Mar 15 2010

Charlotte Gainsbourg – IRM

Meu primeiro contato com o trabalho artístico de Charlotte Gainsbourg foi no filme Anticristo, de Lars Von Trier, onde pude perceber que ela tinha ousadia. Desde então, quando penso em Gainsbourg, é o filme do diretor dinamarquês que me vem à cabeça. Não tem jeito.

Sendo assim, quando vi que a atriz também dava uma de cantora e, ainda por cima, estava vindo com um álbum produzido pelo Beck, logo me interessei. Não por ele ser o produtor (afinal nem sou profundo conhecedor de seus álbuns), mas porque imaginei que a ousadia que vi na carreira cinematográfica de Charlotte poderia ser explorada também na música. E eu não estava errado.

O que se pode perceber logo nas três primeiras músicas de IRM é o toque pessoal de Beck. Nunca ouvi um álbum onde a presença do produtor fosse tão perceptível quanto esse. Isso, porém, não faz com que os créditos fiquem só pra ele. A atmosfera de algumas músicas de Charlotte são dignas dos filmes de Lars Von Trier – principalmente, como repito, as três primeiras. “Master’s Hands” é bem marcada pela batida, baixo e a leveza da voz da cantora, além de samplers misturados aqui e ali. IRM é como o encontro de Beck e Portishead: há o toque do cantor, mas a associação é feita automaticamente com “We Carry On”, da banda de Beth Gibbons. Já “Le Chat Du Café Des Artistes”, uma das músicas em francês do álbum, mistura partes tensas com outras melódicas e mais “doces”, prevalecendo os sons orquestrais, que dão toda a profundidade da música.

“In The End” lembra novamente o Third, do Portishead: é a “Deep Water” de IRM. Em seguida vem “Heaven Can Wait”, a melhor do álbum e também a mais Beck. Incrível como funciona bem o conjunto vocal dos dois. Batida ótima, violão empolgante: um grande acerto. “Me and Jane Doe” é um bom folk e “Vanities” é a uma das mais intimistas, com um violão dedilhado durante toda a faixa e uma orquestração novamente competente. “Time of the Assassins” é uma música interessante: se enquadraria perfeitamente na trilha sonora de um western (talvez do próprio Lars Von Trier, quem sabe). “Trick Pony” é ótima e radiofônica, possivelmente um single, com guitarra destoando e a voz de Charlotte Gainsbourg cheia de eco e expressividade. “Greenwich Mean Time” parece o resultado de uma brincadeira, de tão “informal”, e “Dandelion” é simples e funcional, com baixo bem marcante. “Voyage” é o que, nesse álbum, mais se pode chamar de épico, sendo também um dos destaques. “La Collectionneuse” tem um clima meio fantasmagórico e um piano repetitivo que dá todo esse tom. Pra fechar com chave de ouro vem a cool “Looking Glass Blues”, a faixa mais rock do CD, com contratempos pra dar e vender.

Confesso que Charlotte Gainsbourg é uma cantora mais interessante do que imaginava. Uma inquietação artística positiva (e sempre necessária, é bom ressaltar) permeia o álbum inteiro, possível também pela presença do próprio Beck. Com uma música tão despojada de convenções e modismos, só me resta mesmo esperar que Lars Von Trier tenha ouvido IRM e se lembre de Charlotte quando for pensar na trilha sonora de algum dos seus próximos filmes.

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Mar 15 2010

A Revista Noize está de volta!

Depois de dois meses de férias, a Revista Noize voltou! A primeira edição de 2010 traz, além da já tradicional coluna do Move That Jukebox (reformulada), a estreia do pessoal do Scream & Yell e do Fora do Eixo na revista, uma porrada de matérias elaboradíssimas (com destaque para o giga-texto sobre os Strokes, do Fernando) e a coluna Qualquer Coisa, em que Alves, do The Name, fala sobre suas aventuras fisiológicas durante turnês (sem dar nojinho, o que é incrível). A seção de resenhas ainda carrega dois textos meus. Pra tudo isso e muito mais, é só dar uma olhada no embed abaixo:

