Como se ouve música hoje

É difícil não se sentir desnorteado com música hoje em dia. A quantidade e possibilidades de acesso são tão exorbitantes que nunca se dá conta de conhecer, muito menos escutar, tudo que se queria. É verdade que a miniatuarização constante da tecnologia e a capacidade de levar a última novidade na palma da mão, plugada nos ouvidos, já amenizariam essa demanda, mas o que chama atenção atualmente é a convergência das diferentes mídias para um mesmo lugar, vide o frisson que o lançamento do iPad causou ao redor do mundo – livros, vídeos e canções, conectados à web, em um aparelho com pouco mais de um centímetro de espessura. Mas o que isso acrescenta à atividade de se ouvir música?

É assim que começa a discussão comandada por Marco Tomazzoni, do iG, sobre a atual situação do mercado musical. O tema parece batido, mas o cara deu um teor novo ao debate abordando desde as vendas de material digital até o renaissance da Polysom, única fábrica de vinis da América Latina, com as opiniões de Léo Soares (ex-diretor artístico da Oi FM), Elson Barbosa (músic0), Gabriela Chrusciel (estudante), Júlio Medaglia (maestro), Paulo Dud (artista plástico) e Alex Correa (ops, esse sou eu!). A matéria foi dividida em duas partes e, para ler, é só clicar:

Ato de ouvir música não é mais exclusivo: Apesar da volta do vinil, ouvinte não se dedica a escutar um álbum e transita sem freios entre passado, presente e futuro.

Como se ouve música hoje: Maioria dos brasileiros não quer saber de download pago, insiste no CD, gosta de vinil e escuta tudo ao mesmo tempo.

  • Gabriel Pozzi

    Já tinha visto a matéria no Ig qdo vcs colocaram no “o que a gente não postou…”, e não é por puxa-saquismo que eu digo que, concordo plenamente com a opinião do Alex, a sua opinião por acaso rsrs
    Só estou comentando por isso inclusive.
    Acho que é digno você baixar um material pela internet para conhecer bandas, para virar fã delas, e como um modo de admiração e aproximação dos artistas que você curte, adquirir o material físico! :))

    http://songsweetsong.blogspot.com/

  • Eduardo Azeredo

    Texto muito interessante mesmo!

    É curioso ver como a facilidade de baixar música e mesmo o contato com outras pessoas e sites (eu devo muito da minha identidade hoje ao last.fm hahaha) que nos dão acesso a bandas que em outras épocas nos seriam praticamente inacessíveis são coisas que mudaram totalmente a nossa forma de encarar a música hoje em dia.

    E eu gostaria de comentar outra coisa que não foi comentada na reportagem. Existe esse fetiche pelo material físico (CD e Vinil) que acabou até sendo reforçado nessa era virtual já que esse tipo de material virou objeto para fã, e não mais aquele CD que você compra por causa de uma música mas existe um outro fetiche que acabou pelo menos pra mim, mas que eu imagino que pra muita gente também.

    Aquela sensação de você escutar uma música na rádio e ficar na ansiedade de ter outra chance de escutar aquela música – eu lembro bem dos meus 13 anos de idade e a alegria que eu tinha sempre que tocava Clocks do Coldplay na rádio da van quando eu voltava do curso de inglês (risos). Hoje em dia qualquer música está ao alcance com last.fm, youtube, grooveshark e o que seja.