Coluna Miojo Indie #5: Mallu Magalhães, High Places e Emika

E que tal irmos pra quinta edição da coluna de um dos blogs mais legais e antenados das interwebs aqui do Brasil? No “programa” de hoje, o Miojo Indie sugere os lançamentos da Mallu Magalhães, do duo High Places (tem clipe novo da banda aqui) e da cantora Emika. Façam bom proveito:

Mallu Magalhães

Pitanga (2011, Sony/BMG)

Esqueça a adolescente excêntrica com voz irritante que há pouco mais de três anos chamou as atenções da imprensa por conta de seu bom desempenho na internet. Longe da sonoridade “folk” de outrora, Mallu Magalhães mostra que em seu terceiro registro é a busca por um som maduro e versos adultos que a acompanham. Aplicando os ensinamentos repassados por seu atual parceiro e amante, Marcelo Camelo, a jovem faz de Pitanga um trabalho doce, carregado de melodias suculentas e um sabor forte de romantismo que se intensifica em cada apreciação da obra. Seja ao se comportar como uma “Velha e Louca” na abertura do álbum, brincando com os ritmos brasileiros em “Sambinha Bom” ou mesmo entregando seu coração em “Olha Só, Moreno”, cada mínimo espaço do disco parece feito com o maior esmero, resultando em um projeto envolvente e capaz de encantar o espectador sem o mínimo esforço.

Ouça: Velha e Louca

High Places

Original Colours (2011, Thrill Jockey)


Parecia pouco provável que o casal nova-iorquino Rob Barber e Mary Pearson fosse capaz de desenvolver um disco tão eficiente quanto sua promissora estreia de 2008. Sob o nome de High Places, o excepcional composto de melodias minimalistas e carregado de fragmentos psicodélicos ressoava composições que até então pareciam impossíveis de serem superadas. Pelo menos até agora. Vindo para superar o fraco desempenho no álbum de 2010 e se posicionar acima da elogiada estreia da dupla, Original Colours mais uma vez nos convida a adentrar o delicado universo de sensações e experiências desenvolvidas pelo duo. Longe do aspecto essencialmente experimental de outrora, o disco permite que a dupla passeie por canções visivelmente mais fáceis, capazes de mais uma vez hipnotizar o espectador tamanha a beleza e a peculiaridade das faixas.

Ouça: Sophia

Emika

Emika (2011, Ninja Tune)


Muito embora o dubstep esteja aí desde o final dos anos 90, parece que só agora o cultuado gênero vindo de terras britânicas se transformou em algo aberto a todos os públicos. Longe das pequenas esquizofrenias ou doses marcadas de experimentação que definem o estilo, a inglesa Emika faz de sua homônima estreia um registro que reverbera as frequências do gênero, embora seja funcionalmente capaz de dialogar com um vasto armazém de outras referências. Soando como uma Katy B mais séria ou talvez uma versão pop do cultuado produtor Zomby, Emika promove um trabalho que se divide entre o climático e o dançante, promovendo composições que mesmo marcadas por um tempero conceitual, transbordam uma energia pop e descompromissada. Para dar ainda mais crédito ao trabalho, a cantora surge sob o aval do cultuado selo Ninja Tune, residência de alguns dos mais importantes projetos de música eletrônica que surgiram na última década.

Ouça: Pretend

Textos: Cleber Facchi

  • Ironic Sardonic

    Maluzinha está ficando velha!Ô.Ôu