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Coffee & TV – Alguns dos melhores momentos musicais do cinema em 2012

Ah, dezembro, a sexta-feira dos meses do ano! Época de especiais melodramáticos na TV, festas da firma, amigo secreto na família, chegada do Papai Noel nos shoppings, sol, piscina e uvas-passa invadindo nossas refeições. Como não amar? Pois é, eu odeio final de ano. Especialmente agora que sou aluna de uma universidade federal e praticamente comerei minha ceia no centro de convivência do campus, e as pernas pro ar durante os filmes temáticos na Sessão da Tarde são um sonho distante.

Mas se acalme, querido leitor, que o último mês do ano – e quem sabe da história da humanidade – reserva coisas boas até para almas grintchinianas como a minha e talvez a sua. Dezembro é época das listas de melhores (e piores) do ano, e é com alegria que te convido a relembrar ALGUNS dos grandes momentos musicais dos filmes de 2012. Como selecionei apenas quatro deles, o espaço para comentários está aberto pra vocês deixarem suas listinhas também, ok?

A abertura de 007 – Operação Skyfall Graças às novelas de Globo, Adele foi banalizada. Com várias de suas músicas presentes nas trilhas dos folhetins do horário nobre, passar 2012 livre de ter ouvido “Rolling In The Deep”, “Someone Like You” e “Set Fire To The Rain” nas rádios, festas – com remixes de qualidade altamente questionável – e covers de praças de alimentação foi uma tarefa inglória. Eu já estava de saco cheio da moça quando fui surpreendida por “Skyfall”, gravada especialmente para a trilha do mais recente filme de James Bond.

A música de Adele complementa com perfeição o clima noir da sequência, sendo, ao mesmo tempo, misteriosa e sedutora, como o agente secreto mais famoso do cinema. O filme é fantástico e a abertura completamente hipnotizante, tanto para virgens de 007, como eu era até poucas semanas, quanto para os fãs da franquia – que arriscaram dizer que era a melhor abertura de todas. E quando se tem “Live And Let Die” como concorrente, o peso dessa afirmação se faz sentir.

O vídeo com imagens do filme em questão não pode ser incorporado. Tá aqui o link pra quem quiser vê-lo.

Uma música para o fim do mundo – Quando o fim do mundo é um fato científico e as televisões passam a fazer uma contagem regressiva até o momento em que um asteróide se chocará com a Terra, destruindo tudo o que há nela, você pode se deprimir, sentar e esperar, ousar como se não houvesse amanhã – que logo, logo não haverá mesmo – ou então correr atrás do tempo perdido. É isso que o personagem de Steve Carrell em “Procura-se Um Amigo Para o Fim do Mundo” resolve fazer, auxiliado por sua vizinha meio esquisita, interpretada por Keira Knightley.

Sem entrar no mérito da questão de julgar se a proposta é agradável, ou se só mesmo a concretização do clichê que Morrissey nos apresentou no refrão de “There Is a Light That Never Goes Out”, a verdade é que, ao fim do filme, só dá mesmo para pensar em “The Air That I Breath”. O clássico dos Hollies é usado na trilha nos momentos mais corretos, sustentando a teoria que se o mundo for mesmo acabar, o amor é a única coisa de que precisamos – e um pouquinho de ar, para suspiros oportunos.

Canção para o infinito – Nada como ser jovem, estar apaixonado e ter os melhores amigos do mundo do seu lado. Essa é a uma das muitas impressões produzidas por “As Vantagens De Ser Invisível”, adaptação para o cinema do livro homônimo de Stephen Chbosky, que já colocou muita gente para chorar e ainda assim não foi suficiente, já que a distribuição das cópias em nosso país tropical foi bem aquém do que um filme tão bacana merecia.

Aqueles sortudos que conseguiram assistir puderam usufruir da trilha sonora gostosa com cara de hits do rádio de uma época boa, em que era comum ouvir Sonic Youth e The Cure por ali sem ter que se procurar muito, já que a história é ambientada nos anos 90. O grande momento musical fica por conta dos Smiths, uma vez que “Asleep” é a música favorita do menino Charlie, conseguindo ser melancólica, doce e profundamente triste, captando completamente o espírito do filme e também do livro.

Drive e Kavinsky – Perseguições, cabeças explodindo e sintetizadores. Três expressões que resumem bem o conceito de Drive, filme de Nicolas Widing Refn (lançado nos EUA em 2011, mas que chegou por aqui só neste ano) sobre um dublê de corridas interpretado por Ryan Gosling que, nas horas vagas, usa de suas habilidades no volante para serviços escusos e que se enrola todo com bandidos de alto calibre por conta do quase romance vivido com sua vizinha, Carey Mulligan.

A trilha original foi composta por Cliff Martinez, e é toda feita de batidas eletrônicas com uma pegada retrô, que se casa perfeitamente com o clima do filme e sua estética meio kitsch, como a jaqueta de gosto duvidosíssimo usada pelo personagem de Gosling durante quase todo o filme. Como destaque, temos a sequência de abertura, que conta com ele dirigindo por uma Los Angeles quase vazia ao som de “Nightcall”, de Kavinsky, cuja sonoridade remete automaticamente aos anos 80 e que conta com a participação da brasileira Lovefoxxx, do Cansei de Ser Sexy. Filmaço totalmente necessário.

  • Thomé

    po, gostei que isso vai ser quinzenal, vai me instigar, e muito, a ver muitos filmes!

    p.s: e é por conta da musica que não assisto a muitos filme, ela toma muito o meu tempo, heheh…

  • Leocádia Joana

    Não costumo ir ao cinema por conta da algazarra dos adolescentes, espero passar na SKY(merchan gratuito)!!!