ouro vem a cool “Looking Glass Blues”, a faixa mais rock do CD, com contratempos pra dar e vender.
Confesso que Charlotte Gainsbourg é uma cantora mais interessante do que imaginava. Uma inquietação artística positiva (e sempre necessária, é bom ressaltar) permeia o álbum inteiro, possível também pela presença do próprio Beck. Com uma música tão despojada de convenções e modismos, só me resta mesmo esperar que Lars Von Trier tenha ouvido IRM e se lembre de Charlotte quando for pensar na trilha sonora de algum dos seus próximos filmes.
Depois de dois meses de férias, a Revista Noize voltou! A primeira edição de 2010 traz, além da já tradicional coluna do Move That Jukebox (reformulada), a estreia do pessoal do Scream & Yell e do Fora do Eixo na revista, uma porrada de matérias elaboradíssimas (com destaque para o giga-texto sobre os Strokes, do Fernando) e a coluna Qualquer Coisa, em que Alves, do The Name, fala sobre suas aventuras fisiológicas durante turnês (sem dar nojinho, o que é incrível). A seção de resenhas ainda carrega dois textos meus. Pra tudo isso e muito mais, é só dar uma olhada no embed abaixo:
Faltam cerca de dois meses para High Violet, novo do The National, ser lançado na gringa, mas a gente já vai ter descoberto muita coisa do disco até maio: Além da capa do álbum, três faixas inéditas já haviam caido na web (“Blood Buzz”, “Runaway” e “Terrible Love”). Agora chegou a vez de “Vanderlylle Crybaby Geeks”, uma outra brand new track, chegar até nossos ouvidos. A música foi tocada ao vivo nessa quinta-feira, dia 11, no Brooklyn, e algum espertinho não tardou a jogá-la na internet. Confere:
O tracklist de High Violet também chegou até nós há pouco, via Gigwise:
Depois de muita apuração do Move That Jukebox e um chute errado, a Day 1 Entertainment finalmente anunciou as bandas que abrem os shows do Franz Ferdinand no Brasil. A divulgação, apesar de não constar no site oficial da turnê, foi confirmada pela assessoria de imprensa.
Franz Ferdinand em Buenos Aires na última sexta-feira
Em São Paulo, como já haviamos dito, os responsáveis pela abertura não são paulistas, mas curitibanos. O quarteto Anacrônica, formado em 2005, sai da capital paranaense para tocar com os escoceses em 23 de março, no Via Funchal. O Sul do país, por sua vez, verá a Pública dividindo o palco com o Franz no dia 18, em Porto Alegre. No Rio (19, Fundição Progresso), a abertura fica por conta do Moptop (surpresa? NOT). A maior novidade foi assinada pela edição brasilense do show (21, Marina Hall), que recebe o pouco popular The Pro. O Pro, inclusive, foi entrevistado pelo Move lááá em janeiro de 2008, quando falaram sobre as origens da banda.
O Franz Ferdinand abriu sua mais nova turnê sul-americana no dia 12 de março, em Buenos Aires. O setlist, que conta com 21 músicas, já foi arquivado no setlist.fm. O grupo fica na América Latina até o dia 10 de abril, quando toca no México.
Ainda estão sendo vendidos ingressos para todas as apresentações. Para conferir os pontos de venda, visite o site oficial da Day 1.
Na semana passada, duas bandas queridíssimas do Move passaram pelo talk show de Jimmy Fallon, assunto frequente por aqui. Primeiro, foi a fez de James Mercer e Brian Burton levarem a banda de apoio do Broken Bells até o programa. O grupo fez bonito com”The Ghost Inside”, que tem um refrão ainda mais catchy ao vivo. Acompanha:
No dia seguinte, a rapaziada do Vampire Weekend levou “Holiday”, a mais ensolarada (por assim dizer) de Contra, até a TV. O mais legal é ver o público dançando como se estivesse num programa de palco dos anos 80:
A próxima atração de destaque do Late Night With Jimmy Fallon é a garotada do The XX, que toca no programa no dia 17, quando Dakota Fanning e Joseph Fiennes serão os entrevistados da noite.