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Mar 15 2010

The National toca inédita e libera tracklist de novo disco

Faltam cerca de dois meses para High Violet, novo do The National, ser lançado na gringa, mas a gente já vai ter descoberto muita coisa do disco até maio: Além da capa do álbum, três faixas inéditas já haviam caido na web (“Blood Buzz”, “Runaway” e “Terrible Love”). Agora chegou a vez de “Vanderlylle Crybaby Geeks”, uma outra brand new track, chegar até nossos ouvidos. A música foi tocada ao vivo nessa quinta-feira, dia 11, no Brooklyn, e algum espertinho não tardou a jogá-la na internet. Confere:

O tracklist de High Violet também chegou até nós há pouco, via Gigwise:

1. ‘Terrible Love’
2. ‘Sorrow’
3. ‘Anyone’s Ghost’
4. ‘Little Faith’
5. ‘Afraid Of Everyone’
6. ‘Bloodbuzz Ohio’
7. ‘Lemonworld’
8. ‘Runaway’
9. ‘Conversation 16′
10. ‘England’
11. ‘Vanderlyle Crybaby Geeks’

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Mar 15 2010

Anunciados shows de abertura da turnê brasileira do Franz Ferdinand

Depois de muita apuração do Move That Jukebox e um chute errado, a Day 1 Entertainment finalmente anunciou as bandas que abrem os shows do Franz Ferdinand no Brasil. A divulgação, apesar de não constar no site oficial da turnê, foi confirmada pela assessoria de imprensa.

Franz Ferdinand em Buenos Aires na última sexta-feira

Em São Paulo, como já haviamos dito, os responsáveis pela abertura não são paulistas, mas curitibanos. O quarteto Anacrônica, formado em 2005, sai da capital paranaense para tocar com os escoceses em 23 de março, no Via Funchal. O Sul do país, por sua vez, verá a Pública dividindo o palco com o Franz no dia 18, em Porto Alegre. No Rio (19, Fundição Progresso), a abertura fica por conta do Moptop (surpresa? NOT). A maior novidade foi assinada pela edição brasilense do show (21, Marina Hall), que recebe o pouco popular The Pro. O Pro, inclusive, foi entrevistado pelo Move lááá em janeiro de 2008, quando falaram sobre as origens da banda.

O Franz Ferdinand abriu sua mais nova turnê sul-americana no dia 12 de março, em Buenos Aires. O setlist, que conta com 21 músicas, já foi arquivado no setlist.fm. O grupo fica na  América Latina até o dia 10 de abril, quando toca no México.

Ainda estão sendo vendidos ingressos para todas as apresentações. Para conferir os pontos de venda, visite o site oficial da Day 1.

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Mar 15 2010

Vampire Weekend e Broken Bells tocam no Fallon

Na semana passada, duas bandas queridíssimas do Move passaram pelo talk show de Jimmy Fallon, assunto frequente por aqui. Primeiro, foi a fez de James Mercer e Brian Burton levarem a banda de apoio do Broken Bells até o programa. O grupo fez bonito com”The Ghost Inside”, que tem um refrão ainda mais catchy ao vivo. Acompanha:

No dia seguinte, a rapaziada do Vampire Weekend levou “Holiday”, a mais ensolarada (por assim dizer) de Contra, até a TV. O mais legal é ver o público dançando como se estivesse num programa de palco dos anos 80:

A próxima atração de destaque do Late Night With Jimmy Fallon é a garotada do The XX, que toca no programa no dia 17, quando Dakota Fanning e Joseph Fiennes serão os entrevistados da noite.

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Mar 15 2010

Clipe: Juliette Lewis – Uh Huh

Enquanto clipe de “Fantasy Bar” flertava com o clima dark de Terra Incognita, “Uh Huh” compensa com uma atmosfera alegre, com cara de girl band. Se a gente fizer de conta que não viu a animação tosca com neon rosa no início do vídeo, o clipe fica bem legal:

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Mar 12 2010

Entrevista: João Brasil

João Brasil é um dos maiores presentes que o Rio de Janeiro deu para a cena musical brasileira nos últimos anos. Fazendo os mashups mais loucos e inusitados ever, João espalhou sua genialidade aos sete ventos – sempre sem medo de ser brega demais – quando lançou Big Forbidden Dance, que trazia misturas como “Sensual Roll” (Snoop Dogg, Roberto Carlos e Madonna na mesma música) e “This Is How We Dance” (um mix com Sepultura, Digitalism e Britney Spears).

