Com muita presença de palco, The Kooks arrebentou Via Funchal

Por Thaís Cristina Souza

Fotos: Isa Fassina e Silvio Tanaka

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Quando anunciaram oficialmente o show do Kooks em terras tupiniquins, meu coração se encheu de alegria e esperança. Mas o tempo foi passando, as coisas se apertando e meu orçamento não colaborando com o encontro entre eu e Luke Pritchard, amor verdadeiro, amor eterno/deborahsecco. Mas aí, o Multishow fez uma promoção, e PELA PRIMEIRA VEZ NA MINHA VIDA INTEIRA, eu estava entre os vencedores.

Sexta feita, 19 de junho, a ansiedade tomava conta do meu ser. Fikdik: se vocês forem perdidos como eu, o site da Cyndi Lauper no Brasil tem umas dicas incríveis de como chegar ao Via Funchal. Bom, 19h30, lá fui eu e o namorado. Depois de alguns minutos perdidos na região da Vila Olímpia, por volta das 20h encontramos o lugar. Um monte de moderninhos, indies e emos reunidos em uma rua. Era ali. Eu fiquei surpresa porque ainda faltavam duas horas para o show e a rua já estava cheia! Algumas cervejinhas e tal. Aí eu pude perceber o público: era todo mundo muito novo. Mesmo. Comecei até a me sentir meio velha com meus 21 anos, porque o pessoal deveria ter no máximo 18! Assim, todo mundo MESMO. Estava até preocupada com aquele monte de menor ingerindo bebida alcoólica (q?). Aliás, público todo muito bem vestido com looks in-crí-veis de inverno. Ok, foco. Enfim, a ansiedade que tomava conta do meu ser agora já me dominava por completo. Já não sabia se eu tremia por frio ou nervosismo.

Hora de entrar. Depois de pegar meus ingressos for free (cof cof) e subir as escadas rolantes do Via Funchal, nos deparamos com uma pista relativamente vazia. Já eram 22h e ainda tinha espaço pra andarmos livremente, a até sentarmos no chão. 22h10 (ou 10:10pm para os mais supersticiosos) abrem-se as cortinas e Luke e sua turma invadem o palco. Todos os grandes sucessos estavam lá: começou com ‘Always Where I Need To Be’ colocando todo mundo pra pular. A seqüência de ‘Matchbox’, ‘Eddie’s Gun’ e ‘Ooh La’ do primeiro CD ganhou o público, e eu já pulava e dançava loucamente e gritava as letras a plenos pulmões (envergonhando o coitado do namorado. Malzae).

O Luke e toda a banda são muito empolgados durante o show. Se movimentando o tempo todo, pulando, gritando e jogando água na platéia. Para ingleses, que têm fama de frios, isso me surpreendeu. Todo um jogo de luzes máaagico interagindo com o público e durante a sexy (ui!) ‘Do you Wanna’ o telão exibia sombras de mulheres que dançavam lascivamente (UI!). Isso foi o suficiente pra fazer a galera ir a loucura e dançar a música como se fosse a última. Eu não sei se era o sotaque fortíssimo dos britânicos, ou a minha localização na pista, mas o som pra mim estava bem ruim. Além de as músicas ficarem meio chiadas (ok, eu não sou especialista, ta?), não consegui entender quase nada do que ele dizia, a não ser as palavras em português-de-gringo: “estámos moito feliz de está aqui”. Oouuunnnnn (L). Espero que alguns de vocês me tirem essa dúvida em relação ao som.

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E esse cabelo, Luke Pritchard?

Momentos mais marcantes (opinião particular, ok?): ‘Seaside’ (na hora do bis) no violãozinho (Luke pegael); o Luke se jogando na platéia e os seguranças se matando para mantê-lo sob controle e em cima do palco; e o final com ‘Sofa Song’, que é uma das minhas preferidas! Além disso tudo, a banda ainda tocou algumas músicas novas que eu desconhecia. Pesquisando, encontrei os nomes e aí vão: ‘Love Is Like a Rainbow’, ‘Princess Of My Mind’, ‘Watching The Ships Roll In’.

A experiência foi muito válida. Apesar de perceber que talvez eu não tenha mais idade pra ser groupie  de bandas adolescentes, achar a platéia VIP meio injusta (isso é inveja, ok?) e de repente ter um click, uma epifania, e perceber que versos como “a, b, c, d, e, f and g/ well that reminds me of when we were free” não são o que se podemos chamar de geniais, eu AMEI. Seu eu não tivesse ganhado os ingressos teria me arrependido profundamente. A banda tem muita presença de palco, e embora o pessoal que estava mais no meio e no fundo da pista não se manifestasse muito, os inglesinhos não se deixaram abater e foram firmes e fortes até o final. Nosso próximo encontro é no Friendly Fires, né?