Enquanto clipe de “Fantasy Bar” flertava com o clima dark de Terra Incognita, “Uh Huh” compensa com uma atmosfera alegre, com cara de girl band. Se a gente fizer de conta que não viu a animação tosca com neon rosa no início do vídeo, o clipe fica bem legal:
João Brasil é um dos maiores presentes que o Rio de Janeiro deu para a cena musical brasileira nos últimos anos. Fazendo os mashups mais loucos e inusitados ever, João espalhou sua genialidade aos sete ventos – sempre sem medo de ser brega demais – quando lançou Big Forbidden Dance, que trazia misturas como “Sensual Roll” (Snoop Dogg, Roberto Carlos e Madonna na mesma música) e “This Is How We Dance” (um mix com Sepultura, Digitalism e Britney Spears).
O talento do rapaz foi ganhando cada vez mais destaque com o passar dos anos, e a evolução foi clara: João Brasil já até ganhou aprendizes e “filhos ideológicos” como o capixaba André Paste, que se apaixonou pela arte dos mashups. O lord das pickups também já conquistou a Europa – Londres, inclusive, é a atual casa do músico. Mas, mesmo morando no exterior, João não esconde sua paixão pelo Brasil: Na terra da rainha, suas apresentações são regadas à funk music e a bandeira do nosso país sempre aparece no palco.
O mais novo projeto de João Brasil, 365 mashups, conquistou o público logo no seu primeiro mês. A idéia é publicar um mashup diferente a cada dia no espaço destinado ao trabalho: Um simples blog no wordpress. Pelo twitter (@joaobrasil), quem aprova o conceito ainda tem a liberdade de enviar dicas e sugestões de remixes, que são atendidos na maioria das vezes.
Em entrevista ao Move That Jukebox, João Brasil falou sobre a atual situação de sua carreira, sobre o 365 mashups e, claro, o que pretende fazer no 366º dia. Com a palavra, o rei nos mashups:
Não me lembro de ter visto a assinatura de um artista corresponder tanto à música feita por ele: João Brasil representa boa parte da atmosfera dos seus trabalhos – e isso é incrível. Isso foi premeditado, de alguma forma?
Muito obrigado, Alex. Sempre lutei por isso, mas achava que essa assinatura ainda estava meio nebulosa (risos). Você deixou meu dia mais feliz.
O 365 mashups, seu novo projeto, tem um conceito ótimo, mas parece trabalhoso. O que te levou até esse conceito e como você se motiva para não deixar um dia passar sem um mashup?
O projeto aconteceu de uma maneira muito espontânea. Queria fazer um disco de mashups em 2010 e estava pensando no que misturar, estava fritando. Três dias antes do ano novo minha mulher me sugeriu brincando a idéia de fazer um mashup por dia. Levei a brincadeira a sério. A minha maior motivação agora é o feedback das pessoas, acho que se as pessoas não tivessem se envolvido tanto com o projeto eu poderia até já ter parado. Muita gente me manda mensagens dando idéias, quando eu posto o mashup de noite eu recebo mensagens de: “UFA! Pensei que você não ia conseguir! ” (risos). Estou me divertindo com tudo isso.
O projeto começou soltando mashups que não tinham relação entre si, mas isso logo mudou. Algumas das músicas se juntaram e montaram o The Black Album Brasil, uma versão brazuca do disco do Jay-Z. Recentemente, também tivemos o Let It Baile, adaptação dos Beatles. Qual é o próximo alvo de João Brasil?
Há algum tempo vemos você trabalhando apenas com a idéia de nacionalizar músicas gringas (Phoenix com Portinho, Radiohead com Olodum e etc.), mas foi um conceito diferente, com cara de Girl Talk, que te deu fama. O que te fez entrar nessa nova fase?
