Delphic – Acolyte

Se me perguntassem como é a música do futuro, diria que ela é uma mistura de tudo que já se viu, sem uma divisão clara de estilo, tudo será apenas música. Agora, se estiverem falando de um futuro de ficção científica, com viagens espaciais e amores interplanetários, eu imaginaria algo muito parecido com Delphic.

Este quarteto de Manchester já lançava singles desde o início do ano passado, mas o debut saiu só agora em janeiro, mostrando uma banda muito preocupada com produção e estética. O som é limpo, as músicas bem produzidas e os clipes muito bem feitos.

A roupagem espacial que citei no início pode ser sentida durante todo o decorrer das dez músicas de ‘Acolyte’, que variam entre refrões fortes e grudentos e músicas mais calmas e viajadas. O disco começa calmo, como que chamando o ouvinte a participar de uma viagem com a banda, iniciada pela chuva de sintetizadores que vem após a introdução de ‘Clarion Call’, e que continua na ótima ‘Doubt’, típica música que fica na cabeça por dias.

Melodias marcantes e um tanto românticas são comuns no álbum, que por ser tão catchy acaba se tornando enjoativo após algumas audições. Talvez a única música que destoe disto é ‘Acolyte’, uma linda sinfonia estelar de 8 minutos de duração.

Porém, o fato de talvez cansar os ouvidos não tira o mérito da banda, que só causa essa reação por fazer com que, antes dela, o ouvinte fique com uma vontade incrível de escutar cada vez mais o disco. E de ver em cada detalhe eletrônico e instrumental a dedicação da banda em fazer algo bem feito, mesmo que o resultado não seja um clássico inesquecível.

  • Vitor Vizz

    Concordo plenamente, as músicas tem muita unidade entre si e são muito carismáticas, mas acho que talvez eles poderiam ter ousado um pouco mais em algumas faixas diferentes.
    Um ponto forte pra mim nesse Cd são as dinâmicas, no tempo certo e com muita força, num nível que um Nirvana faria…