Crítica: White Lies – To Lose My Life
To Lose My Life é o álbum que leva o estreante White Lies direto ao hype inglês. O disco parece ser onde os demônios de Ian Curtis encontram-se com grandes ícones do britpop e do british invasion – e da forma mais ousada que se pode imaginar. Tal mistura de gêneros e influências fica claramente distinta em Unfinished Business, single que se divide entre sons clássicos que imitam o de órgãos e refrões com versos fortes que ecoam em sua cabeça por horas. É como se a voz marcante de Harry McVeigh penetrasse por suas entranhas e se instalasse lá de forma inimaginável.
A experiência de deparar-se com tanto negativismo dividindo espaço com bagaços de otimismo é – garanto – única. Entregar-se às composições do trio pode ser tão perturbador que, se você sofre com crises de personalidade e tudo o mais, é aconselhável que se deixe as palavras cospidas da boca de Harry simplesmente entrem por um ouvido e saiam pelo outro.
É como se o post-punk do Joy Division estivesse de volta aos palcos, totalmente renovado e atualizado. E, queridos leitores, não falo nem de Interpol, nem de Editors: Isso é White Lies.
Nota: 4.6/5
*Destaque para as faixas Farewell to the Fairground, From The Start, The Price of Love e Death, além da já citada Unfinished Business.
Por Alex Correa















Comentários
arctic *.*
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