De cara: El Camino – The Black Keys

Vazou. Seria essa a palavra que norteia os amantes da música hoje em dia? O vazamento de hoje foi El Camino, o novo álbum do The Black Keys. Depois de Brothers, o duo americano de blues rock chega com o seu sétimo álbum. Mais uma vez ele foi produzido pelo já lendário Danger Mouse – esse é o terceiro álbum produzido por ele.

Seguindo os passos do mestre Bracin, farei aqui o “de cara” do LP. Ele inaugurou a tradição – já é tradição? – aqui no Move That Jukebox com o Suck It And See, dos Arctic Monkeys e depois continuou com a modalidade de resenha rápida com o Mylo Xyloto (sei lá como escreve), do Coldplay. Agora chegou minha vez de me aventurar e a estreia não será fraca. Tô me aquecendo aqui. Prepare-se com a sua cópia de El Camino que já já a gente começa.

01 Lonely Boy – Essa já é velha conhecida. Tem como não ver o dançarino preferido do blues rock na nossa frente nessa? A música já soa muito mais dançante do que qualquer coisa que eu me lembre de Black Keys, o que parece que vai ser a tendência do álbum. A letra é boa, pegajosa. A guitarra é divertida e a bateria dita bem o ritmo. Waiting, waiting…

02 Dead And Gone – Bateria marcante no comecinho. Guitarra entra e um la la pra finalizar. Logo vem um oh, oh, oh. Estaria o Black Keys virando o Coldplay com tantas vogais cantados no comecinho das músicas? O refrão continua com a bateria marcando bem. Logo vem o solo. Bom saber que Dan Auerbach não deixou o blues de lado. No refrão a voz de Dan se mistura com um coral. Jogada interessante. É com a mesma batida que abre a faixa que ela acaba, e de repente.

03 Gold On The Ceiling – Eu conheço esse começo de algum lugar! “Howling For You”, do Brothers? Quase certeza que sim. They wanna get my… canta Dan. Mais um refrão com várias vozes cantando, mas o solo de guitarra chega salvando mais uma vez. Tô achando o álbum em geral bem dançante, mais alguém comigo?

04 Little Black Submarines – Comecinho só no violão, puxado para o blues. Lembra algumas faixas dos álbuns mais antigos do duo, quando vira e mexe aparece alguma coisa só no violão e voz. A bateria entra discreta. Um órgão segue e também se junta, tudo se silencia. E lá vem porrada. Uma guitarra de arrepiar, o baixo vem, a bateria também. Puta que pariu! Pronto, guitarra solo para fechar. Vai me falar que essa não é a melhor até agora? Talvez mais pela surpresa do que pela faixa em si. A voz volta e eu só posso repetir: puta que pariu! Por mim, vocês podem deixar essa guitarra solando pelo resto do álbum…

05 Money Maker – A porrada continua agora. Bateria forte com a guitarra bem Black Keys por cima. She is a money maker. Se continuar assim, a máquina de dinheiro vai ser a banda. Tem como não entrar de vez entre os grandes nomes do rock com esse álbum? Há uma faixa da metade, o ritmo vai bem. Muito bem. No solo, a guitarra vem com wah-wah, clássico. A faixa é boa. Mas devo admitir que fico com a anterior e a mudança brusca que ela tem no meio.

06 Run Right Back – Esta também não é novidade por aqui e imagino que nem por aí. Uma guitarra aguda marca o início. Refrão com um coralzinho mais uma vez. Junto com “Lonely Boy” deve ser a faixa mais dançante do El Camino. Gosto dessa quebra no meio da música, quando volta a bateria e o baixo, dá um charme legal! Gostosinha, dançante, coisa fina.

07 Sister – Guitarra arranhada abrindo a faixa. A bateria entra com força também, batida bem seca e marcada. Teclado marcando presença, dando toda a pegada soul que o Black Keys deve ter. Sister, sister. Ah, deve ser a que menos me chamou atenção até aqui. Tanto me chamou pouco a atenção que nem quero mais falar dela. Esperar acabar pra ver o que vem depois.

08 Hell Of A Season – Dançante. Bem dançante. No comecinho eu chutei, o álbum seria dançante. A batida coloca esta aqui junto com as nossas velhas amigas “Lonely Boy” e “Run Right Back” entre as mais dançantes do álbum. Guitarradas espalhadas durante a faixa e a voz com um pouco de distorção ali em cima. Mas ao mesmo tempo, ela não chama tanto quanto as outras duas. A não ser pelo baixo. Bela linha.

09 Stop Stop – Bateria rápida. E essa guitarra me lembra alguma coisa que não me vem agora. Não adianta ficar tentando lembrar. Stop, stop. Lá vem a maldita guitarra mais uma vez, guitarra não, guitarras, tem uma em cada ouvido. Mais uma linha de baixo que faz bonito, principalmente nas deixadas da bateria e das guitarras. Mais um solo interessante aqui. Diria que salvou a música. O refrão não me pegou e a música é, basicamente, o refrão. Agora sim. O refrão sem a bateria, com a guitarra overdrivada no fundo ficou bem interessante. A cozinha volta a trabalhar e a faixa acaba por aí.

10 Nova Baby – O que é o nome dessa faixa, amigos? Lá vai ela, no melhor estilo Black Keys. Bateria e guitarradas bem encaixadas. Esse refrão ficou bom, hein? Gostei do solinho de fundo. Combina com um show em estádio ou é impressão minha? Continua na mesma, o que não é ruim. Bateria se acalmando, parecido com o truque da música anterior. Solo agudo, interessante. Não era impressão, não. Essa combina, definitivamente, com um lugar grande.

11 Mind Eraser – Já tô ficando sem fôlego, mas vamos lá. Cozinha mostrando a que veio, bateria e baixo carregando a faixa. Chegamos ao refrão, a estrutura não muda muito. Um Ohhhhhh longo marca o começo da frase. Em nada parecido com o Coldplay, desta vez. Oh, don’t let it be over. E quem vai deixar acabar? A guitarra solo que acompanha o refrão faz o trabalho muito bem, tá discreta, mas tira ela pra você ver como fica sem graça. Ela vai terminando aos poucos, instrumentos soando e morrendo aos poucos… e silêncio. Acaba aqui o El Camino a resenha de “primeira orelhada” do LP. Aproveitando, já revisou a lista de melhores do ano?

  • Ana Raquel

    A sua surpresa com Little Black Submarines foi a mesma que aconteceu por aqui.
    Puta que Pariu!
    Pra mim, a melhor do álbum.

  • Não Deslumbrada

    é mesmo?

  • Alex

    Grande Album!! Black Keys é o Rock vivo e chutando!!