Primeiro porque estou morando em Londres, estou com uma necessidade enorme de trazer cada vez mais o Brasil para meu som. O formato Girl Talk de mashup é muito legal, mas ficaria muito exaustivo fazer com aquela forma todos os dias, acho que tanto para mim, quanto para o público. Se você amarra bem duas informações acho que fica mais digerível para todo mundo. Misturar Brasil com mundo é a minha grande diferença por aqui, mas não tenho muita regra não, agora estou misturando Brasil com Brasil. Vamos ver o que vai acontecer pela frente. (risos)
Existe a pretensão de voltar a produzir hits nos moldes do Big Forbidden Dance?
Sim, estou pensando em no último mês do ano fazer um Big Forbidden com meus 365 mashups.
Você parece ouvir e misturar artistas de absolutamente todos os gêneros, um cara eclético de verdade. Não há nada que você ouça e pense: “nossa, essa música é realmente uma merda”?
Eu sinto que todas as músicas podem ser aproveitadas para meu trabalho, por isso não consigo achar a música 100% uma merda. Mesmo que não goste do som, posso aproveitá-lo exatamente por não gostar e aí eu acabo gostando do resultado final.
Seu trabalho também é acompanhado nos Estados Unidos e na Europa – a página do 365 mashups, inclusive, é escrita em inglês. O que o João Brasil tem que os gringos gostam tanto?
Acho que é essa mistura de universos tão diferentes. Sou bicho exótico por aqui, tenho que aproveitar isso. (risos)
Qual é seu plano para o 366º dia?
Fazer um disco de voz e violão. Sério! Pensei nisso ontem vendo uma banda de folk na televisão, que paz. (risos)
Qual a combinação mais bizarra de mash-up que você já pensou em fazer, mas nunca teve coragem?
Ter uma primeira música de trabalho que cause impacto, ou mesmo curiosidade alheia, é essencial para uma banda ganhar o benefício da dúvida dos vorazes consumidores de música atualmente – que ignoram sem dó nenhuma artistas que não prendam suas atenções nos primeiros segundos de cada vídeo ou faixa escutada. É uma triste realidade que raramente dá segundas chances para bandas cujos myspaces e youtubes da vida não apresentem “cartões de visita” chamativos e de qualidade.
Sabendo muito bem de tudo isso – ou não! -, o Surfer Blood teve a sacada de lançar, como primeiro single, a incrível “Swim”, que é uma das músicas mais grudentas (no bom sentido) de 2010, apesar de ter sido divulgada como single em 2009. “Swim” deixa claro como é a sonoridade que permeia todo o disco de estreia do Surfer Blood: baseado quase que essencialmente em guitarras levemente distorcidas e no vocal ecoado e algo juvenil de JP Pitts.
Astro Coast, nome do debut do grupo, começa com a agradável “Floating Vibes”, que abre caminho para “Swim” vir na sequência e deixar seus ouvidos maravilhados com o “swim to reach the end” cantado despretenciosamente no refrão. “Take It Easy” exala uma vibe à Vampire Weekend que empolga bastante – e precede uma das melhoras faixas do disco, “Harmonix”, que, como o próprio nome entrega, é uma baladinha de quase 5 minutos envolta por harmônicos de guitarras bem pensados. A instrumental “Neighbour Riffs” fecha a primeira metade de Astro Coast com muitos solinhos de guitarra acompanhados por um eficiente riff de baixo.
Dentre as 5 últimas músicas do álbum, destaca-se a dupla “Fast Jarboni” e sua versão mais calma, a linda e extensa “Slow Jarboni”. Depois de quase 40 minutos, “Catholic Pagans” recebe bem a incumbência de fechar o debut desse promissor quarteto vindo da Flórida – que não só soube bem como chamar a atenção de seu público logo no primeiro single, como também não abaixou o nível e concluiu mais 9 músicas para criar, assim, um dos bons discos do ano até agora.