O talento do rapaz foi ganhando cada vez mais destaque com o passar dos anos, e a evolução foi clara: João Brasil já até ganhou aprendizes e “filhos ideológicos” como o capixaba André Paste, que se apaixonou pela arte dos mashups. O lord das pickups também já conquistou a Europa – Londres, inclusive, é a atual casa do músico. Mas, mesmo morando no exterior, João não esconde sua paixão pelo Brasil: Na terra da rainha, suas apresentações são regadas à funk music e a bandeira do nosso país sempre aparece no palco.

O mais novo projeto de João Brasil, 365 mashups, conquistou o público logo no seu primeiro mês. A idéia é publicar um mashup diferente a cada dia no espaço destinado ao trabalho: Um simples blog no wordpress. Pelo twitter (@joaobrasil), quem aprova o conceito ainda tem a liberdade de enviar dicas e sugestões de remixes, que são atendidos na maioria das vezes.

Em entrevista ao Move That Jukebox, João Brasil falou sobre a atual situação de sua carreira, sobre o 365 mashups e, claro, o que pretende fazer no 366º dia. Com a palavra, o rei nos mashups:

Não me lembro de ter visto a assinatura de um artista corresponder tanto à música feita por ele: João Brasil representa boa parte da atmosfera dos seus trabalhos – e isso é incrível. Isso foi premeditado, de alguma forma?

Muito obrigado, Alex. Sempre lutei por isso, mas achava que essa assinatura ainda estava meio nebulosa (risos). Você deixou meu dia mais feliz.

O 365 mashups, seu novo projeto, tem um conceito ótimo, mas parece trabalhoso. O que te levou até esse conceito e como você se motiva para não deixar um dia passar sem um mashup?

O projeto aconteceu de uma maneira muito espontânea. Queria fazer um disco de mashups em 2010 e estava pensando no que misturar, estava fritando. Três dias antes do ano novo minha mulher me sugeriu brincando a idéia de fazer um mashup por dia. Levei a brincadeira a sério. A minha maior motivação agora é o feedback das pessoas, acho que se as pessoas não tivessem se envolvido tanto com o projeto eu poderia até já ter parado. Muita gente me manda mensagens dando idéias, quando eu posto o mashup de noite eu recebo mensagens de: “UFA! Pensei que você não ia conseguir! ” (risos). Estou me divertindo com tudo isso.

O projeto começou soltando mashups que não tinham relação entre si, mas isso logo mudou. Algumas das músicas se juntaram e montaram o The Black Album Brasil, uma versão brazuca do disco do Jay-Z. Recentemente, também tivemos o Let It Baile, adaptação dos Beatles. Qual é o próximo alvo de João Brasil?

Agora estou fazendo o Ventura do Los Hermanos com o rapper De Leve. [O download já pode ser feito aqui]

Há algum tempo vemos você trabalhando apenas com a idéia de nacionalizar músicas gringas (Phoenix com Portinho, Radiohead com Olodum e etc.), mas foi um conceito diferente, com cara de Girl Talk, que te deu fama. O que te fez entrar nessa nova fase?

Primeiro porque estou morando em Londres, estou com uma necessidade enorme de trazer cada vez mais o Brasil para meu som. O formato Girl Talk de mashup é muito legal, mas ficaria muito exaustivo fazer com aquela forma todos os dias, acho que tanto para mim, quanto para o público. Se você amarra bem duas informações acho que fica mais digerível para todo mundo. Misturar Brasil com mundo é a minha grande diferença por aqui, mas não tenho muita regra não, agora estou misturando Brasil com Brasil. Vamos ver o que vai acontecer pela frente. (risos)

Existe a pretensão de voltar a produzir hits nos moldes do Big Forbidden Dance?

Sim, estou pensando em no último mês do ano fazer um Big Forbidden com meus 365 mashups.