9 Comentários para "Com muita presença de palco, The Kooks arrebentou Via Funchal"

  1. “perceber que talvez eu não tenha mais idade pra ser groupie de bandas adolescentes”

    me identifiquei com essa… hehe

    e idem a preferência por Sofa Song. 😉

    depois de ler sobre esse show, até me deu vontade de voltar a ouvir Kooks…

    mas sei não, melhor não retornar “aquela” situação inicial. 😡

  2. na verdade “watching the ships roll in” tá no Rak, que é um disco que foi lançado meio que com sobras de estúdio do Konk.

    não fui no show, mas um amigo meu foi e mostrou a mesma empolgação. só me indignou uma coisa: não tocarem “gap”! um absurdo!!!!!!

  3. ah sim, uma resenha..
    muita criança mesmo, tb me assustou!
    e o povo tava desanimado mesmo, tinha gente q nao sabia metade das musicas, mas ok, fui do rio pra sp só pra ver o show, curti o q tinha q curtir..

  4. Então, eu não conhecia essa música “Watching The Ships Roll In”. Malzae, galere.
    Eu também fiquei triste de não terem tocado Gap, mas eu li por aí que a música é sobre o pai falecido do Paul, e por isso eles quase não tocam em shows… Não sei se o fato é veridíco.

  5. Nossa, vc conseguiu descrever muito bom o show.
    Eu me senti um pouco tia lá no meio da galere, mas valeu a pena!
    Foi o show que eu esperei por uns dois anos. A setlist tava ótima, e eles tava bem animados.
    Só faltou “No longer”, mas essa eles não tocariam nunca mesmo… :S

  6. “na verdade “watching the ships roll in” tá no Rak, que é um disco que foi lançado meio que com sobras de estúdio do Konk.

    não fui no show, mas um amigo meu foi e mostrou a mesma empolgação. só me indignou uma coisa: não tocarem “gap”! um absurdo!!!!!!”

    Concordo plenamente neto! e eles não tocaram nada do Rak, que é muito legal!! Só o “watching the ships roll in”, claro…

    Eu tb, com meus 20 anos me achava meio fora do lugar. Eu e meu amigo, que fomos ao show, até olhamos o ingresso pra v qual a idade miníma pra entrar e não tinha nada… hahaha.

    Eu tava ali no vip (e a baqueta caiu na minha cabeça ¬¬ ainda bem que a água não hauahuah) e pra mim o som tava bem ruim tb, mas acho que era o sotaque. ngm entendia o que o Luke falava só qnd ele falava em portugues ahuahuahua. As vezes eu ate me perdia nas músicas pq ele falava muito enrolado (ou meu ingles é ruim mesmo… hauhau)

    Toda hora o Luke gritava um “C’mon” pra gente canta mais… acho que faltou o público pula e canta mais… faltou animação.. eu achei.
    Eu fiz minha parte! só não cantei as novas que eu não conhecia…

  7. Adorei a resenha!
    Quanto a faixa etária(campanha AUMENTEM A FAIXA ETÁRIA PARA 16 ANOS!hahaha) da galera, eu tendo 18 já me senti velha vendo aquelas crianças de 13 anos enxendo a cara e pagando de descolados . É lamentável! Sei lá, devem ter confundido o show com o dos Jonas Brothers! hahaha parei.
    Em relação o som, eu também achei que estava bem ruim. Paguei R$70,00(sortuda vc em ir na faixa!) para ter uma qualidade sonora desejável. Não sou grande fã do Via Funchal, confesso.
    Realmente eles se mostraram MUITO empolgados! Pedir “Seaside” e ser atendido não é para qualquer um. Acredito que além da animação do público, o que os motivou também foi a gravação do Multishow.
    A pista premium(vip) foi realmente muito injusta. Nunca teve essa de limitar espaço na pista com aquela maldita grade. Eu que não pude comprar antes por depender de calendário na faculdade tive que me conter com a pista normal(vulgo pista dos pobres prejudicados).
    Fiquei na grade da pista comum, mas mesmo assim era longinho do palco.
    Enfim, o show foi incrível, setlist maravilhoso, performance inesquecível. Tive um treco quando tocou “Ooh La”! E saí mais apaixonada pelo Paul, simpático que só ele!

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