Como Nação Zumbi e Kaiser Chiefs ajudaram a segurar o frio no 20º Cultura Inglesa Festival

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20º edicação do Cultura Inglesa Festival, no palco o Kaiser Chiefs. Foto: Alan Alves.

Antes de começarem os shows principais, as bandas Staff Only e Finger Hooks subiram ao palco e fizeram bons shows, nada comparado a enérgica e competente apresentação feita pelo The Strypes ano passado, mas a 20ª edição do Cultura Inglesa Festival começou bem. O festival que rolou no Dia dos Namorados (12 de junho), no Memorial da América Latina, em São Paulo, teve como atrações principais a Nação Zumbi e o grupo de Leeds, Kaiser Chiefs.

A Nação subiu ao palco às 17h10 e foi simplesmente impressionante como uma tarde agradável de sol se transformou em uma tarde fria, daquelas que se vocês não estivesse bem agasalhado, iria sofrer e muito com o frio e com o vento que começou a soprar. É por isso, que ao olhar para a plateia a sensação era de que não tinha muita gente curtindo o show, embora a banda tenha feito uma grande apresentação.

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Jorge Du Peixe, da Nação Zumbi. Foto: Alan Alves

O único grande erro foi a versão preparada para “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, que não funcionou. Enquanto todas as outras ficaram bem interessantes. “A Message to You Rudy”, do The Specials; “Time of the Reason”, do Zombies; e, especialmente “China Girl”, do Iggy Pop foram muito dignas de palmas. O restante do show foi calcado mais no último e ótimo disco homônimo de 2014, com canções como “Defeito Perfeito”, Cicatriz” e “Foi de Amor”. As antigas como “Um Satélite na cabeça”, do Afrociberdelia (1996), que está comemorando 20 anos, apareceu para contar que dia 12 de agosto, a banda fará um show especial aqui em São Paulo, tocando apenas este disco.

Quando o Kaiser Chiefs subiu ao palco o frio já estava de brincadeira com a gente. Daí, o melhor mesmo era de abraçar nos amiguinhos ou procurar um local em que você simplesmente ficasse rodeado de pessoas. Ricky Wilson e os amigos não pareciam estar muito preocupados com isso, o próprio Ricky estava apenas com uma jaqueta vermelha, que logo tirou. O vocalista também não para quieto. Pula, agita, grita, faz com que as pessoas cantem junto, catem o que ele pede para repetirem na plateia, chegou até mesmo e encontrar um menino vestido de amarelo para dizer que ele queria que só ele cantasse uma parte da música, foi para a galera e saiu correndo até a house mix (onde fica a mesa de som), para se pendurar lá no alto e vê o público. É um showman!

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Mas o show… Bem, toda esta energia fazia sentido quanto a banda estava lá nos idos de 2008, com Employment (2005) e Yours Truly, Angry Mob (2007), os primeiros discos na bagagem. Hoje, não precisa de tanta coisa assim, já que se fomos dar uma olhada em sua discografia e escutarmos Education, Education, Education & War (2014) os assuntos da banda e até mesmo os videoclipes ficaram mais sérios, né? Dá uma escutada em “Coming Home”, por exemplo.

Hits não faltaram e não faltam para o Kaiser Chiefs, isso é bem verdade. Estavam lá: “Everyday I Love You Less and Less”, “Never Miss a Beat”, “Ruby”, “Modern Day”, “I Predict a Riot” e até as novas “Parachute” e “Hole in My Soul”. O engraçado é que muitas vezes os Chiefs soam um pouco forçados, sabe? E as quebras de ritmo colaboram para isso. Não que o show seja ruim, ele só era muito mais legal antes.

Pequena gossip: já quase no final do show, depois de tanto pular, Ricky deu aquele lindo gole numa Heineken geladinha e amigos, a comoção foi geral, todo mundo ficou indigando e o pobre do Ricky Wilson não deve ter entendido nada. Vamos liberar uma cervejinha na próxima, gente? Foi desleal ver o Kaiser Chief tomando uma e nós não.

Fotos: Alan Aves, confira mais fotos lá no nosso Facebook.

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