Você parece ouvir e misturar artistas de absolutamente todos os gêneros, um cara eclético de verdade. Não há nada que você ouça e pense: “nossa, essa música é realmente uma merda”?

Eu sinto que todas as músicas podem ser aproveitadas para meu trabalho, por isso não consigo achar a música 100% uma merda. Mesmo que não goste do som, posso aproveitá-lo exatamente por não gostar e aí eu acabo gostando do resultado final.

Seu trabalho também é acompanhado nos Estados Unidos e na Europa – a página do 365 mashups, inclusive, é escrita em inglês. O que o João Brasil tem que os gringos gostam tanto?

Acho que é essa mistura de universos tão diferentes. Sou bicho exótico por aqui, tenho que aproveitar isso. (risos)

Qual é seu plano para o 366º dia?

Fazer um disco de voz e violão. Sério! Pensei nisso ontem vendo uma banda de folk na televisão, que paz. (risos)

Qual a combinação mais bizarra de mash-up que você já pensou em fazer, mas nunca teve coragem?

Se eu penso, eu faço.

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Mar 12 2010

Surfer Blood – Astro Coast

Por Neto

Ter uma primeira música de trabalho que cause impacto, ou mesmo curiosidade alheia, é essencial para uma banda ganhar o benefício da dúvida dos vorazes consumidores de música atualmente – que ignoram sem dó nenhuma artistas que não prendam suas atenções nos primeiros segundos de cada vídeo ou faixa escutada. É uma triste realidade que raramente dá segundas chances para bandas cujos myspaces e youtubes da vida não apresentem “cartões de visita” chamativos e de qualidade.

Sabendo muito bem de tudo isso – ou não! -, o Surfer Blood teve a sacada de lançar, como primeiro single, a incrível “Swim”, que é uma das músicas mais grudentas (no bom sentido) de 2010, apesar de ter sido divulgada como single em 2009. “Swim” deixa claro como é a sonoridade que permeia todo o disco de estreia do Surfer Blood: baseado quase que essencialmente em guitarras levemente distorcidas e no vocal ecoado e algo juvenil de JP Pitts.

Astro Coast, nome do debut do grupo, começa com a agradável “Floating Vibes”, que abre caminho para “Swim” vir na sequência e deixar seus ouvidos maravilhados com o “swim to reach the end” cantado despretenciosamente no refrão. “Take It Easy” exala uma vibe à Vampire Weekend que empolga bastante – e precede uma das melhoras faixas do disco, “Harmonix”, que, como o próprio nome entrega, é uma baladinha de quase 5 minutos envolta por harmônicos de guitarras bem pensados. A instrumental “Neighbour Riffs” fecha a primeira metade de Astro Coast com muitos solinhos de guitarra acompanhados por um eficiente riff de baixo.

Dentre as 5 últimas músicas do álbum, destaca-se a dupla “Fast Jarboni” e sua versão mais calma, a linda e extensa “Slow Jarboni”. Depois de quase 40 minutos, “Catholic Pagans” recebe bem a incumbência de fechar o debut desse promissor quarteto vindo da Flórida – que não só soube bem como chamar a atenção de seu público logo no primeiro single, como também não abaixou o nível e concluiu mais 9 músicas para criar, assim, um dos bons discos do ano até agora.

-> Astro Coast foi lançado no dia 19 de janeiro, via Kanine Records.

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Mar 12 2010

Clipe: Velveteen – Rookie of What?

Vocês lembram do Velveteen? O grupo correu o mundo quando, em 2008, teve um de seus álbuns divulgados como se fosse um leak de Narrow Stairs, do Death Cab For Cutie. O assunto chegou a virar pauta do Move e, claro, não pude deixar de entrevistar a banda sobre o boom instantâneo.

