Como foi o Fora da Casinha na Unibes Cultural

Auditório- As Bahias e a Cozinha Mineira @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Destaque absoluto da programaçãao, As Bahias e a Cozinha Mineira @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

O festival Fora da Casinha, uma iniciativa da Casa do Mancha e de seu dono e produtor cultural, rolou num domingo de sol, mas frio em São Paulo, lá na Unibes Cultural (Rua Oscar Freire, 2500), dia 7 de agosto. O local é muito bonito e há alguns meses tem aberto o espaço para a comunidade e melhor, para a música independente. Um dos maiores eventos até o momento foi exatamente o festival.

Bem, não precisa dizer que a seleção de shows estava maravilhosa, né? Porque foi escolhida a dedo por uma pessoa que conhece a fundo a cena independente do país, mas uma ou outra coisinha deixou quem passou por lá meio #chateado. Comecemos pelos shows.

O local estava dividido em três palcos: um para apresentações mais intimistas, no louge; outro palco era no teatro e mais um no auditório. Não havia muito conflito, por isso, dava para ver os shows quase que na íntegra, o que é um grande ponto para o evento.

Lounge- Mauricio Pereira @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Lounge- Mauricio Pereira @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Quem abriu o evento foi o Mauricio Pereira, que fazia parte dos Mulheres Negras com o Abujamra, em apresentação foi no lounge. Eu não curto muito a vibe dele, mas como não respeitar esse cara que é um dos gênios da música brasileira, né? Mestre. Fez um show curto com piano e clarineta.

Ventre @ Fora Da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Ventre @ Fora Da Casinha II.Foto: Oswaldo Corneti

Acabei dando apenas uma passadinha no show da Luiza Lian e correndo para o Ventre (RJ). Não me arrependi. Tinha ouvido o disco homônimo, que saiu no ano passado, mas não estava assim muito animada não. Mas, como sempre dou duas chances para as bandas, uma no gravado e outra ao vivo, fui lá conferir. E a banda é foda. Nem tanto pelo vocalista/guitarrista Gabriel Ventura (e no começo do show mal dava para ouvir o que ele cantava. O microfone estava baixo, baixo), ou pelo baixista Hugo Noguchi, que são muito bons, mas pela baterista Larissa Conforto. Essa menina é uma prodígio! Ela destrói a bateria com a maior delicadeza. Parece mesmo que está ali fazendo a coisa mais fácil do mundo. É simplesmente impressionante. Foi no show do Ventre, que a primeira manifestação “Fora Temer” apareceu. Larissa, deu uma paradinha para mostrar dois cartazes em que se lia: “Temers e Cunha/ Bolsonazis, Felicianos/ Matam todo dia”; “Facismo olímpico a gente vê por aqui”.

Auditório- Jaloo @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Auditório- Jaloo @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Outro artista que fui dar a chance do ao vivo foi o Jaloo. Ele também não tinha me impressionando no CD #1, mas ao vivo a coisa é outra. Além de ter mais “punch”, como ele mesmo colocou, ele é divertido e tem muita presença de palco. Tá toda hora soltando uma piadinha (falou do Pokémon Go, disse que já que não podia beber, ia era falar palavrão, que tava liberado. Daí, lembrou que também tinham crianças na plateia e ficou sem graça, mas rindo de si mesmo). Esperava dele algo mais elaborado de figurino. Ele estava mais simples dessa vez. Um abrigo e uma pela sombra rosa (ou laranja, dependendo da luz). Acho a mistura que ele faz de tecnobrega paraense (ele é de Belém) com eletrônico muito boa. Vale prestar atenção nesse menino, rigtht?

Auditório- As Bahias e a Cozinha Mineira @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Auditório- As Bahias e a Cozinha Mineira @ Fora da Casinha II. Foto: Oswaldo Corneti

Pausa para uma cervejinha e Maglore. Bicho, não tem uma única vez que eu vá ao show do Maglore e que me coraçãozinho de melão não fiquei: “Aaaaaaiiii!”. Apaixonado. A banda sempre muito competente e está aí mostrando o álbum III, que é cheio de músicas de superação de relacionamento e de vida. Uma passadinha ali no Kiko Dinucci, outra na Anelis Assumpção com o Dustan Dallas em um show especial de samba, mais uma cerveja, banheiro para então ver esse show incrível d’AS Bahias e a Cozinha Mineira. Assim… Se vocês querem ver um bom show, um espetáculo mesmo, uma coisa bem feita, hoje, minha dica é ir conferir o show das Bahias. A banda é ótima, as músicas são boas, mas Raquel e Ascucena Ascuena é quem roubam a cena. As meninas sempre capricham no figurino, fazem caras e bocas e ainda têm músicas com coreografia imitadas pelo público. Poder? Muito poder, meu amor!

O que não deu muito certo?

Pátiio- Praça de alimentação, área de conveniências para crianças, feira de publicações independentes, lançamento do livro "Cena Musical Paulistana dos Anos 2010", de Gustavo Galletta e discotecagem SUSSA (Alexandre Matias/ Danilo Cabral/Luiz Leonardo Pattoli). Foto: Oswaldo Corneti

Pátio- Praça de alimentação, área de conveniências para crianças, feira de publicações independentes, lançamento do livro “Cena Musical Paulistana dos Anos 2010”, de Gustavo Galletta e discotecagem SUSSA (Alexandre Matias/ Danilo Cabral/Luiz Leonardo Pattoli). Foto: Oswaldo Corneti

O que vi muita gente com cara de insatisfeita foi na hora de fumar. Não tinha um lugar dentro da Unibes que dava para fumar. Embora eles tivessem um pátio maravilhoso para isso. Tomar uma cerveja, fumar um cigarrinho, ir ao banheiro, comer uma coisinha, comprar souvenires e taram! Voltar para os shows. Para fumar era preciso sair, até aí tudo bem. Mas toda hora ter que passar no detector de metais e ter sua bolsa e você revistado. Isso era chato. Chatíssimo!

Outra coisa que não entendi foi a estrutura mesmo. Como um lugar tão grande quanto a Unibes Cultural tem dois banheiros? E só dois? Cabe num sei quantas pessoas lá e… Você fica lá se apertando na fila. Para mulher isso é bem chato.

Outra coisa, que vi gente de cara feia foi por não poder entrar no auditório e no teatro com cerveja. O que realmente nada tem a ver com o clima da Casa do Macha. Mas isso é coisa da Unibes mesmo. Detector de metais, né? Os caras são bem preciosos com o lugar que têm ali.

O que deu certo?

Lounge- Mauricio Pereira @ Fora da Casinha II. Foto: Deco Vicente

Lounge- Mauricio Pereira @ Fora da Casinha II. Foto: Deco Vicente

A seleção de shows estava muito boa mesmo. O chato foi não conseguir entrar no teatro para ver o Cidadão Instigado, masssss… Como já vi o show algumas vezes, eu mesma não senti falta de revê-los, mas e quem tava louco e deu aquele mole de ir ao banheiro?

A cerveja e água tinha preços bem justos. R$ 8 e R$ 3, sendo que a segunda a opção ainda podia ser sanada com os bebedouros. Isso é muito casinha.

Além disso, o festival começou em um belo horário para um domingo, às 15h e ainda dava para chegar e ir embora de metrô. Score!

O clima. A vibe. Vi muita gente que frequenta a casinha por lá. Tudo era muito amor e gente querendo e celebrando a música barsileira. Coisa que nós aqui no Move That Jukebox amamos!

Na média

Amamos! Bem organizado, poucos atrasos, boa seleção e preços justos. Não vemos a hora de ir à próxima edição.

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