Documentário sobre Amy Winehouse estreia no Netflix

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Acho que se teve um dia em que fiquei triste por algum artista ter morrido, este dia foi 23 de julho de 2011, quando foi noticiada a morte de Amy Winehouse.Tudo porque conheci a cantora assim que ela lançou Black to Black e fiquei aficionada. Era muito talento para uma menina magrinha que vinha de Londres. As canções pareciam fazer tanto sentido para mim e cada vez que escutava, encontrava um som diferente, uma letra que não tinha entendido o significado completamente, uma versão de uma antiga música que ela acabara de gravar.

Pois bem, o documentário sobre sua vida e carreira foi lançado ano passado e mesmo que esteja concorrendo ao Oscar de 2016, ao Brit Awards e vá estrear no Netflix em 1º de fevereiro de 2016 (yes!), ele deixa um pouco a desejar. Acho que o diretor Assif Kapadia focou demais na parte triste da história e deixou polêmicas de lado. Quantas vezes Amy não ficou sem cantar ou esqueceu as letras das músicas? Ou mesmo deixou a banda e foi se drogar no backstage? Todos que acompanharam sua carreira sabem dessas histórias, mas elas não estão na fita. E a tal foto com os ratinhos, que ela tirou com Pete Doherty?

De certa forma, ele quis dar mais humanidade a Amy. No fundo, ela era uma menina, que nunca teve limites de seus pais. Sofria de bulimia quando ainda era muito jovem e ninguém percebeu ou resolveu ajudá-la. A fama veio de uma forma inesperada e tão rápida, que não teve como se organizar mentalmente para ela. Sem contar aquele marido que só a colocava para baixo. Além disso, sabemos que os tabloides londrinos são vorazes. Os fotógrafos, ficavam na porta da casa de Amy dia e noite para tirar qualquer foto que pudessem. Daí, vimos de camarote a queda de uma estrela.

Amy era uma moça muito frágil, que precisava de amor, carinho, atenção e limites. Ela se apaixonava muito rápido. Tudo com ela era muito profundo. Uma pequena análise nas letras que escrevia e sua história de vida estava toda lá. O quanto o ex havia lhe machucado, ou o pai que falou isso, ou aquele amigo que deixou de fazer aquilo outro. É tudo confessional. O documentário é feito com as vozes em off e muitas entrevistas que Amy deu em rádios, TV, sites, etc…O que achei muito legal. Ele fica mais rico com as entrevistas com os amigos, que pareciam ser muito mais presentes que os pais da moça. Embora tenha quase duas horas, o ritmo do filme é muito bom. Passa tão rápido, que no fim você só sente saudades, como sentimos saudades de Amy Winehouse.

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