Dois anos depois, o quarteto alemão aparece com 27, seu quarto álbum de estúdio. O disco exibe um som genérico, de pouco destaque, mas algumas músicas se saem um pouco melhor. Uma delas é “Rookie of What?”, que acaba de ganhar um videoclipe. Confere:

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Mar 11 2010

The National toca inédita no Fallon e divulga capa de novo disco

O nosso querido The National está em ponto de bala: O novo álbum do grupo, agora batizado como High Violet, só ganha lançamento oficial em 11 de maio, mas a banda parece não estar querendo esperar. Na noite dessa quarta-feira, dia 10, o grupo subiu ao palco do talk show de Jimmy Fallon para tocar “Terrible Love”, que abre o disco. A música é linda:

Hight Violet ainda ganhou um site oficial e simples, em que fotos da gravação do disco são exibidas em loop. Foi por lá, inclusive, que a capa do álbum foi divulgada:

Vale lembrar que High Violet conta com a participação de Bon Iver e Sufjan Stevens em algumas faixas e que outras duas inéditas, “Blood Buzz” e “Runaway”, já foram executadas ao vivo pelo The National. Não deixe de ouvir.

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Mar 11 2010

Sabonetes NÃO abre para o Franz Ferdinand em São Paulo

Ontem mesmo eu fiz um post sobre como a Day 1 Entertainment, produtora da turnê brasileira do Franz Ferdinand, se mostrava confusa e enrolada quando se falava sobre os shows de abertura da tour. Mas hoje, finalmente, a luz no fim do túnel parece ter começado a aparecer.

Várias dicas surgiram no twitter nessa tarde: Dary Jr., integrante do Terminal Guadalupe, começou o tiroteio de informações dizendo que já sabia quem iria abrir os shows do Franz na capital paulista. “É um quarteto da região Sul” e “seus integrantes já tocaram no Terminal Guadalupe como substitutos”, disse. Dary complementou falando que “também pode ser uma banda da Zona Sul de São Paulo”. Agora vamos desmembrar as informações, supondo que a abertura seja feita pelos rapazes do Sabonetes.

Será?

Primeira parte: Sabonetes é, de fato, um quarteto da região Sul. De Curitiba, para ser mais exato.

Segunda parte: Os rapazes do Sabonetes já tocaram com o Terminal Guadalupe, realmente.

Terceira parte: Apesar de serem de Curitiba, os Sabonetes estão morando oficialmente em São Paulo, pelo o que me disseram. Isso explica o comentário de Dary (“também pode ser uma banda da Zona Sul de São Paulo”) e viabiliza que eles façam a abertura do show do Franz em São Paulo, já que a produção exige um grupo local.

Quarta parte: Logo no início de sua carreira, o Sabonetes dominava as noites curitibanas tocando covers de Franz Ferdinand com certa frequência. Não é irônico?

Quinta parte: Dois simpáticos rapazes avisaram ao Move, via twitter, que já sabem quem faz a abertura do show paulistano. E de onde eles são? Curitiba.

Vale lembrar que todas as informações desse post não são oficiais e que nenhuma divulgação oficial foi feita.

O Franz Ferdinand faz quatro shows no Brasil, passando por Porto Alegre (Pepsi On Stage, 18 de março), Rio de Janeiro (Fundição Progresso, 19), Brasília (Marina Hall, 21) e São Paulo (Via Funchal, 23).

UPDATE: João Davi, baixista do Sabonetes, avisou nos comentários que “não vamos abrir o show do Franz Ferdinand, isso é tudo especulação baseada em um comentario no twitter.” Pena.

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Mar 11 2010

Beck se junta a St. Vincent, Liars e Os Mutantes

Por Neto

Que Beck tem uma das mentes musicais mais inspiradas e inventivas de sua geração, a maioria já sabe. Em seu currículo estão grandes álbuns solos, produção de discos de artistas competentes e, mais recentemente, o Record Club, sua mais nova menina dos olhos.

Tal projeto consiste, pra quem ainda não sabe, em regravar discos clássicos – ou relevantes para o próprio Beck – com a presença de amigos músicos. Tudo isso sem ensaios e durante apenas um dia em estúdio. Depois de pronto, o cantor libera tudo em seu site – como fez, até o momento, com álbuns do The Velvet Underground, Leonard Cohen e Skip Spence. Dentre as pessoas que Beck já recrutou para suas sessões, estão membros do Wilco, Feist, Nigel Godrich, MGMT e Devendra Banhart, entre outros.

