Editors – In this light and on this evening

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Depois de um badaladíssimo começo de carreira com o disco The back room, o Editors deslizou um pouco com seu segundo trabalho, An end has a start, de 2007. Já em 2009, a banda resolveu dar um novo gás na carreira com um terceiro álbum de inéditas: In this light and on this evening. O disco, se não chega a ter composições brilhantes como “All sparks“, “Blood” e “Munich” – incluídas no debut do grupo – pelo menos não fica na mesmice e obviedade do lançamento de dois anos atrás.

“In this light and on this evening” abre o disco de forma lúgubre e intensa. 4 minutos e apenas 4 frases cantadas repetidamente de forma quase macabra pelo vocalista Tom Smith. “Bricks and mortar” e “Papillon” (primeiro single) são para afastar de vez as constantes comparações com o Interpol – as músicas, com guitarras praticamente inaudíveis, focam mais em sintetizadores e teclados, fazendo com que as similaridades se voltem mais para bandas como She Wants Revenge, New Order e Depeche Mode.

“You don’t know love” e “Like treasure” – provavelmente a melhor do disco – são outros destaques de In this light and on this evening. “Eat raw meat = blood drool”, penúltima música, ratifica a preferência atual do quarteto inglês por batidas eletrônicas e outros elementos em detrimento das guitarras características de post-punk presentes nos dois primeiros álbuns.

E nesse clima mais influenciado por sintetizadores e pelo tom soturno no excelente trabalho vocal de Tom Smith é que se baseia o terceiro disco do Editors, cuja produção ficou a cargo de Mark “Flood” Ellis (Sigur Rós, Smashing Pumpkins, Depeche Mode, The Killers, Nine Inch Nails) e cujo lançamento está programado para o dia 12 de outubro. Um disco imperdível para os fãs do Editors e que tem potencial para angariar novos adoradores que ainda não conhecem a banda.

P.S.: A “deluxe edition” de In this night and on this evening ainda contará com 5 faixas que foram deixadas de fora da edição definitiva do disco que, infelizmente, só possui 9 faixas.

  • Eduardo Azeredo

    Quando eu escutei Papillon, fiquei decepcionado e achava que o álbum ia ser bem fraco. Pra minha felicidade, quebrei a cara.

    A própria Papillon dentro do álbum fica melhor de ser escutada que sozinha. E todo o álbum tem uma coisa mais ambiente diferente do post-punk com riffs apelativos dos álbuns anteriores.

    É um ótimo álbum pra quem curte eletrônico e músicas com estruturas não tão convencionais. Não imaginava que o Editors fosse fazer um álbum tão fora do convencional como foi. Muito bom.

    Enfim, eu devo ser o maior fã de Editors que comenta nesse blog! hahahahah

  • Adorei esse disco. E Neto, pra mim eles de forma alguma deslizaram no An End Has a Start. Pelo contrário, acho o segundo bem melhor que o debut. Mas é tudo questão de opinião, cada um tem a sua…

  • Eduardo Azeredo

    Eu também prefiro o An End Has a Start ao The Back Room, mas acho que caiu no conceito de muita gente justamente por ser um álbum parecido e até mais repetitivo que o primeiro.

    Dentro do contexto foi desapontador, mas escutando álbum por álbum sem levar o histórico em conta, acho o segundo melhor mesmo.

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  • Markito

    Disquinho bacana, e merece figurar nas famosas listinhas dos melhores do ano, já tô encomendando o cd ( original, é claro ) hehehehe, recomendo !!!

  • Raquel

    Muito bom, aliás, Editors é uma das melhores bandas de indie rock que eu conheço! Eu recomendo!

  • Bacana até, pra quem gosta de eltrônico.
    Esperava mais do disco.

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