-> Astro Coast foi lançado no dia 19 de janeiro, via Kanine Records.
Vocês lembram do Velveteen? O grupo correu o mundo quando, em 2008, teve um de seus álbuns divulgados como se fosse um leak de Narrow Stairs, do Death Cab For Cutie. O assunto chegou a virar pauta do Move e, claro, não pude deixar de entrevistar a banda sobre o boom instantâneo.
Dois anos depois, o quarteto alemão aparece com 27, seu quarto álbum de estúdio. O disco exibe um som genérico, de pouco destaque, mas algumas músicas se saem um pouco melhor. Uma delas é “Rookie of What?”, que acaba de ganhar um videoclipe. Confere:
O nosso querido The National está em ponto de bala: O novo álbum do grupo, agora batizado como High Violet, só ganha lançamento oficial em 11 de maio, mas a banda parece não estar querendo esperar. Na noite dessa quarta-feira, dia 10, o grupo subiu ao palco do talk show de Jimmy Fallon para tocar “Terrible Love”, que abre o disco. A música é linda:
Hight Violet ainda ganhou um site oficial e simples, em que fotos da gravação do disco são exibidas em loop. Foi por lá, inclusive, que a capa do álbum foi divulgada:
Vale lembrar que High Violet conta com a participação de Bon Iver e Sufjan Stevens em algumas faixas e que outras duas inéditas, “Blood Buzz” e “Runaway”, já foram executadas ao vivo pelo The National. Não deixe de ouvir.
Ontem mesmo eu fiz um post sobre como a Day 1 Entertainment, produtora da turnê brasileira do Franz Ferdinand, se mostrava confusa e enrolada quando se falava sobre os shows de abertura da tour. Mas hoje, finalmente, a luz no fim do túnel parece ter começado a aparecer.
Várias dicas surgiram no twitter nessa tarde: Dary Jr., integrante do Terminal Guadalupe, começou o tiroteio de informações dizendo que já sabia quem iria abrir os shows do Franz na capital paulista. “É um quarteto da região Sul” e “seus integrantes já tocaram no Terminal Guadalupe como substitutos”, disse. Dary complementou falando que “também pode ser uma banda da Zona Sul de São Paulo”. Agora vamos desmembrar as informações, supondo que a abertura seja feita pelos rapazes do Sabonetes.
Será?
Primeira parte: Sabonetes é, de fato, um quarteto da região Sul. De Curitiba, para ser mais exato.
Segunda parte: Os rapazes do Sabonetes já tocaram com o Terminal Guadalupe, realmente.
Terceira parte: Apesar de serem de Curitiba, os Sabonetes estão morando oficialmente em São Paulo, pelo o que me disseram. Isso explica o comentário de Dary (“também pode ser uma banda da Zona Sul de São Paulo”) e viabiliza que eles façam a abertura do show do Franz em São Paulo, já que a produção exige um grupo local.
Quarta parte: Logo no início de sua carreira, o Sabonetes dominava as noites curitibanas tocando covers de Franz Ferdinand com certa frequência. Não é irônico?
Quinta parte: Dois simpáticos rapazes avisaram ao Move, via twitter, que já sabem quem faz a abertura do show paulistano. E de onde eles são? Curitiba.
Vale lembrar que todas as informações desse post não são oficiais e que nenhuma divulgação oficial foi feita.
O Franz Ferdinand faz quatro shows no Brasil, passando por Porto Alegre (Pepsi On Stage, 18 de março), Rio de Janeiro (Fundição Progresso, 19), Brasília (Marina Hall, 21) e São Paulo (Via Funchal, 23).
UPDATE: João Davi, baixista do Sabonetes, avisou nos comentários que “não vamos abrir o show do Franz Ferdinand, isso é tudo especulação baseada em um comentario no twitter.” Pena.