Aí, na última quarta (ontem, no caso), uma nova empreitada do cantor e seu Record Club foi revelada pela Pitchfork. De acordo com o site, St. Vincent, Liars e Os Mutantes gravaram, na semana passada, mais um registro para o clube de gravação de Beck. Mas ainda não se sabe quando ele será divulgado – muito menos qual foi o disco escolhido por esse time de responsa. Algum palpite?

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Mar 11 2010

Documentário “estrelado” pergunta: “What is music?”

Por Neto

Depois de ler este post da Babee, fiquei bem curioso pra assistir o documentário The Heart Is A Drum Machine, que parte das perguntas “What is music?” e “Why music?” para criar um roteiro que envolve desde participações de grandes músicos, até opiniões de cardiologistas e terapeutas, passando ainda por informações sobre a NASA e suas sondas (!).

No trailer do documentário, dá pra identificar Elijah Wood, George Clinton, John Frusciante, Juliette Lewis, Wayne Coyne e Jason Schwartzman, entre oturos, como alguns dos envolvidos que dão suas opiniões sobre música.

The Heart Is A Drum Machine, que já foi resenhado pela Wired e que é dirigido por Christopher Pomerenke, consta no IMDB como sendo de 2009. Lá fora, o DVD da produção chegou às lojas na última terça. E por aqui? Nem @OCriador deve saber. Portanto, quem achar algum link em torrent por aí, sinta-se à vontade para compartilhá-lo. Segue o trailer:

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Mar 11 2010

Casablancas confirma Strokes no Lollapalooza e fala sobre o 4° disco

Por Neto

Eu sei que você ama (notícias sobre) os Strokes. Eu também. Por isso mesmo fiquei bem animado neste fim de noite de quarta-feira quando, fuçando pelo WAWSTSF, descobri que um jornalista do jornal Chicago Tribune, Greg Kot, tinha acabado de falar com Julian Casablancas pelo telefone e, se o líder da banda nova-iorquina não revelou nada bombástico, pelo menos corroborou com algumas previsões otimistas para os fãs – que estão sedentos por novidades desde 2006.

Casablancas disse que a banda irá sim tocar no tradicional festival Lollapalooza, que acontece no verão americano. Tá lembrado que já tinhamos falado deste boato? Já sobre o aguardadíssimo quarto álbum do The Strokes, o front man disse o seguinte:

Acho que sairá em setembro. Escrevi muitas melodias pro disco, mas os outros caras também contribuíram bastante: melodias, refrões, outras partes. [Este processo de gravação] Está muito mais colaborativo. Então acho que o disco terá um feeling diferente dos outros trabalhos.

Será que agora vai?

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Mar 10 2010

Igor Filus’ Jukebox (Charme Chulo)

Por Neto

Algumas semanas atrás, tive o prazer de presenciar o show dos paranaenses do Charme Chulo (@charmechulo). A banda, famosa por misturar estilos tão díspares como o rock e o sertanejo, fez uma apresentação bem digna, divulgando seu segundo disco, Nova Onda Caipira. Pouco antes da performance, bati um papo com o simpático vocalista Igor Filus, que me contou um pouco sobre seu background musical:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Gosto muito de um pessoal de Curitiba que anda fazendo um som por lá e despontando, como Bonde do Rolê (apesar de não ser mais novidade), Copacabana Club, Sabonetes. Tô sempre apoiando toda essa galera de lá. Já de fora, cara…eu sou muito eclético – por exemplo, acabei de baixar um disco do Serge Gainsbourg, mas não é nada novo, entendeu?

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Pra mim é sagrado: Leonard Cohen. Nunca deixo de ouvir. É quase religioso.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
New Order. Dos anos 80, dentre essa galera de Manchester aí, é o que eu mais gosto.

