Jan 30 2009
Crítica: Conor Oberst – Conor Oberst
Da série “Antes tarde do que nunca”
Nota: 4/5
Folk music, ora melancólica, ora mais agitada, mas sempre poética. Essa é uma possível definição de Bright Eyes, banda do vocalista Conor Oberst, que começou a gravar com apenas 13 anos. Hoje, aos 28, Conor mudou pouco. Ele manteve sua fórmula de sucesso do Bright Eyes em seu projeto solo – que, na verdade, é uma parceria com a Mystic Valley Band, um conjunto de talentosos instrumentistas que acompanham Conor na nova empreitada.
Suas melodias continuam aparentemente simples, suas letras continuam muitíssimo bem escritas. Conor não é o cantor mais afinado do mundo, e consegue tirar proveito disso. Sua voz é sempre carregada de emoção, seja cantando sobre morte ou sobre amor.
O disco em si foi um improviso: surgiu de uma visita a Tepoztlan, no México, e gravado por lá mesmo entre janeiro e fevereiro. Um estúdio temporário foi criado no topo de uma montanha chamada Valle Místico (daí o nome da banda). Todo esse clima transformou ‘Conor Oberst’ em um verdadeiro disco de folk.
Os destaques ficam com as agitadinhas ‘Sausalito’, a já famosa ‘Danny Callahan’, ‘Souled Out’ e ‘NYC – Gone, Gone’. ‘I don’t want to die (in the hospital)’ é emotiva que dói.
Nota-se, facilmente, que Conor está crescendo, amadurecendo. É por isso que, em certos momentos, ele parece estar em cima do muro, no meio do caminho, mas até essa transitoriedade faz parte da beleza do disco. E, acredite, ele chega lá.
Por Nathália Pandeló




















adorei o post. e amei o novo disco.
faz um tempo já que ando ouvindo ele.
abraços, fabiano.
É, Fabiano, ele não é necessariamente novo huiahia