Death Cab For Cutie – The Open Door EP

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Nota: 3,5/5

Se você ouviu dizer que o Death Cab For Cutie já não é mais o mesmo do apoteótico Transatlanticism, então você ouviu certo. Mesmo assim, os novos materiais do grupo não são de se jogar fora, principalmente se você quiser acompanhar o nascimento de positivismo em um lugar que, por suposição, seria eternamente a casa de sons emotivos e mórbidos.

O Death Cab parece não gostar de desperdícios, e por isso lançou The Open Door: Para aproveitar todos os resquícios das gravações de Narrow Stairs, lançado no ano passado – e, de quebra, pra faturar uma grana extra. Entretanto, o frontman Ben Gibbard prefere que o EP não seja considerado uma coletânea de b-sides. A tarefa não é difícil, já que quase não se vê conexões  entre as músicas animadinhas de Open Door e as canções mais sonolentas de Narrow (como ‘Grapevine Fires’, ‘The Ice Is Getting Thinner’ e ‘Talking Bird’, que teve sua demo lançada no EP).

A faixa de abertura, ‘Little Bribes’, tem bastante dos Decemberists, como dúzias de outras lançadas pela banda nos últimos anos. Dá pra sentir algo de blues rock em sua essência, mas ligar a definição aos White Stripes seria um erro incompreensível – enquanto os Whites capricham no punk, Ben Gibbard prefere continuar carregando o pop nas costas.

‘My Mirror Speaks’ é a mais destacável entre as cinco músicas recém lançadas. Ela desce fácil e, com muita genialidade, pode ser tanto considerada do grupo de raiz do Death Cab (com as tradicionais letras emo) quanto uma das maiores novidades na discografia dos garotos de Washington, com batidas profundas e inéditas.

The Open Door foi um bom lançamento mas, tentando prever o futuro, diria que não vai marcar nada e ninguém. Naturalmente, EPs não são feitos para ficarem na história, mas este passa longe dos memoráveis Xan Valleys (2006, Klaxons) e Rags to Rags (1997, Eels), uns dos melhores extended-plays já lançados.

Alex Correa

4 Comentários para "Death Cab For Cutie – The Open Door EP"

  1. Concordo que o EP não corresponde à grandeza de outros trabalhos da banda… mas dizer que as letras são tradicionalmente [i]emo[/i] é sacanagem, heim, alex… :/
    Há uma sutil (e por sutil, eu quero dizer enorme) diferença entre as letras de Death Cab e Dashboard Confessional. Como por exemplo explicar a grandiosidade da letra de Soul Meets Body? As letras do Death Cab são poesias que chegam o mais próximo de descrever o indescritível. Ou pelo menos costumavam ser.

  2. Respeito sua opinião, mas discordo, o disco do ano passado “narrow stars”, pra mim é o melhor album dêles, tenho os antigos, mas sabe como é….dá um…aahhhnnnn….sôôôônnnoooo !!!!!

  3. Pô, concordo que tá bem diferente do resto, mas nem por isso ruim; os caras tão há muitos anos seguindo uma linha, ai é só dar uma deslizada que nego já mete o pau; calma lá, esse EP passa MUITO longe do que você diz aí, tem muitas músicas lindas e quando o assunto é death cab você tem que levar muito em conta as letras, que no caso desse ep são lindas, letras com a mesma qualidade de sempre, olhe A Diamond And A Tether por exemplo, é genial! E na minha opinião esse estilo mais animado deu muito certo, eu gostei bastante, e de qualquer forma é só um EP não é como se eles fossem mudar tanto assim o estilo, o que na minha opinião nem seria ruim, se mantiver a qualidade desse EP; Enfim, eu entendo que é tudo uma questão de opinião, mas não acho justo você descartar assim uma compilação tão interessante quanto essa, que pode até vir a ser um marco na carreira deles, por diferenciar-se tanto do resto já gravado.

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