Esta deve ser a pergunta que você mais responde, provavelmente, mas que não poderia faltar por aqui: de onde veio essa ideia inusitada de misturar rock independente com música caipira?
Tem mais a ver com a cidade. É tipo uma busca pelas suas raízes. O principal, a essência da banda é a seguinte: Curitiba tem fama de ser européia, sabe? Mas isso é uma grande farsa, é uma coisa mais política. É algo que foi divulgado mais na mídia. E a gente gosta de zoar com isso, entendeu? A gente quer mostrar que isso é uma farsa. Por exemplo, Copacabana Club combina muito com esse estereótipo da cidade, de ser cult e tal. Eu gosto, acho que deu certo e eles estão aproveitando. E é bem por aí o motivo pelo qual a gente resolveu flertar com a música caipira: porque no Paraná tem muita gente que curte isso, muita gente que veio do interior. E as pessoas não sabem que essa é a essência da banda: zoar, mas de uma maneira séria. E também é uma busca de identidade, por uma coisa mais regional. E o que mais rola no Paraná é o sertanejo e o caipira. Então é isso, é flertar com o caipira de um jeito legal, explorando as raízes do estilo, lá dos anos 50 e com uma pegada folk também.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Pet Shop Boys e Madonna, por exemplo, são coisas que não dá pra ouvir junto com a banda.

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Mar 10 2010

Clipe: Black Rebel Motorcycle Club – Beat the Devil’s Tattoo

“Beat The Devil’s Tatto” a gente já conhece: A música circula na web desde o final de janeiro. Agora, quase três meses depois de tocar na Radio 1 da BBC, chegou a vez da Spin fazer o premiere do clipe. Pra assistir, é só clicar na imagem abaixo.

“Beat The Devil’s Tattoo” faz parte do álbum de mesmo título, lançado oficialmente há cinco dias.

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Mar 10 2010

E aí, quem abre pro Franz Ferdinand? Nem a produtora sabe.

A Day 1 Entertainment, que assina a produção dos shows do Franz Ferdinand no Brasil, está enrolada: A empresa promoveu um concurso em que o público deveria indicar as bandas que gostaria de ver nos shows de abertura do Franz. Até então, tudo corria bem: Em Porto Alegre, a briga parecia estar entre Pública e Volantes; No Rio de Janeiro, a vitória já estava quase certa para o Moptop; Móveis Coloniais de Acaju dominava Brasília e, em São Paulo, o Ecos Falsos estava na frente.

Mas uma fonte não traz boas novas: A princípio, poucas das bandas listadas acima vão dividir o palco com os escoceses. Parece que o produtor do grupo simplesmente não aprovou a maioria dos pré-selecionados, exigindo que uma nova lista fosse enviada. De um outro lado, a Day 1 diz que “realmente, as bandas de algumas praças não foram aprovadas”, mas explica que não houve qualquer conflito entre os produtores: “Está tudo muito corrido, pois o Franz acaba de entrar em uma turnê na Austrália, por isso estamos demorando para acertar tudo”. Mesmo assim, a expectativa é de que os shows de abertura sejam divulgados hoje, “mais tardar, no final de semana”.  No primeiro contato feito com a Day 1, foi  dito que o anúncio dos shows de abertura viria em 26 de fevereiro. O concurso teve início no dia 21 de janeiro.

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Mar 10 2010

Clipe – Kid Cudi feat. Ratatat – Pursuit of Happines (Versão Alternativa)

Por Neto

Não entendo muito esse lance de fazer dois vídeos pra uma mesma música. Mas achei legal terem feito pra “Pursuit of Happiness”, que é uma ótima faixa do Kid Cudi e que tinha ganhado, primeiramente, um clipe bem meia boca. Já a nova versão tem vários truquezinhos legais de câmera e, ainda por cima, o guitarrista do Ratatat saindo do meio da neblina para fazer o solo de guitarra, no melhor estilo guitar hero:

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Mar 10 2010

Sofia Coppola tramando algo com seu marido para a música “Love Like a Sunset”

Por Neto

Que “Love Like a Sunset”, quarta faixa do último disco do Phoenix, é linda, todos já sabem – tanto que o Animal Collective até já fez seu remix para aela. No entanto, Sofia Coppola, esposa do vocalista da banda, Thomas Mars, estaria decidida a levar a música para um nível mais, digamos, cinematográfico.

A revelação foi feita pelo New York Times, cuja entrevista com Mars também revelou, entre outras curiosidades, que o líder do Phoenix, quando está compondo alguma música, sempre pensa na letra em francês mas que ela acaba saindo em inglês.

