Em sua quinta edição brasileira, Campus Party provoca discussões além dos 20GB de internet

Foi com muita expectativa, honra e animação que aceitamos o convite da organização da Campus Party para sermos uma das comunidades parceiras do grande evento de tecnologia. Juntamente com gente grande e “de casa”, como o Jovem Nerd e outros sites geeks, o Move esteve presente em todos os dias da #CPBR5, no Anhembi, em São Paulo, cobrindo os movimentos interessantes e que tivessem a ver com o site.

Foram dezenas de horas alternando, na maioria das vezes, entre os palcos de Mídias Sociais, Artes Digitais e, obviamente, Música. Este último, com curadoria impecável de Lalai e Ana Laura Mello, da agência Remix, trouxe ótimas discussões à tona e reflexões e opiniões que podem ajudar a moldar o que está por vir nesse nosso mundinho sonoro. A pauta abrangeu o mercado independente, o marketing para bandas iniciantes, a luta – se é que existe – entre revistas e portais de músicas, o crowdfunding, técnicas para aproveitar melhor vídeos e clipes, oficinas de mashup, palestras com a equipe do Soundcloud, entre outros assuntos.

Pisaram no palco de Música nomes como Alexandre Matias, Mallu Magalhães, Ian Black, Bruno Tozzini, Emicida (que foi interrompido por um princípio de temporal que invadiu o Anhembi), pessoal do Móveis Coloniais de Acaju, Pablo Miyazawa, Rafael Rocha, Gorky, Sany Pitbull, Camilo Rocha e mais uma penca de nomes relevantes.

E enquanto vários nerds quase choravam de felicidade com a velocidade da internet local (link de 20GB!), era possível passear pelas outras áreas e pegar pontas de mesas redondas e bate-papos bem interessantes. Astronomia, Robótica, Software Livre, Modding, Segurança, Programação. O que não faltou foram temas atuais, promissores e com público interessado. É claro que uma ou outra palestra chegou com status um pouco acima do que o merecido (por exemplo, Os Filhos da Internet, com a ~nata~ da internet ~humorística~ no país, ou mesmo a de Julien Fourgeaud, que se revelou um pastiche de auto-ajuda altamente descartável) – mas nada que tirasse o brilho da semana mais esperada pelos geeks de todo o país.

A organização agia rapidamente quando enfrentava algum problema e as filas eram suportáveis – menos as que direcionavam você para o resgate de brindes que o evento distribuiu. Apesar da garrafinha de água a 4 reais nas 2 lanchonetes do lugar, havia bebedouros e outras opções mais em conta em carrinhos ambulantes. O calor, que foi insuportável em quase toda a cidade durante a semana, foi uma das marcas registradas da Campus – assim como as chuvas cabulosas e intimidadoras que costumavam cair nos fins de tarde.

No fim, o que restou foi um HD com séries e filmes pra ver provavelmente pelo resto da vida e muita, mas MUITA ideia e inspiração de como fazer as coisas do seu jeito, como você gosta. Exemplos de empreendedorismo de sucessos, de startups promissoras e de dicas para profissionalizar e alavancar o sucesso do que você sabe e gosta de fazer não faltaram. Resta saber quem saberá aproveitar as dicas e chances e tomará o lugar de figurinhas carimbadas, como Marco Gomes e o pessoal do Jovem Nerd, por exemplo, nas próximas edições.

Pra quem perdeu a semana – ou ficou no Warcraft ou no carrinho de corrida durante a feira -, é só dar um pulo no site da Campus Party e conferir vários vídeos e resumões de como foi o evento de tecnologia e tendências digitais mais importante do país.

E que venha a Campus 2013!

Fotos: Mahê Ferreira