Conheça o experimentalismo pop, as batidas e o pé no folk do inglês Cosmo Sheldrake

cosmo sheldrake

Há algo de folk em algum lugar do instigante som do inglês Cosmo Sheldrake. Há também pitadas de sintetizadores, além de os dois pés no baroque pop e no experimentalismo.

Essa improvável mistura soa como velha conhecida quando você descobre o incrível mundo do multi-instrumentista londrino, de apenas 22 anos e com poucas, porém promissoras amostras de seu poder de fogo sonoro. Sua veia musical e artística passeia pela produção de próprios seus sons, por composições de trilhas para teatro e cinema e ainda por workshops de improvisações vocais e beatbox. How about that?

Com um espírito totalmente voltado à arte, Cosmo vem soltando aos poucos canções que clamam por serem descobertas, seja pela inventividade torta ou pelo apelo pop que cresce à medida em que você escuta mais e mais as três composições próprias que aparecem em seu SoundCloud.

A tímida “Prefusify”, além de ter um nome incrível, conta passagens eletrônicas que lembram o Air. Já “Rich” tem palminhas de ritmo quebrado e a doce voz de Anna Roo entregando fraseados doces e extremamente agradáveis aos ouvidos. Mas o destaque até o momento mira a irresistível “The Fly”, divulgada há pouco mais de uma semana. Aqui, batidas e as tais palminhas se misturam a suaves notas de teclado e a – atenção! – um banjo. O vocal de Cosmo aparece, então, pela primeira vez, e deixa  música soando como um improvável passeio urbano com os sapatos sujos da fazenda.

Anote este nome: Cosmo Sheldrake.

  • Crítico Cítrico

    ligeiramente chato