Sobre a adaptação de “Love Like a Sunset”, a Paste Magazine nos diz que ainda não sabe se será um projeto mais voltado para o cinema, algum curta ou se se será apenas um videoclipe. O curioso é que a maior parte da música, que tem mais de 7 minutos de duração, é instrumental, contando com vocais apenas nos últimos minutos.

Como muitos já sabem, essa não será a primeira vez que Sofia e Mars unem forças em prol de algum projeto visual da diretora.

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Mar 10 2010

Clipe: Yeasayer – O.N.E.

Por Neto

Saca só a festona high-tech-mutcho-loca que o Yeasayer aprontou no clipe da fantástica música “O.N.E.”:

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Mar 09 2010

Depois de muito tempo, Arcade Fire volta aos palcos

Por Neto

Vai tá de bobeira em julho? Vai tá de bobeira na IRLANDA em julho? Se a resposta for positiva, saiba que eu te invejo profundamente, colega. Isso porque o Oxegen Festival, que acontecerá entre os dias 8 e 11 de julho, acaba de confirmar em seu line-up a presença do Arcade Fire.

De acordo com o setlist.fm, o último show da banda canadense foi em fevereiro de 2008, pelo festival australiano Big Day Out. Enquanto isso, a gente espera por mais informações sobre o esperadíssimo terceiro disco do grupo, que deve sair ainda em 2010.

Sobre o Oxegen, também já estão confirmadas as bandas Florence and the Machine, Wolfmother, Vampire Weekend, Muse, Kasabian, Two Door Cinema Club e Broken Social Scene, entre outros. Fraco, não? Se quiser comprar ingressos, inclusive um pra mim, é só vir neste site.

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Mar 09 2010

Clipe: Broken Bells – The High Road (Live)

Por Neto

Uma beleza de música. Uma beleza de apresentação ao vivo em estúdio. Tudo bem no nível do debut do Broken Bells, que saiu oficialmente nesta terça-feira (9), pela Columbia. Não sabe do que se trata? Então leia nossa resenha sobre o projeto de James Mercer e Danger Mouse.

Via Pitchfork.tv

Pra quem gostou e ainda não viu, já postamos o clipe “de verdade” de “The High Road” aqui.

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Mar 09 2010

“Flash Delirium” e “Congratulations”, inéditas do MGMT

Finalmente podemos ouvir como soam as novas músicas do MGMT em versão de estúdio. Semanas depois de gravações ao vivo de “Congratulations” – faixa que dá nome ao novo álbum da banda – cairem na web, é finalmente possível ouvir a composição em sua versão final. “Flash Delirium”, uma outra de Congratulations, também vazou. A música é bastante heterogênea, mudando de estrutura três (ou mais) vezes em apenas quatro minutos de duração. Algo bem parecido com a vibe da antiga “Metanoia”, só que mais breve. Pra ouvir:

“Flash Delirium”

“Congratulations”

Congratulations, o álbum, ganha lançamento oficial em 13 de abril. E aí, qual das duas é a sua preferida?

[via]

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Mar 09 2010

Clipe: She & Him – In The Sun

O novo clipe do She & Him é exatamente como um novo clipe do She & Him deveria ser: Cute as hell.

Os ares cômicos da coreografia chegam a nos lembrar de “Let’s Go To The Mall”, da Robin Sparkles. Se você não asssite How I Met Your Mother, pega a comparação na sequência:

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Mar 09 2010

Lisztomania, cantada por crianças

O coral infantil PS22 foi montado pelo professor de canto Gregg Breinberg em 2000, e faz sucesso na Internet há um bom tempo. Para se ter uma ideia, os vídeos das crianças no Youtube já somam mais de 15 milhões de views. O coral já foi elogiado por Lady Gaga, Alicia Keys, Jason Mraz e Beyoncé, e participou de um dos discos mais comentados de 2009. As crianças cantaram em ‘Little Secrets’, ‘The Reeling’ e ‘Let Your Love Grow Tall’, de Manners, do Passion Pit.

No último final de semana, Gregg postou no YouTube o mais novo vídeo do coral PS22, em que as crianças cantam ‘Lisztomania’, do Phoenix. Coisa linda, de arrepiar.

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