Coluna Miojo Indie #11: The Maccabees, Siba e of Montreal

Depois de dez colunas em 2011 e de fechar o ano com lista essencial de 10 discos pra ouvir antes da virada pra 2012, o Miojo Indie volta a suas indicações (quase) semanais, com reviews rápidos e rasteiros e indicação de boa música que não acaba nunca. Segura que é só o começo:

The Maccabees

Given To The Wild (2012, Fiction)

Enquanto o rock britânico vivia o auge do indie rock na década passada, com grupos expoentes de uma sonoridade grandiosa, dançante e comercialmente explosiva, os cinco integrantes do The Maccabees pareciam optar por uma musicalidade menos óbvia e mais convincente. Entre letras bem construídas – sempre acompanhadas de bons acordes de guitarras e solos marcados pela amenidade – que observavam a temática sentimental sob outro ponto de vista, o grupo fez nascer dois influentes discos, Colour It In, de 2007 e Wall Of Arms, de 2009. Entretanto, é com a chegada do recente Given to the Wild que a banda parece de fato se encontrar. Suave, o registro possibilita que o grupo revele uma tonalidade ainda mais distinta dentro de sua recente obra, incorporando elementos encontrados nos trabalhos da conterrânea Wild Beasts, enquanto guitarras esvoaçadas e letras delicadas percorrem todo o agradável registro.

Ouça: Pelican

Siba

Avante (2012, Independente)

Primeiro grande lançamento nacional a ver a luz do dia, Avante percorre um caminho totalmente oposto das antigas criações musicais do pernambucano Siba Veloso. Menos conectado com as raízes regionais que delimitaram os dois excelentes discos do compositor – A Fuloresta do Samba (2003) e Toda Vez Que Dou Um Passo o Mundo Sai de Lugar (2007) -, o disco concentra no bem explorado uso de guitarras todas as fundamentais referências para que as canções do álbum possam se movimentar. Acompanhado de um Fernando Catatau (Cidadão Instigado) inspiradíssimo, que além de produzir o registro distribui seus sempre influentes acordes para todos os cantos do trabalho, Siba apresenta todo um conjunto de velhas e novas composições remodeladas. Faixas como “Brisa”, “Ariana” e “Canoa Furada”, que entre acordes bem executados de guitarras possibilitam uma nova roupagem à carreira do músico.

Ouça: Canoa Furada

of Montreal

Paralytic Stalks (2012, Polyvinyl)

Há mais de 15 anos, quando of Montreal foi montado na cidade de Athens, Geórgia, talvez nem mesmo o peculiar Kevin Barnes (criador da banda) tivesse uma real noção do que o grupo viria a se transformar posteriormente. Se antes as composições do grupo – que já passou por incontáveis formações – se orientavam para a busca de um som doce e versos marcados por certa dose de sobriedade, hoje os rumos são completamente outros. Desde que a banda abraçou de vez a neo-psicodelia no começo da década passada que uma sucessão de memoráveis discos tem surgido de maneira continua entre curtos intervalos de tempo. Mais recente obra do grupo atende sob o nome de Paralytic Stalks, um trabalho que mescla o bom humor e suavidade pop encontrada no último disco da banda (False Priest, de 2010), além de todo um condensado de experiências excêntricas e peculiares, fruto óbvio das viagens musicais e misticismos expostos pela banda em 2007 com Hissing Fauna, Are You the Destroyer?.

Ouça: Dour Percentage

Textos: Cleber Facchi

  • Acho que a resenha do of Montreal tá trocada…

  • haha tava mesmo, gregório. valeu pelo aviso.